Tem algo errado nessa história!
9 A ultima marca é entregue
Notas iniciais
P.O.V. Érika.
Acordo com uma puta dor de cabeça e tonta pra caralho!
– Ai!- gemo, sentando-me na cama. Percebo que estou no meu complexo dos vitoriosos do 2, e que Gloss está me olhando puto.
– Bom dia Érika, ou melhor, boa tarde- fala ele, irritado.
– Bom dia loiro sedução- devolvo, sorrindo amarelo e ele faz cara feia.
– Não me venha com brincadeiras Érika! Você tem noção da loucura que causou? Tem noção a preocupação em que me deixou? – ralha ele.
– Primeiro, não grita que eu to com dor de cabeça, e segundo, a culpa é sua de eu ter ficado de cabeça quente! Não me culpe por disparar se você apertou o gatilho!- devolvo raivosa e sua face demonstra um Q de arrependimento- E oque esta fazendo aqui, heim? Você não deveria estar cuidando do Will?
– Eles estão preparando um banquete na cornucópia, os mentores não tem permissão para ficar nas salas de comando durante esse processo- responde ele, bufando- E você sabe que não falei nada daquilo por mal!
– Não falou por mal Gloss! NÃO FALOU POR MAL!- grito, me arrependendo em seguida quando uma forte pontada atingiu minha cabeça. MALDITA RESSACA- Você sabe melhor do que ninguém que eu sou extremamente instável com tudo isso e mesmo assim coloca o dedo na ferida! Obviamente gosta de ver as pessoas sofrerem! Qual seu problema heim!? Oque eu fiz para você!?
– Érika... não é bem assim... –começa ele, delicadamente, prevendo meu ataque- e você não deveria ter ido..
– IDO OQUE? BEBER COM HAYMITCH!? ELE ME AJUDOU MAIS EM UMA CONVERSA DE BÊBADOS DO QUE VOCÊ ME AJUDOU DESDE QUE CHEGUEI NESSA MERDA DESSE MUNDO!- grito sem pensar, e ele franze o senho, ignorando oque eu havia falado.
– Érika, eu te ajudo da maneira que posso, você não é exatamente uma pessoa acessível ou fácil de lidar! E eu também tenho os meus problemas, meus pesadelos, e minha Irma, mas isso não justifica você se relacionar com um bêbado sujo do 12!
– NÃO CHAMA O HAYMITCH ASSIM! ELE NÃO MERECE SER TRATADO DESSE JEITO! E SE EU SOU UMA PESSOA TAO DIFÍCIL ASSIM, OQUE VOCÊ ESTA FAZENDO AQUI AINDA? CAI FORA DO MEU QUARTO! CAI FORA DO MEU APARTAMENTO! E SÓ VOLTE DEPOIS DE SE DESCULPAR COM HAYMITCH E TENDO UMA BOA RESPOSTA PARA MIM!- grito irada.
– QUER SABER ÉRIKA!? EU CANSEI DISSO! CANSEI DE TER QUE SER SUA BABA! CANSEI DE VOCÊ CORRENDO PARA O ABRAÇO DOS OUTROS QUANDO EU ESTOU DE BRAÇOS ABERTOS PARA VOCÊ! JÁ CHEGA!- devolve ele, aos berros também, mas noto um fio de tristeza em sua voz.
– Gloss....- chamo, mas já é tarde demais, meu loiro já saiu porta a fora.
Como eu posso ser tão burra? Como posso ser tão estúpida!?
Caio no chão aos prantos, em um impulso nervoso começo a me arranhar e sei que o sangue desce solto pelos meus braços. Sinto uma queimação entre meus seios, e o ar me falta. Começo a soluçar tão alto que não percebo a entrada de alguém em meu complexo até que essa pessoa envolva os braços em mim e me levante, deitando-me na cama.
Sinto algo furar minha pele e começo a ficar com sono, caindo.... caindo....
P.O.V.Gloss
Saio do apartamento com raiva, mas quando chego a um dos elevadores do andar já me arrependo do que falei, voltando correndo para o complexo de Érika.
Chego ofegante, e invado, correndo até o quarto e me deparando com uma pessoa inusitada.
– Oque faz aqui?- questiono.
– Isso é jeito de tratar sua Irma palherma?- devolve Cashmere bruscamente, mas sorrindo em seguida.
– Não respondeu minha pergunta.- devolvo impaciente, mas feliz por vê-la. Devolvo seu sorriso com carinho.
– Digamos que tive negócios a resolver na capital, — responde ela, me mandando um olhar significativo, sinto a raiva crescer em mim novamente e meu sorriso some- e estava indo ao meu complexo para dormir um pouco, mas escutei um choro alto vindo daqui, e lembrei de Érika e seus ataques. Corri até aqui e, quando cheguei, ela já tinha se cortado toda. Tinha sangue para todo lado, mas nada que um pouco de sonífero não concertou.
Murmuro um obrigado e sento no chão com a cabeça nas mãos.
– Oque você fez dessa vez?- questiona Cash e eu tenho vontade de matá-la.
– Érika precisou de mim e eu não estava lá para ajudá-la, ai Haymitch a ajudou e eu pirei com isso. É sempre assim. Ela recai e eu não estou junto dela. Dessa vez ela recaiu por minha causa, e isso só piorou as coisas.
– Haymitch heim?- ri ela amarga- Oque você fez dessa vez? A chamou de tola? Insultou o garoto do 8?
– Você me conhece mesmo, não é?- devolvo e ela sorri.
– Melhor do que a mim mesma- concorda- Vou buscar roupas e coisas necessária para você tomar um banho, deixarei em cima da mesa da cozinha e depois irei para o meu complexo- fala ela, indo para a porta, porem voltando o olhar para trás rapidamente e com uma ferocidade que me deixou alerta- E não ouse sair desse apartamento até que ela esteja acordada, ou você terá problemas garotinho.
***
P.O.V.Willian
– Atenção tributos! Atenção! Estamos na reta final dessa competição, 4 de vocês ainda restam, e logo um vencedor tomara seu lugar de direito ao lado dos vitoriosos. Como um presente e um incentivo para vocês, a capital proporcionará um grande banquete ao meio dia de amanha! Certamente todos vocês necessitam de algo, e acreditem, haverá um presente altamente generoso para cada um de vocês. Pensem bem, essa pode ser uma oportunidade única!
A voz de um dos idealizadores finaliza o anuncio e penso no que eu preciso. Oque eu preciso? Preciso sair daqui. É isso que eu preciso.
Está anoitecendo. Alimento Beorn e como o máximo que posso, tenho que estar forte amanha, mas isso diminuiu cerca de 60% do meu estoque de comida, se algo der errado amanha e alguém sair vivo, vou ter que arranjar mais comida. Não posso deixar que isso aconteça.
– Boa noite Beorn- resmungo para o urso e entro no saco de dormir. Nem 5 minutos se passam e sinto o Beorn levantar meu tronco com a cabeça e me passar sobre seu pescoço, deixando-me deitado sobre suas costa, escuto duas bufadas e ele se apruma no chão. Rio baixo- Obrigado amigo, realmente é mais confortável assim.
***
Acordo no outro dia com Beorn se mexendo, giro para o lado e caio das suas costas. Ai! O chão é duro!
– Beorn, você não é muito delicado.- comento, saindo do saco de dormir.
Espera... O chão não é duro! Esta cheio de neve! É simplesmente impossível....
– Ai caralho!- olho ao redor e meu pressentimento se concretiza.
A neve tinha simplesmente desaparecido, grama verde era vista em todo lugar, o sol brilhava auto, estava calor e árvores pareciam ter crescido do nada.
– Mas que diabos aconteceu aqui! – resmungo indignado. Retiro o casaco e sinto meu rosto e cabelos suados.
O urso me olha de uma forma curiosa.
– Parece que a arena mudou Beorn, só espero que os meus pontos base na arena não tenham mudado também.
Duas bufadas são minha resposta.
Arrumo minhas coisas e sigo com Beorn até um lago antes congelado, mas que agora tem as águas fluindo calmamente.
Retiro minhas roupas e deixo minhas armas próximas, fico apenas com a cueca-box preta que me foi entregue quando entrei na arena. Lavo-me bem e lavo minhas roupas encharcadas de suor. Jogo fora uma das duas meias que usava e me livro do casaco. Corto as mangas da blusa comprida que usava a transformando em uma regata. Retiro o forro duplo da calça, mantendo-a comprida, mas mais leve e menos quente.
Antes de sair do lago, recoloco minhas roupas e me sento no sol, secando-me e secando as roupas naturalmente.
Abro minha mochila e retiro tudo oque já não me é mais útil agora que a arena parece uma floresta em um dia de verão, e devo dizer que o peso que carregava antes diminuiu e muito.
Olho para o céu, devem ser umas 09:00h da manha.
– Acho que estamos prontos para o banquete, oque acha Beorn?
Duas bufadas e novamente o urso me coloca em suas costas de forma tão rápida que não consigo reagir.
– Tem que parar com isso amigão. Mas obrigada novamente- falo, sentando-me em suas costas e o guiando em direção a cornucópia.
Que o massacre comece.
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