O verão estava acabando, e a droga das aulas estavam by safesaver\">começando. Aqueles três meses de farra havia acabado. E um ano de puro esforço na escola está by safesaver\">começando, novamente.

Infelizmente, agora, seria mais difícil. Todos os antigos alunos reclamavam como o inicio do ensino médio era difícil e cansativo.

Essa não era uma noticia ruim para Tony, o melhor aluno da sala; Emma, a certinha; e Tia; que é boa em tudo que faz. Já para Max, Henry e Charlie não era a mesma coisa. Max, se esforçava, mas mesmo assim não se dava bem; Henry matava 5 aulas por semana; e Charlie ainda não sabe o que está fazendo ali.

Mas escola era sua última preocupação. Não se importavam muito com os estudos, não como os outros, estavam ali pra curtir a vida.

***

Os primeiros passos na escola no primeiro dia de aula era, de uma certa forma, algo bom. Depois de tanto tempo, eles estavam, novamente, se encontrando onde tudo começou.

– Essa é nossa chance — disse Henry, entrando no meio de Charlie e Tia. E dando um leve beijo da bochecha da mesma. — De mudar, sabe?

– Mudar o que? Pra quem? — perguntou Tony com seus olhos vidrados no celular. Sarah. Estavam conversando a mais de uma semana. — Fala como se algum de nós ainda fosse virgem, ou algo do tipo.

– Ah, qual é Tony? — continuou Henry, agora na frente de Tony, com seu celular na mão. — Sarah? Sério? Está mesmo afim dela, ou ainda não comeu?

– Credo, Henry, seja mais educado. — haviam chegado em seu lugar preferido. Debaixo de uma árvore velha e grande, na parte de trás do campo da escola.

Todos se sentaram formando um circulo, e assim o cigarro passava de mão em mão em uma certa by safesaver\">ordem.

– Não vou a aula hoje. Vou ficar aqui. Fumando — e deu a primeira tragada do dia — Mais alguém topa?

– Como assim "ficar aqui"? É o primeiro dia de aula. E a história de mudar tudo? Você não vai ficar aqui.

– Minha querida Tia, entenda que ainda tem outros dias de aula. Um ano pela frente. Três, pra ser mais justo.

– Pra você quatro, né Henry? Ou cinco, seis.

– Não seja injusto, você também não está tão bem assim Charlie.

Eles se deitaram no chão, onde ainda havia sombra e ficaram olhando pro nada. Apenas observando a Terra girar, com o cigarro na mão. E deixando a leve brisa passar. O primeiro sinal havia batido. E eles ainda estavam deitados.

O segundo sinal toca, e como se tivessem sido acordados de um pesadelo, se levantam com a chegada de Emma e Max.

– Vocês são os maiores filhos da puta. — disse Emma com seus braços aberto como se estivesse esperando o abraço de alguém.

No mesmo instante se jogou na barriga de Tony e pegou o cigarro de sua boca, e tragou. Havia passado todos dias de suas férias em Paris. Foi com o pai e o primo, Max. Seu pai está a trabalho lá, e aproveitou o momento pra visita-lo.

Tia, se levantou e com os braços esticados, levantou Henry também. Era do tipo, a mãe do grupo. Estava sempre preocupada com cada passo que cada um dava. Chamou a atenção de alguns, aos pouco se os mesmos saíram de fininho. Deixando para trás apenas Emma e Tony.

O namoro dos dois havia acabado no começo do verão. Uma traição faz com que dois anos de namoro fossem por água a baixo. O problema está em saber quem foi traída. Tony e Sarah, estão saindo a muito tempo também.

– Eles não deviam ter terminado, sabe? — disse Tia, enquanto abraçava Henry por trás.

– Deviam sim — respondeu Charlie sem pensar.

– O que você está dizendo? Eles formavam um belo casal. E eles estavam felizes.

– Se ele estava tão feliz assim, porque estava marcando de comer a Sarah?

– HENRY!

– Tá bom, tá bom. Transar. Fazer amor, tá bom assim?

O corredor estava vazio, exceto por eles é claro. Cada um entrou em salas ou corredores diferentes.

***

Emma e Tony, não haviam percebido a ausência dos amigos por um tempo. Eles não paravam de se encarar. "Ela está linda. Era assim antes do verão?" pensava Tony sempre que olhava em seus olhos.

– Eu odeio você mais do que tudo nesse mundo.

– Desculpe?

– VOCÊ ACABOU COMIGO. QUER SABER COMO FOI EM PARIS? UMA DROGA. ISSO MESMO UMA DROGA. EU NÃO PAREI DE PENSAR EM VOCÊ UM SÓ SEGUNDO. TUDO LÁ ME LEMBRAVA VOCÊ. E SABE PORQUE? PORQUE TÍNHAMOS PLANOS DE IR PRA LÁ, E COMO SERIA LINDO E DIVERTIDO. — Aos poucos Emma se levantava e batia em Tony com sua mochila.

– VOCÊ PODE SE ACALMAR? — Ele se levantou e jogou ela no chão, ficou em cima dela por alguns segundo apenas olhando pra ela.

Ela fechou os olhos e quando os abriu de novo, conseguiu ver a pele de Tony o mais de perto possível. Seus lábios estavam se tocando. Emma não se lembrava o quão bom era o beijo dele. Ou era só aquele mesmo, pensava. Na verdade não queria saber, não dava a mínima. Só queria continuar ali, deitada, beijando Tony.

Mas algo, fez com que eles se separassem. Abriu os olhos, e seu braço estava estendido. Tony olhava pra ela tentando entender o que havia acontecido ali.

– Achei... A... Eu... Ah... Eu achei que você... Eu achei que você queria tanto quanto eu. Que você queria voltar comigo.

– Voltar? Você acha mesmo que eu posso confiar em você outra vez? — Emma em um salto se levantou, pegou sua bolsa e saiu.

– Só me diz uma coisa — virou no meio do caminho, esfregando os olhos. — Aquela não foi a primeira vez, foi?

Com a cabeça abaixada Tony a balançou de um lado pro outro. Emma saiu correndo com lágrimas nos olhos.

Tony não se sentia culpado. Ele não pertencia a ninguém. Está livre pra transar com quem quiser. Acendeu mais um cigarro e decidiu que ia ficar por ali mesmo. Não o dia todo, mas por um bom tempo. Era confortável, e alem do mais, havia ótimas lembranças daquela árvore. Olhou pra trás e viu na árvore uma marca feita no começo do verão " Tony ♥ Emma" e por cima um risco.

Talvez antes da viagem pra Paris ela retornou ali e riscou o desenho. Havia outras marcas também. Como : "Henry chupa muito" e "Tia peituda". Riu sozinho. Tia era mesmo peituda, mas não era ela por quem se atraía.

"Na verdade, sou um homem. Não me atraio por ninguém. Não sou daquele tipo de cara que se apaixona. Sou cachorro sem dona. Não me prendo a ninguém. E se alguém quer ficar comigo, tem que entender que é assim que eu sou" disse pra si mesmo. Se levantou, jogou o resto do cigarro em algum canto. E foi para a segunda aula.

***

A aula que todos se encontravam era Sociologia. Nenhum gostava da aula, então combinavam de sentar no fundo, cheirar e algumas vezes dormi.

Porém dessa vez havia sido diferente. Assim que eles chegaram na sala, havia um grupo ocupando seus lugares. Eles se entreolharam tentando entender a situação. Não sabiam o que fazer. Isso nunca havia acontecido antes. E o "tal" grupo olhava pra cara deles e ficavam rindo, como se nada de estranho tivesse acontecendo. Henry foi o primeiro a falar.

– Eu vou quebrar a cara deles.

– Para, Henry, a gente pode resolver isso de uma forma civilizada.

– Acho lindo isso em você, Tia — disse enquanto a beijava -, mas o mundo não é só flores.

Tony, colocou seu celular no bolso. E foi em direção ao seu lugar. Assim que ele chegou nele, ficou olhando pra garota que estava sentada nele. A garota era sim, muito bonita. No mesmo instante olhou pra Emma, e pensou em Sarah. Balançou a cabeça levemente e continuou a olhar a garota. Os outros ainda estavam na porta, apenas observando.

– Algum problema com a minha garota?

– Ah, muitos. Posso começar dizendo que ela está no meu lugar? — ainda olhava para a garota.

– Então porque você não olha na minha cara e diz isso pra mim?

– Ela está no meu lugar e você no lugar do meu amigo. Quer que eu aumente meu tom, ou você não é tão surdo quanto parece?

– TONY, NÃO! — Emma gritou da porta, e correu em direção a ele. Atrás vinha Tia e Max.

Os dois garotos ficaram se encarando, e então Henry e Charlie saíram da porta e vieram em direção aos garotos também. Na mesma hora dois garotos se levantaram e cruzaram os braços. Tony e o outro garoto ainda estavam se encarando. Todos na sala ficaram quietos apenas prestando atenção dos garotos do fundo.

Os guarda-costas impediram Henry e Charlie de chegar perto de Tony e o garoto. Um deles começou a rir de disse bem alto "Olhe Marcus, eles pensam mesmo que podem com a gente.". Na hora, Henry empurrou um dos dois garotos, tão forte que caiu. Nisso, Marcus deu um soco no estomago de Tony. E o outro garoto, uma cabeçada em Charlie.

A garota se levantou e tentou correr, mas Tia a puxou pelo cabelo, e ela caiu de costas. Uma outra garota, fora do grupo, foi ajuda-la, mas Emma deu um soco na cara dela.

Em alguns minutos, todos no fundo estavam brigando. Cada um para um. Algumas pessoas, que assistiam, estavam chorando. Outras rindo. Um garoto, saiu correndo porque ia vomitar, outro foi a procura de algum responsável. Em pouco, a professora havia chegado e alguns objetos da sala haviam sido quebrado, Dois ou três garotos que participavam da briga estavam jogados do outro lado da sala com o rosto cheio de sangue.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — A professora achou mesmo que isso iria resolver alguma coisa. Eles continuaram brigando. Então ela saiu da sala à procura de ajuda.

***

Em meia hora, a sala do diretor estava cheia. Tony e Henry, tinham um pano para estancar o sangue do nariz. A garota desconhecida chorava porque havia quebrado um dente. Tia estava com uma faixa na mão porque a machucou quando quebrou o dente da garota.

Emma estava com a mão na cabeça, já que havia perdido um tufo de cabelo. A outra garota estava na enfermaria já que havia desmaiado. Max e Charlie, também estavam na enfermaria, o garoto que brigava com eles havia quebrado do braço de Max e quebrado o nariz de Charlie.

Marcus, estava com uma faixa na cabeça e um pano no canto do olho. Um dos garotos tinha o olho roxo e estava com a mão na barriga, indicando dor; Já outro estava com a mão no pênis, pelo chute, e a dor no peito. Henry, era o único que estava se sentindo bem ali. Apesar da mão enfaixada, com um corte enorme, o olho roxo e a boca sangrando.

– O QUE DEVO DIZER! SINCERAMENTE NÃO SEI. HOJE É O PRIMEIRO DIA DE AULA. Segunda aula, certo? Sim. Sim? Segunda aula. Acho que vocês bateram o recorde. SEGUNDA AULA. E VOCÊS NÃO CHEGARAM A PENSAR NOS COLEGAS? O QUE OS OUTROS ESTAVAM PENSANDO ENQUANTO VOCÊS PARECIAM ANIMAIS EM UM ZOOLÓGICO? — O diretor Perks estava vermelho. Enquanto isso Tony e Henry, ficavam imitando ele por trás dos dois guarda-costas de Marcus.

– Ele fala muito — gesticulava Henry

– Blá-blá-blá — respondia Tony

– E VOCÊS DOIS AI ATRÁS? O QUE ESTÃO FAZENDO? EU ESTOU BRINCANDO? PAREÇO ESTAR BRINCANDO? NÃO? — Os dois atrás zombavam do diretor e balançavam a cabeça negativamente. — ÓTIMO. ÓTIMO. ÓTIMO. VOCÊ SR. TYLER, EU ESPERAVA ISSO DE VOCÊ. NÃO, ISSO NÃO. ALGO PIOR. MAS ESPERAVA. MAS A SRA. BOVIE, NUNCA. NUNCA MESMO.

O diretor virou para a janela, esfregou o olho evitando chorar e ainda virado continuou.

– Não mesmo. Olhem. Não vou punir vocês dessa vez, porque acho que vocês já apanharam o suficiente, MAS ENTENDAM QUE É SÓ-DES-SA-VEZ. Estão entendidos? — todos balançaram a cabeça. — Agora saiam da minha sala, estão impregnando ela com esse sangue.

Todos saíram os garotos e Marcus foram na frente. Enquanto isso Tony e Henry esperavam as meninas, que ficaram a mais tempo com o diretor.

– Esse cara é esquisito.

– Se elas não saírem de lá em cinco minutos, aproveito a onda e quebro a cara dele também. E você tia, tá olhando o que? Esse corpinho já tem dona.

– Para! Para com isso.

Eles começaram a rir, e então as meninas saíram.

– Vocês são loucos — disse Emma e no embalo começou a rir também.

– Agora vamos pegar os meninos na enfermaria e dar o fora daqui.

– Onde você pensa que vai? Ainda temos aula.

– Foda-se, eu vou pegar nossas coisa e nós vamos comer. Essa briga me deu uma fome, que é perigoso eu ir ao Queen's e pedir um boi inteiro. A gente se encontra lá na frente, tá?

Em alguns minutos todos estavam na frente da escola.

***

Nem todos haviam contado da briga do dia anterior aos pais, mas a escola inteira já estava sabendo do acontecimento de boas-vindas. Assim que Tony chegou na escola, no dia seguinte, todos apontavam pra ele, e cochichavam. Alguns batiam palmas, e outros gritavam.

– Eae, cara?

– Eu te conheço?

– Não, mas isso não importa. Faço parte da editora do jornal da escola. E queria te dar parabéns pessoalmente. Aquilo foi incrível. Marcus se acha o maioral, mas quer saber de uma coisa? — ele chegou perto de Tony e sussurrou — Ele não é.

– Editora do jornal da escola? É assim que vocês chamam o suporte de drogas?

– É, a gente tá pensando em algo mais legal como: "Time School" ou "Hello! School" alguma... Esperai? Você disse suporte pra...

– Qual é Tony? Deu pra ouvir esses nerds? Vamos lá pra árvore.

– Editora do jornal da escola? — disse Tony mais uma vez. Olhou para o garoto. E saiu andando. Parou no meio do caminho e disse- É sério isso? Editora do jornal da escola? Uau, cara.

Essa foi a nova rotina da primeira semana. Chegava na escola todos os dias, e as pessoas batiam palmas pra ele. Ele colocava suas coisas no armário, ia pro fundo da escola, sentava, fumava, e ia pra aula.

Chegava em casa, dormia, e depois ia pra casa de Henry ou Charlie. Não era apenas SUA rotina. Era de todo o grupo.


Notas finais
Personagens:
Tony
Tia
Max
Henry Tyler
Charlie
Marcus
Emma Bovie
Caroline (namorada de Marcus)
Gabriela (garota desconhecida)
Rodolfo e Patrick (guarda-costa)
Sarah
Diretor Perks
Professora Anne

Lugares:
Escola
Queen's