Notas iniciais
Espero que tenham gostado, pois vem muito mais por ai e diferente de muitas histórias que me frustrarão pretendo termine esta história, pois não há nada mais chato que começar algo e não terminar. Espero que gostem. Dedico a todos que são fãs do trabalho de Victória Ruffo, deixei minha imaginação fluir, claro que segui uma linha de raciocínio para não fugir do contesto da história. Escrevi alguns capítulos, como eu gostaria que acontecesse, mudei algumas outras eu reescrevi. Espero que gostem.

Victoria sofria a separação súbita que Enrique lhe impôs, naquela tarde. Sem saber que estava esperando um filho dele, fruto do amor que fizeram na tentativa de salvar o casamento.

Enrique já tinha comunicado a seus filhos, mais tarde foi em todos os quartos da casa era como se estivesse se despedindo de cada um e logo chegou ao seu quarto e viu as roupas de Victoria espalhadas pelo chão, saiu correndo em direção ao banheiro e quando a avistou se sentou colocando a mão no rosto e sentindo um tremendo alivio.

Victoria: A água quente adormece os sentidos, não estava me suicidando se é o que estava pensando.

Enrique: Victória

Disse ele repreendendo-a

V- Como reagirão as crianças?

E- Eles estão bem, te ligo na próxima semana, tem coisas que precisamos resolver, como gastos enfim.

V- Então não pensa em voltar?

E-Não sei

V- Não Sei! É a resposta perfeita quando não se quer responder... se vai com ela? Não sei, Vai voltar, Não sei? O Não sei ajeita tudo não é?

E- Não Sei!

V- Toma uma taça de vinho comigo antes de ir.

Enrique se levanta e vai preparar o vinho

V- Porque uma trago, não sei!

Diz Victória para si mesma.

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No quarto do casal

Enrique entrega uma taça de vinha a Victoria e senta ao seu lado na cama.

E – Vou ficar em um hotel para pensar. Preciso desse tempo, será o melhor para todos

V – Vai me deixar por ela, não é verdade?

E – Victória já disse que vou para um hotel

V – Porque Enrique? Se Camila não tivesse te visto estaria me enganado até agora, tenho certeza que sua consciência não pesaria como, não pesou durante dois anos, se é que não teve outras que eu jamais soube.

E- Você sabe muito bem que sempre te amei, mas tudo esfriou entre nós depois.

V- Em que te falhei Enrique?

Diz ela com a voz tremula e com vontade de chorar

V- Sempre fui uma ótima mãe para seus filhos, uma excelente esposa me submeti a tudo que me pedia, a única coisa que “coincidentemente” é que de dois anos para cá o que tem te falhado é a mulher...

E- E acha isso pouco Victória, a mulher é o alicércio do casamento.

V- Mas não foi por culpa minha, porque sempre estive aqui você que não me procurou mais

E- Victória, não percebe que caímos na rotina, da última vez que se entregou para mim foi por obrigação só eu senti prazer ou achei que senti, sei lá.

V – Porque você foi um bruto e não estava com vontade eu sabia que não estava me desejando, pois se não se lembra propus uma viagem e me tratou mal dizendo que não seria interessante, PORQUE EU SERIA SUA ÚNICA COMPANHIA.

E- já chega Victória

Enrique se levanta e vai pegar as malas e Victória diz exaltada

V- ME DEVOLVA OS ANOS QUE DEDIQUEI A VOCÊ

E- EU TAMBÉM DEDIQUEI A MINHA VIDA, VOCÊ IRIA A UM HOTEL PARA PENSAR?

v-NÃO POSSO DEIXAR AOS MEUS FILHOS

E-EU TAMBÁM NÃO, POIS LEVANTO TODO DIA E VOU TRABALHAR PARA SUSTENTAR A SUA CASA, LEVANTEI UM IMPÉRIO NESSES 25 ANOS E TUDO ISSO PELA NOSSA FAMÍLIA.

Victória toma um trago e diz:

V- O que ela te oferece, juventude?

E- Não, com ela me sinto mais velho. E por isso sei que me resta pouco tempo e quero aproveitar cada segunda daqui para frete. Quero dedicar a mim.

V- E se fosse eu que quisesse viver a minha vida e dormisse com outro, ME CHAMARIA DE PROSTITUTA?!

E- Adeus Victória

Ela vai em direção a ele chorando e segura em seu braço e diz:

V- Não Enrique, não me diga adeus, por favor.

Ele pega suas coisas e sai, Paula o acompanha até o carro para ajudar. Enrique olha para a janela do seu ex quarto como se despedisse de Victoria, ele entra no carro e sai, ela fica olhando e chorando pensa em voz alta:

– Adeus Henrique!

Começa a se sentir tonta e desmaia.