Teenage clichê

4 Amigo antigo como meus ideais


Chegando na casa dele, ele teve uma surpresa. Estava todo mundo lá, seus pais, irmã, melhor amigos, amigos. Todo mundo se juntou para fazer uma festa surpresa para ele. E ele só conseguiu chorar e abraçar Camila e Carol.

—Eu amo vocês, e espero que saibam que vou sentir saudade de vocês -disse Lucas em meio as lágrimas.

—A gente também te ama, Luc. Mas esse um mês vai passar rápido, tem que passar -disse Carol

Então, Lucas soltou Carol e Camila e os três foram socializar. A noite foi boa, todos se divertiram muito. Carol conversava com Nicholas, seu namorado, sobre um show que ia ter na cidade; a mãe de Camila conversava com os pais de Carol e Lucas, combinando a grande viagem dos três; Camila usava o celular, quando Lucas a puxou e a levou pro terraço da casa.

O terraço era onde eles acampavam quando eram mais novos. Era recoberto de grama, e tinha uma árvore enorme, com um balanço de pneu. Eles deitaram em um cobertor em cima da grama, e ficaram contemplando as estrelas.

—Mila, tu lembra quando eu te disse o porquê de eu amar olhar para um céu estrelado?

—Não lembro não. O que cê disse?

—Eu disse que era porque é uma lembrança constante de você.

—Não entendi, explica.

—Mila, o céu é repleto de estrelas. Cada uma delas faz ele ser incrível. Você é um céu; as estrelas são teus sentimentos. Eu consigo ver, mas não alcanço.

—Cara, isso foi muito fofo. Não faz isso, ou vou ficar com mais saudade do que eu já tô!

Então Camila começou a chorar. Ela não queria que Lucas fosse, não queria 31 dias longe do seu melhor amigo. Lucas a abraçou e ficou mexendo no cabelo dela. Os dois ficaram em silêncio até que ele falou.

—Sabe, Mila, de todas as pessoas que estão aqui, acho que a que mais vai me fazer falta é você.

—Eu? Mas por quê? Por que não os teus pais?

—Porque eu sei que eles vão estar bem sem mim, eles vão sempre estar aqui por mim. Já você, é minha maior incerteza. Eu nunca sei o dia de amanhã quando o assunto é você.

—Lucas, eu nunca vou sair do teu lado, tá? Você é meu melhor amigo, e nada nem ninguém pode mudar isso. Eu te amo, e vou sentir tanta saudade quanto você.

E os dois se abraçaram. Passaram minutos deitados, olhando para o céu, até que Carol apareceu e deitou com eles. E lá estavam eles, unidos pelas estrelas. Parecia que tinham voltado aos seus 15 anos e eram lascados no amor. Mas era bom estar ali, parecia que estavam em casa.

E em algum momento, eles três dormiram.

Lucas acordou com o barulho do seu cachorro latindo. Mas Camila e Carol continuaram dormindo. Ele resolveu levar as duas para dentro. Primeiro levou Camila, e a colocou em um dos sofás da sala. Depois foi buscar Carol e colocou ela no outro. Então dirigiu-se para o terraço novamente, e encontrou seu pai sentado na grama, olhando o sol nascer. E sentou ao lado dele. Ficaram em silêncio, até que o pai dele falou.

—Gostou da surpresa?

—Gostei sim, pai.

—A ideia foi da Camila e da Carol. Elas são garotas maravilhosas, você tem sorte.

—É, eu sei.

—Filho, sei que já tivemos nossos problemas, que não foram poucos, mas eu quero que você saiba que eu só quero o seu melhor.

—Eu sei, pai. Mas, às vezes, tem coisas que você faz e fala que machucam.

—Desculpe por isso. É que eu não sou bom nisso de ajudar. Queria ser como sua mãe, com aquele jeito altruísta. Mas seu velho pai é um cara sem jeito.

—Eu tinha que ter a quem puxar, né?

E os dois riram. Havia muito tempo desde a última conversa deles. O pai de Lucas quase sempre estava trabalhando e Lucas, estudando. Mas estavam lá. Parecia que ele tinha voltado a ser criança, mesmo que por um momento.

—Filho?

—Diz, pai.

—Eu só quero que você saiba que eu vou sentir saudades de você. Desculpe por ser esse velho carrancudo e sem jeito.

—Tudo bem, pai. Eu também vou sentir saudades do senhor. Mas pode deixar que eu mantenho contato.

—Tudo bem. Se divirta, cuidado e me arranje uma nora, pelo amor de Deus!

—Tá bom, pai.

Lucas riu e abraçou seu pai. Minutos depois, os dois resolveram jogar futebol. Passaram bastante tempo jogando até que a mãe de Lucas chamou eles para comer. Eles pararam e foram até a cozinha. Na cozinha, estavam as 4 mulheres da vida de Lucas: sua mãe, Elisângela; sua irmã, Lívia; Camila e Carol. Elas estavam conversando sobre coisas de mulher, como socialites, tendências de moda e, claro, garotos. Lucas achava estranho ver sua mãe falando sobre garotos, porque ela já era adulta e era casada, então tecnicamente não era pra esse ser um assunto de interesse dela. Mas era, porque Carol e Camila eram como filhas para ela. E, como espera-se, toda mãe quer ver suas filhas bem acompanhadas.

—Filho, por que você ainda não arranjou alguém pra Camila? -disse a mãe de Lucas

—Ué mãe, a Mila disse que eu não sirvo pra cupido. -disse Lucas

—É verdade tia, ele é o pior cupido do mundo! -concordou Carol

—Só comigo mesmo gente, porque ele arranjou a Karina pro Caio. Ele quer que eu morra solteira com 12 gatos. -brincou Camila

—Acho que alguém é afim da Camila -observou Lívia

—Ah, por favor né. A única pessoa afim da Camila mora do outro lado da cidade, cagou o pau e fez com que ela nem quisesse mais saber dele. -respondeu Lucas

—Obrigado por lembrar, Lucas. Meninas, se me dão licença, vou pra casa.-disse Camila.

—Eu vou com você, Mila. Deixa só eu pegar minhas coisas.

—Pessoal, vocês não precisam ir. Desculpa Mila, não foi minha intenção. -disse Lucas

—Nunca é sua intenção, Lucas. Mas você sempre faz. Agora me deixa ir, por favor. -disse Camila

—Eu levo vocês, meninas. -disse Elisângela

—Tchau, Lucas. Te vejo depois -disse Camila

—Tchau, Mila.

Então a mãe de Lucas, Camila e Carol saíram. O pai de Lucas, Roberto, estava em seu escritório trabalhando e Lívia tinha saído junto com a mãe deles. Lucas estava só. Ele estava bravo consigo mesmo por ter lembrado Camila de um ex-melhor amigo dela, o Luis. A história deles dois tinha tido um desfecho horrível, que deixara Camila um pouco traumatizada em relação a confiar em homens. Mas ele não queria lembrar disso agora. Não queria se revoltar com Luis de novo, o garoto que havia chamado sua melhor amiga de 'erro'. Então foi para seu quarto, deitou na cama e tentou dormir. Mas só conseguia pensar em como tinha magoado Camila e decepcionado Carol. Ele queria pedir desculpas para ela, mas sabia que era melhor não. Sabia que precisava dar o espaço que ela queria. Então pensou em procurar Caio, mas ele havia dito que ia sair com Karina, e Lucas não estava nem um pouco afim de ser vela. Resolveu então ir atrás de Henrique, um velho melhor amigo seu. Ligou para ele e o chamou para ir à livraria, porque precisava comprar uns livros para um trabalho sobre Direito Criminal. E Henrique aceitou Então, Lucas tomou banho, se vestiu e foi direto para a livraria.

Lá, encontrou Henrique na seção de Psicologia, lendo um livro chamado "Como Identificar Um Mentiroso". Cumprimentaram-se e foram até uma mesa para por o papo em dia.

—Quanto tempo que a gente não se falava né.

—Pois é. Alguma novidade?

—Tô namorando.

—Que irado! Quem é a garota?

—Uma menina que faz Odontologia. O nome dela é Sara.

—Ah, depois tem que me apresentar, beleza?

—Tá, podexá. E você, tem alguma novidade? Tá apaixonado por alguém ou enrolado?

—Não, tô na merda mesmo. Minha única novidade é que eu vou pra Campinas próxima semana, fazer um curso de Filosofia. Vou ficar lá por um mês todo.

—Tu tá de zoa, só pode.

—Por que eu estaria?

—Eu também vou, mah!

—Caramba, que irado!

—A gente devia de combinar de ficar no mesmo quarto lá no campus. Sabe, pra gente não ficar na merda.

—Concordo. Sempre é bom ter um conhecido por perto, principalmente em outro estado.

Então, ele mudaram de assunto e começaram a falar sobre canais de youtube, futebol, jogos de videogame e etc. E nessas conversas avulsas juntamente com uma busca incansável por gibis naquela livraria, gastaram mais de 3 horas. Então resolveram ir para o bar mais próximo tomar uma cerveja. O problema que o mais próximo deles era uma boate, que estava a 2 quarteirões de distância de onde eles estavam. Mas eles não se importaram, e andaram até lá.

Lucas tinha resolvido não beber muito lá, pois queria voltar dirigindo.