Tempest
4 Capítulo 04 - Imprevistos
Notas iniciais
Boa leitura!
“As verdadeiras verdades não são as escritas e nem as ouvida, mas sim, as sentidas.”
(Somel Serip)
Capítulo 04 – Imprevistos.
– Ai! Não consigo mais andar! – digo me jogando de joelhos. – Ou melhor, não quero mais andar! Estamos andando há um dia. Admita que estamos perdidos e deveríamos ter pego um trem!
– Melhor perdidos do que andando naquele demônio! Se você não que andar quer fazer oque? – pergunta irônico.
– Vou dormir! – então me jogo completamente no chão e fecho os olhos, fazendo os dois surtarem.
– EH? Levanta dai logo! Ei... PERA VOCÊ TA REALMENTE DORMINDO? Não acredito nisso... – depois de ouvir seu suspiro eu sorrio e realmente durmo. Não sei quanto tempo fiquei apagada, mas quando acordei estava estranhamente confortável e quente, sem contar um aroma delicioso de camomila e erva-doce. – Hm... – resmungo me espreguiçando. – N-natsu? O que você tá fazendo?!
– Você dorme feito pedra sabia? Não acordou de jeito nenhum! Então tive que te carregar de novo. Não se acostuma com isso não, ok? – diz irritado, e tentando me soltar, mas o surpreendo-o, e também a mim mesma, ao abraçar fortemente.
– Quentinho... – murmuro, e vejo suas bochechas corarem, me fazendo sorrir com o ato. – Ei Natsu... Onde agente tá? To com fome.
– Você tá começando a me irritar... Desde ontem à tarde você esta dormindo. Deve ter sido por causa do efeito colateral daquela magia... Mas nunca vi alguém dormir tanto!
– To com fome! – digo irritada, ignorando oque ele acabara de dizer. – O que tem para comer?
– Você está realmente me irritando!
– Então vai embora.
– VOCÊ TA NA MINHA COSTA!
– Ah... É divertido ver a vista daqui de cima. Oh! Um lago! Vamos nadar?! – pulo de suas costas e corro até o lago. – Será que podemos pescar? – teria sido bom se realmente existissem aquelas varas magicas...
– Aye! – Já havia me esquecido do cão... – Ótima ideia Lucy! Vou buscar alguma coisa que sirva como vara!
– E eu vou nadar. – começo a tirar minhas botas e depois a camisa. Obs.: Claro que eu estava de biquíni, mas curiosamente apenas a parte de cima. Depois disso pulo na água e fico um bom tempo debaixo d’água, quando volto à superfície encontro Natsu sem camisa junto ao Happy sentado em cima de uma pedra pescando animadamente. – Eh... Não vai entrar? – pergunto manhosa. Vem cá, to suspeitando que essa magia que colocaram em mim tenha mais que apenas um efeito colateral!
– Você não tava com fome? – pergunta ainda irritado, e sinto um desconfortável sentimento.
– Você é bem... Responsável quando precisa. – rio da minha afirmação e Happy nega com todas as forças.
– Ele só é assim quando tá irritado, ou preocupado. E agora ele tá os dois! – Ia responder algo, mas sinto a presença de algo na água. Deve ser apenas um peixe.
– Ainda não pegaram nada?
– Acho que teríamos mais sucesso sem você aqui. – Natsu estava realmente zangado comigo, e isso me deixa... Agoniada. O que diabos fizeram comigo... ?
– Tudo bem então. Até nunca mais. – digo irônica me afastando do raso e indo para longe dele. A presença que sentia antes fica cada vez mais forte, e de repente sinto algo se enroscar no meu pé me agarrando com força. – KYAAAAAAAAAAA... – sou puxada cada vez mais fundo, e me lembro da faca! Que deixei na minha bota... Mais que grande merda! Olho para baixo para identificar o inimigo, e encontro uma espécie de monstro marinho de alga. Começo a chutar desesperadamente, mas ele lança uma nova alga no meu pescoço me enforcando. Nunca imaginei que minha morte seria desse jeito, ainda mais por um motivo tão idiota. – Nat... su...
Ainda não recuperei meus poderes, minhas chaves não estão comigo, e não ajuda nada à falta de oxigênio e a pressão d’água. E isso realmente esta me revoltado! Como se eu fosse desistir da minha vida assim! Logo agora que eu estou finalmente começando a viver novamente!
Sinto uma desesperadora falta de ar nos pulmões, e começo a engolir água. Se continuar assim vou morrer antes de ser quebrada pelos tentáculos de algo do monstro. Sinto uma forte preção e faz um grande buraco na água, e bem no alto dele estava Natsu. Ainda mais irritado do que antes. Não sinto nada de bom nisso. Há não ser o fato de poder respirar novamente. Antes da água tapar novamente o “furo” ele desce rapidamente e taca fogo na planta.
– AAAAAAAAAAAAH! – grito tirando forças não sei da onde, e apertando fortemente meu olhos. Mas quando abro eles novamente o monstro agora havia virado cinzas e eu estava no meio delas. – QUERIA ME MATAR JUNTO?
– Isso teria sido uma ótima oportunidade. – ele joga novamente um forte fogo para fazer pressão na água e ela subir.
– O QUE É ISSO? QUEIMOU MEU BRAÇO?
– SUA ANTA! EU ACABEI DE SALVAR A SUA VIDA!
– Ah... Eh? Arigatou!
– Você é realmente insuportável...
– E SE ISSO DEIXAR UMA CICATRIZ? NÃO VOU PODER ME CASAR! – grito com raiva e desesperada, agora nos braços do Dragneel.
– Então você pensa em se casar com essa personalidade...
– Vai assumir as responsabilidades?
– Hã? Não. – ele pensa um pouco depois suspira. – Bem... Se isso acontecer eu penso...
– Pois eu não quero me casar com você!
– QUER MORRER? – ele grita, agora definitivamente com raiva e eu o beijo. É você leu direito. Eu o beijo. Na boca. Coloco meus braços em seu pescoço e o seguro fortemente, para não correr quaisquer riscos dele interromper. Ah, e acho que este é provavelmente o meu primeiro beijo, apesar de não parecer.
– Arigatou. – digo o soltando e me surpreendendo pelo tom SUPER avermelhado de seu rosto e sua cara confusa, e isso me deixa realmente envergonhada, e agora alcançando o mesmo tom de rosa do seu cabelo. – E-eh o H-happy... – gaguejo apontando para onde o cão supostamente deveria estar, mas o rosado apenas acena e não diz nada. Estou me arrependendo pelo beijo cada vez mais a cada segundo.
Notas finais
Kissus XD
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