Teenage Dream

41 Capítulo Quarenta - Futuro


Notas iniciais
Vou tentar guardar meu choro para o epílogo. Enfim, eu ia fazer o bônus, mas o epílogo será mais ou menos isso, então achei melhor acabar nele. Espero que gostem desse capítulo, eu simplesmente achei ele tão calmo e legal, que estou apaixonada por ele! ps: exclui Reflexos, vou modificar algumas coisas e voltar com ela por um link novo, mais informações em breve.

Capítulo Quarenta – Futuro

“Você me faz sentir como em um sonho de adolescente

Você me deixa tão excitada que não consigo dormir

Vamos fugir e nunca olhar para trás

Nunca olhe para trás

Meu coração para quando você olha para mim

Apenas um toque, baby, agora eu acredito que é real

Então arrisque-se e não olhe para trás

Nunca olhe para trás” –Teenage Dream, Katy Perry

As mãos de Alexander estavam em meus olhos, apesar de eu já ter passado mais de mil vezes pela frente de nossa casa nova, ainda assim ele queria que tudo fosse uma novidade, pelo menos relacionado ao interior da mesma. O moreno riu quando eu reclamei que aquilo era idiota, mesmo assim ele continuou tapando minha visão e abriu a porta com um chute, pois reclamou de ter machucado seu pé no processo.

–– Bem feito –– provoquei.

–– Quieta –– ele resmungou –– Está pronta? –– perguntou, voltando a ficar animado.

–– Estou –– respondi, louca para ver o interior da nossa casa.

–– Aprecie –– ele tirou suas mãos do meu rosto.

A sala era ampla e bastante iluminada, a janela da frente estava com a cortina aberta, o que permitia uma boa visão da praia e da orla. Era um local calmo, com aspecto de lar, mesmo sendo mil vezes maior do que a sala da casa onde nasci.

–– Gostou?

–– Eu amo essa vista –– suspirei me aproximando da janela –– E aqui é tão claro.

–– Se lembra do discurso da Lucy? Nós nunca viveremos na escuridão –– Alec sorriu para mim –– Nem mesmo quando escurecer, mandei encher a casa de luzes, até mesmo nos jardins e quintal. Temos uma piscina bem grande também, você poderá nadar pelada para mim outras vezes como quando éramos adolescentes –– falou, me fazendo gargalhar.

–– Obrigada amor, pode deixar que depois da Charlotte nascer, eu nado para você –– beijei seu rosto –– Agora vamos conhecer o resto da casa.

O lugar era realmente perfeito para a gente, três quartos, sendo uma suíte. Uma biblioteca que seria o lugar perfeito para eu escrever e um escritório onde Alexander poderia estudar, afinal como médico ele sempre estava fazendo isso. A vista do nosso quarto conseguia ser mais incrível ainda do que a da sala, mas eu estava encantada com os outros quartos, afinal Miguel ficaria com um e Charlotte com o outro, eu não via a hora de ter ambos em casa de vez.

A cozinha era tão grande quanto qualquer outro cômodo do lugar, mas Alec e eu já tínhamos contratado uma empregada, então deixaríamos o lugar nas mãos dela. Mas, depois da vista do meu quarto, o meu local preferido da casa era o quintal.

Cercado por árvores, inclusive uma que era tão grande que metade pendia para o quintal da casa de Riley e Lucy, era onde o loiro e meu marido pretendiam mandar construir uma casinha na árvore para as crianças. A piscina era realmente muito convidativa e eu podia ver as luzes que Alec tinha mandado pendurar por ali, aquilo de noite proporcionaria uma visão dos sonhos.

–– Sabe, eu acho que podemos fazer nossa lua de mel agora –– me voltei para Alec, que sorriu de volta –– Aquela cama lá em cima parece bem confortável.

–– Vamos, rápido –– Alec me puxou para dentro de casa, fazendo com que eu risse.

**

Lucy e Hope passaram um mês no hospital, o que já estava deixando minha amiga louca, mas era o tempo que precisavam para se recuperarem. Mas Hope já conseguia respirar sem ajuda de aparelhos, estava com o peso certo e Lucy tinha ficado cem por cento depois da cirurgia.

Sendo assim, eu programei uma festa de boas vindas paras as duas, o que era ótimo por ser vizinha delas. Apesar de ainda não poderem estar em festas, nem em grandes agitações, eu não podia deixar aquilo passar, então limitei a comemoração a apenas um jantar com as pessoas mais próximas.

–– Ela fica tão quietinha no seu colo –– Lucy murmurou para mim, que estava segurando Hope, enquanto ela descansava um pouco da aglomeração que o jantar se transformou.

–– Claro que fica, ela sabe que eu sou a madrinha dela –– beijei a testa de Hope, que nem fez menção de acordar com o gesto.

–– Eu teria enlouquecido se tivesse perdido Hope –– Lucy suspirou.

–– Mas não perdeu, então tire isso da sua cabeça.

–– Meus pais me ligaram –– ela comentou ––Ontem, perguntaram como eu estava e se podiam vir conhecer Hope.

–– O que você respondeu? –– perguntei surpresa com aquilo.

–– Que eu amava minha filha, que não deixaria ninguém machucá-la, então se eles fossem entrar na vida dela para feri-la de qualquer jeito, que nem se atrevessem a pegar um avião para cá.

–– Então?

–– Eles não estão aqui, estão? –– deu um sorriso triste –– Não que eles estivessem com intenção direta de machucá-la –– seus olhos repousaram em Hope –– Mas eu os conheço, não possuem instintos paternos, iriam acabar nos decepcionando mais e mais, eu não posso deixar que eles machuquem Hope. O mínimo que seja.

–– Pode apostar que se depender de mim ninguém nunca irá machucá-la –– sorri para Lucy –– Hope é como uma filha para mim –– acomodei a mesma melhor em meus braços.

–– E você não faz ideia de o quanto isso me faz feliz –– Lucy respirou aliviada –– Depois de Riley, eu não confiaria tanto em algo quanto você e Alexander para tomarem conta de Hope para mim, então é ótimo que vocês estejam aqui do lado sempre.

–– É ótimo para mim também, eu posso ser uma excelente madrinha, mas ainda não sou uma mãe de verdade. Charlotte vai ser um desafio imenso para mim e Miguel também, é muito reconfortante que minha melhor amiga estará a alguns passos para me sustentar caso eu caia.

–– Eu sempre vou estar aqui, você nunca me deixou sozinha, nunca te deixaria sozinha –– Lucy beijou minha cabeça –– Só espero que Hope e Charlotte não passem pelos mesmos problemas que a gente, e que Miguel seja tão incrível quanto o pai e Riley.

–– Eles vão se dar bem na vida –– apoiei minha cabeça na dela, quando ela se recostou em meu ombro –– Mas se começarem a sofrer por namorados muito cedo talvez precisemos fazer uma intervenção.

–– Ah Hope vai ser pura como a tia Beatriz e esperar até o casamento, não é meu amor? –– pegou a menina dos meus braços.

–– Olha, se ela puxar a você e a Riley, terá que falar sobre sexo com ela muito antes disso.

–– Ai, não encha minha cabeça com isso agora –– Lucy riu –– Ela não passa de um bebê de um mês de vida.

–– Tudo bem, mas eu mando Charlotte para um internato se aprontar tanto quanto eu.

–– Você? Mas você era uma santa!

–– Eu? Tem certeza? Eu beijei seu namorado.

–– É, bem pensando –– Lucy riu de novo –– Mas sabe a verdade? Acho que Alexander é gay, então foi ótimo que tenha ficado com ele.

–– Meu marido não é gay! –– exclamei revoltada.

–– Qual é, Renesmee? Ele não quis transar comigo –– Lucy falou e ambas sabíamos que tudo aquilo não passava de uma brincadeira –– Quem em sã consciência não transaria comigo?

–– Você era meio gordinha quando adolescente –– rebati.

–– E você parecia um galho de árvore quebrado, sem querer ofender. Na verdade ainda parece, nem a gravidez te fez ter mais peitos ainda, tadinha –– ironizou.

–– O que estão fazendo aqui? –– Riley e Alec apareceram, sentando conosco na varanda.

–– Alec, por que você não transou comigo quando namorávamos? –– Lucy indagou, fazendo com que ele se engasgasse como o vinho que estava tomando.

–– Tudo bem, isso é alguma pegadinha? –– Riley estava dando tapas na costa do amigo.

–– Não, eu que quero saber –– Lucy insistiu.

–– Porque eu estava apaixonado pela Nessie –– Alec respondeu meio confuso.

–– Tem certeza de que não é gay? –– Lucy questionou, fazendo Riley gargalhar alto, o que por sorte não acordou Hope.

–– Não, eu não sou gay. Renesmee, eu sou gay?

–– Não, amor. Nem liga para Lucy –– falei.

–– Nem tinha nem mesmo duvidas sobre sua sexualidade? –– ela insistiu –– Tudo bem que estava apaixonado pelo galho quebrado aqui –– apontou para mim, aproveitando que Hope tinha sido colocada em seu carrinho –– Mas eu era uma das meninas mais bonitas da cidade e estava bem disposta a transar.

–– Ele era virgem também, então acho que isso contribuiu –– comentei, fazendo Riley virar chocado para o amigo.

–– Sério que você era virgem? Que idiota!

–– Valeu Renesmee –– Alec revirou os olhos para mim.

–– Foi mal –– murmurei.

–– Ai cara, você era virgem, isso é muito patético! –– Riley continuava rindo.

–– Hey Lucy, Riley algum dia te contou que ele quis ficar comigo no seu aniversário de dezessete anos? –– questionei, fazendo com que ele parasse de rir imediatamente.

–– O quê? –– ela só não gritou para não acordar Hope –– Vocês quase ficaram?

–– Não, eu nunca ficaria com Riley, tenho meus limites –– fiz uma careta.

–– Eu também não sabia disso –– Alec disse meio revoltado, meio divertido.

–– Não era para ninguém saber –– Riley ficou aborrecido –– Renesmee foi a única garota que me rejeitou, isso quebrou meu status de ficar com todas que eu queria –– bufou.

–– O quão estranho isso é? –– Lucy riu –– Eu namorei Alexander, Riley e você quase ficaram. Agora somos vizinhos e praticamente da mesma família, isso é muito anormal.

–– Podemos fazer uma troca de casais –– Riley sugeriu, ganhando um olhar severo de Alec.

–– Eu trocaria, se ficasse com Renesmee na troca –– Lucy piscou para mim, me fazendo rir –– Qual é? Eu ainda tenho minhas duvidas de que Alec é gay.

–– Ei, já esclarecemos que não sou gay –– ficou emburrado –– Só era um garoto comportado, além do mais eu tinha medo de você ficar gemendo o nome do James enquanto transávamos –– rebateu, tocando na ferida de Lucy.

–– Seu cretino –– ela jogou uma chupeta de Hope nele.

–– Ela nunca gemeu o nome de outro comigo –– Riley deu um sorriso satisfeito.

–– Por que você mesmo deve ficar gemendo seu nome? –– perguntei.

–– Quase isso –– Lucy tentou não rir, mas foi impossível.

–– Vocês duas são cruéis –– Riley se levantou e pegou Hope do carrinho –– E se Alec fosse gay, é óbvio que ele não teria perdido tempo com nenhuma das duas, se ele tinha a mim bem ali.

–– Não cara, valeu. Eu também nunca ficaria com você –– Alec disse e eu bati em sua mão em comemoração.

–– Eu não preciso de vocês, tenho a mim mesmo –– Riley sorriu gloriosamente.

–– Ele com certeza algum dia vai criar um clone e se apaixonar por ele –– Lucy brincou, indo beijar o marido depois.

**

Lucy e eu estávamos levando Hope para passear na praia, em uma manhã entediante de segunda-feira. Alexander estava trabalhando, Riley também e todo mundo estava ocupado demais, então éramos somente nós três, quatro se contássemos com Charlotte em meu ventre.

Miguel que em um mês, ou menos, já estaria morando comigo e Alec. Ainda seria a guarda provisória, mesmo assim estávamos empolgados com aquilo, afinal ele estaria cada vez mais perto de ser nosso filho de verdade, com todos documentos comprovando isso.

–– Então, eu estava pensando em... –– Lucy se interrompeu quando eu parei de andar –– O que foi? –– ela se virou para mim.

–– Segura a Hope –– passei a garotinha de quatro meses de vida para seus braços.

–– O que houve? –– ela perguntou, segurando Hope, que começou a brincar de puxar o cabelo da mãe.

–– Acho que Charlotte resolveu nascer –– anunciei, sentindo mais uma contração.

Lá estava eu, grávida de nove meses e alguns dias, tendo minhas primeiras contrações na praia. Não sei como Lucy conseguiu manter a calma, mas ela me levou até seu carro, depois deixou Hope com Nelly –que era para a neném o que foi para Lucy um dia –e depois me levou para o hospital.

Alexander já esperava por nós quando chegamos lá, eu ainda conseguia controlar meus gritos e a dor intensa. Mas conforme as horas iam passando, mais eu gritava e chorava.

–– Eu não aguento –– puxei a mão de Alexander, por muito pouco não arrancando o braço dele de seu corpo.

–– Amor, calma –– ele pediu desesperado.

–– Tem certeza de que não prefere passar por uma cesárea? –– Lucy questionou.

–– Está insinuando que eu não sou forte o suficiente para parir minha filha? –– gritei.

–– Não, não falei isso –– ela estendeu suas mãos para cima, em sinal de rendimento.

–– Querida, só estamos tentando ter certeza de que parto normal é o que você realmente quer –– mamãe interviu. Ela, minha melhor amiga e meu marido estavam no quarto comigo, todos os outros que queriam estar por perto tinham que ficar na sala de espera do hospital.

–– Claro que é o que eu quero –– apertei ainda mais a mão de Alexander –– Escuta bem o que tenho para falar, seu inglês idiota –– virei para ele –– Já temos Miguel e logo mais teremos Charlotte, não vamos mais ter filhos, ouviu bem? Eu nunca mais quero ter que sentir essa dor!

–– Tudo bem, amor, o que você quiser –– falou beijando minha testa.

–– Para de tentar me agradar, é tudo sua culpa, idiota! –– choraminguei e algo na minha fala fez Lucy e minha mãe rirem, mas meu olhar irritado para elas a fizeram se calar.

Algum tempo depois, a médica entrou no quarto, checou minha dilatação e disse que eu estava pronta para trazer Charlotte ao mundo. Minha mãe e Lucy permaneceram no quarto, mas as obriguei a ficarem na mesma direção de Alexander, que não podia ver o que estava acontecendo lá embaixo.

A cada força a mais que eu fazia, mais eu xingava o mundo. No outro dia eu mandaria uma nota para todas as televisões do mundo, deixando bem claro o quanto era injusto que as mulheres tivessem que dar a luz, a ciência deveria achar uma forma de homens engravidarem, urgentemente.

–– Ela não pode ficar por mais alguns meses na minha barriga? –– perguntei, desabando sobre a cama hospitalar, após uma sequência terrível de fazer forçar.

–– Não pode, não –– a médica falou –– Vamos lá Renesmee, é sua filha, sei que consegue! –– exclamou, me fazendo desejar sua morte, não era ela quem estava sentindo aquela dor, então falar era fácil.

–– Tudo sua culpa. Você vai pagar caro por isso! –– gritei para Alec, que estava na cara que segurava uma risada de mim.

–– Vamos lá amiga, você não está louca para ver o rosto da Charlotte? –– Lucy afastou o cabelo suado do meu rosto –– Não quer pegá-la no colo? Você só precisa fazer força, logo a terá em seus braços e toda dor vai passar.

–– Tá bom –– concordei.

Lucy e Alec voltaram a segurar minhas mãos, enquanto mamãe tirava fotos sem parar do meu sofrimento. Eu estava gritando enlouquecidamente quando consegui trazer Charlotte ao mundo, o choro dela calou meus gritos e senti lágrimas de felicidade invadirem meu rosto.

–– Quem vai cortar o cordão umbilical? –– a médica questionou.

–– Alexander, mas Lucy é a primeira a segurá-la –– respondi exausta, sem conseguir ver minha filha direito.

–– Eu? –– minha amiga questionou surpresa.

–– Sim, você –– assenti, deixando com que mamãe viesse me parabenizar pelo bebê.

Alexander cortou o cordão umbilical e vi lágrimas encherem seu rosto enquanto olhava para nossa filha, eu estava louca para poder vê-la direito e tê-la em meus braços. Lucy então a segurou e vi minha amiga começar a chorar também.

–– Oi Little Princess –– disse rindo, fazendo com que eu sorrisse –– Sou sua madrinha, e eu te amo, ouviu?

–– Preciso pegá-la –– a enfermeira falou para Lucy, ganhando um olhar revoltado da minha amiga, que concedeu e entregou Charlotte para que ela pudesse limpá-la.

–– Ela é perfeita! –– Alec sussurrou em meu ouvido –– Eu te amo, Ness –– beijou minha boca por um longo tempo –– Obrigado por me tornar um pai.

–– Obrigada por ter me tornado uma mãe –– afaguei seu rosto.

–– Pronta para conhecer a mamãe? –– Lucy voltou para perto de mim, já com uma limpa Charlotte em seu colo.

Minha filha estava vestindo um conjuntinho amarelo que tinha ganhado dos meus pais, estava tão linda e perfeita que eu chorei ainda mais quando Lucy a pôs em meus braços. Ela era perfeita, a garotinha que eu amava antes mesmo de conhecer, ela se encaixava tão bem em meus braços, eu queria nunca mais precisar soltar dela.

Os olhos eram da cor dos de Alec, o que foi uma felicidade imensa para mim. O cabelo ralinho indicava que ela seria ruiva como eu, mas nada realmente importava. Ela poderia ser completamente diferente fisicamente, ainda assim eu a amaria.

Porque ela era minha filha, porque ela era tão linda e brilhante. Eu queria que Demetri estivesse ali, para tirar fotos perfeitas dela, eu nem mesmo me importaria com ele tirando fotos de mim também, só queria meu melhor amigo registrando minha filha.

Aquilo me fez chorar e trazer Charlotte para mais perto de mim, com medo de que eu pudesse perdê-la a qualquer momento. Mas eu não iria, porque eu a amava mais do que a amava a mim mesma, ou qualquer outra pessoa, nunca a deixaria se afastar.

Era o mesmo sentimento, a mesma sensação de quando tive Miguel pela primeira vez em meus braços. Dois bebês completamente diferentes, mas que igualmente roubaram meu coração para si, eles tinham todo meu amor e eu não precisava de mais nada para ser feliz.

–– Eu te amo, Charlotte –– sussurrei para ela –– Você é melhor do que todas as estrelas juntas.

**

Charlotte estava devidamente alimentada, vestida e dormindo quando Alexander e eu a deixamos na casa dos padrinhos. Ela tinha um mês de vida e mais um filho entraria em nossas responsabilidades.

Iríamos até o fórum da cidade, assinar os papeis da guarda provisória de Miguel, depois o levaríamos para casa. Nossa casa, nosso lar.

–– Amor, você está correndo –– Alec segurou em meu braço, quando eu comecei a andar rápido demais pelo orfanato, tudo tinha corrido muito bem no fórum e assinamos a documentação que estabelecia que a guarda de Miguel seria nossa por seis meses.

–– Foi mal –– controlei meu passo apressado –– É que estou tão empolgada para levá-lo para casa de uma vez.

–– Eu também, mas você ainda está se recuperando do parto, então calma –– pediu.

–– Tudo bem, prometo me comportar –– deixei com que seu braço me envolvesse e passamos a caminhar com calma pelos corredores do orfanato.

Miguel estava esperando por nós no dormitório masculino no qual ele ficava, com sua mochila ao seu lado na cama que ocupava. Fitando seus próprios pés se balançando, ele estava claramente nervoso e eu entendia aquilo muito bem, era uma grande novidade para todos nós, mas principalmente para ele.

–– Oi Campeão –– Alec chamou sua atenção, mesmo ansioso, Miguel sorriu nos deixando ver sua covinha.

–– Oi meu amor, como você está? –– novamente andei rápido até ele, o abraçando apertado –– Você está tão cheiroso!

–– Estou bem, passei aquele perfume que a tia Alice me deu no natal.

–– É um ótimo perfume –– concordei afagando seu cabelo –– Pronto para ir? Charlotte está louca para te conhecer, acho que você também deve estar querendo a ver –– falei, uma vez que ele ainda não tinha ido ver a irmã.

–– Claro, eu realmente quero a ver logo –– falou empolgado.

–– Ela é uma graça, Campeão –– Alec sorriu –– Cuidado para não ser escravo dela, porque aquela ali tem cara que vai nos dar muito trabalho –– brincou.

–– Prometo ser o melhor irmão do mundo para ela –– Miguel declamou, fazendo meu peito encher de orgulho.

–– Tenho certeza de que você será o melhor irmão –– beijei sua covinha –– Hope também está com saudades de puxar seu cabelo –– brinquei.

–– Ai, ela vai acabar me deixando careca –– fez uma cara de sofrimento, o que me levou a voltar a abraçá-lo.

–– Vamos tentar controlar as mãos ágeis da pequena puxadora de cabelos –– Alec riu, pegando as coisas de Miguel –– Ah, a casinha na árvore ficou pronta, lembra que falamos dela com você?

–– Lembro sim –– Miguel falou entusiasmado –– Eu vou poder usá-la?

–– Claro que vai, tudo que tem lá em casa é seu também –– afirmei, enquanto nós três deixávamos o orfanato –– Você é nosso filho, Campeão!

–– E logo mais vai ficar de vez lá em casa, daqui a seis meses sua guarda será definitivamente nossa e ninguém no mundo poderá dizer que você não é nosso filho –– Alec completou.

–– Mas eu não tenho o sangue de vocês, nem essas coisas que aprendemos nas aulas de ciências –– falou inquieto quando chegamos ao carro de Alexander.

–– Ei, nem pense em repetir isso –– Alec se ajoelhou, ficando na altura de Miguel –– Nós não ligamos para sangue, DNA, ou nenhuma dessas coisas chatas de biologia. Para Renesmee e eu você é nosso filho, nada vai mudar isso, ouviu? Nós te amamos desde que você era um bebê chorão –– piscou para Miguel ao falar aquilo –– Não será agora que você é um garoto tão inteligente, carismático e legal que deixaremos de te amar.

–– Esses papeis só envolvem campos legais, Miguel –– comecei a falar também –– Para nós, você já é nosso filho há muito tempo. Só precisamos de todos esses documentos para comprovar para os demais, mas não encrenque com isso, tudo bem? E se alguém falar de você por não ser nosso filho biológico, me dê nomes que me resolvo com essa pessoa.

–– Renesmee?! –– Alec chamou minha atenção.

–– Não de uma forma violenta –– acrescentei, apesar de saber que eu brigaria feio com alguém que tentasse rebaixar Miguel de alguma forma.

–– Vamos para casa agora, tem uma festa para você –– Alec falou ligando o carro e no mesmo instante pareceu perceber o que tinha dito.

–– Tem uma festa me esperando? –– Miguel questionou confuso.

–– Você é péssimo com surpresas, Alexander –– revirei os olhos, colocando Miguel dentro do carro –– Tem algumas pessoas loucas para te ver lá em casa –– falei colocando o cinto no garotinho –– Então se você conseguir fingir surpresa será ótimo –– arrumei seu cabelo.

–– Pode deixar, Nes... mãe –– se corrigiu, me fazendo sorrir –– E você, não te coloco mais a par de surpresas –– bati no ombro de Alec quando me sentei no banco do carona.

–– Desculpa, Cenoura –– beijou minha mão.

–– Por que a chama de Cenoura? –– Miguel questionou curioso do banco de trás.

–– Longa história –– eu ri ––Resumindo, o fato de eu ser ruiva e antigamente vegetariana fez seu pai começar a me chamar assim. Mas a verdade é que ele queria me irritar, você sabe que ainda tenho o Pernalonga na casa dos meus pais? –– me virei para Alec, que gargalhou.

–– Sério?

–– Sim, talvez eu o pegue e dê para Buster dormir, serve de cama para cachorro –– o provoquei.

–– Eu gosto de vocês –– Miguel chamou nossa atenção.

–– Também gostamos de você, Campeão! –– Alec exclamou.

Apesar de Miguel já saber da festa surpresa, ela foi incrível. Nossas famílias e amigos mais próximos tinham conseguido todos irem para prestigiar a chegada do meu garotinho em casa, o que me deixava feliz, afinal todos sempre eram muito receptivos com ele, nunca o tratando de forma diferente.

–– Ela é muito pequena –– Miguel balbuciou quando Alec e eu colocamos Charlotte em seus braços –– Oi irmã –– sorriu para ela e um flash chamou minha atenção, Gabriella piscou para mim, me fazendo sorrir agradecida por aquela foto.

–– Obrigada –– murmurei para ela, que sussurrou de volta:

–– Demetri teria feito isso –– fui obrigada a assentir sorrindo.

–– Está pronto para ser um irmão mais velho? Isso é uma missão muito difícil –– Alec falou para Miguel.

–– Estou pronto sim –– o pequeno disse confiante –– Mas o senhor é um irmão mais velho também, então vai me ajudar, não é?

–– Vou sim –– Alec concordou –– Eu tive um irmão mais velho incrível, ele me ensinou muito, você estará apto a ser um irmão tão bom para Charlotte –– declarou, recebendo um olhar apaixonado meu. Eu simplesmente adorava o quanto ele e qualquer outro Cullen conseguia se referir a Matthew sem tanta dor e sofrimento.

Charlotte começou a chorar e eu sabia que ela queria mamar, então fui para o quarto dela, encontrando com Lucy conversando com Hope ali. Ela parecia perdida no mundo da filha e eu teria ido embora se não fosse barulhenta o suficiente para chamar atenção para mim.

–– Desculpa amiga –– fiz uma careta –– Não queria atrapalhar vocês.

–– Sem problema –– balançou a cabeça –– Só estava falando para Hope o quanto a amo, isso já se tornou minha conversa preferida –– sorriu, enquanto eu sentava na poltrona –– Precisa de ajuda?

–– Sim, isso tudo ainda é muito confuso para mim –– resmunguei.

Lucy deixou Hope no berço de Charlotte e veio ao meu auxilio, me ajudando a colocar minha filha para mamar. Apesar de eu ter minha mãe, minha sogra, Rosalie e Bia sempre dispostas a me ajudarem, Lucy era minha pessoa preferida quando envolvia cuidar de assuntos maternos.

Não apenas pelo fato dela ser minha melhor amiga, mas pela loira ser a segunda mãe de Charlotte, o que já estava claro para todos. Assim como Hope me tinha como sua segunda mãe. Estávamos tão ligadas, que nós quatro –Alec, Riley, Lucy e eu –tínhamos deixado as guardas das meninas para os outros, caso algo acontecesse com dois de nós.

–– Eu pensei que você colocaria estrelas no quarto dela –– Lucy voltou a pegar Hope do berço, antes que a loirinha tivesse uma crise de choro.

–– Não –– murmurei olhando para Charlotte que mamava –– Ela não vai precisar temer o escuro, não é minha estrelinha?

–– Elas são tão copias nossas –– Lucy riu baixinho –– Só faltava Lô ter olhos verdes.

–– Como se você fosse loira de verdade como Hope –– evitei rir para não assustar Charlotte.

–– Golpe baixíssimo!

–– Ei, você a chamou de Lô? –– perguntei confusa.

–– Sim, algum problema?

–– Não, é que Alec e eu concordamos que o nome dela era extenso demais e estávamos trabalhando em alguns apelidos, mas esse combina tanto com ela –– olhei para a menina em meus braços.

–– Claro que combina –– Lucy assentiu, depositando um beijo na cabeça de Charlotte –– Você e Alec fizeram um bom trabalho –– parabenizou.

–– Você e Riley também –– olhei para a pequena Hope puxando os cabelos da mãe –– Mas não diga isso a ele, ou vamos conseguir que seu ego aumente muito.

–– Não falarei –– negou, concordando comigo –– Sabe que sempre vai poder contar comigo, não é amiga?

–– Sei e sabe que isso é recíproco –– toquei em sua mão com a minha livre –– Acha que Miguel se adaptará conosco? –– indaguei preocupada.

–– Claro que sim! –– Lucy exclamou decidida –– Ele é filho de vocês, ninguém é melhor para ele do que vocês. Eu ainda lembro quando você o conheceu, não tem uma pessoa no mundo que fosse ser uma mãe melhor para ele do que você amiga, sei que parece muito assustador, mas é a verdade.

–– Eu não o teria conhecido se não fosse por você, obrigada por ter me levado para aquele trabalho voluntário.

–– Na verdade acho que você deve isso a Rachel, afinal foi ela quem criou a lista.

–– Acho que o destino está agradecendo ela por mim –– comentei.

–– Como assim? –– Lucy perguntou curiosa, depois de beijar a bochecha fofa de Hope.

–– Ela estava tendo uma conversa muito animada com aquele cozinheiro lá da lanchonete ontem à tarde –– fofoquei.

–– Ah, eu realmente percebi isso –– Lucy se animou –– Quem acha que se casa primeiro, ela ou Alice?

–– Difícil –– mordi o lábio –– Jasper sempre foi o cara dos sonhos da Alice, mas sabemos que ela finge odiar casamentos.

–– A questão é que antes de vocês chegarem, eu vi Bia ir ao banheiro mais de uma vez.

–– O que quer falar com isso?

–– Ela está grávida, certeza! –– Lucy proclamou –– Sério, é muito capaz que ela e William tenham no mínimo uns vinte filhos –– eu tive que rir daquilo, mas por sorte Lô não se incomodou e continuou mamando.

–– Tudo bem, mas o que falar do sexy namorado espanhol do Jacob?

–– Eu dormiria com ele se não fosse casada –– Lucy suspirou, segurando Hope com uma mão para se abanar com a outra –– Mas em questão de sexy o marido da Gabs não fica atrás.

–– Oh sim –– assenti –– Ele é quente.

–– Talvez devêssemos ver com Alec e Riley se eles não topam uma orgia –– ela brincou.

–– Sua pervertida –– acusei.

–– Vai, eu sou mãe e casada agora, mais ainda posso ter meus pensamento impuros –– empinou seu nariz.

–– Vou precisar explorar um pouco mais do meu marido hoje –– confessei.

–– Eu com certeza vou fazer o meu me explorar, compramos uns...

–– Lucy, não quero saber disso –– protestei, vendo Charlotte terminar de mamar.

–– Foi mal –– ela gargalhou –– Hope, você tem que parar de puxar meu cabelo, filha –– choramingou.

–– Lô, não puxa meu cabelo quando você crescer, amor –– pedi para a garotinha em meus braços.

–– Nessie, não se iluda, do jeito que Hope é será uma péssima influencia para Lô –– brincou.

–– Vamos precisar ficar de olhos bem atentos para essas duas.

–– Você tem a conversa sobre sexo, eu as levo para a escola.

–– Por que eu fico com a parte mais difícil?

–– Porque eu sou a mais divertida –– sorriu de um modo parecido com o de Riley –– Sendo assim elas não podem ficar revoltadas com a mais divertida. Além do mais, você não é uma boa motorista para tomar conta das duas e mantê-las inteiras até a escola.

–– Eu te odeio –– revirei os olhos –– Só derrubei sua caixa de correio, não precisa ficar revoltada.

–– Bom, se você usar sua falta de jeito para dirigir e acertar um namorado idiota de alguma delas, eu ficarei muito feliz –– ela se encaminhou para a porta do quarto com Hope puxando seu cabelo sem parar –– Vamos para a festa, ainda temos alguns anos até elas me aparecerem com namorados.

–– E quando Miguel aparecer com uma namorada?

–– Bom, ela não pode ser uma vadia como a Heidi Volturi. Nem uma idiota possessiva, afinal ele é o único menino da casa, você é uma mãe ciumenta e eu uma tia que não fica atrás, então se ela for uma adolescente irritante, vai ter que se ver com nós duas.

–– Podíamos mandá-los para conventos.

–– Você não é religiosa –– Lucy me lembrou.

–– Droga, você os leva para a igreja então.

**

Depois que todos foram embora da festa, Miguel, Alec e eu fomos colocar Lô para dormir. O inglês e eu queríamos integrar o menino a esses pequenos momentos da nossa rotina, para que ele se sentisse cada vez mais parte da família.

–– Eu gosto daqui, eu gosto mesmo –– Miguel disse quando foi a vez dele de ir para a cama.

–– Eu também gosto absurdamente de te ter aqui –– aconcheguei os travesseiros dele, mas não resisti e o abracei, enchendo seu rosto de beijos, para então sentir as lágrimas invadirem meu rosto, sentindo tanto quanto uma escritora, o que afinal eu era.

–– Obrigado por me darem uma família –– Miguel limpou minhas lágrimas, depois sorriu para Alec.

–– Você não precisa agradecer –– Alec deitou do outro lado dele –– Somos nós que devemos, você é muito especial para a gente, filho –– beijou sua cabeça.

–– É muito legal ter uma família!

–– E amanhã seremos uma família que dará uma volta pela praia, o que acha? Podemos jogar alguma coisa –– Alec sugeriu.

–– Eu fico com Lô debaixo da sombra –– falei rapidamente.

–– Vai ser muito legal –– Miguel estava quase adormecendo, Alec e eu ficamos com ele ali, até que o garotinho pegasse no sono.

–– Eu não consigo descrever a felicidade que estou sentindo –– Alec me beijou quando chegamos ao meu quarto –– Sério Renesmee, você... –– fomos interrompidos pelo choro de Lô.

–– Hoje foi cedo –– fiz um biquinho.

–– Tudo bem, vamos aguentar isso bravamente –– Alec me beijou mais, mas o choro aumentou e fomos obrigados a ir até o quarto dela.

–– Ei Campeão, você pode ir dormir agora –– falei para Miguel que estava na porta do seu quarto, quando estávamos levando Lô para o nosso.

–– Ou podemos todos dormir juntos –– Alec pegou o menino no colo –– Não queremos que ele fique sozinho na primeira noite, não é Campeão? –– perguntou para o garoto sonolento em seu colo.

–– É –– Miguel assentiu, apoiando sua cabeça no ombro de Alec –– Charlotte vai ficar bem?

–– Vai sim –– murmurei a resposta, para não assustar a menina que estava quase adormecendo novamente.

Alec e eu acabamos trocando, ele dormiu com Charlotte em seu colo, enquanto Miguel veio para o meu. Aos pés da nossa cama, Buster dormia com um bichinho de pelúcia que tinha roubado de Hope alguns dias antes, éramos uma família e eu adorava aquilo.

**

Charlotte estava dormindo em seu carrinho, enquanto Alec e eu aproveitávamos o Sol fraco da manhã para levar ela e Miguel para um passeio na praia. O garotinho estava brincando com nosso cachorro, alguns passos a nossa frente, na distancia que eu achava seguro mantê-lo de nós, sem que eu o perdesse de vista e ficasse desesperada.

–– Sabe, o que você ia falar ontem antes de Lô começar a chorar? –– perguntei para Alexander, que estava conduzindo o carrinho de bebê.

–– Que você foi a melhor equação matemática que já resolvi –– sorriu largamente para mim –– A mais difícil, certo isso é um fato, mesmo assim foi ótimo resolver cada detalhe seu. Eu simplesmente nunca vou deixar de ser fascinado por você, pelo seu modo complicado e quase impossível de decifrar.

–– E você foi o melhor sonho adolescente que eu poderia ter tido –– confessei –– É incrível o quanto eu ainda me sinto uma adolescente boba indo para um encontro no parque quando estou com você –– sorri, deixando meu olhar se perder no seu.

–– Eu ainda me sinto o mesmo garoto que ficou encantado pela menina vegetariana meio embriagada que estava mais irritadiça do que nunca, como na festa de inauguração do hospital. A garota que sempre pensou nos amigos primeiro, que queria viver, mas tinha medo. Eu fico feliz que você tenha se permitido, aquela lista foi fundamental, mas se não dependesse de si mesma não teria chegado aonde chegou.

–– Você conseguiu me deixar sem palavras –– falei constrangida.

–– Isso é ótimo! –– exclamou maravilhado –– É um milagre não te ver na defensiva.

–– Acho que todas minhas barreiras se romperam em relação a você –– comentei –– Sabe, naquele dia que te conheci, meu avô falou algo sobre o amor alheio ser como uma droga. Ele estava certo, mas de um jeito bom, você se tornou meu vicio preferido e o único que vou manter pelo resto da minha vida.

–– E ai está a garota que nunca fica sem palavras –– piscou para mim, segurando em minha mão –– Sabe? Você com toda certeza sempre será meu único vicio também –– beijou meus lábios –– Eu amo você, Cenoura.

–– Eu amo você, Inglês!

–– Vou levar Miguel para jogar bola –– comunicou.

–– Vai lá, Lô e eu ficaremos por aqui –– ele me beijou por mais um instante, então levou Miguel para jogar, com Buster os seguindo. Aproveitei uma sombra e parei ali com Charlotte.

O Sol, o mar, o cheiro e o barulho. Tudo em Sun West era tão calmo e agitado ao mesmo tempo. Tudo ali era tão certo e perfeito, eu amava aquele lugar perdido no mundo. Aquelas pessoas.

Sun West sempre seria meu lugar preferido no mundo, era ali que eu me encontraria sempre. Precisei de muito tempo para entender aquilo, mas a verdade é que não precisava do mundo, eu tinha minha cidade. O local onde eu estava conectada comigo mesma.

Eu teria meu futuro ali mesmo, ele seria tão maravilhoso quanto meu presente e passado. Mas, não precisaria mais olhar para trás, porque o futuro era tão convidativo que eu só iria me importar com ele.

Futuro não era mais assustador, ele era lindo. Doce, emocionante e com várias surpresas. Eu queria ter um empolgante futuro.

Notas finais
Gostaram? Preciso saber gente. Eu quis priorizar a amizade e tudo mais, pois afinal a história não aconteceria sem a amizade entre Lucy e Renesmee, mas vou deixar meus textos para o epílogo. Comentem que logo voltou com o final de vez da história. O que já está me fazendo ficar chorosa. Por favor comentem. Beijos. Lola Royal. 12.03.15