Tempestade
23 Casa
Notas iniciais
“A lembrança do amor vai te trazer para casa” — Perhaps Love — John Denver
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– Música sugerida (I Was Broken – Marcus Foster) -
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Edward sobrevoou Seattle a bordo do Tempestade... Seus olhos fitavam a grande cidade, queimava-lhe a ideia de que estava mais perto dela... Tacoma estava tão proxima, alguns minutos a mais de voo... Isabella, o nome sempre estaria gravado em sua memória junto com o sorriso, o corpo... As palavras trocadas... Isabella... Mas ali, agora, o voo era de apresentação... O Tempestade era apresentado a toda Seattle e ele precisava concentrar sua mente nisso... Permitiu que fotografassem a aeronave no solo, respondeu a perguntas e mais perguntas e satisfeito observou a reação da impressa e dos curiosos... Tempestade já era um sucesso e havia calado a boca de muitos que estavam duvidando de seu feito.
– Estou orgulhoso de você! – Afirmou Carlisle com toda a família ao seu lado feliz pelo sucesso de Edward.
– Eu devo tudo isso ao senhor, pai. – Disse agradecido e o médico emocionado aproximou-se mais do filho... Esme e Alice já choravam a tempos enquanto a pequena Rosalie admirava o Tempestade junto com seu pai.
– Eu não fiz mais do que minha obrigação, aliás, não fiz quase nada... Você é quem deve levar todo o credito garoto... Manteve-se firme, estudou com afinco... Tornou-se um grande homem Edward e eu não poderia me sentir mais orgulhoso de ser seu pai. – Observou Carlisle emocionado puxando Edward para um abraço.
– Ok, ok doutor Cullen... O que acha então de sobrevoar Seattle a bordo do Tempestade? – Perguntou... Recomeço, era o que significava voltar para casa.
**
Ela estava dobrando as roupas que trouxera da lavanderia enquanto a ruiva insistia...
– Bella, por favor... Você não vai se arrepender... – Choramingava e em seguida... – Mas que droga, você resolveu aderir ao celibato é isso? – Soltou indignada e Isabella foi obrigada a rir. – Bella...
– Vic não... Todas as vezes que aceitei seus convites me vi em uma roubada... Ou você desaparece e eu fico sozinha ou aparece algum idiota para me importunar... Ou... Ou eu me arrependo depois... – Soltava.
– Não seja injusta, você já se divertiu e muito comigo amiga... Eu me lembro do médico bonitão... Como é mesmo o nome dele? – Dizia e Isabella revirando os olhos...
– Benjamim... E você sabe melhor do que ninguém que não durou nada... Primeiro porque ele não tinha tempo e segundo porque... Bem... Porque eu também não tinha tempo... Como... Como não tenho tempo agora...
– Nem começa a colocar meu príncipe como empecilho Bella... Emmett pode muito bem ficar com Leah ou até com a mãe do seu fã número um... – Comentava, cortando a amiga, e por fim referindo-se a Jacob Black e sua mãe Sarah e Isabella revirando os olhos mais uma vez riu gostoso.
– Victoria pode parar eu não vou com você em balada nenhuma... Terei trabalho a fazer no dia seguinte e você sabe que não gosto de deixar Emmett... Meu pequenino é responsabilidade minha e eu amo ficar com ele. – Colocou definitiva.
– Droga... – Resmungou mais uma vez a ruiva. – Bella desse jeito você vai permanecer encalhada e nunca, nunquinha vai arrumar um pai para o Emm. – Soltou cruzando os braços e se jogando no sofá.
– Eu não estou encalhada coisa nenhuma e Emmett já tem um pai, sempre vai ter e você sabe disso. – Devolveu contrariada e a amiga fazendo um biquinho se calou... Isabella já tentara por vezes, muitas vezes, refazer sua vida... Estar envolvida romanticamente com alguém, mas até hoje nada tinha dado resultado... Em todas as vezes as barreiras que ela mesma se impunha impediam qualquer relacionamento de seguir adiante... Só a simples ideia de substituir em seu coração aquele que era dono de cada espaço lhe parecia insuportável e por isso ela se quebrava um pouco mais no final... Nos últimos tempos decidira dar um basta na ideia porque afinal ela não se permitiria mesmo... Sempre seria Edward, apenas ele, definira e decidida preferia seguir assim... Sozinha!
**
Ele estava a mais de meia hora parado ali, dentro de seu carro, apenas fitando o luxuoso condomínio na parte nobre de Tacoma... Ela ainda viveria ali? Perguntava-se... Se esperasse um pouco mais talvez a visse chegando ou saindo... Ou não... Com certeza não, concluía... Ela deve ter se casado a essa altura Edward, deve morar longe daqui com algum figurão bem sucedido, imaginava nem se dando conta que voltava ali naquele momento a portar-se como o garoto inseguro da época do Instituto Correcional... Deu a partida no carro e saiu dali... Deveria deixar para trás, era o melhor... Não deveria voltar a pensar, definia... Em vão! E a viagem seguiu-se até Forks... A casa continuava igual, observou um tanto nostálgico, contudo quem lhe atendera a porta chamou atenção... Ela lhe fitou... Os olhos continuavam os mesmos, nunca mudariam... Olhos de Carlisle... Doces e bondosos olhos... Lembrou-se com admiração...
– Edward... – Soltou surpresa.
– Olá... – Devolveu contendo-se... Chama-la de mãe não parecia o certo... Esme, era a única que merecera, até hoje, esse título vindo dele... Elisabeth, era apenas... Elisabeth, pensava no instante em que ouviu a voz conhecida vindo de dentro da casa e logo Lince apareceu...
– Edward Masen. – Definiu sorrindo. – Quem é vivo sempre aparece... A que devo a honra de receber o criador do Tempestade em minha porta. – Provocou bem-humorado e Edward riu feliz em rever o grande amigo.
– Vim procurar um parceiro para consertar algumas caldeiras. – Retrucou entrando na brincadeira... Elisabeth manteve-se ali admirando seu filho biológico, hoje um homem feito... Fizera a coisa certa e aquilo aquecia seu coração... Fizeram-no entrar e acomodaram-se na sala... A conversa seguiu, Elisabeth serviu-lhes um café e Edward então percebeu que ela morava ali com Lince... Sim, haviam se entendido ao longo dos anos e engataram um romance um tanto agridoce da parte da mulher já tão machucada pela vida e para Lince estava muito cômodo, tranquilo como era de seu feitio.
– Mas me diga que história é essa de caldeiras? – Questionou o mecânico e Edward sorrindo...
– Depois que voltei da Inglaterra... Conversei muito com meu pai sobre uma ideia que tive e ele me apoiou na decisão... – Começou, o que era uma verdade... Edward voltara de Londres como uma ideia fixa, proporcionar a garotos como ele um dia fora uma possibilidade de mudança de vida... E daí surgira a ideia que discutira com Carlisle e seu pai lhe apoiara... – Criar um local de abrigo e ao mesmo tempo de ensino para jovens que passaram por algum problema, algum abuso, ou que transgrediram alguma regra... Enfim... Minha ideia é fazer o que o Instituto Correcional deveria ter feito... Ajudar e não punir pura e simplesmente...
– Edward...
– Eu quero dar a outros uma chance Lince. – Cortou o amigo que fitou-o com intensidade.
– Como pretende fazer isso? – Questionou o mecânico.
– Eu comprei o lugar onde funcionava o Instituto... E agora quero montar uma equipe multidisciplinar... Psicólogos... Pedagogos... Professores... Meu advogado já está entrando em contato com o juizado para propor uma parceria... E...
– Vai criar um Instituto de verdade e não aquela prisão. – Definiu Elisabeth cheia de orgulho pela atitude do filho e ele assentiu.
– Eu tenho tudo escrito, detalhado... Conheci uma psicóloga em Londres que me ajudou a montar a ideia, coloca-la no papel... As coisas já estão encaminhadas e tenho a certeza de que a justiça irá aprovar... Tenho também por onde começar a angariar verba... A Volturi será uma das patrocinadoras e...
– Ok, ok... Está tudo muito bonito e pelo visto organizado... Mas onde entro nisso? – Perguntou Lince com a objetividade que lhe era costumeira e Edward sorrindo...
– Quero que você coordene tudo, seja o responsável por estar de olho em tudo, Lince... E...
– Eu não entendo nada disso e...
– Você entende do que é certo e errado, é honesto e não aceita as coisas erradas... Você é a pessoa perfeita para manter os olhos em cima de tudo e de todos... Com você no comando eu sei que esse projeto vai acontecer de verdade e vai de fato ajudar a quem precisa. – Colocou o Cullen... Lince coçou a cabeça...
– Eu... Eu não entendo de nada disso... Eu só entendo de maquinas e...
– Esse é o ponto... Você entende das coisas que funcionam direito e quando não funcionam você põe a mão e arruma... Sempre foi assim e sempre fez o certo... É disso que preciso, é de uma pessoa assim que o projeto necessita para estar à frente... Alguém que fique de olho nos demais, alguém por onde tudo vai passar... Sem sua aprovação nada vai acontecer, tudo vai ter que passar por você e...
– Eu não sou um administrador garoto. – Resmungou.
– Ora deixe de pessimismo Lince... Se Edward diz que você pode é porque pode e... E... Eu posso ajuda-lo querido. – Levantou Elisabeth surpreendendo os dois... Ela voltou os olhos para o filho e um tanto sem graça... – Se você me permitir, é claro. – Destacou e Edward desarmado...
– Se a senhora quiser ajudar, será com certeza bem-vinda. – Colocou e Elisabeth sorriu virando-se para Lince.
– Anime-se homem... Teremos muito trabalho a fazer. – Afirmou animada.
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Sue estava feliz, a casa da fazenda estava cheia... Toda a família reunida para degustar de seu tempero e isso incluía Isabella e Emmett... A Clearwater considerava-os parte de sua família.
– Qual será seu primeiro trabalho como fotografa da revista filha? – Questionou Harry a Isabella que sorrindo.
– Irei cobrir o próximo jogo dos Mariners... Eu ia na verdade cobrir o voo de um helicóptero movido a energia solar, mas a revista já tinha colocado outro para o trabalho... Então minha chefe me designou para o jogo de baseball. – Explicou e Emmett atento como sempre...
– Mamãe... Se você vai fotografar os Mariners... Então... Eu posso ir junto certo? – Inquiriu.
– Amigo... A mamãe vai estar trabalhando, não vou poder te dar atenção. – Explicou e Paul vendo o semblante do garoto cair...
– Ora mas... Isso não é um problema... Emmett vai comigo e Seth assistir ao jogo e depois que você terminar nos encontra Bella. – Colocou trazendo ao semblante dos meninos um sorriso.
– Eu também vou querer ir nesse jogo. – Entrou Harry piscando para os garotos.
– Isso vovô... Isso aí. – Emendou Emmett.
– Sim, sim... Vai ser o máximo! – Retrucou Seth e todos sorriram.
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A cabana mantinha-se em pé apesar do tempo agressor... Ele observava atento cada cantinho... No meio da poeira acumulada encontrou trapos do que foram suas roupas e as de Isabella, as usadas na noite da fuga... Pegou uma peça nitidamente feminina e sorriu... Fora o momento mais fantástico e ao mesmo tempo mais assustador da sua vida... E tudo estava ali, vivo, intenso... Era possível cheirar aquele momento e ele queria poder engarrafa-lo... Chegar ali não fora fácil em muitos sentidos, nada fora fácil... A região permanecia desabitada e a tempos não recebia visitas...
– É como se voltasse no tempo. – Esboçou com um triste sorriso nos lábios... A vontade fortaleceu-se da certeza quando ele ganhou a porta, voltando para fora olhou ao redor no topo daquele penhasco... O que vivera ali, o que vivera com ela iria ser mantido ali, personificado em cada estada, madeira nobre, decoração que colocaria na nova construção... Um pedaço de terra esquecido, abandonado tornar-se-ia seu lar, seu refúgio, o santuário onde guardaria suas memorias... – Novos tempos! – Definiu decidido... Uma parte das economias que juntara nos últimos anos fora aplicada para comprar o local do antigo Instituto Correcional e daquele penhasco o que na verdade era dos mesmos donos... Edward estava animado para o que vinha a seguir e um sorriso demonstrava isso enquanto caminhava pelos arredores da cabana... Haveria muito trabalho pela frente, mas ele estava animado.
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O Tempestade era notícia... Os jornais de Seattle bem como as emissoras locais haviam trazido em primeira a mão a toda a cidade notícias sobre a nova tecnologia e seu precursor... Emmett extasiado assistia a matéria televisionada e mais uma vez se via sonhando com o dia em que fosse grande, o dia em que pudesse pilotar um avião... O espaço, o céu sempre o fascinaram, tanto que era bem provável que antes de aprender a andar ele já quisesse voar... Sua paixão pela ideia rendeu um quarto repleto de motivos aéreos, aviões, helicópteros em miniatura era o que mais se encontrava em seu cantinho... O dia em que pudesse ser como Edward Cullen, esse era seu pensamento naquele instante vendo a imagem do homem na TV, ser importante e inteligente como ele, poder voar como ele, saber tudo do céu como o senhor Cullen sabia... O garotinho ouvira o nome do homem a poucos instantes e gravara em sua memória com admiração assim como registrara a sua imagem jovial e imponente...
– Mamãe... Você tem que ver isso... Tem que ver... – Dizia quando a matéria estava chegando a seu fim e Edward aparecia, agora, ao lado do Tempestade carregando um sorriso orgulhoso pelo sucesso de seu veículo aéreo como ele denominava... Isabella estava no pequeno quartinho que mantinha em seu apartamento, local que usava para guardar seus materiais fotográficos, a jovem estava tendo dificuldades para encontrar uma lente que queria usar no jogo dos Mariners... – Mamãe... – Chamou Emmett uma oitava acima com toda a empolgação...
– Céus... Emm... Eu... Estou ocupada agora. – Devolveu um tanto irritada no momento em que a matéria se encerrava e Emmett ainda sorrindo ia procurar a mãe...
– Mamãe... Você precisa ver o Tempestade... É um... Um helicóptero pequenino que se alimenta... Alimenta do sol e... – Dizia empolgado entrando no quartinho de fotos de sua mãe deixando o local um pouco mais lotado... – O senhor Cullen... Edward... Isso, é Edward Cullen o nome dele... Ele criou esse helicóptero e ele voa e é incrível e eu... Nossa você tinha que ver mamãe e... E... E sabe o que? Sabe o que mãe? – Jogava.
– Emmett... Amigo a mamãe está bem ocupada agora e...
– Mas você precisa ver... Ele é redondo sabe, muito bonito e... E... E voa alto assim e... E... E o senhor Cullen... Edward... – Repetia frenético gesticulando, realmente entusiasmado e no meio da empolgação dando-se conta que o nome do criador do Tempestade era o mesmo nome de seu pai, arregalou os olhos e sorriu ainda mais... – Mamãe... – Disse dando um passo à frente em direção a mamãe agachada próxima a uma caixa de papelão... Isabella finalmente encontrou a lente que procurava e Emmett chegando tocou em seu rosto com as duas mãos... – Sabe o que? – Soltou ainda sorrindo...
– Eu sei, sei que achei o que precisava amigo. – Disse aliviada por ter encontrado a lente e Emmett riu.
– Não mamãe. – Devolveu mantendo a animação. – O homem que fez o Tempestade... Ele tem o nome do papai... Edward... É igualzinho o nome do papai. – Afirmou assentindo com fervor.
– Que bom amigo, isso é muito bom... Mas o que é o Tempestade? – Questionou fazendo Emmett soltar o ar com força em desgosto.
– Você não ouviu nada do que eu disse! – Reclamou fazendo um enorme bico com os lábios e saindo do quartinho a passos duros, Isabella o seguindo...
– Emm... Filho, desculpe vamos... Eu estou tão atarefada... A cobertura do jogo dos Mariners será meu primeiro trabalho para a revista e eu... Eu quero que saia tudo perfeito entende? – Disse tentando redimir-se e o pequenino, parando, como sempre compressivo, voltou-se para a mãe...
– Certo, mamãe... Eu entendo, mas... Sabe o que? – Lançou incansável voltando a sorrir e ela agora atenta.
– O que Emm? – Perguntou.
– Você precisa ver o Tempestade, precisa ver. – Dizia firme pulando no mesmo lugar Isabella riu.
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O Seattle Times trazia com destaque a chegada da Volturi Aircraft Co. e a novidade chamada Tempestade juntamente com seu criador...
– Edward Cullen... – Soltou venenosa a Denali. – Eu preciso do contato desse homem. – Acrescentou.
– Para que querida? Já temos uma montadora que nos fornece os jatos e...
– Idiota quem disse em fornecer? – Retrucou e Charlie quis esgana-la. – Eu já falei que quero fabricar jatos e não compra-los. – Soltou raivosa.
– Irina... O conselho não deu a aprovação. – Destacou Sam sentado no sofá da sala presidencial tendo ao seu lado o Swan confuso com tantos documentos para organizar.
– Eu já falei isso a ela... Mas quem disse que ouve? – Disse baixo.
– Eu não sou uma mosca morta como você Charles... Eu tenho visão... E conseguir uma aproximação com esse Cullen... Será um grade passo... Imagine, se conseguirmos... Se trazemos ele para o nosso lado... Se o tiramos das mãos do Volturi... Qualquer conselho vai querer investir na ideia de criar a montadora... O homem é um verdadeiro sucesso... – Dizia empolgada. – Consiga o contato dele Samuel. – Exigiu.
– Irina... Querida, você deveria se ater aos números... Esses sim são importantes... A Denalli perdeu um pouco mais esse mês e...
– Números, é só no que você pensa Charles... Continue assim... Só calculando e calculando e uma hora dessas vai ter uma surpresa marido. – Disse ameaçadora, era nessas horas que ficava clara a decadência de Charlie Swan... O homem imponente, dono de si e cheio de empáfia que cruelmente roubara a herança da filha hoje não passava de um tapete pra a esposa pisar e tudo por que? Porque não conseguira alcançar seus objetivos, o status que tanto almejava e se tornou refém de uma mulher manipuladora que o levava em rédea curta ele se deixava levar para não perder o nome na sociedade... Ao final do que adiantara ter roubado Isabella, do que adiantara ter o patrimônio se continuava sem um nome forte diante a sociedade, como sonhara? É o mundo da voltas, o Swan era capacho da Denali... Mas até quando seria? Até quando?
– O que quer dizer? O que Irina? Isso é uma ameaça? – Disse irritado levantando-se do sofá... O clima esquentava como de costume... Irina provocava e Charlie caia na provocação, mas o final...
– Se estou é porque posso... Sempre lhe digo... Querido... Ou está do meu lado ou não está e se não está... A porta logo se fechará e ai não adianta reclamar. – Dizia com um olhar assassino em direção ao marido... Sam Uley resolveu interferir antes que as coisas se tornassem irreversíveis.
– Irina... Charlie... Calma... – Dizia apaziguador. – Quer o contato do homem eu conseguirei, mas vamos manter a calma é sempre melhor. – Colocava... A verdade é que a DenaliAir estava perdendo mercado, caindo na opinião dos investidores e sua presidente não tinha visão, parecia mais uma deslumbrada em busca de fama... O casamento de Charlie com Irina era um reflexo de como se encontrava a companhia... Em crise... Uma grande crise enquanto que outras cresciam e para ajudar a Volturi se erguia, uma concorrente de anos agora se mostrava ainda mais forte e Irina Denalli não aceitava isso.
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A redação do Seattle Met estava como sempre agitada, Isabella estava habituando-se com a movimentação e com os novos colegas... O setor de fotografia da revista era uma loucura com provas e mais provas, negativos e mais negativos assim como uma infinidade de computadores tratando imagens exclusivas... Em uma grande bancada estavam algumas dessas exclusivas fotos e foi ali que Isabella viu pela primeira vez o Tempestade... Emmett tanto lhe falara dele e ela por incrível que pareça andava tão desinformada de tudo e de todos que ainda não tinha visto o tal helicóptero e nem seu criador, na cabeça de Isabella tudo girava em torno de seu novo trabalho, fazer o melhor e organizar sua vida financeira, era tanto que a jovem formada em jornalismo, uma mulher que deveria estar antenada com tudo e que trabalhava justamente com notícia estava para espanto de todos desinformada... Mas as fotos do Tempestade em sua mão lhe traziam uma nova luz... – Edward Cullen... Emmett só falava nele... As primeiras fotos que pegou se encontravam empilhadas... A aeronave era mesmo moderna constatava admirando os detalhes... Abaixo de outra foto aparecia algo semelhante a uma cabeleira aloirada, ela ia pegar a foto quando...
– O rapaz é um gênio mesmo... Essa belezinha voa como uma gigante. – Comentou Erik York apontando para a imagem do Tempestade, o fotografo que tinha feito a cobertura do Tempestade... Isabella se voltou para ele... – E o homem sabe das coisas... Tanya o entrevistou e ficou cheia de suspiros depois... – Comentava revirando os olhos ao se referir a uma das jornalistas mais conhecidas da revista e Isabella riu por seu comentário, a intenção era voltar para as fotos, ver a face do famoso Edward Cullen a quem seu Emmett tornara-se fã... Mas a voz de Emily se fez ouvir chamando Isabella.
**
O estádio dos Mariners estava recebendo os Reds... Os torcedores dos Mariners, claro, estavam em maior número e esperavam uma boa atuação de seu time... Rosalie estava radiante, seu tio Edward enfim cumprira o combinado e a trouxera para assistir a uma partida de seu time favorito... Na entrada do estádio ela se deparou com alguns dos meninos da Liga Mirim e entre eles estava Emmett com seu sorriso radiante e o cabelo bagunçado como sempre... Emmett também a viu, mas o que lhe chamou a atenção e deixou-o boquiaberto foi o dono da mão que ela segurava...
– Edward Cullen... – Disse maravilhado.
– Quem? – Perguntou Seth ao seu lado.
– O... O... O Edward... Tempestade, Seth... Ele fez o Tempestade que eu te mostrei. – Dizia apontando para Edward e Rosalie puxando o tio aproximou-se dos meninos.
– Lá vem a chata. – Resmungou Jacob, ele definitivamente não tinha se afeiçoado por Rosalie como seu amigo Emmett e isso ficara nítido depois que ela lhe fizera ser eliminado em um dos treinos da Liga Mirim.
– Você, às vezes, parece um velho Jake. – Comentou Seth e Paul, seu pai, riu.
– Oi meninos. – Disse Rosalie ao achegar-se.
– Edward Cullen. – Repetiu Emmett com os olhos cravados e Edward que sorriu para o garoto.
– Esse sou eu. – Devolveu o Cullen.
– Meu tio. – Disse Rosalie com orgulho.
– E você, campeão, quem é? – Perguntou Edward olhando diretamente para Emmett.
– Eu... Eu sou... Emmett. – Respondeu em choque por estar perto do homem que se tornava seu ídolo nos últimos dias... – E... E... O senhor... O senhor criou o Tempestade! – Disse ainda mantendo a surpresa na voz e Edward rindo...
– Sim, sou eu, você viu o Tempestade? – Perguntou.
– O Emm sabe tudo sobre esse quelicoptero. – Soltou Seth e todos riram.
– É helicóptero, filho. – Corrigiu Paul.
– Emmett... – Repetiu Edward sem tirar os olhos do garotinho que lhe chamava atenção... Lembrou-se de seu avô, de repente sentiu-se feliz... Incrivelmente feliz e sem motivo aparente para aquele invasor e aquecedor sentimento.
Spoiler —
– A minha mãe tá lá... – Apontava Emmett em direção ao outra lado do estádio...
– Não consigo ver campeão. – Comentou o Cullen estreitando os olhos.
– Ela é fotografa sabe? É muito boa... A melhor...
– Sim, com certeza a tia Bella é a melhor. – Elevou Jacob com os olhinhos brilhando e Emmett rosnou para o amigo fazendo Edward franzir a testa com certo humor por conta da interação entre os pequeninos
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