Teenage Dream
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Levi e eu continuamos um tanto nervosos nos primeiros dias de nosso novo relacionamento, então leva alguns dias para que nossos cumprimentos com um beijo não deixasse nossas bochechas vermelhas. Mas logo as coisas começam a se tornar perfeitas; conversávamos sobre tudo e ainda nos beijávamos e dávamos uns amassos quando o assunto acabava. Não sei o que mais eu poderia querer além de um namoro como esse.
Assim, Levi me surpreende ao me chamar para dormir em sua casa no meio de uma semana, dizendo que fez compras no supermercado e não sabia preparar nada com o que comprou. Peço para Mikasa e Armin me darem cobertura com relação ao meu pai e vou, levando comigo uma roupa de dormir e uma roupa para ir à escola no dia seguinte.
Enquanto cozinho panquecas, Levi me conta sobre sua época de escola, nostálgico. Apesar de distante da maioria de seus colegas, ele tinha dois amigos mais próximos, e diz se lembrar deles quando me via com Mikasa e Armin. Sentia saudades dessa época, quando tudo era fácil e não havia muito com o que se preocupar.
“Ainda tem contato com eles?” Pergunto, quando fica em silêncio.
“Não. Até encontrei Isabel no Facebook, mas não tive coragem de adicioná-la... afinal, sumi sem dar explicações.”
“Acho que deveria, ainda assim.” Sugiro.
“Ela com certeza me perguntará o que houve, e eu não vou querer explicar. Não vai dar certo.”
Levi cai em silêncio, pensativo. Preocupado, decido por continuar conversando com ele.
“E seus pais, eles continuam no interior?”
Ele demora um bocado para me responder.
“Sim, eles continuam.” Ele murmura, ligeiramente desconfortável. Não entendia o porquê do desconforto, mas continuo ainda assim.
“Então, você não costuma ir visitá-los? Poderia combinar um reencontro com seus amigos em uma dessas vezes...”
Como não recebo uma resposta, viro minha atenção do fogão e olho para Levi, sentado em uma cadeira logo atrás de mim. Sua expressão era pesada.
“Levi, o que houve?” Fico preocupado. “Eu perguntei algo que não devia?”
“Não.” Ele balança a cabeça. “Eren... Eu fui expulso de casa. Não falo com minha família há cinco anos.”
Suas palavras me chocam profundamente. Logo me arrependo de ter cutucado o assunto, mesmo tendo reparado que Levi não parecia querer falar sobre isso.
“Desculpe.” Murmuro.
“Tudo bem.” Ele suspira fundo. “Já tive tempo o suficiente para seguir em frente. E acho que estou conseguindo, aos poucos.”
“Não imaginava—Digo, se soubesse, não teria perguntado de forma tão despreocupada.”
“Já disse, está tudo bem.” Ele gesticula, levantando o olhar e me encarando. “Passei dificuldades, mas tenho que assumir que estou bem agora. Bem melhor que antes.”
“Quer me contar sobre isso?”
Ele se ajeita na cadeira, desviando o olhar.
“Não há muito que dizer. Já que havia sido expulso, pensei que deveria aproveitar e vir para a cidade grande. Vim apenas com uma mochila de costas, não tinha nada. Trabalhei em todos lugares que pode imaginar, desde fast-foods até locadoras. Conseguir trabalhar na escola foi o melhor que me aconteceu.”
“Lá está sendo bom?”
“Comparado com o que tive antes, imensamente. Recebo um salário bom, que me permite pagar o aluguel sem passar fome e ainda comprar outras coisas. Foi assim que enfim arrumei esse apartamento, antes ele era um lixo. Foi o aluguel mais barato que encontrei, e até que não é tão ruim assim.” Ele olha em volta de sua cozinha, aparentemente satisfeito. “Sabe que meu primeiro contato com um computador foi dois anos atrás?”
“Sério?” Não escondo minha surpresa.
“Sim. Meus pais não tinham condições de me dar um, então nunca tive. Eles eram agricultores, afinal.” Ele dá de ombros. “Agora entende que tipo de interior eu vivi, não? Ainda tenho muitas dificuldades com a vida rápida daqui. Mas estou me acostumando.”
“Sim...” Não me imaginava vivendo em um lugar assim, sem tecnologia, sem modernidades, mas consigo ter uma noção de como tudo era novidade para Levi.
“E as roupas que uso na escola foram todas doadas por Petra, eram de seu irmão. Ele é um pouco maior que eu, mas ainda assim ficaram enormes... Pelo menos não tive que gastar com isso, eu não tinha nenhuma roupa social e era obrigatório.”
“Uh, bem que reparei que...” Começo, mas pauso.
“Reparou o que?” Ele me encara, curioso.
“Bom...” Talvez não houvesse problemas em contá-lo agora. “Logo que nos conhecemos, passei na secretaria um dia e te vi subindo as calças por estarem grandes... acabei vendo que usava uma cueca vermelha e descobri o seu gosto pela cor.”
“Tsc.” Ele estala a língua, divertindo-se com o que disse. “Então quer dizer que, além de tudo, ficava me observando escondido?”
“N-Não!” Coro. “Foi só daquela vez... E bastou aquela para ter um sonho muito estranho depois.”
“Que tipo de sonho estranho?”
“N-Nenhum! Não foi n-nada.” Balanço os braços. “Olha, as panquecas estão prontas. Vamos comer.”
Levi deixa o assunto morrer e apenas me encara com um olhar suspeito. Pelo menos havia mudado seu humor e o feito esquecer o assunto pesado de anteriormente, não queria vê-lo mal.
Jantamos e, já que Levi me convida para dormir com ele em sua cama, decido tomar um banho antes e sigo para o banheiro. Capricho bastante, inclusive ao escovar os dentes, e confiro várias vezes se não estou com nenhum cheiro ruim antes de me juntar a ele em seu quarto. Ao chegar lá, ele já estava de pijamas, me aguardando sentado na cama.
“Você demorou.” Ele comenta, me observando.
Escolhi um dos únicos pijamas que tinha, que era um que Mikasa me deu de aniversário. Não consegui pegar o costume de vestir essas roupas especiais para dormir, mas penso que seria uma boa oportunidade de usá-lo.
Logo sento também em sua cama, mantendo-me ainda a alguma distância.
“O que quer fazer?” Ele me pergunta, encostando as costas no encosto da cama. Ele trás os pés para cima e abraça as pernas. “Não estou com muito sono ainda.”
“Não sei.” Sento-me de frente para ele, observando suas pernas finas e pálidas, como se ele nunca pegasse sol. “Posso ir até você?”
Ele concede permissão, e eu deslizo até ele. Ponho as mãos em seus joelhos e separo suas pernas, não conseguindo evitar reparar como seu short do pijama havia decido com sua posição e quase revelava mais do que deveria. Ele não usava cuecas.
“Não é educado ficar olhando para as partes intimas de alguém assim.” Ele nota, e eu instantaneamente subo meu olhar para seu rosto.
“D-Desculpa.” Gaguejo, nervoso.
“Não gosto de usar coisas apertadas para dormir quando estou em casa, então...” Ele desvia o olhar. “Não ache que eu sou um pervertido.”
“T-Tudo bem.” Respondo. Na verdade não via problema algum nisso, muito pelo contrário; saber disso apenas me deixa mais ansioso.
Ele parecia um pouco mal humorado e cansado, mas, já que havia dito que não estava com sono, penso que não haveria problemas se déssemos uns amassos. Estava ansiando por uma oportunidade de fazermos isso de novo, ainda mais em toda privacidade de sua casa.
Aproximo meu corpo para me encaixar entre suas pernas e o puxo do encosto da cama para um beijo. Ele se segura em mim e corresponde meio sem jeito no principio, mas logo pega o ritmo. Passo uma de minhas mãos por trás de sua coxa e acaricio lentamente sua pele macia, enquanto mantenho meu outro braço em torno de sua cintura. Primeiramente mantenho minhas caricias pouco acima de seu joelho, mas logo que percebo que ele gosta da atenção, subo pouco a pouco até quase alcançar sua bunda.
“Eren...” Ele interrompe, puxando minha mão. “Eu sei que você tem uma fascinação por minha bunda, mas não se empolgue.”
“Desculpa.” Coro. Eu realmente sempre tentava, de uma forma ou de outra, passar minha mão por ela.
Mordo o lábio inferior, agora inseguro de como continuar. Ele percebe isso e decide por me beijar lentamente, quase como dizendo que estava tudo bem. Eu queria tanto tocá-lo por inteiro, mas, ao mesmo tempo, estava tão perdido de qual ritmo seguir. Talvez fosse a pressa de meus hormônios que me deixavam assim, eu tinha que me controlar.
“Porque não deitamos?” Ele sugere, interrompendo meus pensamentos. Sua mão acariciava minha nuca, e seus dedos finos quase me deixavam louco.
Não entendia direito o que ele exatamente queria dizer por deitar, mas acabo por surpreendê-lo um pouco ao deitar-me por cima de seu corpo. Mantenho meu peso apoiado em meu braço e minhas pernas e me inclino para beijá-lo novamente, e ele retorna sua mão para meu pescoço, mantendo-me perto.
Continuamos nos beijando; hora ou outra mordo seu lábio inferior e ele solta um gemido de aprovação. Beijo sua bochecha, seu nariz, seus olhos; ele é tão perfeito que queria mostrá-lo isso de alguma forma.
Decido por seguir beijando seu corpo e desço para seu pescoço. Ele levanta seus joelhos e me tranca entre suas pernas enquanto continuo, agora descendo para a linha do colar de sua camiseta. Ele havia dito para que eu não me empolgasse, mas não conseguia resistir, ainda mais vendo suas reações. Seu corpo estremecia quando beijava certos pontos; ele estava totalmente envolvido.
“E-Eren...” Ele me chama em certo momento, fraco. “Melhor pararmos.”
Levanto meu rosto para encará-lo, não escondendo um beiço de leve.
“Tem certeza?” Pergunto, fazendo minha melhor expressão de cachorrinho carente. “Você está gostando tanto...”
“Acho que está muito rápido.” Ele comenta, mas logo balança a cabeça. “Droga, quantos anos eu tenho...”
Noto seu nervosismo e subo meu corpo novamente para poder encará-lo, e o beijo delicadamente.
“Se você quiser parar, a gente para. Eu não me importo.” Esclareço, e ele morde seu lábio inferior. “Só acho que você poderia dar uma chance.”
“Desculpa.” Ele suspira.
Seu nervosismo me deixa bastante preocupado, então beijo seu rosto e aguardo um pouco. Logo que sua respiração desacelera ele me puxa para um beijo, retornando suas mãos para trás de meu pescoço. Entendo isso como se que ele tivesse decidido dar uma chance, então ajeito meu corpo sobre o seu e encaixo uma de minhas pernas entre as suas. Acidentalmente encosto meu joelho onde não deveria e ele geme, escondendo o rosto entre as mãos. Ele estava duro.
“Melhor eu ir ao banheiro.” Ele tenta sair de baixo de mim, mas eu o impeço.
“Não—“ Seguro seu ombro, mantendo-o deitado, e ele me encara. “E-Eu...”
Pauso por um instante, ficando nervoso também. Um dia riríamos de nossa inexperiência.
Decido descer uma de minhas mãos por seu corpo até a barra de seu short. Ele morde o lábio inferior, contendo um gemido, e fecha os olhos. Continuo e brinco com o elástico, descendo-o de leve, e ele abre os olhos novamente.
“Não precisa fazer isso...” Ele pede.
“Confie em mim.”
Ele hesita um pouco e vira o rosto para o lado, mas logo balança a cabeça positivamente.
Agora que eu já tinha permissão, teria que me virar da melhor forma possível. Já havia me masturbado e imaginava que fosse a mesma coisa fazer em outra pessoa, então sigo fazendo o que sei que funciona em mim. Logo que encosto em seu pênis ele geme, mantendo os olhos fechados. Envolvo sua ereção com minha mão e mecho lentamente para cima e para baixo. Não havia muito segredo, logo vejo sua respiração acelerar. Mas sentia que ele se segurava ainda, então me inclino para beijá-lo.
“Relaxa.” Eu digo, e ele abre os olhos apenas para concordar.
Ele ainda demora um pouco para relaxar completamente, e a posição em que eu estava já fazia meu braço ficar dormente. Mas continuo com os movimentos, eventualmente acelerando quando percebo que ele se aproximava de seu ápice. Só de vê-lo em tal estado já quase não me segurava mais, acho que havia ficado duro logo que me deitei sobre seu corpo. Hormônios.
Quando ele enfim ejacula em minha mão, ele me puxa para um abraço que me faz quase cair completamente sobre si, já que meu outro braço estava totalmente dormente a essa altura. Tento equilibrar meu peso para não machucá-lo enquanto ele se recupera, arfando fundo em meu ombro.
“Isso foi ótimo.” Ele murmura, soltando-me um pouco de seus braços e me encarando. “Mas desculpa.”
“Porque está pedindo desculpas?” Rio, o beijando. “Estou feliz de saber que gostou.”
Logo me levanto para ir lavar as mãos e reparo como minha ereção estava doendo entre minhas pernas. Tento disfarçar, mas logo que retorno a cama, noto que Levi olha direto para minhas calças.
“Acho que eu deveria te ajudar com isso.” Ele aponta, logo que sento ao seu lado.
“Eu gostaria...” Rolo os olhos, corando. “Mas não precisa se não quiser.”
Ele nem responde nada e me empurra para deitar na cama e em seguida senta sobre minhas pernas esticadas. De certa forma tal posição me dá um dejavu, mas ignoro.
“Oriente-me, ok?” Ele pede, já descendo minha calça. Engulo seco.
“Qualquer coisa que você fizer vai servir, sério. Acho que só de encostar em mim eu já vou—“ Pauso repentinamente para conter um gemido; ele estava descendo minha cueca.
Ele nem fala mais nada e apenas desce tudo, exibindo minha ereção e fazendo minhas bochechas arderem em vergonha.
“Você é grande.” Ele olha, apenas me deixando mais envergonhado.
“Levi...” Gemo, ansioso. Para alguém que há pouco estava nervoso, ele havia mudado completamente.
Contorço-me completamente quando enfim sinto seus dedos finos tocarem meu pênis. Ele segue para me envolver e começa os movimentos, aparentemente imitando o que eu havia feito com ele. Como havia previsto, não demoro quase nada para me decompor em sua mão.
“Que rápido.” Ele comenta, olhando sua mão suja com meus resíduos.
“Vá logo lavar sua mão e deite aqui comigo.” Instruo, impaciente, e ele ri.
Logo que ele volta abro espaço para que ele deite ao meu lado, e ele apóia a cabeça sobre meu braço e me abraça de lado. Nos beijamos preguiçosamente, deixando nossos lábios se moverem lentamente uns contra os outros, e depois beijo sua testa. Ele apenas se aconchega melhor ao meu lado e fecha os olhos.
Acho que dormir seria uma boa idéia agora.
~*~
No dia seguinte acabo por ir para a escola vestindo uma camiseta de Levi. Tive a idéia de pedir uma emprestada pouco antes de sair, para que assim sentisse seu cheiro comigo durante todo o dia. Ele apenas riu e procurou alguma que servisse em mim, que apesar de levemente justa, ficou boa.
Armin nota minha camiseta diferente e ri, enquanto Mikasa me encara, suspeita, e pergunta se nós havíamos usado proteção.
“Ei, Mikasa!” Fico um tanto irritado. “Não faça esse tipo de pergunta!”
“Uh, acho que não aconteceu.” Ela ri.
“Do que estão falando?” Armin pergunta, curioso. De alguma forma, ele não havia notado maldade nenhuma nas palavras de Mikasa.
“Não é nada.” Encerro, fechando a cara. Não teria problemas em conversar com Armin sobre isso, mas não queria falar isso no meio da escola.
Como de costume, passo na hora do almoço para dar um oi para Levi e ele me chama para sentar um pouco a seu lado. Ele me mostra algo que encontrou na internet e rimos, até que apoio minha mão sobre sua coxa e ele me encara.
“Eren, já disse, na escola não.” Ele empurra minha mão de leve. “Pode nos causar problemas.”
“Não tem ninguém aqui agora.” Sorrio, aproximando meu rosto ao dele.
“Vou ter que te proibir de vir aqui.” Ele acaba por rir, apesar de suas palavras duras.
Nos beijamos lentamente, e sinto uma adrenalina correndo por meu corpo ao pensar que estamos fazendo isso em local tão perigoso. Seu monitor e o balcão faziam um bom trabalho nos escondendo, mas provavelmente alguém que tomasse mais atenção perceberia o que estávamos fazendo.
Ouvimos uma porta se abrir no corredor e instantaneamente nos afastamos, ajeitando nossas camisetas e cabelos. Levi finge mexer em algo no computador até que a pessoa aparece; era Hanji.
“Oi, Eren!” Ela me cumprimenta, e eu sorrio forçadamente.
“Ei.” Murmuro, desconfortável.
Ela para e olha entre nós dois, franzindo as sobrancelhas.
“Vocês estão estranhos.” Ela comenta.
“Impressão sua, quatro-olhos.” Levi suspira.
“Talvez.” Ela solta uma risadinha. “Quer café, Levi? Estou indo buscar.”
“Eu aceito, por favor.”
Assim que Hanji sai, nos entreolhamos, nervosos.
“É, na escola é melhor não.” Digo, inseguro. “A Hanji parece ter um sexto sentido.”
“Não duvido que ela já saiba. Ela é medonha quanto a essas coisas.”
“Ela nunca comentou nada comigo...”
“Nem sobre nós termos começado a conversar?”
“Não, só disse por alto que imaginava que nos daríamos bem. Mas nada de mais.”
Acabamos por dar de ombros quanto a isso e nos distraímos com outro assunto, mas logo decido ir almoçar e nos despedimos com um selinho. Queria ficar com ele para sempre.
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