Tem algo errado nessa história!
3 Qual o problema com vocês?
Notas iniciais
P.O.V. Lena.
Não consigo acreditar no que meus olhos vêem. Will simplesmente está arrasando! Não sabia que aquela criatura desajeitada podia ter tanta habilidade com uma espada!
– PORRA! ELE É FODA!- berro em plenos pulmões e todos na sala me olham espanados, Gloss principalmente, já Érika ri como uma maluca- Que foi?
– Você... falou palavrão...- murmura Gloss.
– Isso foi extremamente deselegante Lena!- grita a estilista de Will com aquele sotaque irritante que por algum motivo desnecessário eu também tenho.
– Elegância não é bem meu ponto forte- retruco e a colorida faz biquinho e fecha a cara.
– Mas eu concordo com Lena, Willian está se dando bem- fala Gloss, mais uma vez com o senho franzido. Esse cara vai ficar cheio de rugas hehehehe.
– Claro né! Eu o treinei- fala Érika se gabando e depois engasgando com as próprias palavras.
Encaro-a e ela me encara de volta, confusa. Dou de ombros levemente mandando-a deixar pra lá e ela assente, tudo praticamente imperceptível e só alguém que convive diariamente conosco perceberia o pequeno dialogo contido nesses gestos.
– Acho melhor irmos para a sala de controle, talvez eles precisem de patrocínio logo- chama Gloss e Érika se levanta.
– Vou com vocês- digo e nós três seguimos por um corredor no qual nunca entrei.
– Espero que Willian saiba lutar bem, o cara do dois é gigante- comento.
– Não se preocupe com isso, o cara do dois levou uma facada na coxa e provavelmente morrerá de infecção- devolve Érika.
– Não vi isso não- retruco abismada.
– Estava lutando no canto da tela com o cara do 9 enquanto eles focavam em Will e na garota do 11- comenta Gloss.
– Cara vocês são muito ninjas! Ta meio medonho já!
– Apenas temos um olhar mais atento- finaliza ele.
Com o canto do olho vejo-o pegar na mão de Érika, que cora violentamente e abre um sorrisinho bobo. HOPALAIA! Ela me deve explicações depois! Hehehe.
– Vou deixar vocês aqui- falo e pisco para Erika, que cora ainda mais, oque é estranho, pois nunca vi Érika corada, nem quando eu invadi o quarto dela no meio de uma transa.
– Okay- diz Gloss e segue pelo corredor puxando Érika, que olha pra mim sorrindo maliciosa.
– Cuidado com essa ai, ela morde- berro eu e ele olha pra trás com o senho franzido, mas antes que possa falar algo eu já estou longe .
P.O.V. Gloss.
– Érika, oque está acontecendo heim? Você e Lena estão estranhas, não aquento mais isso, parece que estão escondendo algo de mim! – fala Gloss, confuso, assim que fechou a porta da pequena sala prateada cheia de monitores com um numero 1 bem grande na estrada.
– Não é nada. Eu estou ótima e acho que a Lena está andando muito comigo, só isso- digo, e parte não é mentira, Lena ficou assim depois de me conhecer.
– Pare de mentir, você mente bem, mas eu te conheço melhor ainda e sei que está escondendo algo!- branda ele, revoltadinho.
– Não estou escondendo nada Gloss! Para de paranoia!- devolvo.
–Paranoia? Você esconde coisas de mim enquanto eu dou o máximo de mim para conseguir me abrir com você e diz que é paranoia?- ele questiona exasperado- Qual é o problema? Não confia em mim? É isso?
– Claro que eu confio em você! Olha as idéias Gloss! Caramba! Até parece que andei mentindo descaradamente! Fala serio!
– Desculpa- murmura ele baixo depois de algum tempo me encarando puto, mas ainda sinto uma pontada de raiva em sua voz.
– Como?- questiono divertida, ver o grande Gloss pedindo desculpas é algo que sinto que não se vê todo dia.
– Desculpa por ser tão paranoico. Tão possessivo.- ele fala mais alto, me encarando meio sem jeito.
AIIII QUE CARA MAIS LINDUUUU! NÃO SABIA QUE UM CARREIRISTA DURÃO PODIA SER TAO HUMANO! TESÃÃÃÃÃO!
Seguro seu queixo e o dou o meu melhor sorriso
– Não tem problema, você só quer proteger oque é seu- falo compreensiva e coro após perceber a besteira que falei. Ele abre um sorriso presunçoso.
– Você é minha?- questiona, avançando para meu pescoço e começando a beijá-lo.
– Huuum- gemo, adorando a caricia.
– Responde, meu amor- fala ele, dando chupões que com toda certeza deixariam marca- Responde!- pede ele, agarrando minhas coxas e me prensando contra a parede, obrigando-me a rodear sua cintura com minhas pernas.
– Sim!- sussurro/grito.
– Ótimo- ele avança para minha boca e um beijo profundo se inicia. Começou calmo e apaixonado e se tornou voraz e sedento. Nossas línguas em uma dança sensual e quente.
Uma sirene alta toca ao fundo e eu me assusto.
– Oque é isso caralho?- questiono.
– É como eles nos avisam que os patrocínios já podem começar a ser enviados- diz Gloss divertido, me colocando no chão e dando um ultimo selinho em mim- Vamos começar o trabalho.
P.O.V. Will.
Acertei a garota do 3 com a espada direto no coração e ela caiu. A ultima vitima o banho de sangue.
Conto os corpos no chão 12 corpos. 7 deles caíram por minhas mãos.
A garota do 3, o garoto do 5, os dois do 6, o garoto do 8, a garota do 11 e, por fim, o garoto do 12, para ser mais exato. Sete pessoas que matei como se estivesse brincando. Sete pessoas que matei e não sinto remorso.
Não sei explicar, mas não parecia ser eu a lutar ali. Parecia que eu assistia por trás de um vidro e que tudo aquilo não passavam de imagens em uma tela. Como um filme.
– Ei Willian, vai ficar ai comendo mosca ou vai me ajudar com o Stuart?- questiona a garota do 2, Morgan creio ser seu nome.
–Claro- Passo o braço de Stuart sobre meu pescoço e seguro seu tronco- Onde coloco ele?
– Huum... coloca na cornucópia, sobre a mesa das armas- fala ela e corre até lá, retirando tudo que havia sobre a mesa com um empurrão- Aqui.
– Oque aconteceu?- questiono, deitando-o.
–O garoto do 9 me deu uma facada funda antes de eu matá-lo- fala Stuart com uma careta.
Ouvimos um barulho estranho e eu agarro a espada.
– Vou checar, mantenha-o quieto.
Vou para fora e me deparo com Henry, o aliado do 4, contando os corpos, enquanto um pára-quedas pequeno desce próximo a ele.
– Quantos corpos?
– Exatamente 12, como havíamos contado antes.
– De quem são?
– A garota do seu distrito, garota do 3, a garota do meu distrito, o garoto do 5, os dois do 6, o garoto do 8, o garoto do 9, os dois do 11 e os dois do 12.
– Sinto muito por Sunny, afinal ela era sua companheira de distrito- digo sem jeito.
– Era uma inútil, não sabia arremessar uma faca corretamente, mas valeu e igualmente por Ramona. Me pergunto como ela caiu, ela era boa com o machado.
– O garoto do 9 a matou, antes de Stuart mata-lo- falo simplesmente e o assunto se encerra.
Pego o para quedas que agora estava no chão e o abro. Dentro havia um pote metálico pequeno e um papel prateado com meu nome.
“ Esse remédio vai acalmar a dor do garoto do 2, mas não vai impedir a infecção eminente, oque te poupará de matá-lo. Livre-se do bilhete e boa sorte.
Érika”
Rasgo o bilhete em diversos pedacinhos e volto para a cornucópia. Os canhões começam a estourar em exatamente 12 disparos.
– Mandaram para você, vai aliviar a dor- falo para Stuart e entrego o pote a Morgan, que faz o trabalho de limpar o ferimento e cobri-lo com uma grossa camada do remédio.
– Já vai anoitecer, vamos juntar nossas coisas e dar o fora, não to afim de dormir no meio de defuntos- fala Henry, já arrumando as mochilas.
Depois de algum tempo temos duas barracas, 4 sacos de dormir, varias garrafas de água e suprimentos, uma mochila cheia de armas, alem das que já estavam conosco, e tudo mais que conseguíamos carregar com facilidade.
– Vamos logo- digo e todos concordam. Caminhamos por entre a neve, afundando nossas botas vez ou outra.
Veremos como será a primeira noite na arena.
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