— (E então, o que vamos fazer?)

Indaga Lilly mentalmente.

— Tô pensando... Acho que aquela ridícula da Tiffany ainda pensa que estou sob o controle do poder dela, então eu poderia fingir que tô sendo controlada e ataco ela quando tiver uma oportunidade.

Afirma Alice, com sorriso maligno. Ela estava ansiosa para se vingar de Tiffany, já que a mesma havia lhe usado como uma marionete. Podia parecer fofinha por fora, mas por dentro Alice era vingativa e implacável.

— (Ok, e onde eu entro nessa história?)

— Você pode me ajudar... Podemos fazer uma encenação onde eu tento te matar e a gente pega aquela perua quando estiver distraída!

— (Tenho certeza que há um monte de falhas nesse seu plano, mas... A inimiga não parece ter muitos neurônios, então vamos tentar)

— Hehehe... Vai dar certo!

Alice estava empolgada com seu plano, já a Lilly estava com um pé atrás. Quando ambas saíram do beco para procurar Tiffany, Megan chega correndo e esbarra em Alice, a derrubando no chão.

— Ah, vocês estavam aqui! Todo o mundo se separou pela cidade pra procurar a vilã que fugiu e tentar achar vocês duas! O que estavam fazendo?

Pergunta a morena, cruzando os braços.

— Olha por onde anda! Não precisa correr igual uma maluca!

Grita Alice, se levantando.

— (Bem, acabamos perdendo a Manu e estávamos procurando pela Tiffany, bolamos um plano para mata-la...)

Explica Lilly.

— Sério? Eu quero ir com vocês então! Odeio aquela girafa loira, quero meter a mão na cara dela!

Afirma Megan, empolgada.

Enquanto isso no galpão que estavam alojados, Charlie e Loras retornam no meio da busca de Tiffany, o qual receberam uma ligação que vinha diretamente da OSA, com isso, seria muito importante manter a descrição no local que fossem atender.

— Alô ?

Fala Loras ao atender o telefone, ofegante.

— Pelo que estou acompanhando, vocês estão passando mais tempo do que o esperado aí em Nova York, vocês não podem passar de hoje aí, minha equipe descobriu uma nova sede da Black Brain, só que dessa vez em Dakota Do Sul, é pra lá seu novo destino, teem que se dirigir para lá imediatamente.

Afirma Maxweel.

— T-Tá tudo bem senhor Maxweel, mas o que exatamente temos que fazer lá ?

Pergunta o garoto.

— Destruição total da base, como eles ja iniciaram os atáques bélicos, agora vão partir para ataque militares, isso quer dizer... centenas e mais centenas de homens que vocês vão ter que combater para poupar a população das ruínas.

Explica o organizador da OSA.

— Entendi, mas e em relação ao dominío do país ? Tem alguma informação sobre como estão o andamento deles para isso ?

— Ainda não, mas pelo que tudo consta está muito perto, a destruição da estátua da liberdade foi um primeiro aviso deles que estão se instalando, ou seja, a não destruição dela não mudaria nada, apenas que não saberiamos que eles estão proximos de se estabelecer....meus agentes investigativos constataram que a sede central nacional deles fica aqui em Washigton, no mesmo local da OSA, o que estreita muito mais as coisas, eles estão agindo por debaixo dos panos, e todas essa onda de destruição é só começo do que eles ainda podem fazer....

— Mas, até a policia é a favor deles ? Ou a força milítar do páis?

— Estão controlados meu caro, não á nada que eles possam fazem tendo ordens de ficar imóveis... além do mais, por mais que eles fizessem algo, não seriam capazes de deter a Black Brain, essa organização maligna tem mais poder do que todos nós podemos imaginar....

Responde Maxweel, deixando Loras amedrontado.

— Mas era apenas isso, continuem no foco, tchau.

Términa o organizador.

— E então Loras, o que ele disse ?

Pergunta Charlie.

Loras olha nervoso para Charlie, e diz que as coisas tendem a piorar, o deixando assustado, porém, não desencorajado.

— Eu... já vim pra essa missão... e agora é tudo ou nada, ja perdemos algums amigos.... acabamos de perder a minha irmã, a qual eu não pude ajudar nem sei onde ela está agora...abdicamos da nossa vida normal pra tudo isso aqui, e se estamos aqui, estamos dispostos a passar por essas dificuldades, nem que eu eu morra, mas eu vou concluir esse objetivo.... consegue entender o que eu quero dizer , Loras ?

Fala Charlie.

— S-Sim, Charlie, eu entendo a dor que você deve estar sentindo, eu lamento muito.

— Não precisa lamentar, sua companhia ja me faz bem naturalmente.... você foi um dos meus maiores alivios de ter ficado mais calmo nesses primeiros dias dessa missão... eu pensava que iria ser chato por não ter ninguém legal pra conversar, mas me enganei quando conheci melhor você...

Diz Charlie, com um sorriso envergonhado olhando pra Loras. Que fica vermelho e começa a gaguejar enquanto fala.

— M-M-Mas eu ? Geralmente dizem que eu sou tão padronizado e certinho, que sou sem personalidade, eu ja até meio que me acostumei de acharem que eu sou assim só por eu ser o presidente do conselho estudantil.

Nesse momento Charlie dá um passo pra fente, ficando cara a cara de Loras, e olhando fixamente nos seus olhos.

— As pessoas não conseguem ver o que está dentro de você, o Loras que só eu conheço.

Fala ele com os olhos brilhando.

Loras mal consegue respirar de tão tenso que se encontrava, e é nesse momento que Charlie avança mais um pouco seu rosto contra o de Loras, o dando um beijo.

Loras fica extremamente surpreso com o que tinha acabado de acontecer, mas ao mesmo tempo, se sente muito feliz, por ja ter o desejo de fazer isso, apesar de pensar que nunca poderia ser possivel, já que ele não achava que Charlie fosse fazer isso.

— Charlie... você... me beijou...

Fala Loras desacreditado.

— Sim, eu te beijei, por que gosto muito de você...

— Mas, eu pensei que você.... fosse... hétero....

— Eu não ligo pra genêro, o que eu vejo dentro das pessoas são sentimentos !

Responde o garoto, finalizando seu ato dando um abraço em Loras.

Enquanto isso no hotel que Tiffany estava usando como esconderijo, Alice,Megan e Lily entravam no estabelecimento disfarçadas, com vestimentas e acessórios, para que não houvesse nenhuma probabilidade de Tiffany as encontrar antes e se prevenir.

— (Megan, por que está vestida igual uma prostituta ? )

Pergunta Lilly, enquanto estavam entrando pela porta principal do hotel.

— Meu charme te incomoda, querida ?

Responde Megan.

— Silêncio, vadias, não chamem mais atenção!

Susurra Alice, fazendo sinal de silêncio com os dedos.

— Então, Alice acho que você já pode tirar seu disfarce, ela vai ter que reconhecer você mesmo pra ver você fingindo que irá nós atacar...

Fala Megan apontando para a mesma.

— Não me diga o que fazer, eu sei com quem estou me metendo!

Responde Alice batendo a mão em Megan.

— Ei, por que está agindo feito uma biscate? Não falei nada de mais !

Grita Megan, irritada.

— Eu só cansei de ser sua capacha desde a escola, não sou mais sua seguidora!

Rebate Alice.

— Querida, eu que lidero o time aqui, se ponha no seu lugar, que a conversa ainda não chegou no chiqueiro, além do mais, eu sempe soube que você era uma sonsa falsa do caralho !

— Bata na sua cara antes que eu bata !

Fala Alice tirando sua Katana, e indo em direção á Megan.

Nesse exato momento, Tiffany aparece saindo do elevador, e ao ver a cena fala:

— Ora, Ora Alice, até que enfim voltou... haha, como esperado pode acabar com essas malditas!

— (gente, olha a piranha ali!)

Avisa Lilly telepaticamente para as outras duas.

— Ok, sigam o plano

Sussurra Alice, fingindo atacar Megan com a katana.

— Alice, por que está fazendo isso?!

Indaga Megan, atuando.

Tiffany observava tudo enquanto ria, acreditando que Alice ainda estava sendo controlada.

— Vou destruir vocês duas agora.

Diz Alice, soprando seu pó de ilusão no corredor inteiro. Quando o pó desaparece, Tiffany vê Lilly e Megan mortas no chão, caídas em frente à Alice.

— Bom trabalho, você não é tão inútil assim.

Afirma Tiffany, andando até a garota, que não consegue se conter e abre um grande sorriso no rosto.

— Obrigada pelo elogio... Sua imbecil! Agora é a sua vez de morrer!

— Mas o quê?!

Tiffany se espanta com o dito por Alice, que apenas estala os dedos e faz sua ilusão se quebrar. Os corpos de Lilly e Megan desaparecem, e ambas se revelam paradas em volta de Tiffany, a cercando completamente. Lilly com sua arma apontada para a mesma, pronta pra disparar, Megan com uma bola de fogo em sua mão, pronta para queimar a inimiga, e Alice com sua katana apontada para o pescoço da alheia, não havia por onde ela fugir.

— Até que você tem boas ideias de vez em quando, Alice.

Fala Megan, com um sorriso no rosto.

— (Seu controle mental foi desfeito a muito tempo, Tiffany, agora acabou pra você!)

Afirma Lilly, com o dedo no gatilho.

— Que tipo de flores você vai querer no seu funeral?

Alice pergunta de forma retórica, pronta para furar a garganta da loira.

— Isso é algum tipo de piada?

Tiffany rapidamente bate o pé no chão, causando uma forte explosão elétrica ao seu redor, que repele e joga as três para longe. Observando que essa confusão logo causaria um tumulto dentro do hotel, Tiffany entra no elevador e decide subir até o terraço, onde seria mais fácil lutar contra as adolescentes. Lilly se levanta e vê a porta do elevador se fechando com Tiffany lá dentro.

— (Não vamos deixar ela fugir de novo!)

— Claro que não!

Declara Megan, furiosa, se levantando.

— Vamos pela escada!

Sugere Alice. Ambas concordam e o trio vai correndo até as escadas do hotel, subindo os vários andares do prédio e chegando ao terraço.

Chegando lá em cima, as três ficam exaustas, após subirem tantos degráus, porém, ao olhar para os arredores, não conseguem ver Tiffany.

— Não acredito que ela fugiu de novo !

Fala Megan, batendo o pé direito no chão.

— Eu to aqui !

Grita Tiffany no céu, levitando no centro de uma cadeia de raios na estrutura de um atômo gigante.

— Dessa vez, ela não escapa, vamos meninas!

Fala Alice firmemente, se posicionando no meio do terraço, enquanto Megan e Lilly corriam nas verticais em direção á Tiffany.

Após isso, Megan dá um grande salto e de seu bolso tira um selo de exorcização japonês que havia pegado no rancho junto com outros apetrechos, comummente usado para repreensão de espiritos malignos. Com isso ele joga contra Tiffany, que o ignora completamente por ser apenas um papel, porém, ao toca-la, a mesma fica paralizada, olhando para Megan enfurecida.

— Não pode ser !

Diz a loira com o corpo paralizado. Que começa a enlouquecer sem pode se mover, o que gera um descontrole nos seus poderes, fazendo-os serem direcionados aleatoriamente em várias direções por cima cima do terraço.

— (Cacetada, tenho que fazer alguma coisa!)

Fala Lilly, escondido de baixo de uma mesa enquanto obsrvava Tiffany dando a louca.

Alice imediatamente sopra seu pó da ilusão no local, fazendo não só Tiffany, mas como suas duas amigas serem pegas em seu poder. De repente, o local parecia estar todo cor de rosa e brilhantes,com vários risos de crianças no ar, e com muitas borboletas que rodeavam todas que estavam alí.

— Se eu morri e to no céu... caraca... é bem fashion aqui hem, queria ter morrido antes !

Susurra Megan, admirada.

Tiffany fica confusa, mas ao relembrar da técnica que Alice havia usada na mesma na base de Nova York da Black Brain, ela concentra uma quantidade de poder muito grande em seu corpo, e o libera deliberadamente, fazendo vários raios atingirem Alice, desfazendo sua ilusão.

Com o impacto da eletricidade de Tiffany, o selo que Megan havia jogado na mesma, ja havia sido insinerado com a descarga, o que a deixa livre novamente.

— Droga! Aposto que compraram isso no Paraguay, Maxweel xinfrim , tá achando que a gente é bagunça !

Reclama Megan.

Nesse momento Lily aparece por trás de Tiffany, a atingindo com um ataque psiquico, causando-a fortes dores de cabeça.

— O- Oque você ta fazendo? Faça isso parar !

Fala Tiffany atordoada.

— (Hoje não, Tiffany! )

Fala Lily mentalmente, que no pensamento da vilã, parecia um auto falante com 10 caixas de som gigantes.

— (Vai Alice!)

Ao ouvir isso de Lily, Alice levanta, se recuparando do ataque, e segurando sua katana corre em direção a Tiffany, a enfiando dentro do estomago da mesma.

— Isso é o que você merece por tudo que me fez, pilantra!

Diz Alice com um sorriso vitorioso.

No entanto, mesmo empalada e atordoada pelo poder de Lilly, Tiffany consegue liberar uma última descarga elétrica de seu corpo, causando um explosão de raios que lança Alice para a beirada do prédio, a deixando pendurada quase caindo.

— Alice, aguenta firme!

Grita Megan, correndo na direção da garota. No momento em que a morena chega até ela para segurar sua mão, já era tarde, pois a mão de Alice se escorrega e a mesma despenca de uma grande altura. Lágrimas escorrem pelos olhos de Megan enquanto ela grita, observando sua amiga cair enquanto sorria, com lágrimas em seus olhos. Lilly estava pasma, também começara a chorar, visto que não conseguiu ajudar muito na luta. A morte de Alice não havia sido em vão, no entanto, visto que Tiffany estava morta no chão, com sua barriga atravessada pela espada da garota. Megan vai até o cadáver e puxa a katana ensanguentada, olhando para a lâmina e molhando-a com suas lágrimas incessantes, enquanto dizia com voz de choro:

— Eu... Eu não gostava de você, Alice, mas de certa forma, éramos amigas... Eu vou guardar essa espada como uma lembrança do tempo em que passamos juntas, das nossas brigas e discussões... E dos momentos em que sorrimos juntas.

FIM DO CAPÍTULO