Notas iniciais
Eu ia postar esse capítulo logo que deu 10 da noite, mas do nada faltou luz! Pelo menos voltou ainda antes de meia-noite, estava com medo de atrasar~ Espero que gostem desse capítulo, ele acabou bem mais longo do que o normal :3

Fico imensamente irritado quando vejo que Mikasa adicionou Levi no Facebook. De raiva, vou e adiciono Annie também, e aproveito para bisbilhotar seu perfil. Ela adorava tirar fotos vestindo combinações diferentes de roupas, e em todas suas fotos de perfil estava muito bonita. Era muito fotogênica, tenho que admitir. Inclusive encontro algumas fotos de seu instagram com Mikasa, as duas fazendo careta, tomando sorvete, ou simplesmente na escola fazendo nada. Elas ficavam bem juntas.

O que me dá mais raiva, no entanto, é quando descubro que Mikasa intimou Levi a nos visitar no final de semana em que papai tinha um plantão. Já sabia o motivo e tento dizer para Levi não vir, mas ele dá de ombros e diz que não se importaria em falar com ela, se ela queria tanto. Droga.

Vou buscá-lo no ponto de ônibus perto de minha casa naquele sábado. Ele, como sempre, vestia uma calça justa, agora com uma camiseta branca com logo da marca “Levi’s” e escrito “HOT” embaixo, nitidamente feito por ele mesmo. Comecei a rir.

“Oi, porque está rindo?” Ele me dá uma cotovelada. “Não é como se não concordasse.”

“Claro que concordo.” Continuo rindo. “Mas ficou ótimo. Quero fazer uma para mim também, mas escreverei ‘mine’ embaixo.”

“Soa bem.” Ele pisca. “Sua irmã está nos esperando?”

“Sim.” Rolo os olhos. “Não precisa ir, se não quiser.”

“Já disse, eu não me importo.” Ele me puxa pelo braço. “Vamos lá acabar logo com isso. Depois podemos fazer algo juntos.”

“Acho uma ideia perfeita.”

Assim que chegamos à porta de casa, Mikasa a abre. Com certeza ela havia ficado espiando na janela até que chegássemos.

Um silêncio constrangedor dura por cerca de um minuto enquanto ela e Levi se encaram. Engulo seco, pensando em algo para dizer para quebrar o gelo.

“Então... Mikasa, esse é o Levi.” Eu estava segurando-o pela cintura, então apenas o sacudo levemente enquanto falo. “Levi, essa é minha irmã, Mikasa.”

Eles apenas continuam se olhando por mais um tempo.

“Vejo que é bastante seguro de si.” Ela diz, olhando sua camiseta.

“Sou realista.” Ele joga a franja para o lado.

“Você é tão diferente fora da escola.” Ela agora o analisa dos pés a cabeça. “Tem certeza que tem vinte e três anos?”

“Por quê?”

“Não sei, poderia dizer que é um adolescente ainda.”

“Não sou assim tão mais velho.”

“Você é gótico?” Ela chuta, fazendo Levi franzir as sobrancelhas. “Ou talvez punk?”

“Acho que deveríamos entrar.” Sugiro, cortando a entrevista de Mikasa.

Deixo que Levi entre primeiro e fecho a porta atrás de nós. Mikasa estava caminhando até a cozinha quando para repentinamente e se vira para nós mais uma vez.

“Acho que eu e o Levi poderíamos conversar na cozinha.” Ela gesticula. “Eren, vá para seu quarto. Vou te chamar quando terminarmos.”

“O quê?” Arregalo os olhos. “Você não mencionou nada disso...”

“Só quero fazê-lo algumas perguntas em particular, nada de mais.” Ela dá de ombros, o que me deixa irritado.

“Mikasa...”

“Ei, pirralhos, se acalmem.” Levi rola os olhos. “Eu falei que conversaria com sua irmã, Eren, então apenas vá para seu quarto.”

“Por que está concordando tão facilmente com isso?”

“Fiquei curioso.” Ele sorri ironicamente.

“Eren, vá logo.” Mikasa aponta para as escadas.

Não concordando nem um pouco com isso, solto Levi, que ainda segurava pela cintura, e sigo para meu quarto no andar de cima. Não acreditava que ela estava fazendo isso, era ridículo. Uma entrevista? Penso em bolar um plano de fazer algo semelhante com Annie, só de raiva. Mas não faria idéia do que perguntá-la, e confesso que tenho um pouco de medo dela. Sua expressão é quase tão assustadora quanto à de Levi quando havia acabado de conhecê-lo.

Já que estou irritado, decido por fazer algo que apenas reflita o meu sentimento e vou jogar Flappy Bird no celular. Fico cerca de quinze minutos nisso, e quando enfim consigo fazer 53 pontos e bater meu recorde anterior, percebo que a conversa deles durava tempo demais. Desço as escadas marchando e vou direto até a cozinha, tentando abrir a porta. Ela estava trancada por dentro.

“Ei, Mikasa, o que está fazendo com meu namorado?!” Grito, batendo.

Logo depois, ouço a porta ser destrancada, e Levi a desliza para o lado.

“Você é tão impaciente.” Ele diz, mirando-me com um olhar cansado.

“O que ela fez contigo?”

“Nada de mais. Apenas jogou-me contra a pia e testou se eu era virgem ou não.” Ele rola os olhos.

“Não fale essas coisas que ele acredita.” Mikasa diz, ainda sentada sobre a bancada.

“Mikasa...”

“Só estávamos conversando, idiota.” Ela diz, rindo.

Olho para Levi, certificando.

“Sim. Apesar de sua irmã ter feito algumas perguntas meio invasivas e desconfortáveis, foi tranqüilo.”

“Mikasa, o que perguntou a ele?!”

“Nada de mais, Eren, ugh.” Ela desce da bancada. “Mas já acabei, estão liberados.”

“Aparentemente sua garota chegará a qualquer momento.” Levi esclarece. “As duas vão aproveitar a falta de seu pai para—”

“Ei, tampinha, não era pra contar!” Mikasa cruza os braços.

“Eu não devia permitir isso depois do que acabou de fazer, sabe.” Digo, puxando Levi comigo. “Mas vou aproveitar meu tempo com o Levi.”

“Estejam à vontade.”

Poucos segundos depois a campainha toca, e Mikasa corre desesperadamente para atendê-la. Observo discretamente como ela abre a porta e sorri ao ver Annie, que aguardava do outro lado. Era engraçado ver a outra garota parecer tímida e fofa perto de minha irmã, quando parecia tão fria e violenta com todos os outros. Pensando agora, não muito diferente de Mikasa. E de Levi. Estava cercado de psicopatas.

Mikasa a traz para dentro e nos cumprimentamos.

“Olá novamente, mal-humorado.” Annie brinca com Levi, cruzando os braços.

“Oh, se não é a dramática do começo do ano.” Ele rola os olhos.

“Camiseta legal.” Ela aponta, nada empolgada.

“Obrigado. Gostei de seu alargador.” Levi também aponta em um tom super monótono, e enfim reparo que Annie usava um alargador rosa na orelha esquerda.

“Obrigada. Comprei no shopping.”

“Estou querendo colocar um.”

“Sim, e lá eles colocam. Não é muito caro.”

Eu e Mikasa nos entreolhamos, sem sabermos o que dizer.

“Bom...” Mikasa segura a mão de Annie. “Vamos subir? Quero te mostrar aquele livro que falei ontem...”

Annie apenas concorda e, quando as duas seguem para as escadas, Mikasa se volta para mim novamente.

“Ah, Eren, o Tio falou que retornaria amanhã cedo do plantão, certo?”

“Certo...” Concordo, lembrando das palavras de meu pai.

Mikasa apenas concorda com a cabeça com uma expressão estranha e continua subindo, deixando Levi e eu no primeiro andar.

“Porque ela chama o pai de vocês de tio?” Levi cutuca meu braço e pergunta baixinho.

“Ah...” Volto à realidade. Ainda pensava sobre todas as possibilidades que a ausência de meu pai e a presença de Levi me permitiam. “Ela é adotada. Nunca se acostumou a chamar meus pais de pais, creio que por ter sido adotada já com sete anos.”

“Hm...” Levi concorda com a cabeça, com uma expressão de que tudo fazia sentido agora.

“Então, o que quer fazer?” Viro-me a ele, passando minhas mãos por sua cintura.

“Você que sabe.” Ele responde colocando as mãos em meu peito. “Podemos fazer algo barato? O show me faliu, e—“

“Eu disse que ia pagar, mas você implicou e não deixou...” Rolo os olhos.

“Não quero que gaste sua mesada comigo.” Ele murmura.

“Não seja bobo.” Sorrio. “Quer assistir um filme na sala? Creio que aquelas duas vão ficar no quarto mesmo, então...”

“Gostei da idéia.” Levi sorri também. “Mas... estou com um pouco de fome. Não comi desde que acordei.”

“Você realmente se alimenta mal, a Hanji estava certa em se preocupar.” Rio suavemente. “Vou aproveitar essa oportunidade para cozinhar algo para você.”

“Enfim verei seus dotes culinários. Estava curioso com isso.”

Guio-nos de volta a cozinha e instruo que Levi se sente para assistir enquanto cozinho. Coleto alguns ingredientes da geladeira e armário e decido fazer um macarrão ao molho branco. Percebo que Levi fica ansioso para comer quando o digo, e o incentivo me faz caprichar.

Acabamos por chamar as garotas para comer conosco e meu ego infla ao ser elogiado por todos pela comida. Mikasa até comenta como estava com saudades de quando resolvia cozinhar e decido que deveria deixar de preguiça e voltar a fazê-lo mais.

Ao fim de nosso almoço, as duas retornam ao quarto, e Levi e eu seguimos para a sala para assistirmos algo. Enquanto ligo a televisão, repentinamente me lembro que ainda estava com a pulga atrás da orelha sobre a conversa entre ele e minha irmã, e os comentários internos que os dois fizeram durante o almoço apenas me deixaram mais curioso.

“Ela me contou algumas coisas interessantes sobre você.” Ele responde calmamente quando o pergunto, virando-se para mim no sofá.

“Tipo... o que?” Fico encabulado.

“Algumas manias que não sabia ainda. E algumas situações que aconteceram contigo, como a primeira vez que acordou com o pênis ereto e começou a chorar achando que nunca mais voltaria ao normal.”

“E-Ei!” Quase morro. Que tipo de conversa havia sido essa?!

“Ah, ela me disse também que seu primeiro beijo foi com uma garota bem mais alta que você, e ela te bateu depois e mandou nunca mais chegar perto dela. E, é, você chorou também.” Ele sorri. “Você é bem chorão, hein?”

“Ela não devia ter contado essas coisas.”

“Não se preocupe, não vou te julgar.”

“Mas... O que ela te perguntou?”

“Bom... Só quantos namorados eu já tive, se usei camisinha com eles...”

“Eu vou ter uma conversinha com ela por ser tão invasiva.”

“Relaxa. Disse a ela que meu primeiro beijo foi com você e ela parou com as perguntas.” Creio que Mikasa apenas quisesse se certificar que ele não havia mentido para mim, o que era ridículo. “Sabe uma coisa que notei?”

“O quê?”

“Mais cedo, você me chamou de namorado.” Ele vira novamente para mim. “Somos namorados?”

“Uh—“ Gaguejo. “Nós não falamos sobre isso, mas... foi o nome que mais encaixou na hora, e...”

“Você deveria me pedir primeiro, antes de sair falando dessa forma.”

Engulo seco. Por um instante não sei se Levi está brincando ou verdadeiramente chamando a minha atenção.

“Desculpa.” Mordo o lábio inferior. “Apenas não sabia o que dizer, e saiu. Desculpa se te fiz desconfortável.”

“Tudo bem.” Ele dá de ombros. “Só quero que me conte quando decidir nos nomear alguma coisa.”

O que ele queria dizer com isso? Estava irritado?

“Você aceitaria namorar comigo se eu te pedisse agora?”

Noto suas pupilas dilatarem levemente, mas ele mantém a calma.

“Você quer pedir?”

“Você quer ser meu namorado, Levi?”

Ele se volta para mim.

“Isso foi um pedido?”

“Uh, sim. Eu gostaria que fosse meu namorado.” Respondo, sem jeito. “Mas você quem sabe, podemos esperar um pouco também...”

Ele hesita um pouco, pensativo, e temo realmente ter sido apressado. Normalmente se espera um pouco para pedir em namoro assim, talvez apenas após algumas ficadas, mas considerando que já éramos amigos antes...

“Acho que podemos dar esse nome ao que temos.” Ele enfim responde, e suas palavras fazem com que eu abra um sorriso.

“Por um instante achei que fosse recusar.” Respiro aliviado.

“Não tenho motivos para recusar.” Ele me olha, indiferente. “Apesar de não saber direito como isso funciona...”

“Podemos aprender juntos, eu também não faço idéia.” A idéia me empolga, então deslizo no sofá para mais perto dele. “Posso te beijar, então? Pra, uh—celar nosso relacionamento.”

Ele me olha torto.

“Ok. Acho que pode.”

Lentamente nos aproximamos um do outro para um selinho. Não prolongo, assim como não fiz anteriormente, e logo separo nossos rostos, mas antes que me afastasse completamente, Levi coloca os braços por trás de meu pescoço.

“Vamos tentar fazer direito dessa vez.”

Quase começo a tremer, mas respiro fundo e me aproximo novamente. Nossos lábios se tocam e ele corresponde, movendo-os contra os meus no meu ritmo. Isso era perfeito, mais perfeito do que esperava. Ele era tão macio... Tudo ia bem, até que ele repentinamente interrompe o beijo, com falta de ar.

“Está bem?” Pergunto, nossos rostos ainda próximos, e ele concorda.

“Desculpa.” Ele balança a cabeça. “Não sei fazer isso direito.”

Por algum motivo suas palavras da ultima vez voltam a minha mente, mas tento ignorá-las. Não sabia ainda o que houve com ele, mas faria o meu melhor para que tudo entre nós fosse sempre perfeito.

“Eu te ensino.”

Lentamente o puxo para outro beijo. Quando decido mordiscar seu lábio inferior para pedir espaço para minha língua, seu corpo se arqueia. Ele geme baixinho, mais envolvido nisso do que imaginava que fosse ficar. Quase sinto uma confirmação de que ele me queria também, só estava com medo de seguir sua vontade.

Enquanto nossas línguas brincam uma com a outra, o puxo para meu colo. Ele senta meio sem jeito sobre minhas pernas cruzadas, deixando as suas caírem pela lateral do sofá. Eis que noto que minhas mãos estavam quase em sua bunda e decido descê-las mais um pouco.

“Ei...” Ele interrompe o beijo. “Que mão é essa?”

“Desculpe...” As retorno rapidamente para seu quadril, rindo.

“Você realmente está com os hormônios à flor da pele.” Ele rola os olhos.

“Isso é sua culpa, na verdade. Quem mandou ser tão sedutor?”

Ele apenas ri de leve, um tanto envergonhado, e eu sigo para beijá-lo na bochecha. E continuo até seu pescoço, vendo-o se arrepiar.

Acabamos por não assistir filme algum e ficamos o tempo todo curtindo um ao outro. Mikasa desce em certo momento e grita “Sem sexo no sofá!”, fazendo com que nossos rostos queimem em vergonha. Nem estávamos fazendo nada intenso assim, o máximo que fiz foi tocá-lo de leve por baixo de sua camiseta. E, ainda assim, apenas na linha da barra, sem nem subir minhas mãos. Aposto que ela e Annie estavam fazendo coisas muito piores trancadas no quarto, mas não queria pensar a fundo no assunto.

O tempo passa rápido e logo escurece. Já que tínhamos a casa só para nós, penso que não haveria problemas em convidar Levi para dormir ali, e ele hesita bastante antes de enfim aceitar.

“Imagina se seu pai chega antes?”

“Isso nunca acontece. E mesmo se acontecer, digo que você é meu amigo, oras. Não há muito segredo...”

“Mas... eu nem trouxe roupas de dormir.”

“Eu te empresto algo. Vou até gostar de te ver usando alguma camiseta velha minha.”

“Idiota. Como pode ficar tão despreocupado assim?”

“Você quem se preocupa demais. Não tem problema, Levi.”

Ele logo cede à minha insistência e aceita. Subimos para meu quarto e seu rosto se franze em repudio a bagunça que havia deixado, me deixando envergonhado.

“Deixa...” Adentro o quarto, rapidamente começando a recolher as roupas jogadas por tudo. “Vou só guardar essas coisas.”

“Não se preocupe... de certa forma já imaginava que não fosse a pessoa mais organizada do universo.” Ele suspira.

Deixo meu quarto minimamente mais apresentável e sigo para arrumar as camas. Depois, pego uma camiseta e uma calça qualquer para Levi dormir, e ele segue para o banheiro para se trocar. Troco-me em meu quarto mesmo, pegando as roupas que estivessem mais limpas (e assim reparo como deveria colocar metade para lavar) e logo ele volta.

“A calça está caindo, mas está bom.” Ele levanta a barra da camiseta, que estava igualmente grande, e mostra como a calça estava descendo em sua cintura, mostrando o elástico de sua cueca. Era vermelha, cabe-se informar.

Fico o observando por um instante, vestindo minhas roupas largas. Porque algo assim era tão tentador?

“Eren.” Ele chama minha atenção, e eu coro. “Onde vou dormir?”

“A-Ah...” Gaguejo. “P-Pode dormir na cama. Eu fico no chão.”

A forma que Levi se vira, sem dizer mais nada, e caminha para a cama, me faz acreditar que ele estava muito nervoso e tentava ao máximo disfarçar isso. Sigo para o banheiro para escovar os dentes e logo retorno ao quarto, apagando a luz e me deitando na cama que havia preparado no chão. Já havia ligado meu abajur estúpido que deixava o teto cheio de estrelas, e fico envergonhado ao pensar em como ter algo assim parecia infantil. Na verdade, meu quarto inteiro era meio infantil, e creio que Levi tinha reparado nisso. Eu precisava doar algumas coisas.

“Isso é relaxante.” Levi repentinamente diz.

“O que?”

“Essas estrelas.” Ele estica a mão, apontando para cima. “Quero um desses.”

“S-Sério que gostou?” Rio levemente. “Pensei que acharia infantil.”

“De forma alguma. Isso me deixou mais calmo.”

Pauso por um tempinho, pensando em sua frase.

“Você está nervoso?”

“Sim.” Ele responde humildemente, após me fazer esperar por alguns segundos.

Decido por sentar e ele se vira para mim. Mal enxergava seu rosto no escuro, mas percebo como meu movimento apenas o deixou mais nervoso.

“E-Eu...” Gaguejo. “Na verdade, preparei a cama no chão apenas para disfarçar... Queria dormir com você, se possível.”

Ouço sua respiração dar uma leve arfada.

“Pode subir, se quiser.”

Não esperava a resposta positiva, e repentinamente sinto um nervosismo que não havia sentido ainda. Lentamente puxo seu lençol e ele abre espaço ao seu lado para que eu me deite, e acabamos os dois deitados lado a lado observando o teto. Estranho como estávamos tão nervosos agora, considerando que já havíamos dormido próximos em seu sofá. Creio que era a situação atual; estávamos em meu quarto, e agora estávamos namorando.

“Confesso que o que mais me deixou hesitante em aceitar dormir aqui foi isso.” Ele fala em certo momento, quase lendo meus pensamentos. Era de se esperar que estivéssemos pensando a mesma coisa.

“Podemos só nos beijar?” Pergunto. Não era exatamente o que ia dizer, mas é o que escapa. Droga. “D-Digo...”

“Acho que eu gostaria disso. Por incrível que pareça.”

Nos viramos de frente um para o outro sobre o travesseiro e nos encaramos. Vê-lo assim tão perto, nessa situação, fazia meu coração se acelerar de forma que quase chegava a doer.

“Só vou... Te beijar... então.” Falo lentamente, aproximando meu rosto do seu.

Acho que devido ao escuro ficava mais fácil deixar acidentalmente que as coisas se tornassem mais intensas, mas ainda assim me controlo ao máximo. Nos beijamos, roçamos nossas línguas juntas, mordo seu lábio, ele morde o meu... até que ele interrompe, quando acabo por deixar minhas mãos descerem a sua bunda, apertando de leve.

“Melhor dormimos agora.” Ele diz, e eu subo minhas mãos.

“Ok.” Apenas concordo com a cabeça.

Damos um selinho e nos aconchegamos um ao lado do outro.

Na manhã seguinte, ele e Annie vão embora antes que papai chegasse. Não sabia que as duas também haviam dormido juntas, e encaro Mikasa com um olhar suspeito.

“Não pergunto se transaram porque eu teria escutado, e tudo que escutei foi um silêncio mórbido a noite inteira. Bom, era de se esperar de dois inexperientes...” É tudo que ela me diz, e desejo que ela simplesmente não tivesse dito nada. “Mas sabe, ele é um cara legal.”

“Eu disse.” Rolo os olhos.

“Desculpa por antes.”

Acabo por aceitar suas desculpas, cansado demais para pensar em comprar briga com ela, e conversamos normalmente. Conto a ela que o pedi em namoro e ele aceitou e ela sorri. As coisas iam ficar bem.

Notas finais
Tão namorando, tão namorando~ /besta :3 Muito obrigada por ler, até sábadoo n_n