Teenage Dream

23 Capítulo Vinte e Dois- Foto


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo!

Capítulo Vinte e Dois- Foto

“Fique calma, fique calma

Eles dizem que somos jovens demais

Para conseguir algo além do que temos

Mas olhe em volta

Nós trabalhamos duro demais para desistir agora” –She Looks So Perfect, 5 Seconds of Summer

O frio do shopping fazia com que eu desejasse ter ido de calça jeans, mas lá estava eu perambulando de short, por mais de duas horas atrás de um presente para Alec. Cds, livros, roupas, jogos, tudo que eu encontrava ele já tinha, o que só me desanimava.

No dia seguinte completaríamos um mês de namoro e mesmo que ele não tenha mencionado nada, queria lhe dar um presente, pois tinha certeza que ganharia um. Só que, eu não encontrava nada legal para presentea-lo.

––Dá essa cueca para ele, Rê ––Lucy chegou saltitante perto de mim, enquanto eu olhava umas camisetas com estampas divertidas.

––Eu não vou dar uma cueca para meu namorado ––a olhei como se a loira fosse uma doida.

––Qual é o problema? Eu daria uma cueca para Riley normalmente ––ela continuou rodando a cueca em seu dedo, sorrindo maliciosamente.

––Sério, você e Riley mesmo depois de começarem a namorar só conseguem pensar em sexo ––murmurei horrorizada.

––E eu me pergunto como você e Alec que já estão namorando há um mês ainda não fizeram nem sexo oral um no outro ––Lucy jogou a cueca na minha cara ––É bem fácil de fazer amiga, não precisa ficar com nojo.

––Por favor, isso é constrangedor –deixei as camisetas de lado e saímos daquela loja.

––Que tal um CD do One Direction? Assim ele não vai poder recusar e vai ter que ouvir ––Lucy comentou.

––Não –neguei ––É o primeiro presente que vou dar para ele, quero que seja algo inesquecível.

––Rê, é só dar sexo, ele nunca vai esquecer –Lucy comentou, levando uma cotovelada minha por falar aquilo.

Entramos em mais algumas lojas, mas quanto mais coisas eu via, menos eu acreditava que encontraria o presente ideal. Lucy tinha comprado roupas para ela, CDs e até mesmo um do One Direction para Riley, que ouvia qualquer coisa que estivesse tocando perto dele, sem restrições.

––Desisto, eu não vou dar presente nenhum para ele –bufei.

––Alexander gosta de Harry Potter –Lucy comentou ––Por que você não dá algo relacionado?

––Ele já tem todos os livros em edição de colecionador, os filmes, até mesmo um moletom –falei.

––Vamos atrás de algo ––Lucy me arrastou para uma loja.

Por fim, e por muita sorte, encontramos uma lojinha de miniaturas, que tinham várias de Harry Potter. Eu compraria várias para Alexander, mas não tinha tanto dinheiro assim, então optei por uma de Hogwarts, com o presente devidamente comprado, Lu e eu fomos comer algo na praça de alimentação.

––Os pais do Riley são bem legais, eles me tratam bem também –ela contava enquanto nos dirigíamos para a saída do shopping ––Para tudo! ––Lucy exclamou quase gritando.

––O que foi?

––Vem cá ––me puxou em direção a uma loja que vendia ingressos para shows, assim que chegamos perto pude ver o que causou o grito dela e quis gritar também.

––5 Seconds of Summer vai tocar em Los Angeles –falei quase chorando de emoção.

––Nós precisamos ir! ––Lucy me puxou para dentro da loja.

––Mas não temos dinheiro e nossos pais não vão deixar.

––Claro que vão e eu pago tudo, deixa que eu resolvo essas questões.

––Lu, Bia é muito fã também, ela tem que ir.

––Claro que ela vai, Alice e Jacob também ––Lucy pontuou ––Pego o carro de Riley emprestado, já que é grande e vamos todos nele. E o show é daqui a semanas, teremos tempo para convencer a todo mundo e conseguir um lugar para ficar lá.

––No apartamento da Rach –mergulhei no plano de Lu ––Podemos todos dormir na sala, vai ser desconfortável, mas...

––Mas incrível! –Lu gritou de verdade, correndo para o caixa munida de seu cartão.

Lucy me proibiu de falar sobre o show com meus pais aquele dia, querendo ela mesma comunicar os pais de cada um de nós depois, o que era até melhor, porque assim eles podiam brigar com ela, não comigo. Dormi cedo naquele dia, pensando no show e se Alexander gostaria do presente que comprei para ele.

Na manhã seguinte eu dei o beijo mais longo em Alec quando ele foi me buscar para irmos para a escola, nem mesmo o cumprimentei, apenas entrei no carro indo direto o beijar, o que não foi ruim para ele. O moreno, assim como eu, estava sorrindo quando o beijo –infelizmente –chegou ao fim.

––Bom dia –beijei sua bochecha ––Feliz aniversário!

––Feliz aniversário? –me olhou confuso, olhando para o embrulho em meu colo ––Aniversário de que, Renesmee?

––Sério que você não lembra? –o encarei revoltada.

––Não –continuou confuso ––Meu aniversário já passou, você se lembra disso não é? Foi quando Lucy nos viu juntos.

––Seu idiota! ––gritei ––Hoje estamos fazendo um mês de namoro, como pode esquecer de algo tão importante assim?

––Merda, era isso ––fez uma careta ––Desculpa, Ness. Sou realmente péssimo com datas.

––Não acredito que passei horas procurando um presente perfeito para meu namorado que nem lembra quando completamos um mês de namoro –respirei fundo tentando me acalmar, o que não deu certo, eu queria acabar com o rostinho bonito do inglês.

––Feliz Aniversário! ––tentou me beijar, mas o afastei de mim.

––Morra com seu presente estúpido ––joguei o embrulho para ele, sai do carro depois, ouvindo ele sair em seguida.

––Para onde você vai? ––Alexander perguntou chegando até em mim.

––Para a escola, sozinha, porque você é capaz de esquecer o caminho até lá.

––Renesmee ––ele segurou em meu rosto e mesmo que eu quisesse me afastar, ao mesmo tempo queria que Alec me tocasse ––Sei que eu errei, me desculpe por isso, mas não sabia que iríamos comemorar nosso primeiro mês de namoro, então não me atentei a isso.

––Você sabe que é meu primeiro namorado, não passou por essa sua cabeça idiota que ia querer algo fofinho para esse momento? Apesar de ser irritante, como eu sei que sou, ainda sou uma garota.

––Eu sei ––ele me abraçou ––É a melhor garota do mundo e eu fui um perfeito idiota com você, então me deixe consertar isso.

––Como? ––aos poucos minha raiva foi diminuindo.

––Que tal irmos lá para casa? Podemos matar aula e não teremos treinos hoje, afinal não tem jogo nessa sexta, podemos passar o dia inteiro curtindo nosso aniversário de namoro. Meus pais estão no trabalho, minha irmã na escola e a vovó ainda está em Londres ––depositou um beijo na minha boca ––O que acha?

––Tentador ––mordi o lábio, imediatamente pensei na lista de coisas que eu devia fazer antes da formatura, onde um item era claro que eu devia matar aula ––Tudo bem, você me convenceu, vamos lá.

Alec deixou para abrir seu presente em sua casa, para que não nos demorássemos muito parados na frente da minha, então logo fomos para lá. Eu tinha certo receio do meu pai nos ver, então fiz com que Alec prometesse que passaríamos o dia inteiro em sua casa, ele aceitou, mesmo que quisesse ir para a praia.

Mandei uma mensagem para Lucy, dizendo onde eu estava e pedindo que ela cobrisse minhas faltas na escola. Eu tinha um bom histórico escolar, Alexander também, então não deveríamos nos meter em problemas por conta daquilo.

––E suas empregadas? ––perguntei quando entramos na casa dele.

––Elas não vão dizer nada ––ele garantiu ––Vamos subir ––me levou para seu quarto.

Nos sentamos em sua cama, com o presente que eu tinha comprado para ele entre nós. A embalagem estava super bem feita, eu deveria ter dado uma gorjeta para o vendedor por aquilo, mas logo ela foi rasgada, por um curioso Alexander.

––Caralho, você é a melhor namorada do mundo! –exclamou ao ver a miniatura ––Isso é incrível.

––Que bom que gostou ––sorri.

––Agora estou me sentindo culpado por não ter comprado nada para você ––guardou seu presente.

––Tudo bem ––dei de ombros ––Você pode me presentear de outras formas ––comentei me recostando em seus travesseiros.

Alexander sorriu para mim, se aproximando de mim, praticamente deitado sobre mim ele começou a me beijar. Desde que começamos a namorar nossos momentos se resumiam em coisas bem descentes, então eu queria pelo menos uma vez avançar um pouco mais, então comecei por tirar sua camisa logo, podendo me aproveitar de seu corpo.

Minha boca percorreu todo o caminho do seu pescoço, eu estava tão empolgada com a situação que mordi forte demais, deixando uma bela marca em sua pele branca ao extremo. Só que aquilo fez Alec sorrir e voltar a me beijar com mais intensidade.

Em algum momento eu acabei ficando em cima dele, praticamente sentada em sua barriga. Suas mãos percorriam minhas coxas e ele não demorou muito para subi-las para minha blusa e a tirar, fazendo com que eu ficasse apenas de sutiã e short.

Obviamente eu já tinha ficado até mesmo só de biquíni na frente dele, mas daquela vez parecia muito mais diferente, afinal eu estava em cima dele, enquanto nos pegávamos, apenas de sutiã de rendinha e short. Mesmo assim eu não quis para e continuamos a nos beijar.

––Você quer fazer? –ele perguntou, com as mãos presas ao meu short.

––Podemos fazer algumas coisas hoje––sussurrei, o notando entender o que tinha falado.

––Tudo bem, já está ótimo para mim ––concordou.

Eu estava envergonhada, mesmo assim deixei com que Alec abrisse meu short e então o tirei por completo de mim. Voltei a deitar na cama, com meu namorado deitado ao meu lado, uma de suas mãos passeava por minha barriga e a outra tocava em meu peito de um jeito que ao mesmo tempo parecia bom demais e errado.

Seu próximo ato foi tirar meu sutiã e tocarem seus seios com as duas mãos, o que me fez ter certeza de que aquilo não era errado, sim certo, muito certo. Eu gemia baixinho conforme ele ia me estimulando, sem conseguir fazer mais nada além de apreciar sua boca na minha e suas mãos em uma das áreas mais sensíveis do meu corpo.

––Posso? ––perguntou deixando sua mão chegar ao elástico da minha calcinha.

––Pode ––sussurrei fechando os olhos, Alec me beijou, para então abaixar a única peça de roupa que faltava para eu ficar completamente nua, o constrangimento só não era maior porque ambos estávamos debaixo do seu lençol.

Fiquei com o corpo inteiro arrepiado quando sua mão encostou em mim. Eu já tinha me masturbado, uma vez, quando Lucy e James fizeram sexo pela primeira vez e ela me contou o quanto era legal, então decidi experimentar, mas a experiência terminou comigo não sabendo fazer nada, principalmente sem sentir nada.

Por isso deixei Alec fazer o que tinha que fazer, na esperança de que com ele fosse melhor. O moreno pegou um frasco de lubrificante em sua escrivaninha para ajudar a estimulação e com um pouco do mesmo voltou a me tocar.

O liquido em contato com minha pele fez com que eu gemesse e apertasse o ombro de Alec, meus olhos já estavam completamente abertos e eu pude ver um sorriso de alivio dele quando conseguiu algum sinal positivo de mim. Sua mão continua me tocando apenas no clitóris, afinal tínhamos decidido que não daríamos grandes passos aquela manhã, mesmo assim era o suficiente.

Enquanto Alec me masturbava, eu não tinha ideia do que fazer, fiquei completamente parada, apenas retribuindo os beijos que ele me dava. Não deixei em momento algum meus olhos se encontrarem com os deles, pois para mim a situação estava no limite da vergonha.

Antes do que eu esperava, uma sensação estranha de prazer tomou conta de mim e eu devo ter tido meu primeiro orgasmo, ou quase isso. Estava ofegante, mesmo assim puxei Alec para beijá-lo, o sentindo sorrir mais do que eu durante o beijo.

––Foi legal ––falei para ele ––Estranho, mas intrigante.

––Acho que melhora com o tempo ––Alec beijou meu colo, mas sem chegar aos meus seios ––Não quero apressar nada, mas...

––É a minha vez ––completei.

––É ––concordou.

Alec tirou sua calça e cueca, ficando tão nu quanto eu, nos remexemos na cama, para que eu ficasse com mais espaço para poder masturbá-lo. Ainda sem ter coragem para olhá-lo, coloquei um pouco de lubrificante em minha mão, mas não sabendo nem por onde começar depois daquilo.

––Se você não quiser fazer isso não precisa ––Alec murmurou.

––Não, eu quero ––murmurei de volta ––Só não sei por onde começar.

––Okay, vamos lá ––Alec pegou minha mão na sua, levando até seu pênis.

Mordi o lábio com tanta força que por muito pouco não arranquei sangue do mesmo, mas aquilo só ficava cada vez mais estranho, eu parecia muito boba, sabia disso. Alec gemeu quando começou a movimentar minha mão sobre seu pênis, tentei me concentrar em como ele gostava, mas não era uma matéria de colégio para ser aprendida tão facilmente assim.

Continuamos daquela forma, com Alec guiando todos meus movimentos, mas quando ficou obvio que ele iria gozar, eu o deixei terminar o trabalho sozinho. Por fim eu estava tão ligada a ele naquele momento, que enquanto o inglês continuava a se masturbar, passei a beijá-lo quase que desesperadamente.

––Isso foi incrível! ––Alec exclamou de olhos fechados quando chegou ao seu ponto máximo ––No último mês eu fiz isso sonhando quando você estaria comigo, e aqui estamos ––continuou a falar.

––Que romântico ––eu ri baixinho ––Posso usar seu banheiro?

––Claro que pode ––abriu os olhos ––Toma ––me estendeu o roupão dele que estava na beira da cama.

––Obrigada, isso é de muita ajuda.

Vesti o roupão, sem que Alec voltasse a ver alguma parte do meu corpo nu, catei minhas roupas pelo chão e fui praticamente correndo para o banheiro. Tomei um banho rápido, mas completo, deixando apenas meu cabelo de fora da limpeza geral.

Quando voltei para o quarto, vi Alexander vestido em outro roupão, trocando os lençóis da sua cama. Ele sorriu para mim e eu mais uma vez voltei a me sentir envergonhada, o deixei arrumando a bagunça que fizemos e fiquei brincando com o sabre de luz que ele tinha do Star Wars. Depois que o moreno arrumou tudo foi tomar seu banho e eu voltei para a cama, tentando refletir sobre o que tinha acabado de acontecer entre a gente.

O que fizemos era sexo, não o grande sexo, mesmo assim sexo. E a palavra sexo estava gritando em minha cabeça. A virgindade que todos preservavam, ou diziam preservar, ainda estava intacta, mas eu já me sentia um pouco mais pronta para perdê-la, não que fosse acontecer naquele dia, ou no dia seguinte, mas não estava tão longe quanto antes.

––Você está bem? ––Alec perguntou quando voltou para o quarto, já devidamente vestido.

––Sentiu como se estivesse um pouco mais maduro depois da sua primeira vez? ––questionei, o fazendo franzir o cenho.

––Considerando que minha primeira grande experiência sexual com uma menina acabou de acontecer, eu me sinto o mesmo ––ele deu de ombros e fiquei esperando que falasse algo sobre sua piada sem graça.

––Com quem foi sua primeira vez?

––De novo, minha primeira grande experiência sexual com uma menina foi com você, nessa cama onde você está sentada ––Alec insistiu.

––Alec, não precisa mentir, eu sei que você não é mais virgem.

––Mas eu sou –me olhou como se eu fosse louca.

––Não é, Lucy disse que você já tinha transado com uma garota ––falei.

––Droga ––Alec deu um tapa na própria testa ––Digamos que eu menti para a Lucy, nunca fiz sexo.

––Não? ––o olhei chocada.

––Não ––suas bochechas coraram ––Só disse aquilo porque Lucy era uma garota experiente, eu não queria ser o cara idiota que nunca transou na vida.

––Você é virgem ––sussurrei, indo para perto dele.

––E por que você está sorrindo por conta disso? ––questionou.

––Porque vai ser muito bacana que o primeiro cara com que eu transe também não tenha nenhuma experiência, isso vai fazer com que eu me sinta bem mais segura e você não vai ter como comparar. Então, ou vai ser muito ruim, ou muito bom ––explanei meu ponto de vista.

––Renesmee, desacelera ––Alec pediu rindo ––Mas tenho certeza que a nossa primeira vez vai ser ótima.

––Levando em conta essa experiência bastante estranha que tivemos hoje? ––fiz uma careta.

––Bom, foi a primeira experiência, vamos aperfeiçoar isso.

––Espero que sim ––sorri, me esticando para beijá-lo, mas bem na hora que eu iria fazer isso, alguém decidiu nos interromper.

––O que vocês estão fazendo aqui?

Alexander e eu olhamos espantados para a porta, nos deparando com a figura furiosa de Esme Cullen parada ali. A mulher estava com o rosto vermelho e segurava uma caneta como se ela fosse uma faca, pronta para me acertar no coração.

––Você não deveria estar na escola, Alexander Cullen? ––Esme perguntou, tentando não gritar.

––Mãe, eu posso explicar ––Alec falou, mas estava obvio que ele não tinha uma resposta decente para aquilo.

––Me digam que a aula foi cancelada, ou algo assim ––Esme esbravejou.

––A aula foi cancelada ––Alec sussurrou, fazendo a mãe dele jogar uma almofada que estava no chão contra ele.

––Os dois, para a sala agora! ––ordenou, escancarando a porta para que passássemos.

Alec segurou em minha mão, me guiando para o primeiro andar. O barulho do salto da Senhora Cullen atrás de nós era horripilante, eu realmente tinha medo daquilo, parecia que ela ia me pisar a qualquer momento e me matar. Quando chegamos a sala nos sentamos, deixando Esme andar de um lado para o outro, clicando no botão de sua caneta sem parar, como se aquilo fosse uma terapia.

––Qual o número do seu pai? ––me perguntou.

––Ele está trabalhando ––disse apreensiva.

––E você deveria estar na escola, então vamos passar as formalidades ––Esme bufou, ainda nervosa até minha alma, passei o número de papai para ela, pela primeira vez querendo que fosse mamãe a pessoa que me socorresse ––Senhor Masen? ––Esme falou quando meu pai atendeu a ligação ––Quem fala é Esme Cullen, mãe do Alexander, namorado da Renesmee ––contou.

––Ele vai me matar ––sussurrei.

––Não sei como ela ainda não me matou ––Alec sussurrou de volta.

––Não está nada bem ––Esme nos olhou espumando raiva ––Sua filha e Alexander mataram aula, eles estão na minha casa agora mesmo ––uma pausa para meu pai falar algo ––Sim, sua filha matou aula para ficar na casa do namorado dela, sei que isso é chocante. Pode vir buscá-la? Acho que temos que aplicar algumas regras nesse relacionamento e uns bons castigos ––outra pausa para papai se pronunciar ––Estamos lhe esperando ––ela desligou.

––Mamãe...

––Cale a boca, Alexander! ––ordenou ––Você sabe que eu não tolero esse tipo de coisa.

––Foi só um dia, nada demais, nem tínhamos treino.

––Você matou aula, para namorar ––Esme voltou a pressionar o botão da caneta ––Isso é inadmissível.

––Nos desculpe Senhora Cullen ––pedi.

––Ah Renesmee ––ela me encarou ––Guarde suas desculpas para seu pai, ele está uma fera.

E sim, papai estava uma fera. Na verdade eu nunca o tinha visto tão bravo desde que Emmett foi expulso do time de futebol, mas lá estava ele, querendo arrancar minha cabeça apenas por ter matado um dia de aula. Nada do que falávamos adiantou, que tínhamos notas excelentes, que nada demais aconteceria na escola naquele dia, ou que era nosso aniversário de namoro, na verdade aquilo só piorou as coisas.

––Você não deu um presente a ela? É isso que se faz quando se comemora um aniversário, não matando aula ––Esme disse para o filho.

––Na verdade eu esqueci, então dei a ideia de matarmos aula ––Alec disse, sabendo o quanto aquilo não nos ajudava em nada.

––Não acredito que você se tornou um idiota! ––Esme bateu no ombro do filho com uma revista ––Que tipo de garoto não compra um presente para a namorada? Ainda mais no primeiro aniversário dos dois? Você é tão insensível, Alexander ––bateu mais uma vez nele ––Desculpe por meu filho ser um idiota ––Esme se recompôs e falou para mim.

––Tudo bem ––Alec e eu tentávamos não rir.

––Senhora Cullen, não sei quanto a Alexander ––papai olhou irritado para meu namorado ––Mas Renesmee vai ficar de castigo até a próxima terça-feira, de casa direto para a escola, eu mesmo a levarei e buscarei.

––Não é pouco? Deveríamos mandá-los para internatos ––mais uma vez Esme bateu no ombro de Alec, que daquela vez riu.

––Acho que é o suficiente ––papai pensou ––Só me empreste isso ––pegou a revista de Esme ––Alexander, você fez algo que não deveria com a minha filha?

––Não senhor ––Alec respondeu prontamente, o mais convincente que pode.

––Bom, não perdeu tantos pontos de confiança ––papai apertou o ombro do moreno com força ––Mas estarei de olho em você Cullen.

––Tudo bem ––Esme voltou para sua terapia da caneta ––Uma semana de castigo para os dois, nem tentem fugir da aula de novo.

––Não tentaremos ––Alec e eu falamos juntos.

––Vamos Renesmee, antes que eu me arrependa de ser tão bonzinho ––papai pegou minha mochila ––Foi um prazer conhecê-la, Senhor Cullen.

––A honra é minha, Senhor Masen ––Esme apertou a mão dele ––Só lamento que tenha sido nessas condições, quem sabe depois do castigo marquemos um jantar para nossas famílias se conhecerem melhor.

––Combinado, eu vou adorar cozinhar ––papai concordou ––Renesmee, solta do Alec! ––exclamou quando me viu prestes a beijar o moreno.

––Tchau senhora Cullen, me desculpe por tudo ––pedi mais uma vez para Esme.

––Tudo bem, isso não teria acontecido se o meu filho tivesse te comprado um presente ––ela suspirou ––Aqui, tome isso como seu presente ––me entregou sua caneta da terapia, que em minhas mãos pude notar que devia valer uma nota ––Alexander me falou que você quer ser escritora, uma caneta será útil.

––É, ela vai escrever a matéria que perdeu hoje ––papai me olhou feio.

––Obrigada Senhora Cullen ––agradeci para Esme, a envolvendo em meus braços, eu jurava que ela me empurraria, mas acabou devolvendo o abraço.

––Até mais Renesmee.

O resto do dia foi péssimo para mim, papai me brigou, mamãe me brigou, vovô me brigou e Emmett riu da minha cara. Isso sem falar no fato de que eu estava sem meu celular e sem internet, pois era parte do castigo que eu tinha conquistado.

Alec e eu só nos encontramos entre as aulas no dia seguinte, como não queríamos encrencas a mais, evitamos nos beijar ali. Como o moreno tinha tido seu carro recolhido, pedimos a chave do de Riley emprestado para podermos ficarmos durante o almoço e como nossa professora de artes era um amor, pudemos aproveitar um pouco na aula dela também.

Quem foi pegá-lo na escola era o Senhor Cullen, que riu para mim e disse que sentia muito pelo flagra de Esme no dia anterior. Como papai iria se atrasar para me buscar, Lucy ficou me fazendo companhia na escola, ela primeiro me brigou por ter feito aquilo quando tínhamos o plano de irmos para Los Angeles em nossas mãos, mas disse que daria um jeito de resolver tudo após o meu castigo, entretanto a loira nem mais ligou para isso depois que eu disse o que Alec e eu tínhamos feito.

––Fizemos sexo.

––Vocês transaram? ––ela indagou, tentando não gritar.

––Apenas nos masturbamos ––sussurrei.

––Quê? Isso é tão básico ––torceu a boca em desaprovação.

––Nós somos virgens, não iríamos transar na primeira oportunidade ––justifiquei.

––Não amiga, Alec já transou ––Lucy falou.

––Na verdade não ––balancei a cabeça ––Ele só disse que não era mais virgem porque não queria que você pensasse que ele era um inexperiente.

––Oh, isso realmente conclui que Alexander e você se merecem ––Lucy riu ––Já pensou eu tirando a virgindade de alguém? Nunca daria certo, a pessoa ficaria traumatizada, é muito bom saber que Riley com toda certeza não era virgem e que James já tinha transado com alguma puta por ai.

––Falando em James, ele nunca mais te ligou?

––Liga, mas eu estou determinada a nunca mais olhar na cara dele ––Lucy deu um sorriso vitorioso ––Ontem tive minha primeira sessão coma aquela psicóloga, ela disse que eu posso ter um futuro incrível se batalhar por isso, então vou ser empenhada em me auto agradar.

––Quanto aos seus pais?

––Esse é aquele assunto delicado que evitamos falar enquanto eu estou com um belo sorriso no rosto ––Lucy virou para mim, mostrando seu sorriso perfeito de quem usou aparelho por dois anos.

––Tudo bem, papai chegou mesmo. Te vejo depois, Barbie! ––pisquei para ela ao ver o carro de papai chegar perto da escola.

––Oi tio Edward, soube que vocês tiveram muitas aventuras na casa dos Cullen ontem ––minha amiga falou quando papai parou a nossa frente.

––Nem me fale ––papai bufou ––Como você está, Lucy?

––Bem, mas com saudades da sua torta de morango.

––Aparece lá na lanchonete, Renesmee está de castigo. E leve aquele seu namorado, quero dizer para ele nunca te convencer a matar aula.

––Vamos logo, pai ––entrei no carro.

––Isso, não mate aula, Rê! ––Lu riu de mim e foi saltitando para seu carro.

A semana do castigo foi longa e demorada, mas me deu animo para voltar a escrever e também riscou mais um item da minha lista de coisas para fazer, o que era uma grande evolução. Só que, nada foi tão legal quanto poder pegar carona com Alec quando ambos saímos do castigo, ter nossa limitada liberdade de volta era bastante agradável.

Eu ainda não estava me saindo tão bem como capitã da torcida quanto Rosalie era, mas aos poucos conseguia manter tudo sobre controle. Alice era de muita ajuda me auxiliando com as coreografias e as meninas estavam sendo pacientes, Gabriella tinha entrado para a equipe para completar o time por conta da saída de Rosalie e nos aproximamos mais.

Lucy tinha um poder de persuasão inegável, assim que sai do castigo, ela convenceu meus pais a me deixarem ir para Los Angeles. Os dois nem mesmo me chamaram para a conversa, apenas confiaram na Barbie e me liberaram, eu suspeitava que era por Alec não estar incluído.

Os pais de Beatriz também a liberaram sem problemas para ir, só William que ficou chateado pela namorada o abandonar durante um fim de semana inteiro. Meus avós relutaram um pouco, mas acabaram dando a permissão de Alice para a viagem.

Jacob era o único que não iria, pois no mesmo fim de semana ele teria que ir com os pais para Seattle, o garoto reclamou, esperneou, xingou o mundo, mas aceitou seu destino. Então Lucy e eu começamos a caçar alguém para ir ao show conosco, já que até o ingresso de Rachel, que nos hospedaria, estava garantido.

––O show vai ser muito legal, mandei fazer camisetas e faixas, nós seremos notadas pelos garotos, meninas! ––Beatriz comemorou durante um de nossos almoços na escola, a mesa estava cheia, já que Gabriella e Demetri estava lá também, na verdade eu tinha me sentado com Alec para almoçar com eles e nossos amigos foram tomar conta da mesa também.

––Você devia ir com a gente, amorzinho ––Lucy fez um beicinho para Riley ––Vai me emprestar seu carro mesmo.

––Não, isso é programa de menina ––Riley reclamou.

––Lucy, esquece esse outro ingresso e o vende lá na hora ––William deu de ombros.

––Não, eu não quero ser uma dessas cambistas ––se irritou ––Você ––ela se virou para Gabriella ––Já ouviu 5 Seconds of Summer?

––Algumas vezes ––Gabriella continuou comendo sua pizza despreocupadamente.

––Quer ir com a gente? ––Lucy indagou ––Não vai precisar gastar dinheiro com nada fixo, só se quiser comprar algo por fora.

––Pacote de viagens, Lucy Denali, o melhor para sua diversão ––Alec cantarolou, me fazendo rir e Lucy mostrar a língua para ele.

––Minha mãe não vai deixar ––Gabriella afirmou.

––Ninguém nunca diz não para mim ––Lucy gargalhou ––Ai queridinha, você tem tanto para aprender.

Nem mesmo a mãe de Gabriella disse não para Lucy, então tínhamos nosso frete para Los Angeles completo. Iríamos no carro de Riley, que era imenso e muito mais seguro para uma viagem de doze horas, saímos de Sun West assim que nossa aula na sexta-feira anterior ao show acabou.

Lucy foi a primeira motorista do rodízio, Beatriz, Alice e Gabriella também iriam dirigir, eu era a única fora disso justamente por não saber dirigir. Então como a viagem começou por Lucy no volante, fui no banco do carona, aquecendo para o show colocando as músicas do 5 Seconds of Summer para tocar a todo o volume.

Estávamos muito animadas, até mesmo Gabriella que estava se enturmando com a gente e com a banda aos pouquinhos. Mas só de termos a experiência de estarmos indo sozinhas para Los Angeles para assistir a um show era entusiamante.

Passamos a viagem inteira conversando, parando em postos para comer e trocando de lugar, na última troca Alice estava dirigindo com Gabriella ao seu lado. Beatriz, Lucy e eu ficávamos tirando várias fotos idiotas para postar em redes sociais e mandar para nossos amigos e namorado.

––Ai, que fofo! Quase quatro da manhã e Will ainda está acordado me esperando chegar em Los Angeles ––Beatriz anunciou, beijando a tela do celular onde estava a última mensagem do namorado.

––Alexander dormiu meia noite, muito fofo da parte dele ––bufei.

––Gente, por favor, Riley nem falou comigo desde que saímos de Sun West ––Lucy pediu tirando mais uma foto sua.

––Pelo menos vocês tem namorados ––Gabriella resmungou.

––Pensei que você e Demetri estivessem juntos ––Bia disse surpresa.

––Não estamos, ficamos algumas vezes, mas nada sério.

––Meu amigo é idiota ––revirei os olhos ––Mas pelo menos você tem apenas o Demetri como ficante, Alice tem uma lista imensa ––provoquei minha prima de brincadeira.

––Isso tudo é inveja que eu sei, priminha ––a garota mostrou o dedo para mim, sem desviar sua atenção da estrada ––Pelo menos eu não sou virgem ––provocou de volta.

––Você é virgem? ––Gabs me perguntou com uma surpresa quase palpável.

––Sou ––murmurei ––VocÊ não?

––Não, com certeza não ––Gabs gargalhou ––Pensei que nem existissem mais garotas virgens no último ano do colégio.

––Só nesse carro vemos duas dessa espécie ––Lucy voltou a falar.

––Ai, Renesmee e eu não temos culpa nenhuma se queremos nos guardar para depois do casamento ––Beatriz saiu em nossa defesa.

––Eu não quero me guardar para depois do casamento ––disparei ––Você quer?

––Sim ––assentiu sorridente ––William e eu conversarmos sobre sexo ontem, decidimos que não estamos prontos para isso agora, mas sabemos que nos amamos tanto que esperaremos até depois do nosso casamento para fazer.

––Mas tipo, isso vai demorar muito, vocês nem estão noivos ––Lucy fez uma careta esquisita ––Sexo é bom demais para esperar tanto tempo.

––Não estamos noivos, mas queremos nos casar antes de irmos para a faculdade, então é questão de tempo até ficarmos ––Beatriz contou, fazendo com que todas nós ríssemos e ela ficasse emburrada, a fazendo dizer que estávamos praticando bullyng contra ela só por se pura.

Estávamos tão cansadas quando chegamos ao apartamento de Rachel, que apenas esticamos nossos sacos de dormir no chão da sala e dormimos por horas. Acordamos pela tarde, com minha irmã nos chamando para almoçar, como ela se recusava a cozinhar, fomos todas para um restaurante, espremidas no carro de Riley.

––Me sinto como uma babá ––Rachel disse enquanto entravamos no restaurante, conferindo se estávamos todas lá.

––Você seria a pior babá do mundo ––a provoquei, recebendo um puxão de cabelo ao falar aquilo, depois Rachel riu e me abraçou até caminharmos para o interior do restaurante.

Não faço ideia de quem viu quem primeiro, mas quando me dei conta já estava cara a cara com Daniel. Quase gritando por revê-lo, o garoto riu e me abraçou, enquanto mandava eu me manter calma pois ele não era nenhum famoso.

––Renesmee, essa é a Tauana ––ele me apresentou para uma garota que estava com ele na mesa, ela era linda, com um longo cabelo loiro escuro e brilhantes olhos castanhos.

––Olá ––a cumprimentei sorrindo ––Daniel me falou muito bem de você! ––falei, sabendo que ela era a brasileira com quem ele estava namorando.

––Bom saber ––ela afagou o rosto do namorado, que se inclinou para beijar a testa dela, por um momento fiquei morrendo de inveja. Não dela por estar com Daniel, mas por eu estar em uma cidade diferente de Alexander, queria ele perto de mim.

––O que você e essa comitiva estão fazendo aqui? ––Daniel me perguntou.

––Viemos para o show do 5 Seconds of Summer ––respondi.

––Ah a adolescência ––Daniel riu.

Passei algum tempo conversando com ele e a namorada, que era muito legal, mas logo me uni as meninas para almoçar, já que tínhamos que ir correndo para o show depois. O apartamento de Rachel ficou pequeno para tantas mulheres juntas, ainda mais quando todas estavam querendo se arrumar para um show.

Chapinhas, secadores, vestidos, saltos altos, maquiagem, o local estava uma bagunça, mesmo assim era divertido estar fazendo parte daquilo. Trocávamos de roupa, fazíamos o cabelo e maquiagem uma da outra e cantávamos alto as músicas que escutaríamos no show.

Como não daríamos todas no carro de Riley sem nos desarrumarmos por completo, nos dividimos, Rachel levaria Gabriella e Alice com ela em um táxi para o estádio do show e Lucy dirigiria comigo e com Beatriz. Todas nós conseguimos ser pontuais e sair com horário de sobra para o show, mas o destino conseguia ser bem irritante quando queria.

Los Angeles era uma cidade grande, o trânsito estava sempre uma loucura e você precisava ser muito paciente para dirigir por muito tempo por ali. Lucy não era e eu era muito menos para ser sua ajudante, então pegamos atalhos que eu encontrava pelo mapa em meu celular e não ligávamos para Beatriz dizendo que deveríamos seguir o táxi onde as outras estavam.

––Rê, eu acho que nos perdemos ––Lucy murmurou quando passamos pela segunda vez no mesmo lugar.

––Talvez tenhamos nos perdido ––murmurei de volta.

––Ah, vocês juram que acham que se perderam? ––Beatriz bufou do banco de trás ––Parabéns meninas, acabamos de conseguir destruir nossa chance de vermos os meninos!

––Se acalma, garota! ––Lucy exclamou ––Ainda temos tempo para chegar lá.

Voltamos a procurar pelo melhor local para seguir para chegar ao show, mas o destino continuou sendo um idiota com a gente e fez com que o pneu do carro furasse. Estávamos apenas nós três em uma rua desertas, com um pneu furado e completamente perdidas.

Ligamos para Rachel, Gabriella e Alice, mas elas não atendiam, ou não respondiam as mensagens, o que com certeza era devido ao show estar prestes a começar e elas estarem arrumando seus lugares. Enquanto eu ficava responsável por tentar me comunicar com elas, Lucy e Bia tentavam trocar o pneu, o que não estava ajudando em muito.

––Vamos perder o show ––Bia choramingou.

––Vamos pegar um táxi––sugeri.

––E deixar o carro do Riley para trás? ––Lucy indagou.

––O pneu está furado mesmo ––dei de ombros.

––Que se dane! ––Lucy e Beatriz deram de ombros também.

Mesmo já dentro de um táxi, nos atrasamos mais ainda para o show, que já tinha começado. Rachel nos mandou mensagem informando isso e que elas estavam de cara para o palco e que os garotos da banda estavam mandando muito bem.

Quando chegamos ao estádio onde o show acontecia, tocava She Look So Perfect e mesmo que tenhamos ficado tão distante do palco que mal dava para ver a banda, nós três cantamos o mais alto que conseguimos, tiramos nossos saltos e pulamos iguais doidas. Balançávamos uma faixa enorme que Bia tinha mandado fazer e tentávamos chamar a atenção dos meninos para a gente, mas só o que conseguimos foi uma mulher reclamando por eu ter pisado no pé dela.

Encontramos com as outras três na saída do estádio e elas narraram como tinha sido incrível ver o show de perto, Lucy, Beatriz e eu mandamos elas todas irem para bem longe, mas mesmo assim não pudemos dizer que não tínhamos aproveitado aquela noite. E depois de pegarmos o carro de Riley de volta, voltarmos para o apartamento e passarmos o resto da noite conversando, eu pude riscar mais um item da minha lista, tinha assistido o show de alguém famoso.

Pouco mais de nove da manhã do domingo, voltamos para a estrada, afinal tínhamos aula no dia seguinte e teríamos que estar em Sun West o mais rápido possível. O rodízio de motoristas começou por Gabriella e eu aproveitei o colo de Lucy para dormir mais um pouco no banco de trás, mas acordei com um tumulto no carro.

––O que foi? ––indaguei, passando a mão pelos meus olhos.

––Nada, volta a dormir Nessie ––Beatriz forçou um sorriso para mim ––Está tudo bem , garanto.

––O que estão me escondendo? ––notei a careta de Alice e a expressão preocupada de Gabriella ––Lucy? ––me virei para minha melhor amiga, que parecia triste e com raiva ––O que houve?

––Lucy não conta! ––Beatriz gritou.

––O que ela não pode me contar? ––voltei a olhar para Beratriz.

––Você vai saber, mas espera a gente chegar pelo menos em Sun West, ainda temos muito até lá não queremos que fique chateada dentro de um carro ––Beatriz falou.

––Não, ela precisa saber disso agora ––Lucy suspirou, fazendo com que eu mais uma vez a olhasse ––Heidi acabou de postar uma foto ––a loira me estendeu seu celular.

Peguei o aparelho em minhas mãos, o ligando para ver a foto que Heidi tinha postado. Por um momento eu fiquei sem reação, mas logo meus olhos lacrimejaram e eu devolvi o celular para Lucy, a abraçando no mesmo momento.

A foto estava impregnada na minha mente como uma erva daninha, eu não conseguia a pagar a imagem de Heidi sentada no colo de Alec, usando roupas provocantes, enquanto ele tocava na coxa dela de um jeito bem estranho e beijava a bochecha da filha do Cara de Esquilo. Em poucos segundos eu já chorava no colo de Lucy e continuei chorando por todo o resto do caminho até Sun West.

Lucy foi a última motorista e depois de deixar as meninas em sua casa, sendo que elas todas estavam muito preocupadas comigo, paramos em uma rua qualquer da cidade. Eu ainda chorava, agora sentada no banco do carona e não tinha falado nada além de “estou bem” desde que tinha visto a foto.

––Rê, você precisa dizer algo ––Lucy pediu nervosa.

––Ele me traiu com ela? ––indaguei, soluçando alto ––Justamente com aquela vaca?

––Não sei se ele te traiu, Alec gosta tanto de você que duvido que tenha feito isso.

––Ele também gostava de você, eu também gosto de você e mesmo assim te traímos ––apoiei minha cabeça na janela do carro ––Somos dois canalhas, é óbvio que ele me traria em algum momento.

––Renesmee, você precisa ir conversar com Alexander e perguntar o que realmente aconteceu.

––Ele vai mentir ––me encolhi no banco.

––Mesmo assim vocês precisam conversar ––insistiu, digitando algo em seu celular ––Mandei uma mensagem para ele, vamos passar lá, vocês conversam e ai te deixo em casa.

Não falei mais nada, apenas continuei chorando e me culpando por ter sido tão burra e confiado plenamente em Alexander. Quando paramos na frente da casa dele, o choro ficou mais insuportável, Lucy me abraçou por um instante, beijou minha cabeça e saiu do carro.

A porta do motorista foi aberta novamente, mas daquela vez o lugar foi ocupado por Alexander. Ele parecia nervoso e suspirou quando me viu naquele estado.

––Renesmee, eu juro que não aconteceu nada ––tentou tocar em mim, mas não deixei.

––Ela estava sentada em cima de você, sua mão estava na coxa dela e sua boca no rosto ––acusei ––Você nem mesmo me disse que iria para uma festa ontem, eu te mandei várias mensagens e nenhuma foi respondida. Eu me perdi em Los Angeles e queria pelo menos que risse comigo, mas você estava por ai tocando na coxa da Heidi Volturi! ––comecei a gritar.

––Foi só uma festa Renesmee, nunca ia te trair.

––Eu não sei se consigo confiar em você ––funguei ––Sei que trai a Lucy quando ficamos juntos, mas você também traiu e isso já me diz que você é capaz de trair.

––Eu não trai a Lucy, só fiquei com você depois de terminar com ela.

––E o que aconteceu na nossa aula de artes? E o fato de você não ter mencionado que não estava mais com ela antes de nos beijarmos pela primeira vez? Você nunca foi completamente sincero, você pode muito bem ter me traído com Heidi Volturi.

––Mas eu não trai.

––E eu não consigo acreditar ––limpei as lágrimas do meu rosto ––Acabou ––sussurrei.

––O quê? Não Renesmee ––ele tocou em minha bochecha, o que só me fez chorar mais ––Me desculpa por não ter te falado da festa, ou respondido suas mensagens, ou ter tirado aquela foto idiota com a Heidi.

––Não consigo ––o afastei novamente de mim ––Eu não quero sofrer mais do que estou nesse momento, eu não quero ter meu coração partido dessa forma.

––Renesmee...

––Acabou, Alexander! ––afirmei ––Nosso namoro acabou.

Notas finais
Ah, os dramas adolescentes, tão belos! Por favor, comentem. Beijos. Lola Royal. 08.02.15