Notas iniciais
Honestamente? Essa é umas das minhas favoritas.

-O ministro estava furioso hoje. Alguns adolescentes mestiços pregaram peças em trouxas e tudo virou um caos. — Lucius gesticulava com uma das mãos enquanto falava. -Mas por fim, foram todos obliviados e os garotos foram expulsos de Hogwarts.

O casal Malfoy conversava na cama. Sentados e já trajados com o pijama, um escutava sobre o dia do outro. A senhora Malfoy usava uma camisola branca e comprida de seda, com os cabelos presos num coque frouxo, enquanto seu marido usava uma camiseta de malha marrom e um samba canção, com os cabelos úmidos do recente banho. O braço direito dele acolhia carinhosamente o magro corpo da esposa. Falando sempre próximo ao ouvido dela, com o queixo roçando na curva do pescoço.

-Eram apenas mestiços, querido. — disse com sua doce voz, a senhora Malfoy.

Narcissa pôde sentir a risada do marido em seu pescoço. Ele nunca admitiria o quanto a voz dela o fazia bem.

Ela pendeu a cabeça para trás, repousando-a no ombro dele. Um doce sorriso nos lábios e um suspiro. O único som no quarto era a respiração dos dois. Já era tarde e, em teoria, o pequeno Draco deveria estar dormindo.

A mulher levantou a cabeça e ambos encararam a porta. Ouviram alguns passinhos apressados no corredor. Narcissa sorriu.

-Ele acordou. — disse ela, risonha.

Ouviram duas batidas tímidas na porta e, em seguida, a porta se abriu lentamente.

-Mamãe? — uma voz baixa e infantiu dominou o quarto silencioso, e um rosto pálido de um garotinho loiro de três anos apareceu na porta. -Tive um pesadelo. Não consigo dormir.

O casal sorriu na cama, e a mulher estendeu as mãos para o garoto. Draco fechou a grande porta e andou tímido até próximo à cama.

-Devem ter sido algum nargulês perdido. — comentou Lucius, apertando um pouco o abraço na esposa, que concordou com um sorriso igual ao dele.

-Me conta uma história? — disse o garoto, quando a mãe o puxou para sentar-se em seu colo. Ela deu um beijo na bochecha do filho e, com um aceno de varinha, conjurou um livro da estante do quarto, que flutuou graciosamente até a cama. -Podemos ler o conto dos três irmãos? — disse um tanto animado.

Narcissa abriu o livro e, antes de iniciar a leitura, virou levemente a cabeça para o marido, dando-lhe um selinho e um sorriso.

Lucius, com sua varinha, apagou as velas do quarto e fez brotar uma luz na ponta da varinha, que ficou presa à cama, iluminando o livro.

A leitura se iniciou, e tudo que se ouvia era a voz suave de Narcissa, contando doce e lentamente a história ao pé do ouvido de Draco, que olhava animado para as páginas, sem ao menos entender o que poderia estar escrito ali.

Vez ou outra, o garoto repetia as falas do livro com emoção, imitando um ou outro personagem.

-E então, o terceiro irmão acolheu a morte como uma velha amiga. — concluiu a história, dando um beijo no topo da cabeça loira do filho -Fim.

O garoto virou-se para ela, sorrindo. Narcissa pousou o livro na estante para poder abraçar seu pequeno Draco.

-Agora, hora de dormir. Não terá mais pesadelos, porque eu tirei todos seus zonzóbulos e... Oh. — fingiu capturar algo nos cabelos de Draco. -Agora sim. Sem nenhum zonzóbulo na sua cabecinha.

O garotinho riu, mexendo a cabeça, como se espantasse as criaturas das histórias infantis. A mãe acariciou seus cabelos e beijou sua testa.

-Dê boa noite para seu pai e vá dormir, antes que eles voltem para sua cabecinha. — virou-se para o marido, esperando que este desse boa noite para Draco. Mas Lucius já havia dormido, sentado, durante a história. Draco, segurado por Narcissa, conseguiu beijar a bochecha do pai sem acordá-lo. -Boa noite, meu doce. — disse ela, enchendo o rosto do filho de beijos.

Enquanto Draco saía, Narcissa virou-se para Lucius, dando um selinho no marido que dormia. Acariciou o rosto do homem.

-Querido? — disse ela, baixinho. Ele resmungou. -Draco se foi, hora de dormir. — ele abriu lentamente os olhos, sorrindo cansado. Concordou com a cabeça para a esposa e se deitaram.

Acolheu a loira em seus braços, suspirando contra os seus cabelos macios. Ela pôde sentir uma risada contra seu pescoço.

-O que foi, querido? — disse para o marido, com um sorriso no rosto.

-Conte-me uma história, Cissy.

Notas finais
Comentem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!