Telômeros

1 Telômeros - Parte I


CONCURSO DE ROTEIRO TRADICIONAL 1º Colocado TELÔMEROS — um roteiro de: Thiago A. Petersen — Personagens usados: Max, Nick e Nina. Parte I – O Seqüestro Sexta feira em Londres, Inglaterra.São aproximadamente 19:00 e é uma bela noite na cidade, todas as luzes já se acenderam e o centro da cidade ainda está cheio. Numa das ruelas da cidade, três homens de sobretudo preto andam com olhares atentos procurando alguma coisa.Eles logo ganham uma das ruas do centro e assim que saem da penumbra percebe-se que eles apresentam um símbolo musical no ombro de suas vestes: uma quartifusa.O que vem mais a frente, provavelmente o líder, fala ao celular: -Senhor, alcançamos a rua “M”...500 m do alvo. -Prossiga com o plano. – responde um homem com uma voz fria e autoritária ao celular.Este homem esta na sacada de um grande hospital.É um homem alto, magro, de olho claro e cabelo preto.Ele aparenta ter entre os 40 anos e carrega consigo um pingente prateado de quartifusa. O homem entra num quarto e lá está uma outra pessoa.É uma senhora anã desprovida de cabelo, de pouca sobrancelha e com lábios finos.Estranhamente essa senhora está vestida com um vestido de menina e brinca com uma boneca, como uma criança faria.Ela tem um rosto de sofrimento, mas parece estar contente enquanto brinca com sua boneca. A senhorinha olha pro homem e diz: -Com quem você falava papai? Ele sorri e responde: — Com um de seus anjos querida....- a senhora da outro sorriso pra ele e volta a brincar com a boneca.O homem volta a olhar pela janela, preocupado. Os homens de sobretudo agora chegam até um prédio onde esta havendo um evento de dubladores e cantores.O prédio esta lotado e muita gente ainda tentam entrar, os homens se separam e saem à procura de algo.Nessa hora uma figura aparece entre a multidão: É Nick (Nicholas Michael Band) e ele parece estar com pressa: -Ah Droga!Se eu perder o evento Nina vai me matar!- diz ele baixo pra seu amigo Plu (que se encontra embaixo de sua jaqueta). Nick corre entre a multidão e procura um jeito de entrar.Os homens de sobretudo entram no evento.O prédio está lotado tanto por dentro quanto por fora e muitos fãs de animes e afins estão aqui (cosplayers, pessoas cantando seus temas de animes prediletos,etc...) mas a atenção se volta mesmo é para o palco principal, onde esta havendo um concurso de cantores de musicas de animes.Neste exato momento um jovem canta Sobakasu de Rorouni Kenshin. Nina (Mariana Rodrigues) está inscrita no concurso e espera muito nervosa sua apresentação,junto com uma amiga, fora do palco.Ela está vestida com um kimono. — Ai ai ai ai ai!!Eu sou a próxima!- diz ela segurando e quase sufocando uma outra garota que também espera por sua apresentação. — Pare com isso Nina!Quer me matar é!? – diz a outra garota tirando as mãos de Nina de seu pescoço. — Desculpe amiga!Mas você sabe como fico quando vou me apresentar....e sabe hoje meu irmãozão vai vir me assistir.Quero mostrar pra ele o quanto eu melhorei!- responde Nina. -Irmãozão? – pergunta a garota –Ah!Você fala daquele gatinho dos states. – ela se lembra. Bem nesse momento o apresentador diz: — “ESSE FOI TANAKA CANTANDO O TEMA DO KENSHIN! – MAS AGORA VAMOS RECEBER A NOSSA FUU!ESSA É NINA (Nina dá um pulo de susto quando ele diz seu nome) CANTANDO SHIKI NO UTA DE SAMURAI CHAMPLOO!” Nina não hesita e corre pro palco, onde começa a cantar.Nick chega bem na hora em que ela inicia e percebe que a garota está cantando muito bem. No meio da multidão um dos homens de sobretudo olha pro palco onde Nina canta.Ele fala ao rádio:- Alvo avistado, preparar para a captura.Um “entendido” é dado como resposta. Nina canta a música inteira e é muito aplaudida quando termina.Assim que ela vai se retirar do palco ela vê Nick na multidão e acena pra ele.Nick fala com seu bichinho Plu: -E ae Plu.Ela melhorou ou não?Vamos parabenizá-la ! – diz Nick seguindo pra entrada do palco. Nina desce alegre e rápido do palco, mas é parada no meio do caminho por dois daqueles caras de sobretudo. -Ã? – diz Nina antes que um dos homens a imobilize.O outro pega o rádio e fala: -Alvo capturado.Evacuar. – eles carregam Nina. A amiga de Nina começa a cantar Zankoku na Tenshi no Teeze de Evangelion no palco e Nick espera por Nina na saída do mesmo, mas este vê que ela demora muito.Ele vai ver no meio da multidão se ela já saiu e sem querer esbarra num dos caras de sobretudo percebendo aquele símbolo de musica no ombro dele (isso só lhe chama a atenção mas ele passa por ele sem desconfiar). Os três caras de sobretudo saem do prédio com pressa carregando uma mala grande bem no meio da multidão.Eles entram num carro que para bem em frente ao prédio e vão embora.Nick fica lá dentro procurando por Nina e consegue entrar bem no local onde ela foi pega.No chão ele encontra um laço que Nina usava no cabelo. Parte II – Os Exploradores Naquele mesmo dia.12 horas antes do seqüestro de Nina um grupo de três aventureiros se arriscam entre a escuridão e os abismos em uma caverna perdida no Reino Unido.Armados com mochila, capacete e lanterna eles andam por entre os terrenos acidentados em fila indiana.O que anda na frente é o mais velho, tem aproximadamente 40 anos.Ele fala com os demais: -Zack!Max!(este é Maxuel Scot) Daqui pra frente às rochas ficam mais soltas e o terreno fica pior que antes!Cuidado com as fissuras! O que anda no meio da fila é um jovem que aparenta ter entre os 25 anos.É o Zack e em seu pescoço ele carrega um grande pingente de cruz prateado.Ele escorrega ligeiramente e responde: -Fique tranqüilo professor!- e diz ao que vem atrás em tom sarcástico: -E ae novato.Não vá desistir agora ta? Max dá uma mexida em seu chapéu (que está logo abaixo do seu capacete) bem ao estilo Indiana Jones, ignora Zack e fala com o professor: -Hã....Aensworth será que o I.A.L. (Instituto de Arqueologia de Londres) vai publicar aquele nosso trabalhinho do abismo do olho do diabo? Ao ouvir Max, Zack se assusta.Aensworth, o professor, responde a Max: -Certamente que sim.E se eu não me engano vai ser logo após as férias de verão...mas...* Zack interrompe antes que o professor termine com outra pergunta: -Er...Professor esse moleque foi até o abismo do olho do diabo? Aensworth para de andar,ilumina o rosto de Max com a lanterna, olha pra ele e ambos riem.Zack fica olhando pra eles, pasmo. -Você nem imagina onde esse moleque conseguiu ir no primeiro ano e fazer seu projeto de iniciação arqueológica. – diz Aensworth, parando de rir, a Zack. Max ainda complementa: — Já ouviu falar dos supostos labirintos sob o Terraço de Baalbek?Eu e Aenswo...*- novamente Zack corta um antes que acabe de falar e diz: -Eh!Olha a hora!Professor se não nos apresarmos não vamos conseguir terminar o trajeto!- e volta a andar acelerando os passos.Max percebe que Zack não quer ouvir muito de suas historias.Ele ri e diz: -Vamos indo Aensworth, o tesouro nos espera! Eles voltam a caminhar, mas enquanto andam, Aensworth diz a eles: -Só tomem cuidado com estes abismos.Já caíram outros exploradores aqui e nós não vamos querer fazer parte destes números... O grupo caminha por entre os abismos, passam alguns túneis e escalam alguns rochedos pequenos.Durante o percurso muitos morcegos cruzam o teto da caverna fugindo e suas lanternas.Eles fazem cerca de 2 horas de percurso por dentro da caverna até que o professor para de andar e diz: -Por favor.Parem aqui... Zack e Max se aproximam e param ao lado do professor.Eles estão num alto corredor rochoso,com rochas de quase 15 m de altura em ambos os lados.Há também numerosas e pequenas estalagmites no chão e outras tantas estalactites maiores no teto.Aensworth olha pra eles e diz: -Pessoal....esta é a única armadilha que foi encontrada ainda ativa nesta caverna.Estão vendo estas estalagmites no chão.Elas foram colocadas ali de propósito e como o povo que construiu isso era extremamente rudimentar, a armadilha talvez funcionasse só se você estivesse ou sem luz ou com uma tocha fraca, pois a visão tem que estar comprometida pra se cair nisso.Bem...da ultima vez que vim pra cá um dos “exploradores” estava meio desatento e tropeçou numa delas.Estão vendo lá no teto? – ele aponta e ilumina as estalactites do teto – Caiu uma daquelas bem depois dele tropeçar.Ela caiu longe, tanto que só ouvimos o barulho mas e se derrubarmos e uma vier em nossa cabeça? Zack e Max colocam a mão no capacete.Aensworth não hesita mais, mira sua lanterna no chão e passa pelas estalagmites por um caminho reto, onde não há nenhuma delas.Em cerca de 10 m ele passa por elas.Ele faz um sinal pros dois, que passam logo em seguida sem problemas.Quando todos passam ele diz: -Viram?Diria que essa armadilha é de NV1! Mas vejam agora... Aensworth estica sua perna direita e da um chute contra uma das estalagmites, que cai.Eles iluminam o alto e vêem uma das estalactites se soltar e cair bem na frente deles, bem no meio do corredor.Acontece que esta derruba outras estalagmites e assim varias estalactites caem, principalmente no corredor, até formarem um alto paredão de rochas bem no meio do corredor da armadilha. Max olha pra seu professor e percebe sua surpresa, perguntando:- Você não sabia dessa parte da historia, não é? Aensworth retoma sua pose e diz:- A arqueologia não é uma ciência previsível e vocês sabem que as maiores descobertas cientificas são feitas assim...espontaneamente! Zack olha e aponta pra cima,onde havia estalactites tampando e diz: -Professor aquela passagem lá no topo do rochedo...ela não estava lá... Max mira sua lanterna em direção à passagem que se abriu no alto.Ao vê-la, Aensworth sorri e diz: — Muito bem equipe.Se aquilo for o que eu acho que é parece que marcamos nossos nomes nesta caverna!Deve ser uma passagem secreta e desconhecida por todos os estudiosos daqui! – Os dois olham pra ele com desconfiança,mas parecem estar empolgados. — E então?Querem continuar o antigo trajeto ou ir ver algo totalmente desconhecido? – diz Aensworth num tom de desafio. Max começa a subir o rochedo rapidamente e sem hesitar.Ele diz: — Vamos nessa Aensworth! – Aensworth vai logo em seguida e Zack hesita um pouco, mas também os segue. Assim que chegam ao topo, Max ilumina a passagem (é um túnel estreito e escuro, de pouco mais de 2m de altura e 3 de largura) e dela saem muitos morcegos em disparada.Max também percebe estranhas escrituras no teto.Ele pergunta pra Aensworth: -Aensworth o que é isto? Aensworth olha, examina brevemente e diz: -Não sei...parece celta.Mas celta aqui?Vamos entrar e ver. Aensworth entra na frente, iluminando o caminho.O túnel não dura mais de 20m e os três saem, por um buraco, numa grande câmara escura.Aensworth percebe tochas na parede e diz: — Acendam as tochas da parede, mas não pisem mais de um metro em direção ao centro. Max e Zack acendem as tochas usando isqueiros.As tochas iluminam boa parte da câmara e assim pode-se perceber que ela é circular e formada por 5 degraus, coloridos e desenhados e com alto declive pro centro (análoga a um “alvo”).No centro da câmara encontra-se um pedestal rochoso com uma pequena pedra roxa e circular em cima.Ao analisar a estrutura da câmara e observar um pouco, Aensworth diz: — Não mexam em nada por aqui.Certamente a armadilhas.Estão vendo aquela pedra no pedestal?Quero que vocês fiquem aqui parados.Eu vou pegar aquilo e só me ajudem se eu realmente precisar. Max e Zack dão um passo pra trás e ficam na expectativa.Antes de dar o primeiro passo pra frente, Aensworth pega algumas pedras no chão e as joga cerca de um metro a frente.Ele vê que um piso desce um pouco.Ele evita este piso e da seu primeiro passo em um que não se moveu quando ele jogou a pedra.Aensworth faz isso continuamente chegar ao centro com apenas alguns escorregões.Dali ele olha pra seus orientados, que se alegram.Aensworth examina bem o pedestal e a pedra antes de fazer qualquer coisa.Ele pensa consigo mesmo: “Isto é...celta...exatamente o que eu preciso...” -Será que ele vai ter coragem de pegar? – diz Zack num tom sarcástico pra Max. -Hã...Pra mim ele vai fazer como o Indiana Jones fez pra pegar o Ídolo de Ouro...- responde Max. Aensworth volta a olhar pros dois e diz: — Pessoal isso não é um filme de Indiana Jones ou de qualquer outro.Tem alguma coisa escrita nesta pedra, mas acho que está em celta.Vamos fazer o seguinte: Eu puxo a pedra e corremos feitos loucos daqui. Antes que os dois digam qualquer coisa, Aensworth grita: — VÃO!- puxando a pedra.Os dois se surpreendem e correm pro túnel.Assim que o professor sai em direção ao túnel com a pedra, o pedestal se afunda e todos os pisos coloridos também.O teto começa a desmoronar e estalactites começam a cair do teto.Quando Aesnworth vai entrara no túnel uma grande estalactite cai de raspão em sua perna direita e ele cai cambaleando.O túnel começa a desabar também e quando Max está para sair, vê Aensworth caído.Ele volta pra ajudá-lo.Zack corre pra fora. -Aensworth!Vem cá! – diz Max levantando o professor e ajudando-o a sair. Eles chegam pra fora do túnel e este desaba poucos segundos depois. 4 horas depois...Às 19:15, quando já está escuro, o grupo se encontra próximo a um rochedo, numa mata virgem.Eles estão sentados sobre uma lona e a lanterna de dois carros próximos acendem o lugar.Eles brindam e comemoram: -É quem diria...esta caverna já recebeu tantos pesquisadores e num chute este negócio foi descoberto! – diz Zack enquanto brinda com Max e Aensworth. -E um chute de seu orientador de mestrado! – diz Max dando um tapa na perna machucada de Aensworth. -Ahgh!Não faça isso Max! – diz Aensworth, rindo –Foi um chute bem melhor que o que vocês fazem nas minhas provas! Max bebe mais um gole de sua bebida e pergunta pra Aensworth: -Er...Aensworth você disse que há escritas celtas nesta pedra? -Sim.Vejam aqui...- Aensworth pega a pedra e aponta nela uma complexa escrita que a circula.- Mas vocês sabem que isso é estranho, né? –diz Aensworth. Zack fala:- Bem... A arqueologia moderna encontrou poucos possíveis templos celtas...e eles tinham principalmente como tema a natureza...mas por que isto estaria tão protegido numa caverna?Os celtas não viviam neste tipo de lugar... Aensworth da bebe mais um gole de bebida e diz aos dois: -Posso falar a minha teoria?Hipotetizando que a caverna tenha sido o lar de alguma civilização ainda desconhecida...eles podem ter roubado esta pedra dos celtas,ou até quem sabe sejam uma colônia diferente destes.... e talvez acreditando que ela tinha algum poder “mágico” passaram a adorá-la e criaram aquele lugar pra ela.Mas isto é só minha hipótese. Os dois alunos pensam um pouco sobre isso e parecem concordar.Zack lembra de algo e pergunta a Aensworth: -Mas o difícil mesmo vai ser encontrar alguém que leia celta hoje em dia...Eh!Sua esposa não lia celta professor? Pra essa pergunta Aensworth, estranhamente, ignora Zack.Ele se levanta, (com um pouco de dificuldade na sua perna direita) e desamassa suas vestes enquanto fala: -Ahhh... acho que estou ficando velho pra tanta ação como hoje,vocês é que estão de parabéns!- ele olha pro céu, já escuro e cheio de estrelas, e continua:- Vejam já é muito tarde,acho que é melhor pegarmos a estrada e descansar um pouco em nossos travesseiros... Zack, percebendo a canseira de Aensworth, diz:-Se for assim vou terminar de colocar minha aparelhagem no carro, professor. Max também vai guardar suas coisas em seu jipe,mas antes disso o celular de Aensworth toca e este vai pra trás de uma árvore atender.Max percebe que seu professor está muito assustado ao celular e que este diz o nome da filha com espanto ao celular:Marina.Quando Aensworth desliga o celular está com uma expressão de raiva e insegurança.Max, que o observava durante toda a ligação pergunta: -Aconteceu alguma coisa Aensworth? Aensworth faz uma forte expiração e diz: -Nada Max...só uns probleminhas com a Marina.Mas eu resolvo esta noite mesmo. Max percebe que ele está com o humor bastante alterado e que algo ruim está acontecendo, mas acha melhor ignorar.Ele guarda todas as suas coisas no seu jipe e conversa mais algum tempo com Zack.Quando está pronto pra dar a ignição no carro,Aensworth sai de seu Cherokee e vem falar com ele: -Max!Posso lhe pedir um favor?Posso deixar a pedra com você?-Max concorda com a cabeça, pegando a pedra toda enrolada num pano-Rapaz eu tenho que resolver uns problemas e acho meio arriscado andar com isso por ai...e o Zack não mora em Londres.Será que você não pode levar ela pra mim amanhã cedo em casa?Eu tenho que levar isso o mais rápido possível pros pesquisadores de druidas decifrarem! -Sem problemas.Estamos de férias Aensworth!-responde Max,sorrindo. -Eh...me faça um favor Max...se precisar voltar pra cá...ha deixa pra lá!-Diz Aensworth se retirando pro carro.Max não entende. -Obrigado Max!Então vamos nessa!Se sairmos agora no máximo às 24:00 estamos em Londres! –Diz Aensworth dando um jóia pra Max antes de subir em seu Cherokee,junto com Zack.Ele sai na frente de Max. Max olha o carro de Aensworth saindo.Ele liga seu mp3 (onde toca um rock clássico) dá ignição em seu jipe e sai logo atrás do Cherokee de seu professor.