Notas iniciais
Yo minna! Cá estamos nós com mais um cap pra vocês! Esse daqui tem um flashback da Haruka. Não tem tanta coisa acontecendo como nos anteriores, mas serve para esclarecer alguns pontos que só foram mencionados ou sugeridos anteriormente. Aviso importante: Vou me ausentar até domingo, então ficará difícil de soltar o cap até sábado. Então o próximo sairá na segunda ou terça. Chega de enrolação, vamos para o cap! Boa leitura

—Tome. – Haruka entregou um papel na mão de Sakura. A rosada o olhou confusa, sem entender muito o que podia fazer com aquilo. – Focalize o chakra nele. É um teste. – A ruiva encorajou. A mais nova fez o que lhe foi dito e algo apareceu no papelzinho:

水

—Suiton, heh? Interessante... – Haruka sorriu levemente, cruzando os braços. A brisa fresca soprava sobre o campo de treinamento onde Kakashi fizera o desafio dos guizos, com as folhas das árvores serpenteando pelo ar. As duas se encontravam sozinhas lá. – É um elemento bem versátil. Já usou chakra elemental antes, Sakura-san? – Os olhinhos verdes se arregalaram em compreensão. Ela ia lhe ensinar a usar Suiton! A genin negou com a cabeça, focada nas palavras da jounin. – Falando sinceramente, liberação de água é um dos meus elementos mais fortes. Suiton é fraco contra Doton, mas por razões óbvias, é útil contra Katon. – Haruka não precisou se preocupar em falar devagar. Sakura era inteligente o suficiente para entender suas palavras de primeira.

Ainda era de manhã, e após uma doação de chakra, Naruto finalmente receberia alta à tarde. Assim ele voltaria para casa e eles poderiam ir às compras. Ele precisava urgentemente de roupas e de uma roupa formal para a recepção. A volta de Kakura a deixava aliviada e inquieta ao mesmo tempo. Haruka não podia deixar de sentir que algo muito ruim estava prestes a acontecer.

—Quantos elementos você consegue usar, Haruka-san? – A vozinha da Haruno a despertou de seus pensamentos, fazendo-a piscar antes de perceber a pergunta. Deu de ombros.

—Eu? Meu elemento principal é o Raiton. Utilizo o Suiton para aumentar o dano. Algumas das minhas técnicas têm um pouco de Fuuton e Doton. – Sakura arregalou os olhos. Aquilo era incrível! – A natureza de chakra do meu clã é geralmente Fuuton, então esse elemento não me é estranho. Mas deixando o meu chakra de lado, vamos focar no seu. Então a lição de hoje vai ser transformar seu chakra em água. – A Haruno mordeu o lábio.

—Mas Haruka-san, o meu oponente usa Fuuton, um elemento que potencializa a liberação de água. Como jutsus Suiton iriam me ajudar contra ele? – Haruka sorriu levemente. Como esperado, ela entendeu a problemática depressa. A Uzumaki ergueu um dedo, em tom de professora.

—Sakura-san, o que é pressão? – A rosada piscou, sem entender.

—É uma força aplicada sobre uma área.

—Exatamente. Agora diga, a concentração de uma substância pode influenciar na pressão? – Os olhinhos verdes, outrora carregados de dúvida, se encheram de luz.

—Umidade relativa do ar!! – Haruka riu, satisfeita. Ela era rápida para entender as coisas. O completo oposto de seu irmão. – Aumentando a quantidade de moléculas, eu aumento a pressão. Aumentando a pressão, eu aumento a resistência contra os ataques sonoros!! Como o som é uma onda mecânica, uma pressão maior ao redor de uma área vai diminuir a velocidade de propagação e consequentemente, o dano potencial do jutsu! É um escudo de água!!

—Incrível... Você conseguiu ver isso tudo somente com pouca informação. Realmente, esta é a ideia. Sem falar que uma pressão maior exigirá mais esforço de seu oponente. Ele se cansará mais rápido, seus movimentos ficarão mais lentos e você terá mais facilidade de contra-atacar.

—Mas, Haruka-san... Esse jutsu que você está sugerindo é manipulação de água em grau molecular! Nem mesmo muitos especialistas em Suiton conseguiriam... – A rosada deixou os ombros caírem, desanimada. – Sem falar que ele conseguiu usar a água para potencializar o dano de seu jutsu. Lembra o que ele fez com o Chouji?

—O que ele fez foi jogar a onda sonora sobre a água que estava dentro do Akimichi-san, e não fora. Desde que não chegue a seu corpo, está tudo bem. E eu sei que é difícil, para isso é que temos um mês todo pela frente. E vamos treinar também o seu taijutsu. Aquela gracinha que você aprontou pra cima da Yamanaka pode ser útil contra o garoto de Otogakure. Se você puder reproduzir aquele soco, você terá uma chance de vitória. Como utilizar o Suiton e o aprimoramento de força gastam muito chakra, eu gostaria de te dar isso. – Haruka pegou um papel e enrolou ao redor do pulso direito da Haruno. A menor abriu a boca para perguntar o que era aquilo, mas a ruiva focalizou sua energia no papel e o distúrbio que a genin sentiu em seu chakra a emudeceu. Quando retirou, um símbolo estava tatuado na pele da Haruno.

—O que é isso? – Ela perguntou, olhando para a tatuagem. Haruka estalou a língua e removeu um dos protetores de antebraço de sua prótese. Gravado no verso da placa de metal, o mesmo selo se encontrava.

—Um selo de reserva de chakra. Toda noite, antes de dormir, armazene seu chakra nele. Ele vai guardar todo o chakra armazenado até o próximo uso. Para liberar, funciona como uma Kuchiose. Coloque um pouco de sangue sobre a marca e Libere. Isso prolongará a extensão de uma batalha em duas vezes ou mais. Só não armazene mais do que seu corpo pode aguentar. Esse selo foi feito para Uzumakis, e cá pra nós, os membros do meu clã são uns monstrinhos quando o assunto é quantidade de chakra. Se você liberar mais do que aguenta, seu corpo pode entrar em colapso. Use com cuidado. – Sakura estava atônita. Aquilo era simplesmente incrível.

—Obrigada, Haruka-san!! Muito obrigada!! – A face da cerejeira desabrochou em um lindo sorriso. A mais velha sorriu, colocando a pesada mão metálica sobre a cabeça dela. E fez um cafuné.

—De nada. Agora, um passo de cada vez. Vamos te introduzir no Suiton.

—Hai!!

…

A dupla andava pela estrada de terra lentamente, ansiosa para chegar ao destino. A mulher mais velha correu os olhos amendoados pelos arredores, inspirando o ar úmido que era indício de uma fonte de água por perto.

—O ar mudou. – A morena constatou, segurando um porquinho em seus braços. – Será que estamos perto do mar, Tsunade-sama?

—Não... Não tem cheiro de maresia. É um rio ou um lago, provavelmente. Agora vamos, Shizune! Temos uma cidade pra ir e cassinos para jogar! – A loira falou, levantando o braço animadamente. Shizune suspirou, completamente derrotada. Não era fácil lidar com a mestra quando ela estava assim. Os olhinhos negros pairaram sobre um bando de abutres no meio da estrada, que pareciam estar cercando alguma coisa. Pelo tamanho, era provavelmente um animal de médio porte, ou... – Kami! Uma criança! – Tsunade foi a primeira a notar e correr, sendo seguida pela aluna imediatamente. A aproximação das duas mulheres espantou as aves agourentas, e ao chegar perto, podiam ver o estado da criança com clareza.

Estava inconsciente, jogada de qualquer jeito sobre o caminho de terra. O rosto pequeno e pálido da menina estava coberto por uma longa cortina de cabelos vermelhos que Tsunade julgou como estranhamente familiares. Era pequena, magra e possuía ferimentos por todo o corpo. As roupas, completamente negras e sóbrias, estavam rasgadas e em farrapos, sujas de terra, suor e lama, assim como o resto do corpo. Por toda a sua pele clara haviam hematomas, cortes e machucados recentes, sinais de quem tinha acabado de sair de uma batalha difícil. Sua mochila de viagem jazia jogada no chão perto dela e no lugar do antebraço esquerdo, não havia nada. O braço terminava em um cotoco, e Tsunade pode notar que a amputação era bem recente. Tinha no máximo 4 dias, pelo que a sannin podia dizer dos pontos, que estavam roxos e com sinais iniciais de inflamação. Alguns estavam até abertos, mas o sangue coagulado formava uma barreira natural para a hemorragia. A última coisa que foi percebida pela dupla era o hayate de Konoha atado à testa.

—É uma ninja! Mas parece ser tão pequena... – Shizune exclamou quando as duas se sentaram perto da garotinha. Ela não parecia ter mais que 7 ou 8 anos de idade.

A mestra médica puxou a menininha para seu colo, banhou a mão em chakra medicinal e começou a curá-la. Aos poucos, o cenho da ruivinha foi se enrugando, sinal de quem estava prestes a acordar. Abriu os olhos devagar, e ao notar os orbes amendoados da sannin sobre os seus, os cerúleos da garota se arregalaram. Uma corrente pontiaguda de puro chakra dourado irrompeu da barriga da menininha, a ponta parando ameaçadoramente próxima a garganta de Tsunade. A Senju se alarmou e a criança abriu a boca, falando fracamente. Seu tom de voz continha uma frieza que a dupla só via em ninjas muito mais velhos do que ela.

—Quem são vocês? O que estão fazendo comigo? – A frieza nos olhos azuis era quase tangível, mas ela não movera um músculo, devido à estafa e a dor que se propagava por seu pequeno corpo. Geralmente não precisava de muito esforço para algo como isso. A Chakra Kusari sempre se movia para protegê-la.

Tsunade nunca havia visto tamanha calma em uma criança daquela idade. E a precisão com a qual usava a Corrente Adamantina...

Uzumaki.

Uma criança Uzumaki em Konoha. Com aqueles olhos, aquele cabelo e aquela idade...

Tsunade só ouvira falar de uma.

Era a menininha do Yondaime com sua prima, Kushina. Tsunade tinha certeza.

Ela não conhecia a menina, mas já ouvira falar de sua existência.

Qual era mesmo o nome...?

—Nós achamos você aqui na estrada e resolvemos ajudar. Eu sou Shizune, e esta é Tsunade-sama, minha mestra. – Os olhinhos cor de céu da ruivinha se arregalaram à menção do nome. A corrente se dissipou.

—Tsunade? A Sannin lendária?

—Eu mesma. – Ela era uma ninja de Konoha, afinal. Apesar de pequena, era difícil uma jovem kunoichi sequer da Vila não saber o nome da mais conhecida e poderosa dentre elas: Senju Tsunade, herdeira do Shodaime Hokage, mestre médica e uma dos três Sannin. – Qual é o seu nome? Consegue andar?

—Haruka. Namikaze Haruka. – Haruka respondeu com fraqueza, se levantando com dificuldade.

Haruka. Isso!

A sannin acertara. Era mesmo ela.

Mas o estado em que a menina se encontrava...

Ela sentia que tinha algo errado ali.

Muito errado.

—Você é a criança do Yondaime, não é? – Shizune arregalou os olhos e a Uzumaki assentiu de leve. Aquela garotinha toda surrada era a filha do Hokage?! – Por que você está aqui nesse estado? O que houve com seu braço? Onde estão seus pais? – As perguntas da sannin apagaram o pouco de cor que havia retornado à face da chuuninzinha. Ela agarrou o cotoco de braço e baixou a cabeça, deixando o rosto oculto sob os cabelos. Os ombrinhos começaram a chacoalhar com os soluços baixos. A terra abaixo dela se molhou com as lágrimas que pingavam. A criança tremia.

E ao levantar a cabeça e encarar de volta a anciã, Tsunade viu algo naqueles olhos. Aqueles eram olhos de uma criança que vira e vivera coisas horríveis. Olhos de alguém que não tinha para onde ir. Olhos de alguém que perdera tudo da noite para o dia, e quando confrontada pela ideia de não ter mais nada que lhe restasse, afundou nas profundezas da dor e do desespero.

Tsunade conhecia aquele olhar. O conhecia porque era o seu próprio.

—Papai... Mamãe... Naruto... A Vila... – A fala era pausada, tentando concorrer com as lágrimas. Sua voz expressava tanta dor que chegava a ser tangível. – Eles se foram. Não sobrou nada...!

...

Passara-se um ano desde o encontro das três. A pequena Haruka começou a se abrir com Tsunade e Shizune, e logo a sannin a acolheu com a mesma disposição que acolhera a anedeshi.

A jovem Namikaze era brilhante em todos os aspectos, tendo mais experiência ninja que 99% das crianças de sua idade. Tinha mente afiada, era madura e aprendia com uma velocidade incrível. A maneira como ela suprira a falta do braço aprendendo a fazer selos com uma só mão era algo que a Senju nunca vira antes. Tsunade não podia deixar de se impressionar.

Levara um tempo para convencer a sannin a treiná-la. A jovenzinha já tinha uma dose de poder absurdamente grande comparada a outras crianças de sua idade. Adquirir muito poder em uma fração de tempo tão pequena era perigoso.

Ainda assim, ela finalmente a convencera a isso. Possuía maturidade suficiente, mas por dentro, seus sentimentos eram puros como de qualquer garotinha. Ela só sabia mascarar muito bem. Tsunade já vira aquilo antes. Era o tipo de criança que vem de zonas de guerra e tem contato com o grau mais baixo da maldade humana desde cedo. Estava marcada de uma maneira que shinobis normais só o são com muito mais idade que ela. Ou isso ou a genialidade que ela sabia que a menina tinha lhe proporcionara um amadurecimento anormal. Pelos olhos da Uzumaki, seu jeito e seus gestos, era um pouco dos dois. Aquilo era o que ela era e o que se tornara.

A mestra médica já lhe ensinara a liberar chakra em seus golpes, a realizar infusões de chakra em terceiros, aumentar sua resistência a venenos e esquiva. A garota tinha um modo de batalha bem rápido, então aquela habilidade lhe seria útil. Se continuasse assim, talvez Tsunade lhe passasse o Byakugou. Talvez. A técnica era complicada e nem mesmo Shizune, sua pequena máquina, conseguiu dominá-la até aquele momento.

Talvez... O uso do Byakugou encurtava o tempo de vida de um usuário, mas se tratando de um Uzumaki, aquilo não faria muita diferença.

Afinal, eram o clã da Longevidade. Seu clã.

O trio estava sentado em uma casa de chá, aproveitando umas xícaras de chá verde, saquê e doces. Haviam acabado de chegar ao vilarejo perto de Konoha e aquela era sua parada para descansar.

—Haru-chan está aprendendo o controle de chakra muito rápido. Seus golpes já são devastadores. – Shizune comentou, orgulhosa de sua imoutodeshi.

—Sim, assim que conseguirmos nos instalar, vamos começar o treinamento propriamente dito em iryou ninjutsu. Como tem o controle de chakra já moldado e um bom conhecimento de fisiologia humana, acho que podemos já começar com essa parte. – Tsunade declarou, entornando o conteúdo do copinho goela abaixo. Seu rosto ficou ligeiramente corado por causa do álcool. Haruka movia os pezinhos para frente e para trás, os olhinhos atenciosos captando tudo ao redor. Às vezes, era fácil de esquecer que era uma ninja. Parecia uma criança normal.

O dono da casa de chá soltou um grito quando um falcão pousou na mesa com um baque, estendendo a patinha com uma mensagem para Haruka. A Uzumaki timidamente pegou o pequeno pergaminho e a ave levantou voo, causando mais estardalhaço e reclamações do dono. As mais velhas se espicharam para ver o que constava na mensagem que a garotinha lia. A expressão dela se quebrava a cada letra, adquirindo um tom mais sério e sombrio.

—O que é, Haru-chan? Por que você está com essa cara? – Shizune perguntou, receosa. Haruka levantou os olhos para a dupla.

—É uma mensagem do Saru no Jiji. Me querem para uma missão no País do Ferro. Tenho que partir imediatamente. – Os olhos da loira e da morena se arregalaram. Como era possível que mandassem uma criança de oito anos para uma missão em um país estranho? E sozinha?

Mas querendo ou não, Haruka era uma kunoichi de Konoha. Precisava fazer aquilo. Precisava ir.

...

—Os médicos me disseram que você acelerou minha recuperação. – Naruto tinha as mãos atrás da cabeça, olhando para a irmã com olhos curiosos. – O que você fez? Você é médica?

—Hm? Ah, não. – Haruka, que estava distraída até o momento, finalmente se atentou à pergunta do mais novo. Os dois finalmente cruzaram os portões do hospital e rumavam ao centro comercial para fazer as compras. De fato, ele se recuperou mais rápido por causa da transferência de chakra que ela fizera durante a noite. O Chakra de Força Vital dos Uzumaki se encarregaria do resto do processo de cura do rapaz. De fato, gastar tanto chakra assim e com mais a estafa causada do selo, ela não havia acordado em sua melhor condição. Sabia que esse estresse todo era prejudicial, entretanto, já tomara medidas quanto a isso. – Aquilo foi só uma simples infusão de chakra. Como seu chakra estava esgotado, eu lhe doei o meu. Treinei com uma ninja médica há um tempo atrás, e essa foi uma das coisas que ela teve tempo de me ensinar. Estudei com ela por um curto período, nós tivemos uma briga feia e ela disse que eu não seria mais sua discípula. Desde então, nunca mais a vi. Deve estar por aí, jogando, bebendo e deixando a onee-san maluquinha. – Ela deu uma risadinha. Shizune era sempre racional e suas tentativas vãs de controlar a mestra eram engraçadas e um pouco tristes. Pobre anedeshi!

Passaram-se 11 anos, mas ela nunca se esquecera da bondade das duas por terem lhe acolhido após perder sua família.

Mas aquela emboscada que sofreu ao sair de Konoha...

Alguém se incomodava com ela a ponto de mandar um assassino liquidar uma chuunin de sete anos impossibilitada de fazer sinais de mão.

A expressão da ruiva se fechou em uma carranca. Naruto a olhou, confuso.

—Você está bem?

—Hm? Hai, só estava me lembrando de uma coisa. – Ela fez um gesto vago com a mão, recebendo um olhar de censura do loirinho. Ao andarem pela vila, a estranha dupla atraía olhares curiosos e despertava comentários. O que uma heroína aclamada fazia ao lado daquela... Coisa?

O olhar do loiro endureceu ao sentir a tensão no ar. A mesma coisa que sentia toda vez que entrava numa loja ou andava na rua.

Igualmente, Haruka não se mostrava alheia aos arredores. Ela se abaixou, jogando as mãos para trás. O garoto parou também, sem entender.

—O que você tá fazendo?

—Sobe nas minhas costas.

—Hein?

—Anda, vamos. – Haruka deu uma piscadinha, seguida por uma olhada significativa para o mais novo e um sorriso maligno que ele já havia visto nela. Ao ver aquele sorriso, os olhos azuis se iluminaram de compreensão.

—Sério? Pra quê? – Ele perguntou, piscando confuso. Haruka deu um sorriso maligno. Ir a um evento de gala com o jinchuuriki como acompanhante deixaria claro para as castas mais altas do país de que ele era seu irmão, e portanto, alguém com quem não se devesse mexer. Fora que ela queria ver os velhos conselheiros de cabelo em pé.

Ela podia sentir a inquietação toda vez que adentrava a mansão do Hokage. O problema não era Haruka em si, mas o que ela sabia, o quanto ela sabia e para quem poderia contar...

Tipo a aldeia inteira.

E ela o assim faria. Como afronta àquelas múmias que os deixaram no escuro por tanto tempo.

—Irritar algumas pessoas.

O canto do lábio do mais novo se curvou em um sorriso que não era prelúdio para algo bom.

—Irritar pessoas? Gosto disso... Gosto muito disso.

Um ar de maligna cumplicidade pairou entre os Uzumaki naquele instante, enquanto a brisa soprava leve lá fora.

Os lábios dele se curvaram para imitar o sorriso travesso da irmã e ele se posicionou atrás dela para fazer o que lhe era pedido. Esta se levantou e ajeitou o garoto, que tinha os braços ao redor de seu pescoço.

—Yoshi! Ikkuse!! – Bradou a ruiva, sendo seguida por um riso alto do loirinho. E então ela avançou, correndo pelas ruas movimentadas de Konoha com o irmão nas costas, só para despertar ainda mais comentários.

A dupla de olhos cerúleos e roupas ostentando o redemoinho vermelho dos Uzumaki cortava a vila, deixando um rastro de poeira, risadas e estranhamento por parte dos civis que sempre desprezaram o pequeno jinchuuriki.

Não demoraria muito até que isso caísse nos ouvidos do conselho. Koharu, Homura e Shimura ficariam loucos.

Já era hora das coisas mudarem um pouco por ali.

Notas finais
Antes que perguntem... Não, ela não usa o Byakugou nem usa Iryou Ninjutsu. Tia Tsu mandou ela chispar antes de terminar o treinamento, mas o pouco que ela sabe, já faz um estrago e tanto. Esse cap foi mais para desenvolver a relação com a Sakura e explicar de onde raios saiu aquelas menções à Tsu. Eu ia escrever mais, mas tava com pressa de entregar para vocês antes de ir. Então aqui está! Quem quer ver o Naru em festa granfina calando a boca das recalcadas que levante a mão!! Até o próximo, feliz ano novo e bom 2017... Ja ne Kissus, Ina-sama