Notas iniciais
Ansiedade me fez postar esse capítulo bem mais cedo do que o usual heheh boa leitura n__n

O fato de Levi ter se aberto para mim apenas nos deixou ainda mais próximos. Como prometido, não deixei de tratá-lo da mesma forma de sempre, então estávamos sempre rindo e nos divertindo juntos. Ele estava mais solto e espontâneo, segurava menos sua risada e se deixava levar mais pelas situações sem ficar se preocupando.

E nosso relacionamento assim ia avançando, aos poucos. Principalmente por ele ter se soltado mais, começamos a fazer algumas loucuras como ir para o armário de limpeza da escola no intervalo ou para o beco perto de seu ponto de ônibus no fim das aulas, mas na maioria dessas vezes só acabamos com uma ereção a ser escondida entre as pernas. E, ah, em uma dessas somos pegos por Hanji. Ela provavelmente havia nos visto entrando no armário de limpeza e ficou aguardando até que saíssemos... Cheguei a gritar em surpresa ao vê-la parada no corredor, e Levi ficou paralisado. Pelo menos ela disse que não precisávamos nos preocupar, já que ela já tinha uma noção do que estava acontecendo entre nós, e disse também que não contaria a ninguém.

Passamos também a sair algumas vezes com Annie e Mikasa, já que Levi e Annie agora eram amigos. Íamos ao cinema ver um filme qualquer, experimentar roupas no shopping, coisas que até me deixam mais próximo de minha irmã novamente. Ah, para minha surpresa, Annie e Levi pegam o costume de me provocar. Segundo Levi, era por causa da expressão que eu fazia, arregalando os olhos e gaguejando. Todos sempre acabavam rindo, inclusive eu mesmo.

Jean e Armin ficavam um pouco mais distantes por terem passeios um tanto diferentes dos nossos. Na verdade, Armin é quem tinha gostos diferentes e estava mudando Jean, então os dois passavam mais tempo em casa fazendo algum programa simples juntos. Ainda assim saímos uma vez ou outra com eles, e Jean estava até puxando assunto comigo de forma bastante amigável. Seria hilário se nos tornássemos amigos também.

Logo que recebe seu salário, algum tempo depois, Levi pede que eu o acompanhe para algumas compras. Ele nos leva a uma grande loja de utensílios domésticos, e quase fico zonzo com tantas opções e variedades. Era quase como se estivesse na etapa de decorar a casa no The sims.

Levi queria um tapete vermelho para sua sala, já que gostávamos de sentar no chão e ele estava sujando todas suas cobertas quando o forrava para ficar mais quentinho. Ele fica horas escolhendo um, e, quando finalmente acho que vamos embora, ele vê diversos utensílios para banheiro e quase surta – eram todos vermelhos. Ele acaba por comprar um kit completo, gastando mais do que esperava.

“Satisfeito?” O pergunto, logo que saímos do caixa. Claro que eu sou encarregado de carregar o tapete, que não é nada leve.

“Sim.” Ele diz, olhando dentro de sua sacola. “Um dia, quando tiver meu próprio apartamento e não tiver mais aluguel, colocarei azulejos vermelhos em meu banheiro.”

“Cuidado pra não ficar vermelho demais...”

“Está duvidando do meu senso de estética? Eu sei combinar as cores.” Ele me olha torto. “Ficará perfeito. Vermelho com branco.”

Tento visualizar em minha cabeça, mas não gosto muito do que imagino. Vermelho não era uma de minhas cores favoritas, apesar de ter criado um grande apego a ela por causa de Levi.

Saindo da loja, caminho até o carro – que peguei emprestado de Mikasa para hoje – até que Levi para repentinamente.

“Uma loja de CDs! Eren, venha comigo.”

“Achei que você tinha me pedido mais cedo para não te deixar gastar com mais nada...”

“Tsc, esqueça aquilo. Ande logo.”

Entramos na loja e Levi vai direto à sessão de indie. Já imaginava que CD ele procurava, lembrando que ele havia comentado sobre isso alguns dias atrás.

“Eles têm.” Ele sorri, pegando o CD da prateleira. “The bones of what you believe. Adeus salário.”

“É...” O observo, não conseguindo ficar feliz junto a ele. “Sabe... eu ia te dar de aniversário de quatro meses esse CD.”

Ele me olha, um tanto arrependido.

“Você devia ter me dito.”

“Não podia estragar a surpresa, né?” Giro os olhos. “Tudo bem, te darei outra coisa. Tenho ainda alguns dias pra pensar em quê.”

Ele morde o lábio inferior, mas acaba por dar de ombros.

“Qualquer coisa que me der vou gostar, Eren. Não se preocupe com isso.”

Ele segue ao caixa e, logo depois, vamos embora.

Chegando a seu apartamento, Levi já coloca o CD para tocar. Logo na primeira música me lembro de seu comentário quando ouviu a banda pela primeira vez e decido relembrá-lo, sem segundas intenções. Ele ri.

“Quer testar?”

Não capto de primeira o que suas palavras significavam.

“O que quer dizer?” O pergunto, meio confuso, e ele ri ainda mais.

“Não seja tão lerdo, Eren.”

Não costumávamos conversar sobre isso. Parecia que a partir de que começamos a nos masturbar com as mãos mantivemo-nos satisfeitos com somente isso, sem nem tentar algo mais.

Percebendo minha expressão confusa, ele vem até mim e me beija, colocando seus braços ao redor de meu pescoço.

“Levi...” Interrompo nosso beijo, mas mantenho nossos rostos próximos. “Assim, tão de repente...?”

“De repente?” Ele levanta uma sobrancelha. “Você está ansioso desde sempre, Eren.”

Tento não ficar envergonhado e rolo os olhos.

“Tá, mas... você está pronto?”

“Acho que sim. Nós não tentamos nenhuma vez ainda, então...” Ele pausa. “Acho que podemos tentar.”

Eu tinha uma visão muito idealizada de como seria nossa primeira vez, talvez pela imagem que tinha em minha cabeça de como sexo é. A verdade é que não é nada como você imagina, você não vai magicamente acertar tudo de primeira. E, muito menos, vocês não vão se encaixar como peças de um quebra-cabeça.

É quase como um jogo de tentativa e erro. Vocês seguem os primeiros passos, tiram as camisetas, se beijam, estimulam aqueles pontos que sabem que deixam o outro louco, até que não consigam mais agüentar o volume em suas calças. Meu zíper faz a alegria de emperrar e Levi tem que me ajudar com ele, e tudo fica mais difícil estando trêmulos de nervosismo e ansiedade. Quando finalmente me livro de minhas calças, o ajudo com as dele e o deito sobre a cama para beijá-lo. Não é uma tarefa nada fácil ficar sobre alguém assim e meu braço logo acaba dormente como sempre, me obrigando a mudar de posição. Mas uma hora essas coisas não incomodam mais, quando as mãos começam a tocar os lugares certos e os beijos se tornam mais molhados.

“Levi, como a gente vai fazer isso?”

Minha pausa repentina faz com que ele mude sua expressão de completo desejo para franzir as sobrancelhas. Acho que não deveria ter parado assim, mas não encontrei outra forma.

“Achei que já tinha pesquisado sobre isso.” Ele murmura, não resistindo e rindo.

“Não nesse sentido...” Rolo os olhos. Meu braço estava ficando dormente de novo, então troco para apoiar meu peso sobre o outro. “Você... q-quer...”

“Fale logo, Eren.” Ele suspira.

“V-Você quer ficar em cima ou em baixo?” Solto, e ele me encara, pasmo.

“Tem certeza que está perguntando isso, Eren?” Sinto um tom de irritação em sua fala.

“E-Eu—Eu quero—“

“Eren, você desde sempre me dedilha por trás. O que deu em você?”

Minhas bochechas queimam em vergonha, mas eu tinha que ter certeza.

“É que... agora é diferente... e pra mim tanto faz. Só quero o que achar melhor.”

“O que eu acho melhor é que você ande logo. Você sabe o quanto quer entrar em mim e o quanto eu estou disposto a realizar seu desejo.”

Antes que eu dissesse mais alguma bobagem por meu nervosismo ele me puxa para um beijo lento, segurando minha cabeça entre suas mãos e acariciando meu cabelo com as pontas dos dedos. Decido descer minha mão até sua cueca – vermelha, como sempre – e a retiro. Ele levanta os joelhos e me tranca entre suas pernas, soltando um gemido baixinho. Ele estava completamente nu debaixo de meu corpo, não havíamos ainda ficado nus assim um contra o outro. Retiro rapidamente minha cueca também, um tanto atrapalhado, e a jogo de qualquer forma para o lado.

Não tenho palavras pra explicar o quão perfeito era roçar meu corpo contra o dele. Nossas ereções se tocavam e nos davam arrepios, ainda mais quando ele resolve envolver minha cintura com suas pernas. Eu estava prestes a ficar louco.

“Pegue a camisinha logo, Eren.” Levi diz, e assim noto que ele havia tentado esticar o braço para alcançá-la, mas não conseguiu.

Sem precisar me mover muito de minha posição, pego tanto a camisinha quanto o lubrificante que havíamos jogado sem jeito sobre a cama anteriormente. Abro com os dentes a embalagem e ela cai em Levi, fazendo com que ele ria.

“Melhor eu colocar isso para você; senão levará duas horas usando uma mão só.” Ele a pega e logo desce suas mãos.

Quando ele me toca que eu percebo como eu já estava no meu limite, chegava até a doer. Ele termina de vesti-la em mim enquanto eu me seguro de ansiedade.

Já tinha alguma idéia do que fazer agora, então sigo para sujar meus dedos com o lubrificante. Sua posição, com as pernas levantadas daquela forma, facilitava bastante para que eu alcançasse sua abertura. Eu nunca passava de dois dedos quando o dedilhava, e temia machucá-lo passando disso.

Percebo um certo desconforto quando insiro o terceiro, então tomo meu tempo o esticando lentamente. Ele me avisa quando acha que já está bom e assim me sujo bem com lubrificante para entrar.

“Ah, Eren, calma!” Ele se contorce, mordendo o lábio.

“D-Desculpa!” Saio imediatamente de dentro dele, preocupado. Creio que enfiar a cabeça inteira de uma vez havia sido exagerado.

Espero que ele se acalme um pouco para tentar novamente. Peço que ele relaxe, já que seu nervosismo estava deixando seu corpo muito tenso, e tento novamente muito mais lento que antes. Ele me puxa para beijá-lo e eu o faço, deslizando pausadamente por dentro dele para que seu corpo se ajuste.

Estava tudo indo muito bem, seguimos um bom ritmo que não estava desconfortável para ele e nos beijávamos para aliviar a tensão. O que eu não esperava é que no segundo que eu finalmente tivesse entrado nele, eu fosse ejacular. Creio que segurei demais.

“Droga.” Deixo meu corpo cair sobre o dele, fraco e envergonhado.

Ele não diz nada a principio e temo que o deixei incrivelmente irritado. Também, estávamos ambos ansiosos e eu simplesmente o deixei na mão, era inadmissível o que fiz. Já estava pronto para me desculpar repetidamente, mas ele me surpreende ao, do nada, cair na gargalhada. Tento rir com ele, mas estava muito envergonhado para isso.

“Desculpa.” Apoio sobre o meu braço novamente e o encaro. Ele estava lacrimejando de tanto rir, então acabo rindo com ele.

“Não sabia que estávamos apostando corrida.” Ele se controla.

“Vamos tentar de novo.” Digo, minhas bochechas ardendo de vergonha. “Só me dê cinco minutos.”

“Não se preocupe.” Ele põe a mão em meu rosto, acariciando minha bochecha.

Ele me puxa para um abraço, então deixo meu corpo cair sobre o dele e correspondo. Pelo menos ele não havia ficado irritado comigo, o que foi um alivio.

De certa forma meu erro serviu para quebrar um pouco de nossa tensão. Quando acho que já estou pronto, troco a camisinha, pego o lubrificante de novo e me preparo. Entretanto, tudo dessa vez é feito entre risadas, com ele tentando me ajudar e nós sendo muito atrapalhados. Estava melhor assim.

Não preciso prepará-lo tanto dessa vez, mas entro ainda lentamente. Mantenho meu rosto próximo ao dele, podendo assim observar suas expressões e saber se estava o machucando ou não. Ele agarra minhas costas quando começo a me mover após entrar, procurando aquele ponto certo no qual eu já tinha uma noção onde era. Sua respiração se torna mais pesada enquanto ele se deixa perder em prazer, e eu amava observá-lo se decompor assim. Ainda mais sabendo que era eu quem estava provocando essas reações.

Suas unhas cravam com tanta força em mim que com certeza ficaria com uma marca depois. Creio que tenha sido seu orgasmo mais forte até então; não havia presenciado ainda seu corpo ficando tão relaxado assim. Sua ejaculação quente permanece entre nossos corpos enquanto ele dá longas arfadas para recuperar seu fôlego. Não removo por um segundo meu corpo do seu, beijando seu rosto e seus lábios delicadamente. Queria esperar que ele se recompusesse completamente para continuar me movendo, mas logo sinto que minha ereção dói de ansiedade.

“Pode se mover, Eren.” Ele diz, sua voz ainda fraca e pesada.

Sinto-me um tanto mal de fazer isso enquanto ele ainda estava se recuperando, mas começo a me mover lentamente. Creio que ele fosse demorar a se recuperar o suficiente para outra vez, e, de qualquer forma, eu já não estava longe de meu orgasmo também.

Respiramos pesado enquanto nos abraçamos. Ele beija meu rosto, eu beijo seu nariz, nos encaramos profundamente e ele sorri. Havia sido perfeito em todas suas imperfeições.

“Melhor primeira vez do mundo.” Ele suspira, sorrindo. Sorrio junto.

“Melhor primeira vez do mundo.” Concordo.

Eu era a pessoa mais sortuda do universo em namorar a pessoa o qual eu mais desejava. E não era só desejo físico; eu desejava Levi por completo. Desejava seu sorriso, nossas conversas, andar de mãos dadas com ele, compartilhar gostos musicais e fofocas, até seu mau humor. Assim como ele havia me dito que eu era o sonho de adolescência dele, ele havia se tornado o meu também. E eu estava o realizando dia após dia, beijo após beijo, palavra após palavra.

Talvez eu fosse novo demais para saber o que amar era, mas creio que fosse algo assim. Algo como confiar em alguém o bastante para se dar de corpo e alma. Algo como querer aquele alguém em todos os momentos de sua vida. Levi era ainda mais inseguro quanto a esses sentimentos quanto eu, não podia esperar menos de alguém que não se expressava diretamente de forma alguma, algumas vezes nem para mim mesmo. Mas ele estava mudando isso, e quase me matou de ataque cardíaco quando disse que me amava antes que eu dissesse, em nosso aniversário de seis meses juntos. O disse tão repetidamente que o amava também que ele riu, e nos abraçamos forte.

Não fazia idéia de quanto tempo nosso relacionamento duraria, e eu nem gostava de pensar no assunto. Até porque dia após dia descobríamos mais um sobre o outro e nosso laço se tornava ainda mais forte. A pessoa que disse que a conversa é o pilar de um relacionamento estava mais que certa.

Levi era meu melhor amigo, meu amante, meu companheiro, meu tudo. E eu tinha certeza que ele sentia o mesmo por mim.

Era o melhor sonho de adolescência que alguém poderia ter.

FIM

Notas finais
Pretendia desde o inicio terminar essa fic de forma simples e fofa, espero que tenham gostado~ Mas ah, não se deixem enganar pelo "FIM", ainda tem os bônus :3 Muito obrigada a todos por acompanharem até aqui, e espero que continuem comigo ainda *-*~