Tempestade
34 Epílogo
Notas iniciais
“Quem passou pela tempestade sabe valorizar o arco-íris”. – Lu Nandes
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– Música sugerida (Thinking out loud – Ed Sheeran) –
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Charlie Swan agora dividia uma cela com um estelionatário... É o Swan havia sido julgado e além de cumprir pena em regime fechado fora obrigado a entregar todo o seu patrimônio a filha... Irina, sua esposa, ficara surpresa ao descobrir que o marido era possuidor de uma grande quantidade de bens imóveis e ações de valores... Charlie escondera-se por anos com a fachada de um simples diretor financeiro, mas era financeiramente maior do que isso, claro devida à usurpação da herança de Isabella... E não parara por aí... James e Victoria haviam sido tão brilhantes na acusação que, utilizando-se das leis, conseguiram ainda tirar do homem a única parte que lhe fora dada como herança pela esposa, o luxuoso apartamento em Tacoma agora pertencia a Isabella... A jovem Isabella Clarke hoje voltava a ser rica. Infelizmente Samuel Uley continuava foragido, mas a Interpol fora acionada fazendo dele um procurado internacional quando James e Victoria conseguiram rastrear uma transferência bancaria do Uley para a Suíça ainda na época em que ele estava andando por Seattle. Quanto a Irina Denali... estava falida... A DenaliAir fechara as portas depois que seus investidores resolveram retirar o dinheiro investido e a jovem e arrogante Denali tornava-se uma modesta desempregada possuidora de poucos rendimentos e para piorar, a Volturi comprou dias depois as antigas instalações da Denali e Irina ao ficar sabendo teve um ataque de fúria sem precedente destruindo por completo a sala de seu apartamento...
– Ela só ganhou outro prejuízo. – Afirmou Edward ao fechar o jornal que acabava de ler e Isabella ao seu lado...
– Você quer dizer perdeu não é, amor? – Disse séria. – Não gosto de ver ninguém por baixo... Mas é como se diz:'Aqui se faz, aqui se paga'. Tanta maldade só a levou a solidão e falência. – Definiu e Emmett coçando a cabeça aproximava-se da mesa do café.
– Bom dia campeão!– Disse Edward sorrindo.
– Está chovendo, eu ouvi. – Destacou o garotinho com o humor azedo e Isabella sorrindo fitou o marido... A chuva sempre seria uma linda imagem carregada de recordações para o casal.
– Logo, logo ela para, amigo. – Afirmou Isabella. – Venha sente-se e tome seu café da manhã... O papai fez panquecas. – Disse fazendo o garoto arregalar os olhos e sorrir satisfeito.
– Emm... – Chamou Edward observando o filho comer e o pequeno lhe deu atenção. – Está chegando um data importante e eu quero saber... O que vai ser? – Questionou referindo-se ao aniversário de oito anos de Emmett que se aproximava e ele animando-se...
– Posso pedir o que quiser? – Perguntou esperançoso.
– Emmett... – Advertiu Isabella temendo um exagero, mas papai Edward não estava preocupado.
– Sim, pode pedir o que quiser. – Afirmou o Cullen e Isabella fechou os olhos no momento em que o filho arregalava os seus...
– Sabe o que? Sabe o que? – Indagou sorrindo. – Posso levar meus amigos para um passeio no Tempestade? Um... Um de cada vez? – Perguntou esperançoso, Edward olhou do filho para Isabella e voltando-se para o garoto.
– Ok, vamos fazer uma sessão de voos com cada um deles então. – Respondeu e Emmett batendo palmas sorria.
– E sabe o que? Sabe o que, mamãe? – Inquiriu mantendo a animação.
– O que, amigo? – Retrucou.
– Podemos fazer uma festa na cabana? – Perguntou em expectativa.
– Na cabana, Emm? – Soltou. – Mas lá é pequeno, filho, e o acesso é complicado e...
– Mas lá é muito bonito e eu gosto muito de lá. – Argumentou e foi a vez de Isabella olhar do filho para Edward, como se pedisse ajuda... O Cullen com tranquilidade...
– Por que não? – Colocou.
– Era para me ajudar e não fazer o contrário. – Repreendeu Isabella.
– Linda, podemos dar um jeito... Acesso de carro, temos, o gramado pode ser usado, colocamos tendas e alugamos aqueles brinquedos infláveis... Eu acho totalmente possível. – Pensava Edward.
– A cozinha da cabana é muito pequena para preparar algo para tantas pessoas. – Argumentou Isabella.
– Serve só salgadinho e refrigerante, mamãe. – Sugeriu Emmett e Edward rindo...
– Não acho uma boa ideia, campeão. – Colocou.
– Edward... – Resmungou Isabella.
– Vamos contratar tudo, todo o serviço de buffet... Eles que se encarreguem de levar tudo até lá... Nossa preocupação vai ser apenas receber os convidados...
– O acesso de carro não é tão bom assim. – Disse Isabella.
– Os convidados virão de carro até o Instituto e de lá uma Van, que iremos contratar, irá leva-los até o topo da montanha. – Definiu Edward e Emmett praticamente pulava da cadeira, já Isabella ainda estava temerosa quanto a ideia...
**
– Eu finalmente vou conhecer a famosa cabana. – Disse Victoria depois de sorver seu café.
– Estou tão curiosa quanto você. – Destacou Alice ao lado da ruiva... As duas estavam compartilhando de um chá de final de tarde com Isabella no centro de Seattle.
– Seu irmão quando põe uma coisa na cabeça quem tira? – Resmungou conformada. – Sem contar o idealizador da ideia... Emmett está contando os dias para essa festa. – Disse sorrindo sem graça.
– Relaxa Bella... Estaremos lá para te ajudar. – Devolveu Alice piscando por fim... Um celular se fez ouvir e Victoria notou ser o seu...
– Diga... – Disse tranquila... Isabella e Alice continuaram a conversar, mas logo foram obrigadas a parar e prestar atenção. – Jane como vou saber onde está o carregador do seu celular? – Disse a ruiva. – Quem usou não fui eu, foi James... Pergunte a ele, ou procure nas bagunças dele... Aliás, eu estava pensando... Não vou ficar arrumando a bagunça de ninguém... Então a moça que vem duas vezes por semana para a limpeza, estou pensando em contrata-la para todos os dias... O que você acha? – Questionou... Alice e Isabella se entreolharam, a curiosidade subindo-lhes aos poros... – Eu não sei se ela cozinha, vou perguntar... Mas eu acho que James tem se saído bem, nessas ultimas vezes... Vai ser interessante deixar isso na mão dele, o que acha? – Soltou com humor e riu em seguida ao ouvir a resposta de Jane do outro lado da linha. – Certo... Bem, vou passar no escritório e depois vou para casa... Perfeito, então quando você chegar resolvemos essa questão da limpeza. – Disse encerrando a chamada... Guardou o celular na bolsa e ao elevar os olhos notou a atenção que lhe era dispensada.
– Estava falando com minha prima? – Perguntou Alice tentando conter a surpresa.
– Exatamente... Ela vive emprestando o carregador do celular para James e ele, pra variar, deixa em lugares inimagináveis... – Explicava.
– Vic... Me diz uma coisa... – Pediu uma Isabella desconfiada. – Essa conversa toda entre você e a Jane... Essa historia de contratar uma diarista para limpar a casa e tal...
– Sim, sim... Nós estamos morando juntos, sim. – Declarou a ruiva encerrando o assunto.
– Nossa que moderno! – Colocou Alice e Isabella rindo.
– Bem... Estava ficando caro isso de cada dia na casa de um, sem contar que Jane usava o apartamento de Edward... Então nós resolvemos morar juntos mesmo e pronto. Explicou Victoria.
– Com James cozinhando... – Provocou Isabella e a ruiva sorrindo...
– Ele até que leva jeito. – Devolveu piscando e com essa Alice também riu.
**
O sol estava fixo no céu em toda a sua plenitude, o dia parecia perfeito... 'Nossa família' havia dormido na cabana e logo cedo fora despertada pela empresa que trouxera os brinquedos infláveis... Era aniversário do pequeno Emmett, e ele não cabia em si vendo seus pedidos se realizarem... A empolgação era tanta que mamãe Bella lhe deu um suco de maracujá bem doce no café da manhã para acalmar os ânimos... Tudo estava correndo bem, todos os preparativos estava seguindo a ordem combinada... Papai e mamãe se dividiram para resolver tudo até a chegada dos convidados... É claro que o Tempestade não poderia faltar e Edward havia se precavido trazendo um piloto da Volturi pare lhe ajudar com os passeios...
– Quando você me falou do projeto da cabana... Eu fiquei curioso... Achei a ideia muito boa... Mas agora ao vê-la de perto... Tenho que dizer, filho... Você fez um excelente trabalho por aqui... – Dizia Carlisle mais uma vez orgulhoso do primogênito. – Será que tem como me emprestar um dia desses? Sabe como é... uma noite fria, uma lareira acesa, um chocolate quente e um cobertor... Acho que consigo fazer Esme se apaixonar um pouco mais por mim, não acha? – Disse piscando por fim e Edward rindo...
– Mas é claro, doutor... Está a disposição. – Declarou e os dois riram.
...
– Então foi aqui que Emmett foi feito? – Provocou Victoria e Isabella ruborizando.
– Sim, foi... A cabana não era essa, é claro... Mas foi aqui... A melhor noite da minha vida. – Disse saudosista.
– E a mais assustadora também. – Continuou a provocar a ruiva e Isabella rindo.
– Um pouco de romantismo às vezes cai bem, sabia? – Retrucou.
...
As crianças começaram a chegar para a alegria de Emmett...
– Você tem uma... Uma montanha só pra você? – Perguntou o pequenino Riley ao ajeitar os óculos de grau enquanto admirava tudo a sua volta, do grande e bem aparado gramado a cabana ultramoderna que se via no centro daquela planície... Emmett com um sorrisão colado aos lábios assentiu.
– É isso aí... Vem, Riley... Vem, vamos dar uma volta no Tempestade... Lá em cima é mais bonito ainda. – Disse puxando o amiguinho em direção ao pequeno helicóptero.
...
Os adultos que chegavam eram acomodados debaixo de uma grande tenda montada ao lado da cabana e os comes e bebes eram servidos com generosidade... Sim, Edward e Isabella estavam ostentando, mas Emmett merecia... O pequenino era a alegria e concretização de um amor que vencera grandes obstáculos, sim, comemorar seu aniversario em grande estilo era mais do que merecido, sem contar que era o primeiro aniversário com papai Edward por perto, o primeiro de muitos... O Cullen, assim como Isabella, estava se dividindo entre os convidados até que um dos convidados se aproximou...
– Olá, senhor Cullen. – Disse o pequeno Jacob Black e Edward sorrindo...
– Como vai, Jake? – Perguntou.
– Eu estou muito bem. – Devolveu o garotinho enquanto os demais escolhiam dentre as opções de divertimento dispostas no gramado... Pula-Pula, Escorregador inflável, futebol no sabão... Sem contar o Tempestade.
– Ótimo...– Lançou o Cullen observando o olhar sério demais que o menino lhe lançava.
– Senhor Cullen... – Disse interrompendo Edward. — Eu quero dizer que... Que... Estou de olho no senhor. – Declarou estufando o peito e Edward ficou dividido entre sorrir e franzir a testa e o garoto dando um passo à frente... – Se o senhor... Se o senhor fizer a tia Bella chorar de novo a sua canela vai ter uma conversa com o meu tênis novo. – Ameaçou e Edward entrando na brincadeira deu também um passo à frente e inclinou-se na direção de Jacob que deu um passo atrás demonstrando certa insegurança...
– Ok, recado recebido! — Afirmou Edward com seriedade para em seguida abrir um largo sorriso... – Agora... O que acha de ir junto com os outros meninos explorar todos os brinquedos, ou então dar uma volta no Tempestade? – Perguntou piscando para o menino que assentindo...
– Está... Está certo, eu vou sim. – Declarou e logo saiu em direção aos outros e Edward ainda o fitando começou a rir sozinho.
...
O por do sol surgia fazendo o ambiente ficar com ares cinematográfico deixando os poucos convidados que restavam admirar a romântica imagem... Emmett, com as baterias descarregadas, estava na sala da cabana junto com Rosalie e Seth, os três assistiam a um desenho... Sonolentos demonstravam que logo dormiriam... Era praticamente a família que sobrara, os mais íntimos e queridos... Edward pegando na mão do seu amor a puxou para uma caminhada... O destino foi o pequeno mirante e logo abaixo, o rio... A visão do por do sol ali era ainda mais vívida... Isabella ainda sentia-se um pouco incomodada em estar ali, mas Edward estava quebrando esse incomodo, aos poucos...
– Enfim, deu tudo certo e temos um pequeno realizado. – Disse Edward ao beija-la.
– Salvas as devidas proporções do exagero... Sim, ele está realizado. – Devolveu.
– Ele merece. – Retrucou Edward.
– Certo senhor, mas vamos combinar uma coisa... Nada de exageros a partir de agora... Não quero que Emmett se torne uma criança mimada, sem limites... Eu quero que ele tenha o pé no chão, tenha noção da realidade e...
– Ok, ok... Você está certa e eu vou me comportar... É que... Sabe, Linda... Eu não vivi nada disso e eu... Eu queria deixar marcada a minha presença na vida dele e...
– A sua presença na vida dele está mais do que marcada... Assim como na minha. – Disse puxando-o para um beijo e Edward sentiu-se ainda mais preparado para o próximo passo... Um passo que estava planejando dar nos últimos dias, havia se preparado para ele... Estava ansioso para faze-lo... Encerrando o beijo, afastando-se dela e deixando-a intrigada pela perda de contato, ele respirou fundo e colocou a mão no bolso da calça retirando a caixinha que a dias lhe pesava nas mãos... Isabella notou a mudança e suspirou audivelmente...
– Eu... Eu escolhi esse lugar, dentro todos os lugares marcantes aqui nessa montanha... Eu escolhi esse... Que te assusta... Para quem sabe assim, quebrar esse trauma... – Dizia abrindo a caixinha ao passo que se ajoelhava... – Isabella Clarke... Você me daria à imensa honra de ser minha para sempre... De... De maneira oficial? – Perguntou inseguro, envergonhado e ela achou todo o ato apaixonante e ajoelhando-se, de frente a ele... Agarrou-o... Os olhos agora transbordando em lagrimas...
– Sim... Sim... Sim... – Dizia baixinho beijando-o... – Eu vou passar a vida dizendo sim para você. – Afirmou e Edward sorrindo colocou o anel em seu delicado dedo anelar.
– Agora é oficial... Em breve você será a senhora Masen Cullen. – Declarou orgulhoso da situação recebendo mais um beijo de sua noiva e para manter o humor... – Sinto muito, mas o pequeno senhor Black perdeu a chance de vez. – Provocou fazendo-a rir o abraçando mais uma vez... Abraçados viram a noite chegar e as pequeninas luzes alimentadas pela energia solar iluminavam o pequeno mirante, assim como o caminho de volta à cabana...
– Você conseguiu... Fez de um lugar triste, para mim, um local alegre, festivo... Inesquecível... – Começou segurando o rosto dele com as mãos. – Sempre foi assim... Desde a primeira vez... Você tinha todos os motivos para ser a pessoa mais revoltada do mundo e demonstrar isso ... Mas não... Ao contrario... Eu nunca conheci pessoa mais doce, mais positiva... De coração tão bom e amoroso como você... E eu... Eu fui à privilegiada em tê-lo para mim... – Dizia com a voz embargada e os olhos de Edward tornaram-se marejados em instantes...
– Linda...
– Você entrou na minha vida levando toda dor, solidão... E... Mesmo quando eu pensei que não fosse mais ter você... Mesmo quando a dor voltou, ainda assim ela não era intensa... Porque... Porque você me deu um motivo maravilhoso para viver... É... você sempre me deu tudo, desde o começo me deu tudo... – Concluía. – E sabe o que? Sabe o que? – Disse fazendo Edward rir em meio às lagrimas que agora desciam. – Eu amo você e vou amar eternamente! – Declarou beijando-o mais uma vez.
– Eu não tinha nada e você... Você me deu tudo... Me deu um motivo para lutar... E mesmo... Mesmo depois de me deixar enganar, e ficar longe de você... Ainda assim você continuou sendo minha força... Linda... Minha vida começou naquela tarde chuvosa na floresta e eu até hoje agradeço a Deus por me levar até lá... Até você... Até a minha vida... Isabella... Eu amo você, sempre vou amar. – Disse.
A doçura de Isabella juntou-se a coragem de Edward naquela tarde chuvosa ao pé de uma velha arvore na floresta, o amor nasceu e mesmo diante da fatalidade, cresceu. O tempo trouxe a dor e deixou cicatriz, mas o amor... Esse um dia retornou e se viu obrigado a provar sua força... Uma poderosa força capaz de enfrentar todos os obstáculos... E o tão ansiado e merecido felizes para sempre foi conquistado... Um felizes para sempre com rotinas, pequenas briguinhas, problemas corriqueiros e totalmente normais para qualquer outro casal apaixonado... Edward e Isabella enfim puderam gritar ao mundo o quanto se amavam e melhor ainda puderam mostrar ao mundo esse amor.
“O amor é como uma grande casa que tem que ser construída por você. Ele pode sofrer com as tempestades, entretanto continuara ali. Você não pode deixá-lo morrer quebrar ou vender por qualquer casa que já esteja pronta porque assim não descobrirá o valor de tê-la, assim é o amor. A casa suportara se estiver ali nas alegrias, tristezas, raiva, ciúmes e todos os seus sentimentos tudo o que envolva o coração. Construa esta casa, deixe-a transformar-se em uma mansão, pois esse é o verdadeiro amor o que escuta e compreende e vive dentro de cada pessoa que se deseja amar”. Nicholas Sparks
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