Teenage Dream
18 Capítulo Dezessete- Acolhedor
Notas iniciais
Capítulo Dezessete- Acolhedor
“No carro eu não posso esperar
Para te pegar para nosso primeiro encontro
Tudo bem se eu segurar sua mão?
É errado
Eu achar ridículo dançar?
Você gosta do meu cabelo estúpido?
Você adivinharia que eu não sabia o que vestir?
Eu só estou com medo do que você pensa
Você me deixa nervoso então eu não consigo comer” –First Date, Blink 182
Alexander sorriu para o que eu disse e me encheu de beijos, mas logo as outras pessoas que estavam na piscina começaram a jogar água na gente, falando besteiras e obscenidades. Eu apenas ri, enquanto o moreno ficou emburrado, me tirando de dentro da piscina.
Entramos na cozinha da casa de Lucy, procurando por algo para comer, encontramos com ela e Riley sentados ao balcão, rindo alto e virando doses de vodca. Eu não consegui deixar de sorrir ao ver minha amiga bem, eu estava feliz e ela também, aquilo era tudo que precisava naquele momento.
–Venham beber com a gente! –Riley, que já estava bem alto gritou ao ver a mim e Alec.
–Na verdade eu estou morrendo de fome –Alec foi em direção a geladeira, procurando algo para comer.
–E você? Vai beber ou dar pra trás como seu namoradinho? –Lucy perguntou me lançando um olhar desafiador.
–Beber –revirei os olhos, me sentando ao lado dela –E Alexander não é meu namorado! –aceitei o copo que Riley me ofereceu.
–Oh, isso é sério? Você ainda não a pediu em namoro, Cullen? –Riley questionou para Alexander, que fazia um sanduiche para si.
–Riley, cuide da sua própria vida! –ordenei após virar a dose que ele tinha me servido.
–É Riley, cuide da sua vida, porque pelo menos dez pessoas gravaram seu exercício dessa noite –Lucy o provocou, recebendo um olhar irritado do loiro, mas depois eles caíram na gargalhada e voltaram a beber.
Risadas, que não eram dos dois, chegaram até nós na cozinha e logo vimos Gabriella e Demetri entrarem ali. Nenhum deles tinha pulado na piscina, mas pareciam não ligar nem um pouco para aquilo.
–Ei, eu preciso ir para casa –Gabriella falou para Alexander –Mas Demetri se disponibilizou em me levar, algum problema para você?
–Não –Alec negou, não se importando também em falar de boca cheia.
–Ótimo! –Gabriella parecia empolgada, bem mais do que o normal.
–Renesmee, lamento atrapalhar sua diversão, mas precisamos ir –Demetri disse para mim.
–Eu a levo em casa! –Alec exclamou apressado.
–É, mas Nessie tem horário e falta pouco tempo até que os pais dela comecem a surtar por ela não estar em casa –Demetri falou diretamente para Alexander.
–Posso levá-la agora mesmo –o moreno deixou o resto do seu sanduiche de lado.
–Não tão rápido –Lucy deu um pulo de onde estava sentada –Alexander e Renesmee, vocês estão completamente molhados e vão acabar doentes se não se enxugarem agora.
–Mas ela tem hora, não quero que o senhor e a senhora Masen briguem com Renesmee –Demetri insistiu.
–Ela vai chegar na hora, garanto. Mas antes vai trocar de roupa, pode ir tranquilo Demetri –Lucy deu sua palavra para ele.
–Tudo bem, cuidado! –a frase de Demetri foi dita olhando para mim, mas eu sabia que ele estava a dizendo verdadeiramente para Alexander.
Gabriella e Demetri se despediram, seguindo depois para fora da casa. Lucy mandou eu ir colocar meu vestido no quarto dela e que Alec procurasse alguma roupa dele –que ele tinha deixado por lá alguma vez que tomaram banho de piscina juntos –em seu closeth.
Nós dois subimos em silêncio para o quarto de Lu, deixando um rastro de água por onde passávamos. Ele apenas falou algo quando disse que eu podia usar o banheiro primeiro, pegando meu vestido na cama fui para o banheiro e fui o mais rápida possível em enxugar meu corpo e não pensar em Alec do lado de fora, completamente molhado e com os lábios vermelhos dos meus beijos.
Meu cabelo não enxugaria de forma tão rápida e eu não teria tempo para secador, então nem tentei mexer nele, apenas o amarrei de qualquer jeito –já que o coque se desfez quando cai na piscina –e deixei o banheiro. Alexander estava de costas para mim, sem camisa e olhando as fotos do mural de Lucy.
–Sua vez –parei ao seu lado, me contendo para não olhar para seu corpo –Aqui –entreguei a toalha que tinha usado para ele.
–Desculpa –ele murmurou, sem tirar os olhos das fotos –Por ter quase arruinado para sempre sua amizade com Lucy –completou.
–Você já ouviu isso muito, mas irei repetir mesmo assim –murmurei também –Lucy é importante para mim, as pessoas não a conhecem como eu, nunca mais farei nada que possa me afastar dela novamente. Então se ela amanhã acordar e dizer que me quer longe de você, eu ficarei.
–Eu espero que ela não peça –Alec por fim me olhou, fazendo com que eu também olhasse para seu corpo.
O moreno não era como William, Riley ou meu irmão, com a barriga completamente definida, mas estava muito perto disso. Só que seus ombros eram devastadoramente largos e seus braços fortes, isso sem contar no fato dele ser bem mais alto do que eu, o que me dava uma incrível sensação de estar protegida por ele.
Deslizei meus dedos por seu peito, parando para sentir seu coração bater contra a palma da minha mão. Alec fechou os olhos e deu um sorriso ao meu toque, o que me fez sorrir também. Logo depois ele voltou a me olhar, se inclinando para me beijar, calmamente.
Era como se o inglês quisesse que o beijo durasse por toda a noite, seus lábios se moviam lentamente contra o meu, sua mão passeava por meu braço nu por conta do vestido. E eu continuava sentindo seu coração bater e podia jurar que ficou muito mais rápido enquanto ele me beijava, o que só me fez dar um maldito sorriso de satisfação.
–Quando falei que vocês podiam usar meu quarto era verdade, mas Renesmee tem toque de recolher –ouvimos a voz de Lucy do lado de fora do quarto e nos afastamos.
–Já estamos indo, pare de atrapalhar toda vez que estou beijando Renesmee! –Alec gritou em um tom bem humorado para ela e foi para o banheiro.
Ainda sorrindo devido ao beijo, recolhi minha bolsa e celular que estavam por ali e sai do quarto, topando com Lucy na porta. Ela me lançou uma piscadela e ajeitou meu vestido, que estava completamente torto.
–Diz pro seus pais que algumas pessoas vieram para cá depois do baile, mas que a festa já acabou. E que os meninos foram proibidos de entrar na piscina com as meninas. Se eles verem o carro do Alexander, diga que Demetri se disponibilizou a levar uma garota sem par para casa e Alec muito educadamente te deu uma carona.
–Por que tudo isso? –indaguei confusa.
–É assim que você vai se livrar das perguntas deles, não adianta ficar de birra desviando conversa, conte uma história assim que chegar. Conquiste a confiança deles, eu posso não ter pais presentes, mas leio bastante sobre como é ter uma família normal.
–Lucy...
–Eu estou bem –ela me cortou –Sério mesmo, estou melhor do que nunca. Só preciso me livrar desses arranhões para que tudo fique bem de uma vez.
–Vamos sair amanhã? Podemos tomar café na lanchonete do papai como sempre fazíamos.
–Perfeito! –ela concordou –Te encontro lá, às dez, porque vou estar de ressaca.
–Vamos –Alec saiu do quarto de Lucy –Lava minha roupa, Barbie –apertou a bochecha da loira, que bateu na mão dele.
–Idiota, não vou lavar sua roupa, vou queimar e jogar as cinzas no mar, como devia ter feito com você.
–Tão agressiva –riu da cara dela, a fazendo rir também.
–Okay, vão logo! –Lucy ordenou, nos fazendo descer –E Alexander, nada de mão boba com Renesmee, ou eu mesma dou um fim nesse seu nariz bonitinho.
–Pode deixar, ela está em boas mãos –Alec desceu as escadas abraçados a ela, o que não me incomodou –Você vai ficar bem, não vai? –perguntou –Se precisar ligar para mim, pode ligar. E se quiser me xingar para extravasar também pode.
–Vou ficar bem sim –Lucy confirmou –Não se preocupem comigo.
–Qualquer coisa pode me ligar também –falei quando chegamos na porta da frente da casa.
–Eu não vou ligar, vão transar! –ela ordenou, mas me abraçou –Te vejo amanhã. E já sabe Alexander, se essa menina chorar por sua causa, você fica encrencado definitivamente –lembrou Alec e depois foi em direção a cozinha.
Alexander e eu deixamos a casa dela, entrando no carro dele que estava estacionando na parte da frente, próximo a fonte no meio do jardim da mansão. O moreno não se prontificou a ligar o som, então tomei a iniciativa, colocando em uma estação de rádio qualquer, que estava tocando Lana Del Rey.
–Você gosta dela, ou apenas de Boy Band patéticas? –ele me perguntou, já dirigindo para minha casa.
–Você é um babaca!
–Já chegamos a essa conclusão, só responde –pediu.
–Ela é legal, mas na maioria das vezes as músicas dela me deixam deprimida ou com vontade de fazer besteiras –considerei –Tipo, essa que está tocando é Ride, sempre que escuto essa música fico com vontade de sair por ai dirigindo, para nunca mais voltar.
–Quer dirigir agora?
–Digamos que não sei dirigir –sorri de forma envergonhada –Fui reprovada nisso.
–Pensei que só matemática era seu ponto fraco.
–Eu tenho muitos pontos fracos –admiti.
–Posso descobri-los? –Alec me perguntou, de um jeito bastante intenso.
–Pode –concordei –Vamos ver como reage a eles.
–Vamos ver como reage aos meus –murmurou para si mesmo, mas preferi não falar nada sobre a expressão confusa que ele fez.
Aumentei a música e abri a janela, mesmo com o ar condicionado do carro ligado, aproveitando que as ruas estavam desertas para aproveitá-las. Meu rosto recebia todo o vento da rapidez que o moreno dirigia, a sensação não era desconfortante, me fazia sorrir e fazer com que me sentisse animada.
As casas, lojas e tudo mais passavam como um borrão por mim, como se eu estivesse vendo tudo em modo acelerado. Como se eu finalmente estivesse dando adeus a Sun West e a vida monótona dali, eu começava a me sentir a pessoa que queria ser, destemida, livre e intensa.
–Quer sair comigo amanhã? –Alexander perguntou assim que estacionou na frente da minha casa, Lana Del Rey tinha sido substituída por Katy Perry, cantando Teenage Dream, o que só me fez lembrar da minha conversa com Demetri sobre eu ter um sonho adolescente.
Olhei nos olhos de Alexander, notando que ele podia ser meu sonho adolescente e notei o quanto queria aquilo. Antes mesmo de responder sua pergunta me livrei do cinto de segurança e me estiquei para beijá-lo, daquela vez não foi calmo com o último, eu tive que me controlar muito para não sentar em seu colo, ou até mesmo arrastá-lo para o banco de trás.
–Isso é um sim? –ele questionou depois do beijo.
–É sim –lhe dei um selinho –Me busque cinco da tarde, vai me levar para o parque que tem aqui perto e comprar para mim o maior sorvete de chocolate do lugar.
–Está ótimo para mim! –afagou meu rosto –Melhor você entrar, ligaram a luz da varanda.
–Tchau inglês, não se esqueça do nosso encontro.
–Então é um encontro?
–Sim, então faça por merecer –o beijei mais uma vez, para então sair do carro, andando rapidamente para minha casa. Ele só deu partida em seu carro quando entrei, era mamãe que estava lá embaixo e eu não sabia se aquilo era bom ou ruim.
–Você chegou na hora –me olhou orgulhosa –Seu pai nem está preocupado, mas aquele não é o carro da mãe do Demetri.
–Demetri se disponibilizou a levar uma menina que estava sem par para casa, então Alexander me trouxe –expliquei.
–O ex da Lucy? –mamãe me olhou confusa –O que está fazendo pegando carona com o ex da sua melhor amiga? E porque seu cabelo está molhado?
–Lucy e ele são amigos agora –contei –E algumas pessoas foram para a casa da Lu depois do baile, estava tão chato por lá que já até acabou, mas eu nadei com as meninas na piscina.
–Ah sim e tem algum garoto envolvido nessa festa? Ou no próprio baile? Porque você está muito animada –mamãe me analisou.
–Tem –confessei, sentando no braço do sofá –O Alexander –minha resposta a pegou de surpresa, fazendo com que ela piscasse repetidamente e abrisse a boca.
–Mas ele é o ex da Lucy, você não acha isso errado? Ela sabe disso?
–Mãe, está tudo certo, demorou a se acertar, mas agora está tudo bem.
–Tudo bem, sabe que seu pai e eu vamos querer conhecê-lo de verdade se o relacionamento de vocês for algo sério –ela assumiu uma postura séria.
–Ainda não é nada sério –falei –Mas amanhã eu posso ir com ele ao parque?
–Pode –mamãe permitiu –Como você chegou cedo e bem hoje seu pai também não vai te proibir, mas converse com ele amanhã.
–Sim senhora –me levantei –Posso ir dormir agora?
–Pode sim –concordou –Ainda vou esperar o Emmett.
–Ele e Rosalie não foram ao baile –avisei, já subindo a escada –E ela não foi ao jogo ontem, estava doente.
–Vou ligar para ele –ela pegou o telefone –Vá dormir.
Aceitei a ordem dela e segui para meu quarto, tomei um banho, coloquei meu pijama mais confortável e desabei em minha cama. O sono não demorou a vir, então logo eu já estava sonhando, principalmente com Alexander.
No dia seguinte fui com papai para a lanchonete, ele e mamãe estavam preocupados com Emmett, que não dava noticias desde que tinha ido buscar Rosalie para o baile. A garota morava apenas com o pai e a madrasta, que não atendiam ao telefone de casa também.
–Você não tem ideia do que está acontecendo? –papai me perguntou no caminho para a lanchonete.
–Não mesmo –neguei, continuando a passar o batom em meus lábios –Talvez eles tomaram algum suplemento –falei brincando, mas papai não riu.
–Sua mãe disse que você tem um encontro hoje, mocinha –ele disse sério –Com quem? Que horas? Para onde?
–Com Alexander, às cinco, no parque perto de casa –respondi.
–Alexander da Lucy? –perguntou surpreso.
–Eles terminaram.
–E Lucy não vê problema nisso? Ex de melhor amiga não é algo sagrado? Sua mãe cansou de me falar isso quando éramos jovens.
–Você era namorado de alguma amiga da mamãe? –perguntei surpresa.
–Sim –papai deu um sorriso brincalhão –A excêntrica Jessica Stanley.
–Ei! Você namorou minha professora de Artes?
–Filha, Sun West é uma cidade pequena, não me julgue.
–Ah papai, não me traumatize –fiz uma careta –Então ela era amiga da mamãe?
–Melhores amigas –confirmou –Tínhamos sua idade quando terminei com Jessica e comecei a namorar sua mãe, digamos que Bella tentou evitar minha presença no começo, mas eu sou irresistível.
–E como ficou a amizade delas?
–Digamos que elas passaram um bom tempo sem se falar, mas ai Jessica foi fazer intercambio no Chile e a amizade das duas desapareceu de vez. Só que se cumprimentam quando se esbarram pela rua, então acho que não tem ressentimentos.
–Lucy não aceitou no começo, mas agora ela está bem comigo e Alexander –murmurei –Mas não é como se ele e eu tivéssemos namorando.
–Ah querida filha, se esse inglês idiota fizer algo que te machuque eu mesmo o mato, pode apostar –papai estacionou atrás da lanchonete.
Fiquei ajudando papai na lanchonete por um tempo, até Lucy aparecer para nosso café da manhã. A loira entrou no lugar um pouco atrasada, usando um gigantesco óculos de Sol, vestido longo e o cabelo preso em um coque desleixado, passou por mim apontando para a mesa mais reservada que tinha ali.
Avisei para papai que minha parte tinha acabado no trabalho aquele dia e segui Lucy. Algo tinha acontecido, pois ela não parava de tamborilar os dedos na mesa e morder o lábio, isso sem falar que mesmo usando aqueles óculos era possível perceber que ela sequer tinha se maquiado.
–Tudo bem, comece a falar! –exclamei assim que me sentei a sua frente.
–Amiga, promete não me julgar? –Lucy retirou os óculos, ela estava com olheiras e visivelmente cansada.
–Lucy, o que você fez? –perguntei cautelosamente.
–Digamos que eu transei com alguém ontem –sussurrou.
–Você e Alexander ficaram juntos? –falei a primeira coisa que passou por minha cabeça.
–Renesmee, não! Eu não transei com Alexander e te prometo que nunca vou transar, ele é todo seu agora –afirmou.
–Não me diga que transou com James –pedi –Ele está na cidade? Você não fez isso de novo, não é?
–Também não foi com ele –ela franziu o cenho –Mas talvez você preferisse que fosse.
–Lucy, você está começando a me assustar –a encarei, tentando fazer com que ela dissesse de uma vez com quem tinha transado.
–Tudo bem, só lembra que você é minha melhor amiga e devemos sempre apoiar uma a outra, mesmo quando cometemos o maior erro de nossas vidas –ela disse –Promete se lembrar disso?
–Falando assim até parece que você transou com o Riley –gargalhei.
–É, foi com ele mesmo.
–Para de graça –pedi ainda rindo –Você nunca transaria com o Riley, ele é seu melhor amigo e você mesma já falou que nunca ficaria com ele justamente por saber que ele não presta nem um pouco. Agora fala a verdade, com quem você transou?
–Com Riley Biers, filho do vice prefeito dessa cidade, com a idade de dezessete anos, cabelos loiros escuros, meu melhor amigo desde que tínhamos dois anos de idade. O cara que já ficou com a metade das meninas de Sun West, que nunca manteve um namoro sério e foi a primeira vez da Alice –ela disse séria, me olhando de um jeito culpado.
–Oh meu Deus, é verdade! –gritei.
–Cala a boca –Lucy chutou minha perna por debaixo da mesa –Ninguém mais precisa saber dessa história.
–Como isso foi acontecer? –questionei sussurrando, mas querendo gritar com a surpresa da confissão.
–Ficamos muito loucos –Lucy bufou –As pessoas não demoraram muito lá em casa depois que você foi, afinal é a casa do prefeito e não queriam encrenca. Então acabamos ficando apenas Riley e eu, estava com muita vontade de tomar banho de piscina de verdade, não ser jogada e tal, como ele já sabe dos meus arranhões eu pude ficar apenas de biquíni na frente dele, ficamos bebendo e nadando, nada demais.
Só que ai a gente se lembrou do beijo que ele tinha me dado antes de me empurrar na piscina e ficou tirando graça porque eu cai naquilo, ai eu rebati e falei que ele era péssimo beijando. Enfim, uma coisa levou a outra, Riley disse que sabia beijar sim e eu discordei, então ele me agarrou e...
–E o que? –indaguei.
–Ele realmente sabe beijar, Ness –Lucy suspirou alto –Não ligamos para mais nada depois daquilo, só continuamos nos beijando e bebendo mais ainda dentro da piscina, quando me dei conta já tínhamos entrado em casa e ido para meu quarto. Eu disse que ele poderia dormir ali, pois já estava tarde e ele estava muito bêbado para dirigir, Riley topou e eu fui trocar de roupa para dormir.
Mas Riley estava com as roupas completamente encharcadas e não tinha nenhuma reserva para usar, então meio que deitou nu do meu lado. O que não era nada, já que eu tinha o visto fazer polichinelos mais cedo.
–Então?
–Então transamos –Lucy bufou –E agora eu posso entender porque ele tem uma fila de garotas o seguindo, Riley sabe o que faz, ele é mais novo do que James e mesmo assim se saiu muito melhor transando comigo. Renesmee, ele é incrível.
–E quando vocês acordaram e se deram conta do que tinham feito?
–Ele foi embora antes de eu acordar –Lucy cruzou os braços –Não mandou nenhuma mensagem, muito menos ligou.
–Amiga...
–Eu sei que sou uma idiota, não deveria estar esperando absolutamente nada de Riley, mas pensei que comigo ia ser diferente. Poxa, sou a melhor amiga dele, tudo bem que cometemos um erro, mas custava ao menos esperar que eu acordasse?
–Por que não liga para ele? –sugeri, chamando uma das garçonetes para nos atender e dando o cardápio para Lucy.
–Por favor, até parece que vou me humilhar a esse ponto –Lucy revirou os olhos, jogando o cardápio para mim –Não preciso disso, vou querer panquecas e suco de laranja.
–Oi Nessie, o que vão querer? –a garçonete, Leah, nos perguntou.
–Panquecas e suco de laranja –pedi o mesmo de Lucy para mim –E torta de morango depois para ela –apontei para minha amiga.
–Você não quer Riley? –Lucy me perguntou, rindo depois de ver minha cara de brava –É brincadeira, mas alguém devia tirar ele do meu caminho.
–Vai resolver isso, quem sabe amanhã nem mais vai ligar para o que aconteceu –dei de ombros –Alec me convidou para sair hoje –contei.
–Isso é sério? –Lucy indagou empolgada –Vão jantar em algum restaurante? Ou vão passear no iate do pai dele?
–O pai dele tem um iate?
–Tem, é um lindo e super luxuoso!
–Não, não vamos para nenhum lugar assim –esperei Leah colocar nossos pedidos na mesa e ir embora para voltar a falar –Vamos apenas no parque lá perto de casa, é apenas um passeio, nada demais.
–Isso é a sua cara mesmo –Lucy começou a comer –Pode no mínimo me deixar te ajudar com a maquiagem? Você não pode ir de qualquer jeito para um encontro.
–Pode sim –concordei –Vamos lá para casa depois.
Assim que terminamos nosso café da manhã fomos para minha casa, apenas vovô estava por lá e ele não tinha ideia onde minha mãe tinha ido. Lucy e eu passamos o resto da manhã no meu quarto, almoçamos Doritos e biscoitos, pois mamãe não tinha voltado e voltamos a ficar em meu quarto sem fazer nada de especial, até que desse a hora de eu ter que me arrumar para o encontro com Alec.
–Quando pretende voltar a cumprir os itens da lista? –Lucy me perguntou, segurando a mesma nas mãos, estávamos deitadas no chão do meu quarto, nos empanturrando de biscoitos –Até agora só cumpriu um.
–Na verdade dois, só esqueci de marcar o outro.
–Qual? –Lucy se levantou para pegar uma caneta e me entregou junto com a folha.
–O número vinte e cinco –o marquei, vendo a cara de surpresa de Lucy ao sentar novamente no chão.
–Você beijou o Demetri?
–Beijei e não dormi com ele, então acho que você é a única que tem problemas com seu melhor amigo –comentei, vendo a careta no rosto dela.
–Sabe que todo domingo pela manhã o pessoal da igreja organiza um café da manhã no orfanato? Tem muita gente que faz trabalho voluntário lá –Lucy comentou, desviando o assunto –O número dezessete da lista diz que você deve fazer trabalho voluntário, podemos ir juntas por algumas semanas, não vai demorar mais do que duas horas a cada domingo e pode ser legal.
–Sabe que eu não sou muito fã de crianças.
–Ai, deixa de ser chata –Lucy bateu no meu braço com o pacote de biscoitos, o que só me fez rir –Crianças não são megeras, são só crianças e as do orfanato são uns amores.
–Tudo bem, vou lá qualquer dia –concordei –Melhor eu começar a me arrumar para sair com Alexander.
–Isso, vamos te deixar uma princesinha! –Lucy comemorou.
Escolhi um vestido rendado azul, soltinho e bem típico do verão para sair, usando sapatilhas beges e deixando meu cabelo solto, mas bem penteado. A maquiagem que Lucy fez em mim era bem leve, apenas um batom rosa, olhos com um delineado fraco e um pouco de rímel. Depois de me ajudar a ficar pronta ela foi embora, vovô estava dormindo na casa de trás, e com meus pais fora, fiquei sozinha, esperando Alexander ir me buscar.
A campainha tocou e fui atendê-la rapidamente, antes dando uma última olhada no vidro da televisão para ver se eu estava apresentável. Alec estava do outro lado vestido com uma camisa quadriculada azul e uma bermuda branca, nos pés seu inseparável All Star azul.
–Que bonitinho, estamos combinando –brinquei.
–Ponta para ir? –perguntou, com as mãos no bolso da bermuda, ele tinha uma expressão de hesitação, que o deixava fofo.
–Sim –peguei minha chave no suporte e sai de casa, trancando a porta da frente.
–Seus pais não estão ai?
–Não, só meu avô, então é melhor irmos antes dele aparecer aqui e querer te matar –sorri para Alec, ele sorriu de volta e segurou em minha mão, fazendo com que caminhássemos juntos até seu carro.
Alec parou para abrir a porta para que eu entrasse, mas aproveitou para me encostar na lateral do carro e me beijar. Estávamos nos beijando sem fazer uma grande cena, afinal eu tinha vizinhos, mas era algo fofo e que como sempre me fazia sorrir.
–Vão ficar ai, ou vamos para o parque? –afastei Alec ao ouvir aquela voz e vi a cabeça da irmã mais nova dele do lado de fora da janela do banco de trás –Oi garota que meu irmão estava beijando de forma nojenta –acenou para mim.
–O que ela está fazendo aqui? –arregalei os olhos para Alexander.
–Meus pais estão no hospital e minha avó achou que seria bom para Jane passear um pouco e me obrigou a trazê-la para que pudesse escrever em paz –ele fez uma careta –Me desculpa por isso.
–Está dizendo que a pirralha vai participar do nosso encontro?
–Eu não tive escolha –Alec beijou minha bochecha –Mas Jane prometeu ser boazinha, não é Jan?
–Você que pensa –a loirinha sorriu malignamente e fechou a janela do carro.
–Vocês vão se entender –Alec deu um sorriso sem graça e abriu a porto do carro para que eu entrasse, música clássica era tocada no som, provavelmente no último volume e aquilo doeu meu ouvido –Jan, já disse que você não pode escutar música nesse volume –Alec diminuiu quando entrou no seu carro.
–Sério, você tem uns cinco anos e escuta música clássica? –perguntei para a irmã caçula de Alec.
–Eu não tenho cinco anos, tenho nove e estudo violoncelo –a loirinha disse irritadiça –Sua antiga namorada tinha um pouco mais de senso do que essa ai –falou para o irmão.
–Jane, se comporta ou vou te deixar no hospital com a mamãe!
–E eu não sou namorada dele –completei.
Logo chegamos ao parque, afinal era uma rua da minha casa, por ser domingo ele estava cheio. Aquele local e a praia eram os pontos de lazeres da cidade, então se você não estava em um, com certeza estaria no outro.
Obviamente até mesmo pessoas da minha escola estavam por lá, o que me deixou nervosa de ter um encontro com eles por perto, mas não podia bancar a desesperada quando fui eu quem pediu para Alec me levar lá. Eu não ia muito ali, mesmo sendo perto de onde morava, era um lugar que eu gostava de ir com a minha irmã e desde que ela tinha se mudado para Los Angeles evitava ir, pois sempre acabava com saudades dela, mas depois de bons meses sem ir ali precisava matar aquela vontade de dar uma volta por lá.
–Esse parque nem se compara ao da Disney! –Jane reclamou assim que saímos do carro.
–Mas é o que temos, então aceite –Alec disse para ela.
–Podemos ir na montanha russa? E naquele brinquedo que fica de cabeça para baixo? –ela indagou.
–Que tal o tiro ao alvo? Ou o carrinho de bate papo? –Alec sugeriu para a irmã, segurando minha mão e colocando ela para andar a nossa frente.
–Esses brinquedos são tão sem graça –o olhei –A montanha russa pode ser pequena, mas pelo menos dá um pouco de emoção. E o brinquedo que fica de cabeça para baixo é o Kamikaze é o melhor de todos.
–Seu namorado tem medo de altura, por isso ele não quer ir nesses –Jane comentou, assim que entramos no parque.
–Isso é sério? –perguntei rindo para Alec.
–Jane, você é uma garotinha encrencada –ele soltou da minha mão para alcançar a irmã, a jogando por cima do seu ombro, a fazendo gargalhar alto –E sim, isso é sério, tenho medo de altura, é um dos meus pontos fracos.
–Oh, isso é fofinho –pisquei para ele –Eu posso ir com você nesses brinquedos, Jane –falei quando Alec a colocou no chão.
–Você faria isso? –ela pela primeira vez deu um sorriso sincero para mim.
–Sim, vamos lá –peguei na mão dela e a guiei na direção da Montanha Russa.
–Vocês são loucas de ir nisso –Alexander disse ao voltar da bilheteria e nos encontrou na fila, por sorte Jane era alta o suficiente para ter permissão de ir naquele brinquedo.
–Não, você que é um covarde –Jane revirou os olhos para ele.
–Concordo com ela –me apoiei no ombro de Alec, beijando o canto da sua boca –Mas até que fica bonitinho com esse medo todo –sussurrei para ele.
–É a nossa vez! –Jane gritou e me puxou em direção ao brinquedo, colocando os bilhetes nas mãos do carinha que os recebia.
Eu estava tão acostumada aquela montanha russa, que nem mesmo alguns meses sem ir ali me fizeram sentir muita coisa, mas Jane sentado ao meu lado pareceu se divertir e gritar empolgadamente a cada curva que o carrinho dava. Assim que a nossa volta acabou, a loirinha me fez seguir para o Kamikaze, mesmo sob os protestos de Alexander de que aquele brinquedo era mortal.
Naquele tanto Jane quanto eu gritamos muito, e como ela era pequena e mesmo sendo valentona me parecia indefesa, fiz o mesmo que Rachel sempre fazia comigo que era segurar firme na mão. Saímos rindo do brinquedo, de um garoto que devia ter quase a minha idade e estava chamando por sua mãe, claramente com medo.
–Acho que agora podemos ir em um brinquedo mais calmo –Alec disse quando nos encontramos com ele –Carrinho de bate bate, moças.
Cada um de nós três ficou em um carrinho. Jane se aproveitou do jogo e sempre me acertava, fazendo com que eu tivesse que acertar Alec, que por sua vez batia no carrinho da irmã. Ficamos um bom tempo ali, até que eu bati em outra garotinha, que estava com a mãe dela e me olhou irritada.
Depois daquele brinquedo, Jane quis ir no pula pula e eu até teria ido com ela se não estivesse de vestido, então fiquei do lado de fora com Alexander. Aproveitamos que a irmã impetuosa, mas até divertida, dele estava ocupada demais para nos perturbar, para podermos nos beijar.
–Eu adoro te beijar –comentei, afagando o cabelo de Alec –Qual o seu segredo para fazer com que eu pense a todo instante em te beijar? –e só para reafirmar o que disse, lhe dei um rápido beijo.
–Ia te perguntar a mesma coisa –ele sorriu contra meus lábios –Você é uma bruxa, Renesmee Masen?
–Garanto que não –ri baixinho.
–Você é linda, ruiva –beijou meu pescoço, o que fez com que eu o afastasse um pouco.
–Estamos em público, isso é desconfortável –falei.
–Desculpa –pediu –Prometo me comportar –beijou minha mão –Viu? Um completo cavalheiro inglês –forçou mais ainda seu sotaque.
–Pena que eu não sou muito fã de britânicos –beijei seus lábios por um momento –Talvez só de você.
–Estou te devendo um sorvete de chocolate.
–Na verdade eu aceito uma pizza antes, não almocei e estou morrendo de fome.
–Tudo bem, vou chamar a Jan –ele foi em direção ao pula pula buscar a irmã, depois que eles voltaram, caminhamos para a pizzaria que tinha próxima ao parque.
Jane estava tão faminta quanto eu, então pedimos uma pizza que conseguisse alimentar a nossa insana fome e Alec, que querendo ou não tinha que comer o suficiente por conta do futebol americano, afinal precisava de mais massa, que conseguiria depois nos treinos. Comemos enquanto conversávamos sobre os brinquedos do parque e uni forças com a loirinha para provocar Alexander e seu medo de altura.
Quando por fim comemos, retornarmos para o parque, Alec comprou sorvete para a gente, mesmo que eu tenha reclamado que ele estava pagando tudo sozinho. Para economizar, o moreno comprou apenas um sorvete para mim e para ele, outro para a irmã. Jane se fazia em seu doce de baunilha, enquanto eu e o irmão dela dividíamos um de chocolate.
–Qual sua cor favorita? –Alec me perguntou, enquanto Jane ia andando a nossa frente, distraída com as pessoas e os brinquedos a sua volta.
–Acho que azul –murmurei –É a cor do mar e do céu, além de ser uma cor calma e que me dá paz.
–E é a cor dos meus olhos –ele pegou um pouco do sorvete que estava em minhas mãos.
–Não se gabe tanto –dei uma cotovelada nele –E a sua cor preferida?
–Acho que é vermelho –passou a mão pelo meu cabelo –Mas antes de eu te conhecer era amarelo.
–Por que amarelo?
–Porque eu gosto do Sol –deu de ombros –Imagine minha alegria quando meus pais anunciaram que íamos morar em uma cidade litorânea.
–É por isso que é tão otimista em relação a Sun West –notei porque desde que ele tinha se mudado estava tão empolgado com a cidade.
–Sim –respondeu mesmo que não fosse uma pergunta –Nasci em Londres, depois morei em outras cidades da Inglaterra, Escócia e até mesmo Irlanda por uns dois meses. Ai voltamos para Londres, de lá fomos para Boston. Eram lugares muito bacanas, mas Sun West é...
–Acolhedor? –sugeri.
–É, acolhedor! Talvez por ser uma cidade pequena, mas aqui é como se eu finalmente estivesse no lugar certo, onde eu posso respirar em paz e aproveitar a vida.
–Geralmente as pessoas deixam Sun West para aproveitarem a vida –comentei.
–Geralmente não sou muito comum –pegou o sorvete da minha mão.
–Geralmente gosto de caras assim.
–Geralmente fico enjoado de ficar falando geralmente –falou, me fazendo rir.
Caminhamos mais um pouco pelo parque, com uma Jane animada e saltitante indo na nossa frente, vez ou outra falando algo. Percebi que ela podia ser um pouco precoce em algumas coisas, mas no fundo não passava de uma criança como qualquer outra.
–Eu preciso ganhar isso para você! –Alex exclamou ao ver algo na barraca do tiro ao alvo.
–O quê? –perguntei o seguindo para lá, com Jane indo atrás de mim.
–Ali –apontou para um bichinho de pelúcia enorme do Pernalonga, que tinha uma cenoura costurada a sua pata.
–Você é muito engraçado –bufei.
–É sério, isso é a sua cara! –Alec pediu fichas para o vendedor, que lhe entregou a arma que deveria usar para acertar o alvo.
–Sabia que papai me chamava de Eufrazino quando eu era menor? Okay, ele ainda me chama vez ou outra.
–Eufrazino não era o carinha de bigode que queria pegar o Pernalonga?
–Sim, ele era ruivo e irritadiço, então papai dizia que eu era igualzinha –cruzei os braços e revirei os olhos –Nada a ver.
–Super a ver! –Alec gargalhou e mirou no alvo que devia acertar para ganhar meu prêmio.
–Não erre, ou vai nos humilhar –Jane disse para o irmão.
–Não me desconcentra, Jan! –ele exclamou, voltando a mirar em seu alvo, o acertando perfeitamente –Esse é para você, Eufrazino –piscou para mim ao me entregar o Pernalonga enorme.
–Não acredito que vou ter que sair por ai com isso –ri, pegando o presente –Obrigada.
–Alexander, temos que ir para casa, amanhã temos aula! –Jane o lembrou, esfregando seus olhos.
–Okay, vamos lá –ele pegou em minha mão livre e nos tirou do parque.
Jane se deitou no banco de trás do carro do irmão, mostrando o quanto estava cansada e provavelmente dormiu assim que encostou a cabeça no estofado. O Pernalonga de pelúcia ia comigo no banco do carona, ocupando um espaço desnecessário, mas era o primeiro presente que Alexander me dava e querendo ou não era algo muito fofo.
Nosso caminho até minha casa foi muito rápido e quieto, Jane realmente dormiu, pois quando o carro parou, ela não disse nada, nem mesmo se mexeu. Alec e eu saímos do carro e caminhamos lentamente pelo jardim da minha casa, até a varanda.
–Foi muito bom sair com você –Alec disse quando paramos na frente da porta.
–É, eu sou incrível mesmo –deixei o Pernalonga no balanço que tinha na varanda –Mas sério, foi bom mesmo sair com você, mesmo com a Jane junto. Ela até que foi boazinha hoje.
–Ela pareceu gostar de você.
–O bom é que eu sei que o irmão dela gosta de mim –coloquei meus braços ao redor do seu pescoço, nos aproximando –Tentamos fazer isso dar certo, quer parar aqui, ou continuar?
–Continuar, obviamente –ele segurou em minha cintura, para então me beijar.
Eu sabia que já estava perdida nas mãos de Alexander, mas não estava ligando para aquilo, queria realmente fazer com que nós dois funcionássemos e nem mesmo estava me importando com nossos futuros que estavam cada vez mais próximos. Só queria beijá-lo e poder me sentir feliz com isso.
–Preciso ir –colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha –Te vejo amanhã na escola –depositou um beijo em minha bochecha, depois outro na ponta do meu nariz.
–Tchau! –me afastei dele, o deixando ir e pegando o Pernalonga de volta.
Alec já estava no meio do jardim quando corri até ele, o virando para mim e o beijando com mais intensidade. Deixei o Pernalonga cair no chão, sem pensar que ele poderia se sujar, apenas para poder tocar em Alexander enquanto o beijava. Nossas línguas se encontraram, o que me fez gemer em seus braços, enquanto Alec me apertava contra ele.
Finalizei o beijo mordendo preguiçosamente seu lábio inferior, Alec me encarou por alguns instantes depois de terminarmos o beijo, ainda com as suas mãos em mim. Ele me abraçou, o que me fez ficar imensamente tranquila, depois me devolveu o Pernalonga e foi para seu carro, indo embora quando voltei para a varanda.
O sorriso pós-beijo ainda se encontrava em meu rosto quando entrei em casa, mas ele desapareceu assim que notei o clima tenso que estava por ali. Meus pais estavam com expressões assustadoras, meu avô batia sua bengala no chão, com um olhar mortal para Emmett, que consolava uma chorosa Rosalie.
–O que aconteceu aqui? –perguntei preocupada.
–Rosalie está grávida!
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