Telefonemas para Franklyn

1 One Shot - Telefonemas para Franklyn


Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Marina estava voltando da escola com suas melhores amigas: Maria Cassandra, mais conhecida como Cascuda, e Denise, uma simpática garota de cabelos ruivos.

Estavam conversando sobre assuntos diversos, até que o tema girou em torno de garotos.

– E aí como está o seu namoro com o Xaveco Denise? — Perguntou Maria Cassandra.

– Até que está bom, ele é bem banana mas dá pro gasto — Respondeu Denise enquanto arrumava suas marias-chiquinhas.

Todas riram.

– Mas e você Má? Como está indo com o Franklyn? — Perguntou Maria Cassandra com as mãos nos ombros da amiga.

– Com certeza está ótimo, o Franklyn é um boy tão vitaminado, pena que os roteiristas só me vem com Xaveco ou o primo do Chico.

– Ah, tá indo tudo bem com ele sim, ele é muito fofo e simpático, um sonho de menino — Gabou-se Marina.

– Nossa, quem dera se o Júnior fosse assim — Choramingou Maria Cassandra.

As três continuaram caminhando e papeando, até que uma cena fez com que todas ficassem paralisadas.

– O F-franklyn tá beijando a Maria Mello? — Perguntou Denise levando a mão até a boca.

– Mas não é possível, ele sempre foi tal leal á Marina — Acrescentou Maria Cassandra.

Marina não falou nada, ainda estava paralisada vendo aquela cena.

Quando finalmente voltou á si, foi correndo até onde eles estavam, Maria Cassandra e Denise tentaram impedir, mas foi em vão.

Ela chegou lá e puxou Franklyn, fazendo com que ele desfizesse o beijo com Maria Mello.

Marina: — O que deu em você? — Perguntou com os olhos molhados.

Franklyn: — M-marina?

Maria Mello: — Quem é essa garotinha Fran? — Perguntou provocando Marina.

Marina: — Ah, me desculpe por minha incompetência de não ter me apresentado — Ironizou — Eu sou Marina a namorada do Franklyn.

Maria Mello: — Namorada? Pois não parece.

Franklyn: — Para Maria. Marina, eu posso explicar.

Marina: — Explicar? Explicar o quê? Que estava saindo com outra vagabunda enquanto eu estava na escola? Por isso que você faltou hoje, seu cretino?

Maria Mello: — Vagabunda não guria, olha como fala comigo.

Franklyn: — N-não é bem assim Marina.

Marina: — Ah, pois é o que parece.

Marina empurrou Franklyn e saiu dali correndo e chorando.

Denise e Maria Cassandra se aproximaram dos dois.

Maria Cassandra: — Nossa Franklyn, não pensei que fosse você fosse capaz disso.

Denise: — Nem eu, depois dessa eu tô feliz com o meu Xavequinho mesmo.

Franklyn: — Meninas, me deixem explicar...

Maria Mello: — Pois é isso mesmo, suas nojentas!! Eu e ele estamos namorando, ele trocou aquela gorda de cabelo ruim, por mim, que tenho uma barriga perfeita e o cabelo liso.

Maria Cassandra e Denise encararam Maria Mello e saíram dali.

Franklyn estava triste e cabisbaixo, por quê ele foi fazer aquilo?

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Marina chegou em casa e se jogou na cama e começou a chorar.

Seu coração estava totalmente partido, ela gostava do Franja de verdade.

Já fazia anos que eles estavam juntos, desde a infância eram namorados, mas não era só coisa de brincadeira de criança, quando eles fizeram 12 anos, Franklyn pediu ela em namoro com aliança e tudo, e agora que eles tinham 18, estavam até falando sobre casamento.

– Mas aí, chega aquela garota esquelética pra estragar tudo — Sussurrou.

O seu celular começou a tocar, a música "Wide Awake" da Katy Perry ecoou pelo cômodo.

Ainda chorando ela se sentou na cama e atendeu seu celular.

– Alô? — Disse com voz chorosa e rouca.

– Oi, Marina — Disse Franklyn do outro lado da linha.

Marina desligou o celular e o jogou na parede, fazendo com que a tela dele se rachasse.

Mas ela não se importou com isso, apenas virou para o lado e tentou dormir.

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Já havia se passado uma semana...

Marina não tinha saído de casa desde aquele dia, ela não saia de seu quarto nem pra comer, só ia no banheiro e bebia água, ás vezes beliscava algum doce aqui e ali, mas nenhuma refeição de verdade.

Desde aquele dia Franklyn tinha ligado pra ela inúmeras vezes, Marina tinha quebrado seu celular mas ele ligava no telefone fixo.

Ela sentada em sua cama comendo um macarrão instantâneo que Denise e Maria Cassandra tinha quase que "empurrado" pra dentro dela.

Elas já tinham ido embora, só estava ela ali, assistindo Pretty Little Liars, ainda com o rosto ressecado das lágrimas que tinham secado de seu último choro.

O telefone tocou, Marina já estressada pausou a série e colocou a tigela sobre a escrivaninha para atender o telefone.

– O que você quer? — Perguntou já imaginando quem era.

– Oi Marina — Respondeu Franklyn do outro lado da linha — Tudo bem com você?

– Tirando o fato de eu estar anoréxica, sem ir pra escola durante uma semana e ter gastado sete caixas de lenços pra nariz, eu estou ótima.

Apenas o silêncio foi ouvido do outro lado da linha.

– O que você quer dessa vez?

– Já viu o programa da record?

– Qual?

– Te quero de volta.

– Hm.. Já viu o da band?

– Qual?

– Agora é tarde.

Franklyn ficou sem saber o que dizer novamente.

– Eu vou desligar.

– Não, por favor não desliga Marina, eu te amo.

– Pensasse nisso antes, Franklyn.

– Marina, por favor... Eu não vivo sem você.

– Então morra.

– Eu só quero que saiba que... Eu sempre te amei, aquilo não significou nada pra mim.

Franklyn desligou o telefone.

Marina o colocou de volta no gancho e voltou a assistir sua série enquanto comia macarrão.

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Um mês já tinha se passado...

Marina já estava saudável de novo, comia bem e já estava indo pra escola.

Depois daquele dia, Franklyn não tinha lhe ligado mais, ela nunca assumiu, mas adorava quando ele ligava e queria muito desculpa-lo mas seu orgulho não deixava.

Ele também não tinha mais ido pra escola, e ninguém tinah visto ele, ela estava ficando preocupada.

Era domingo, Maria Cassandra estava viajando e Denise tinha saído com umas amigas que ela não conhecia, ela estava completamente entediada.

De repente Franklyn veio novamente em sua cabeça, e ela ficou imaginando como ele estaria...

Como tinha excluído seu nome da lista de telefone, resolveu falar com ele pessoalmente, indo até a sua casa.

Marina trocou de roupa, colocou um short jeans e uma camiseta preta, pra completar, um chapéu preto e seu óculos de grau.

Depois de trancar tudo ela saiu na rua, estava bem quente naquele dia.

Ela passou em frente a uma sorveteria e se lembrou de quando Franklyn a levou ali, ele pediu sorvete de creme e ela de morango, no final do dia um melou a cara do outro de sorvete.

Não demorou muito e logo Marina estava na casa de Franklyn.

Apesar dele ser mais velho que ela, ele ainda morava com os pais.

Ela tocou a campainha e esperou, não demorou muito e uma senhora de cabelos loiros e de aparência mais velha veio atende-la.

– Pois não? — Perguntou a senhora.

– Olá senhora Paiva — Disse Marina com um sorriso.

– Marina? é você mesma?

– Sou eu sim.

– Nossa, tá sumida.

– É, por causa de uns problemas que teve aí eu parei de vir aqui... Eu vim ver o Franklyn, ele está?

O sorriso que estava no rosto da senhora se desfez.

– V-você não ficou sabendo? — Perguntou com os olhos molhados.

– Sabendo de quê? — Perguntou Marina preocupada.

– E-ele morreu.

Marina tomou um susto.

– M-morreu?

– Sim, faz um mês, foi um suicídio.

– Ai meu Deus, me desculpa eu não sabia.

– Não é por nada, mas eu acho que você deveria mesmo tocar nesse assunto.

– Por quê?

– Ele se suicidou em um quarto, em uma forca, mas deixou uma carta sobre a cama, imagino que tenha deixado pra você.

Marina já estava chorando, pegou a carta, agradeceu e saiu dali em meio a lágrimas.

Foi andando e parou na sorveteria que tinha tomado sorvete com ele uma vez, pediu duas bolas, uma de creme e uma de morango, para relembrar.

Quando o sorvete chegou, ela o comeu enquanto lia a carta.

"Marina,

Eu quero que saiba antes de tudo, que eu te amo, e te amo muito.

Eu sei que errei e me arrependo muito disso, Maria Mello era uma garota bonita, e se aproveitando disso, me seduziu, e eu cai na sua rede que nem trouxa.

Sei que isso foi muito triste pra você, sei como deve estar sofrendo por causa disso e peço desculpas.

Acho melhor cortar o mal pelo raiz, como você disse.

Beijos,

Franklyn."

Marina então se lembrou da conversa que teve no telefone com Franklyn pela última vez.

–----------------------------Pausa para flashback--------------------------------

– Eu vou desligar.

– Não, por favor não desliga Marina, eu te amo.

– Pensasse nisso antes, Franklyn.

– Marina, por favor... Eu não vivo sem você.

– Então morra.

– Eu só quero que saiba que... Eu sempre te amei, aquilo não significou nada pra mim.

–-------------------------------Fim do Flashback---------------------------------

Marina começou a chorar ainda mais, então ela tinha sido a culpada de tudo isso?

Ela pagou pelo sorvete mas o jogou no lixo, havia perdido o apetite.

Ela foi caminhando até a sua casa, quando chegou lá entrou e a primeira coisa que fez foi baixar um aplicativo de restaurar fotos, vídeos e contatos apagados.

Depois de recuperar o contato de Franklyn, ligou pra ele.

Ela sabia que ninguém iria atender, mesmo assim ligou para o número.

– Oi meu amor? Tudo bem com você? — Perguntou no celular — Eu espero que sim.

Marina ficou horas e horas conversando no celular, tendo como resposta apenas o "tu.......tu.......tu.....".

Mesmo assim a partir daquele dia, ela começou a telefonar sempre que podia, e passava horas no telefone.

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Havia se passado algumas semanas e Marina tinha começado a faltar na escola de novo.

Maria Cassandra e Denise ficaram preocupadas e foram até a casa dela.

– O que você acha que aconteceu com a Má? — Perguntou Maria Cassandra.

– Ela me disse que ia na casa do ex-bofe dela, vai que ele disse alguma coisa maléfica pra nossa florzinha? — Disse Denise enquanto chupava um pirulito.

– Deve ser isso. Affs, já toquei a campainha três vezes, será que ela não tá em casa?

– Deve tá dormindo, usa a chave reserva, fica dentro da caixa de correio.

Maria Cassandra pegou a chave e abriu a casa.

As duas entraram e foram direto pro quarto de Marina.

Quando chegaram lá, tomaram um susto.

Marina estava pendurada em uma corsa, pelo pescoço, embaixo dela tinha um banquinho que ela deve ter usado pra subir e se enforcar.

As meninas entraram e tiraram ela dali, mas já era tarde demais.

Sobre a cama havia uma carta, Denise pegou e começou a ler.

"Franklyn,

Me desculpe por tudo isso, eu sei que você cometeu um erro, mas eu cometi um pior ainda.

Eu sei que você fez a sua parte então agora está na hora de eu fazer a minha, agora poderemos viver juntos por toda a eternidade.

Beijos,

Marina."

Notas finais
Espero que tenham gostado :D Júnior: Cascão. Franklyn: Franja Link da roupa da Marina: https://thegeeksters.files.wordpress.com/2010/11/brimmed-hat-to-look-street-style1.jpg
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!