Teenage Dream

32 Capítulo Trinta e Um- Reencontro


Notas iniciais
Geeeente, que saudade de vocês! Primeiro, capítulo super dedicado para minhas adoradas Cristina, Alicie Black e Lecah por terem me dado recomendações simplesmente perfeitas!!! Sério, amei cada palavra do que escreveram e estou providenciando umas molduras aqui para colocar os textos de vocês. Muito obrigada meninas, amei! Passei em um curso técnico ai da vida, então se eu atrasar meus capítulos a culpa é disso, okay? Okay. Nota básica: não sei ao certo quantos capítulos essa fase de Teenage Dream vai ter, mas acredito que no mínimo 10 e no máximo 15. Tô meio perdida com o enredo agora, mas vai tudo se resolver, prometo! Espero que gostem do capítulo.

Capítulo Trinta e Um- Reencontro

“Agora estamos de volta ao começo

É apenas um sentimento e ninguém conhece ainda

Mas, apenas porque também não podem sentir isso

Não significa que você tem que esquecê-lo

Deixe suas memórias crescerem mais fortes e mais fortes

Até estarem diante de seus olhos” –The Call, Regina Spektor

Sun West, Setembro de 2024

––Boa noite a todos ––os saudei com a voz fraca, então pigarreei para que ela voltasse ao normal ––Aqui estamos nós mais uma vez reunidos ––dei um sorriso nervoso ––Acho que tem pelo menos uns três anos que não venho para Sun West, então é bem emocionante ter vindo hoje aqui justamente para nosso reencontro.

Eu não contava que seria a pessoa a fazer discurso de boas vindas ––olhei de modo acusador para Lucy, que mandou um beijo para mim ––Afinal eu nem estava na equipe de organização da festa, mas ao que parece por eu ter feito o discurso da formatura era minha obrigação fazer esse também.

Enfim, como eu não sabia sobre esse discurso de boas vindas, minhas palavras podem soar completamente idiotas, mas estou feliz por estar aqui hoje, por rever todos vocês e por mais uma vez estar dentro desta escola, se passaram dez anos, mesmo assim ainda sinto como se fossemos aqueles adolescentes, loucos para realizarem seus sonhos. Depois de tanto tempo afastados, é como se estivéssemos por um instante revivendo tudo aquilo que já passamos.

Com certeza todos tem histórias boas e ruins para se lembrarem do colegial, momentos únicos que só vivemos naquela época. Nós estamos no futuro referente aquele passado e isso é um pouco poético de mais, mas é a verdade.

Então, usem esta noite para se questionarem se o futuro foi como esperavam que seria. Caso a resposta for negativa, não desanimem, amanhã é o futuro de hoje e sempre poderão lutar pelo que de fato querem ––passei a mão pelo cabelo ––Realmente espero que todos os sonhos de vocês tenham sido alcançados e que estejam felizes com a vida que levam.

O vocalista da banda contratada para a festa me estendeu um copo de champanhe e eu sabia que deveria fazer um brinde, então ergui minha taça e todos que estavam com uma em mão repetiram o gesto. Meu sorriso foi maior ainda ao falar as próximas palavras:

––Esse não é um reencontro com outras pessoas, é um reencontro com nós mesmos, então um brinde a cada um de nós ––as taças encostaram umas as outras, fazendo com que o barulho de vidro ecoasse pelo local.

Sai do palco montado ali, deixando com que a banda voltasse a tocar, eu iria diretamente para onde Alexander e Lucy estavam, mas algumas mulheres que antes eram da equipe de torcida comigo, me abordaram para conversar. Eu não podia ser uma completa antissocial na festa, então parei para falar com elas, mesmo que não estivesse a fim de conversar com pessoas fora do ‘grupo’.

––Meninas, sinto muito, mas vou precisar roubar a Ness por um instante de vocês ––Lucy veio ao meu encontro, me tirando de perto das ex-líderes de torcida.

––Meu Deus, como os peitos delas cresceram! Me sinto muito mais reta do que antes ––coloquei a mão sobre o meu próprio peito, sentindo o tecido do vestido azul.

––Deixa de ser idiota ––Lucy gargalhou ––Vamos ver os outros.

Foi só ela falar isso que a saudade que eu estava dos meus amigos aumentou na mesma hora, um flash de uma câmera qualquer ali só me fez pensar em Demetri e eu pedi que o choro preso dentro de mim ficasse por lá até o fim da noite. Sem duvida alguma a saudade que eu sentia dele era a maior de todas.

Na mesa para onde minha melhor amiga me carregou, estavam William, Beatriz, Alice, Jacob e Riley. Eu cumprimentei cada um deles muito animadamente, afinal fazia um bom tempo que não os via pessoalmente.

William e Beatriz continuavam casados, o que era surpreendente levando em conta o número de divórcios cada vez mais altos, mas lá estavam eles juntos como sempre. Com exceção de quando brigaram logo depois de concluírem a faculdade e passaram quase um ano separados, mas voltaram e engravidaram um pouco depois, tendo a pequena Hanna e três anos depois Joshua.

Eles estavam morando em Sun West, onde Will era o treinador de Futebol Americano da escola e Bia estava trabalhando como psicóloga na mesma. Eles tinham uma família, um casamento estável e se amavam perdidamente, continuavam sendo o casal exemplar de sempre.

Jacob estava trabalhando em Washington em campanhas publicitárias de políticos, não estava namorando ninguém, mas suas redes sociais estavam sempre recheadas de fotos suas com ‘amigos’. Alice continuava em New York e trabalhava para uma grife famosa, seu currículo de namorados estava cada vez mais extenso e ela jurava que não iria nunca ser de apenas um deles.

Riley tinha um escritório de advocacia em Los Angeles, entretanto ele estava sempre em Sun West por conta de Lucy, a distância entre eles conseguia ser um grande problema, tiveram vários términos, mas incontáveis reconciliações. E minha amiga estava contente demais com o relacionamento e o campo profissional de sua vida.

Depois da faculdade de gastronomia, ela retornou para Sun West e se associou a papai. A lanchonete expandiu graças ao dom de gerenciamento de Lucy e mesmo que uma filial tivesse sido montada em Los Angeles, a loira preferiu se manter em nossa cidade natal.

––Ela está tão linda! ––exclamei quando Bia me mostrou uma foto da filha mais velha.

––E teimosa, ela tem um gênio fortíssimo ––a esposa de Will riu, se recostando ao marido ao seu lado.

Lucy do outro lado da mesa beijava Riley, para então olha-lo de modo apaixonado, o loiro sorria e voltava a beijá-la. Jacob e Alice tinham ido dançar, levando consigo outras pessoas que ainda não tinham ido para a pista de dança, mas claramente queriam.

Os casais que estavam na mesa comigo começaram a conversar entre si, então me distrai olhando ao redor para a festa. Avistei Gabriella, um homem que eu não sabia quem era, Alec e a loira que tinha ido com ele, juntos conversando.

A loira, que com toda certeza era muito mais nova do que Alexander, mas inegavelmente belíssima, estava apoiada nele, rindo de algo que o homem que estava com Gabriella falava. Alec ria também, mas ele não parecia tão concentrado na conversa como os outros. Eu não queria criar fantasias em minha mente, mas ele não parecia estar apaixonado pela loira.

O vi pedir licença e começar a circular pela festa, parando para conversar com algumas pessoas. Por mim, ficaria o resto da noite ali o admirando de longe, mas Bia me levou para falar com outras das antigas líderes de torcida e eu tive que parar de bancar uma stalker.

Em algum momento daquela longa conversa com ex-líderes de torcida, notei Alexander, em sua versão dez anos mais velha, alguns metros de distância atrás delas. Ele segurava uma taça de champanhe em cada mão e sorriu para a mim, as balançando para me atrair, eu ri e pedi licença para com quem estava conversando.

Não me contive nenhum um pouco, caminhando com pressa até ele, meu coração batia mais forte a cada passo que eu chegava mais perto dele. Seu sorriso ainda estava lá e eu só conseguia sorrir de volta.

Quando parei a sua frente não consegui dizer nada, apenas me joguei em seus braços, sentindo os mesmos me envolverem no abraço que eu tinha esperado por anos. Era como ter voltado no tempo, era uma das melhores sensações pela qual já tinha passado.

––Eu não acredito que estamos aqui juntos ––me afastei dele para poder olhar em seus olhos cor do mar, que estavam mais brilhantes do que nunca. O rosto de Alexander estava de um verdadeiro homem, com feições mais maduras e até mesmo a barba –nada muito chamativo –combinava perfeitamente com seu visual.

––Preciso tocar em você e ter certeza de que isso é real ––passou uma das taças de champanhe para mim, colocando sua mão direita sobre meu rosto ––Também não acredito que estamos aqui juntos ––riu de um modo nervoso, ainda com sua mão em minha bochecha.

Meus olhos estavam fixos no seu e antes que começássemos a nos encarar, desviei minha atenção para a bebida em minha mão, bebendo tudo de uma única vez. Arrancando uma nova risada dele, que infelizmente não estava mais com a mão em meu rosto, ele ainda tinha o toque quente que eu tanto gostava de sentir.

––Como você está? ––indaguei ––Deve ter uns quatro anos que não nos falamos ––comentei.

Depois da nossa formatura, quando Alec foi para Inglaterra e eu para a preparação do trabalho voluntário em Boston, conversávamos diariamente por mensagens, evitamos ligações, até porque naquela época ainda estávamos fragilizados pelo termino do namoro. Então, quando fui para Índia nosso contato se tornou zero, só voltamos a nos comunicar um ano depois, quando tive férias do trabalho voluntário.

Só que não era como antes, ele estava sufocado pela faculdade de medicina e pela vida que estava construindo na Inglaterra, enquanto eu estava escrevendo a cada segundo para publicar meu primeiro livro. Então, nossas conversas se resumiram a felicitações em datas comemorativas, os únicos momentos que realmente conversávamos aconteciam quando algum de nós conseguia um tempo para viajar até Sun West para visitar Miguel, então mandávamos milhões de mensagens para o outro, querendo manter quem não estivesse ali a par de como o garoto estava.

Entretanto, eu não pisava em Sun West há uns bons anos e não falava mais com Alec bem antes disso, pois estava em um ritmo muito intenso de viagem para interromper. As visitas a Miguel pararam por minha parte, o que era bastante cruel de se admitir levando em conta que ele era só uma criança de dez anos que cresceu em um orfanato recebendo todo mês presentes meus e minhas visitas quando eu estava disponível.

––Estou bem ––ele respondeu ––E você, acho que a última noticia que tive a seu respeito envolvia Madagascar ou algum lugar na África.

––Madagascar ––confirmei ––Fui para lá no retrasado, pesquisar algumas coisas para um livro ––falei empolgada ––O lugar é incrível!

––Os hospitais que eu frequento também são incríveis ––brincou ––Sabia que eu aprendi a dormir enquanto ando? É bem legal, meu corpo simplesmente desliga enquanto não estou fazendo nada.

––Deus, você precisa de férias ––gargalhei ––Acho que a última vez que ouvi falar algo de você foi sobre uma operação que realizou em um garotinho de dois anos de idade que tinha sido desacreditado pelos outros médicos.

––É, ele se chamava Riley, mas não era tão narcisista quanto nosso querido amigo ––Alec bebeu um pouco de seu champanhe, parecendo meio abatido com aquilo.

––O que foi?

––Você não soube do resto da história, ele morreu uns dois meses depois daquilo ––contou ––Em uma nova cirurgia que precisei fazer nele.

––Sinto muito, Alec ––o sorriso desapareceu do meu rosto.

––Eu sou um médico ––suspirou ––Isso é normal no meu meio.

––É normal nos lugares onde trabalhei também, não dá nem para contar o número de crianças que ensinei que morreram por doenças, ou algum atentado do tipo. Passei algum tempo até mesmo com os médicos sem fronteiras na África, foi bem difícil perder pessoas que acabei me aproximando ––senti as lágrimas em meus olhos.

––Você amadureceu tanto ––Alec falou, fazendo com que eu olhasse diretamente para ele.

––Acho que sim ––sorri ––Eu nem reclamo mais de acordar cedo, sabia?

––Hey! ––exclamou parecendo se lembrar de algo e caçou seu celular no bolso da calça que eu usava ––Miguel está quase um adolescente ––disse virando a tela do celular para mim, onde vi a versão de dez anos do garotinho que um dia foi o bebê que dei mamadeira.

––Estou com tantas saudades dele ––constatei ––Quando o viu pela última vez? ––indaguei.

––Ontem, quando cheguei à cidade ––respondeu, guardando o celular ––Precisa ir vê-lo, perguntou se eu sabia sobre você.

––Vou vê-lo logo, com certeza ––confirmei.

Um silêncio estranho pairou sobre a gente, fiquei olhando para a taça de champanhe vazia em minhas mãos, enquanto Alec olhava ao redor da festa. A banda tocava uma música que eu não fazia ideia de qual era, o que só deixava o clima mais constrangedor ainda.

––Finalmente te achei! ––a loira com quem vi Alec chegar a festa se aproximou de onde estávamos, a vendo de perto podia notar que a conhecia de algum lugar, mas não sabia de qual ––Oi Renesmee! ––sorriu para mim.

––Quem é você? Como sabe meu nome? ––questionei surpresa.

––É a Jane ––Alec respondeu rindo, fazendo com que eu arregalasse os olhos.

A última vez que vi Jane ela era só uma criança magrela, mas aquela loira parada na minha frente, usando um vestido dourado parecia uma modelo ou algo assim. Eu tentei falar alguma coisa, mas o choque ainda era mais forte e eu me senti mais velha imediatamente.

––Deixamos ela muda, irmão ––Jane se apoiou no ombro de Alec, rindo de mim, ela estava até mais alta do que ele usando aqueles saltos pretos.

––Você se tornou uma mulher! ––exclamei perplexa.

––Uma mulher estudante de medicina e noiva, obrigada ––a loira piscou para mim.

––Está brincando, você está noiva?

––Sim, olha ––Jane mostrou o anel de noivado em seu dedo ––É um rubi de verdade.

––Jan, parabéns ––a abracei por um instante ––Quem é o sortudo?

––O irmão da Gabriella ––foi Alec quem respondeu ––Eles começaram a namorar no inicio do colegial e agora estão morando juntos em Harvard onde cursam medicina.

––Ele também vai ser médico? Típico de vocês ––afirmei.

––É a vocação dos Cullen ––Jane concordou ––Mas vou confessar que se eu não fosse ser médica faria jornalismo, só estou aqui hoje para bisbilhotar as pessoas ––riu suavemente.

––Você está bêbada, Jan? ––Alec perguntou sério para a irmã.

––Um pouco ––ela riu mais uma vez ––O cara do bar não está checando identidades irmão.

––Okay, acabou a festa para você ––ele declarou.

––Ah não, lá em casa estava tão entediante ––Jane resmungou.

––Sinto muito, vou te colocar em um táxi e te despachar ––Alec segurou no braço dela.

––Tchau Ness, foi bom te ver ––acenou para mim ––Você sempre foi minha cunhada preferida, meu irmão conseguiu abaixar muito o nível dele e...

––Jane, cala a boca ––Alec a afastou de mim.

Tentei não pensar nas outras namoradas que Alexander teve depois de mim, mas foi um pouco impossível. Pelo menos, ao que parecia no momento, ele estava solteiro, já que tinha usado seu convite de acompanhante para levar a irmã para a festa de reencontro.

Jacob me alcançou e me arrastou para a pista de dança com ele, já que Alice tinha ido ter um momento com alguém do lado de fora. Eu sempre amei dançar com ele, então simplesmente me entreguei ao momento e ficamos por longos minutos na pista de dança, até que eu parei para descansar um pouco e fui conversar com Lucy, que tinha ficado só na mesa que ocupávamos.

––Sério, como ela pode ter engordado tanto? ––questionei, fazendo Lucy rir ao falar de Heidi ––Ei, você não me viu por aqui? ––perguntei para o garçom que mais uma vez passou direto por nós.

––Me desculpe senhorita ––o garçom na verdade era um garoto e muito provavelmente ainda estava no colegial.

––Senhorita, isso me faz sentir muito melhor ––pisquei para Lucy ––Vou querer vodca, com toda certeza ––peguei a bebida da badeja que ele segurava ––E você Lu?

––Não estou bebendo ––ela agradeceu, deixando com que o garçom seguisse com seu serviço.

––Por que não está bebendo? Não quer vodca ou cerveja? ––indaguei ––Quer que eu peça um vinho ou uísque para você?

––Não Rê –ela sorriu ––Eu não vou poder beber nada disso por alguns bons meses.

––Está tomando algum remédio? Olha, alguns nem fazem mal com álcool, é pura mentira. As pessoas só querem que as outras parem de beber, se quiser eu peço aquele vinho que tomamos quando você se formou na faculdade, me lembro do nome e da ressaca que ele me deu.

––Não posso mesmo beber ––Lucy insistiu.

––Mas que droga, pensei que encheríamos a cara e depois iríamos dançar como antigamente ––a olhei frustrada.

––Bom, eu tenho um excelente motivo para não beber ––Lucy pegou em minha mão livre e a levou até a sua barriga, me deixando confusa ––Estou grávida, Rê!

––Você está grávida? ––perguntei, pensei que sairia como um grito, mas saiu tão baixo que quase eu mesma não escutei.

––Sim ––ela deu um sorriso brilhante ––Eu vou ter um bebê, vou ter uma família e vou amá-la muito, seremos unidos e eu sempre vou cuidar do meu bebê, nunca irei deixá-lo de lado ––começou a lagrimar, o que foi o suficiente para eu abraçá-la.

––Você vai ser a melhor mãe do mundo, Lucy ––afaguei seu cabelo, olhando em seus olhos depois ––Ninguém poderá competir com você nesse quesito, pois você nasceu para ser mãe e esse bebê tem tanta sorte de ser justamente seu filho.

––Não vou cometer os mesmos erros que meus pais ––disse em tom de juramento ––Eu juro que meu filho ou filha nunca irá passar pelos mesmos traumas que eu, amo esse bebê mais do que amo qualquer outra pessoa ––voltou a me abraçar e chorar silenciosamente, mas eu sabia que eram lágrimas de felicidade e eram as únicas lágrimas que eu admitia que Lucy chorasse.

Passamos algum tempo naquele abraço e eu estava tão emocionada quanto ela, afinal minha melhor amiga teria um bebê, isso era tão grande e tão fantástico. Quando me dei conta estava chorando também, ao mesmo tempo que sentia uma felicidade enorme tomar conta de mim.

––Por que vocês estão chorando? ––ouvi a voz de Alec, o que fez com que o abraço entre Lucy e eu acabássemos e nós duas o olhássemos, ao lado dele estava Riley.

––Você conta, ou eu? ––Riley perguntou para Lucy.

––Não sei, é uma noticia tão importante ––ela abriu um enorme sorriso ––Além do mais é o Alec e...

––Lucy e Riley vão ter um bebê! ––exclamei interrompendo a fala da minha amiga, mas eu estava louca para ver a reação no rosto de Alec e não poderia deixar aquilo passar.

––Vocês vão ser pais? ––Alec perguntou surpreso, ao mesmo tempo que sorria maravilhado.

––Sim, daqui a sete meses ––Lucy confirmou.

––Cara, parabéns! ––Alec cumprimentou Riley ––Barbie ––foi até Lucy ––Parabéns ––a abraçou ––Vocês serão excelentes pais ––afirmou.

––Seremos mesmo, querida nós vamos ser incríveis! ––Riley anunciou, me fazendo rir.

––Espero que o bebê não seja tão metido quanto você, cunhado ––fui abraçá-lo.

––Ei, mais respeito.

––Riley e eu iríamos esperar até outra hora para contar isso a vocês e aos outros, por um motivo muito importante ––Lucy começou a falar ––Iríamos até convidar vocês para um almoço lá em casa amanhã e fazer disso um pronunciamento formal, mas não vou aguentar mais nenhum momento até isso.

––Lu, diz logo! ––pedi ansiosa.

––Queremos que vocês dois sejam os padrinhos do bebê ––ela contou, olhando de mim para Alec ––Então, aceitam?

––Você está falando sério? ––perguntei, tomando cuidado para não gritar ––É obvio que eu aceito ––a abracei mais uma vez ––Isso vai ser tão legal!

––Você aceita, não é? ––Riley perguntou para Alec ––Acha que Irina ficaria chateada por isso?

––Quem é Irina? ––perguntei, notando o olhar de culpado de Riley, o bravo de Lucy para o namorado e o entristecido de Alec ––Quem é Irina? ––perguntei mais uma vez, mais curiosa ainda, Lucy suspirou, para então responder:

––A noiva do Alec.

Notas finais
Por favor, comentem! Beijos. Lola Royal. 24.02.15