Tempestade
1 One-Shot
Notas iniciais
TEMPESTADE
O céu negro anunciava que uma tempestade se preparava para cair. Todos corriam a procura de abrigo, mas eu seguia meu caminho, que por coincidência rumava ao centro dela. Acelero mais o carro, tenho que chegar logo.
Faz quanto tempo que eu não o toco? Que não sinto seu doce abraço? As memórias começam a desaparecer de minha mente não importa o quanto eu tente forçá-las a permanecer em mim. “Nino, eu sinto sua falta”. Não importa o que eu diga você não é capaz de me ouvir. Quero te alcançar, me unir novamente a você, mesmo que por apenas um momento, mesmo que você vá embora em seguida... As lágrimas começam a embaçar minha vista quando estou quase chegando e, perdendo o controle do carro, bato violentamente contra o muro.
Ainda com a vista embaçada levo minhas mãos à cabeça, ela está sangrando. Percebo mais um grave ferimento, agora na perna. Não tenho muito tempo. Rastejo todo o caminho que me levaria onde te perdi, mesmo lugar onde demos nosso primeiro beijo. Meu choro recomeça ao vê-lo ali a me observar. “Oh-chan, eu... eu te amo”, essas foram suas palavras naquele dia.
Saímos do colégio correndo, logo iria chover. Como eu morava longe você me convidou a ir até a sua casa, convite que foi aceito com grande satisfação por mim. Chegamos rapidamente e rumávamos à porta quando, no meio do jardim, você parou de correr e virou-se segurando minha mão em seguida. A tempestade começava a cair quando você se declarou. Tímido, olhou em meus olhos esperando uma resposta. Eu te puxei até a mim e o abracei tão forte que você reclamou de falta de ar. Afrouxei o nosso abraço e acariciei o seu rosto para só então unir nossos lábios. Eu não conseguia falar nada, meu coração ficou tão feliz. Você se lembra desse dia, Nino?
Caí com a dor se intensificando, você sentou-se ao meu lado e me ergueu um pouco. A hora estava chegando. Me aconchego em seus braços e de repente, ao mesmo tempo em que surgiu um clarão, a dor passou. Abro meus olhos procurando você, mas não o encontro. Levanto-me e agora a chuva cessou. O céu está claro demais e protejo meus olhos do sol, sinto seu perfume; onde está, Nino? Sinto seus braços apertando suavemente minha cintura e seu rosto repousando em minhas costas.
- Nino... Eu te amo. — Sorrio ao sentir um leve beijo em minha nuca.
- Okaeri.
#nasce o dia#
- O que aconteceu, policial? – Pergunta a jornalista recém chegada à pequena cidade.
- Um acidente de carro, o motorista perdeu o controle e bateu nesse muro.
- Onde está o motorista?
- O jovem saiu do carro... – mostrou o rastro de sangue à jornalista — E se arrastou até o jardim da casa.
- Não lhe ofereceram ajuda na casa? – Perguntou intrigada.
- O dono morreu com um tiro meses atrás, no mesmo local que encontramos o corpo deste. Foi um assalto, pelo que me lembro. O motorista era amigo dele, ele esteve aqui quando retirávamos o corpo. Parecia bastante abatido.
- Suicídio?
- Não diga isso. Suicidas não vão aos céus. – E concluiu antes de entrar na viatura para voltar à delegacia. – Apenas chegou a hora deles se reencontrarem.
Notas finais
O Ohno não sabe dirigir né? Superem isso -q
o #neste dia# foi feito pra garantir que todas estivessem certas que eles morreram, ok? *apanha*
Aí aproveitei pra falar de suicídio (coisa que não curto, nem fiz /der)
Espero que tenham gostado ._.~ Reviews? <33
Fale com o autor