— Eu não entendi bem o que aconteceu, mas mandou bem, emo esquisito!

Exclama Myrcella, indo até Lilly e Matt. Marwin logo se levanta e vai até eles também.

— Não foi nada...

Matt estava calmo por fora, mas por dentro estava muito eufórico por ter derrotado um inimigo poderoso com a sua habilidade.

— Infelizmente acabamos perdendo o Zack... E agora, o que vamos fazer?

Indaga Marwin, pensativo.

— Vamos procurar a Alice, ela deve estar perdida por aí.

Sugere Myrcella, preocupada com sua amiga.

— (E temos que avisar os outros que aquele mané do Joe está morto.)

Afirma Lilly através de sua telepatia. Todos concordam e saem da sala.

Como o grupo de Myrcella estava demorando para voltar, o time de Charlie decide entrar na base, aniquilando todos os peões que aparecessem no caminho. O grupo chega próximo à sala principal, onde havia o gabinete de controle que eles deveriam destruir. Porém, havia uma grande porta de metal bloqueando a entrada, e era necessária uma senha para abri-la.

— Deixa com a gente!

Fala Aya, teleportando-se com Manu para dentro da sala. Sem perder tempo, Manu dispara um grande número de feixes de luz nas máquinas, explodindo o gabinete de controle. Em seguida, elas se teleportam para fora, onde os outros dois aguardavam.

— E então, conseguiram?

Pergunta Loras.

— Missão cumprida!

Diz Manu, sorrindo. Charlie fica aliviado que a missão foi um sucesso e o grupo decide ir se encontrar com os outros na entrada do prédio.

— Não acredito que não encontramos a Alice...

Murmura Myrcella, cabisbaixa, saindo do prédio com seus companheiros. Alguns segundos depois, Loras, Aya, Charlie e Manu aparecem diante deles.

— Gente, a missão foi um sucesso! Destruímos o gabinete de controle!

Exclama Charlie, animado.

— Ah, que ótimo... Mas nós perdemos o Zack e a Alice.

Responde Marwin.

— (Pelo menos aquele tal de Joe está morto, o Matt deu um jeito nele)

Lilly diz mentalmente para todos, deixando Matt um pouco envergonhado.

— É realmente uma pena que eles tenham morrido, mas... Não vamos perder o foco, nossa missão ainda não está completa.

Fala Loras, suspirando.

— Então vocês estavam aí!

Grita Megan, correndo até eles, seguida por Dave.

— Matt, que ideia foi aquela de você sair correndo com a Lilly do nada?! Eu e o Dave tivemos que enfrentar os guardas sozinhos!

— F-Foi mal... Mas a gente derrotou o inimigo principal e a missão já foi concluída!

Responde Matt, em sua defesa.

— Tá, tanto, faz... Só não faça isso de novo!

Diz ela, cruzando os braços.

— Então, pra onde a gente vai agora ?

Pergunta Dave apreensivo.

— Para a cidade de Nova York ! Descobrimos que alguns agentes da BB foram pra lá na espreita de que se a gente destruísse o gabinete, eles mesmos iriam acabar com a estátua da liberdade, isso significa que temos que ser rápidos,antes que o pior acontença !

Diz Loras.

— Ai, ai, essas sacolas estão pesando... segura pra mim Félix, acabei de fazer minhas unhas!

Fala Tiffany, segurando um amotoado de sacolas, em um shopping em Nova York, onde estava fazendo compras com seu comparsa, Félix, um rapaz de estatura alta, pele clara e cabelo tingído de rosa, ele também era agente da Black Brain.

— Eu hein, carrega você, to ocupado falando com meu boy da Rússia.

Responde o mesmo, debochadamente.

— Então, vamos sentar alí naquele banco, não podemos demorar muito aqui, temos 2 horas pra destruir a estátua, esqueceu ?

— Claro que não, mona, meus fogos ja estão preparados para o espetáculo.

Responde Félix enquanto mexe em seu celular.

Ao sentar no banco, Tiffany diz:

— Ai, eu queria estar morta!

Então, Felix a responde:

— E o que que eu tenho a ver com isso ?

— Eu queria estar morta !

— Tá, você queria estar morta, e daí, o que que eu tenho a ver com isso ?

— Eu apenas queria estar morta !

— E daí ? Você quer morrer ? Morre minha filha, não tem ninguém te segurando, ao invés de ficar falando que quer morrer,vai e morre, você quer que eu te mate ?

— Eu queria estar morta...

— Sai de perto de mim agora, se não minha mão vai decolar e vai pousar na sua cara!

Fala Félix ja irritado com a garota, que vai embora.

— Maluca!

Términa ele.

No caminho para cidade de Nova York, o grupo de 10 adolescentes pegam um trem pela madrugada, onde geralmente não tinha mais passegeiros, o que facilitaria a ocultação de suas indentidades.

Charlie e Loras sentavam-se juntos, e conversavam sobre a invasão na sede da Black Brain.

— Nossa, eu tava tão nervoso, por um momento achei que eu não fosse conseguir.

Fala Loras, rindo, olhando em direção a Charlie.

— Até parece, você defendeu as balas que aqueles agentes atiraram facilmente, e ainda derrotou todos eles, além de líder você é top em batalha hem !

Elogia Charlie.

— Você também foi bem, seu poder de reflexão é muito útil para se defender de qualquer ataque.

Perto dalí, Megan ia em direção ao banheiro do trem, com uma cara emburrada.

— Pleo visto fizeram o número 2 e esqueceram de dar descarga, não é.. Dave ?

Fala a garota irritada.

Antes que ela podesse entrar no banheiro, Marwin corre até ela, a pedindo para terem uma conversa sobre o que tinha acontecido, mas ela, incessantemente, nega. Com isso, Marwin vai até Dave, e com uma cara séria diz:

— O que você fez com a Megan ? Ficou falando mal de mim pra ela é isso ? Só pra ela ter motivos pra ficar com você?

— Peraí, do que você ta falando cara?

Pergunta Dave confuso.

— Você ta dando em cima dela!

Fala Marwin, enquanto puxa a camisa de Dave com força.

Nesse exato momento, Dave se irrita e usa sua super força, desferindo um soco potente no rosto de Marwin, o fazendo voar contra a parede do trem, que se treme por inteiro com o impacto.

— Me deixa em paz, oh mané.

— Eii, o que foi isso?! Parem de fazer tanto barulho, eu quero ler, caramba!

Berra Manu irritada, que estava sentada ao lado de Aya, lendo seus yaoi.

— Nossa, isso não vai ficar assim!

Grita Marwin, se levantando. Ele ignora a dor intensa em seu rosto que estava inchado, e corre com uma velocidade insana até Dave, que apenas dá um passo pro lado, fazendo o mesmo bater de cara na outra parede do trem e cair desmaiado.

— Megan, vê se pede pro seu boy se controlar, na próxima eu não vou ser tão benevolente.

Afirma Dave, bocejando de sono.

— Ata, ele não é meu boy! Eu odeio aquele mané!

Retruca Megan, virando o rosto e cruzando os braços.

— Miga, se você não ta afim do Marwin, isso significa que você gosta do Dave?

Pergunta Myrcella.

— C-Claro que não! De onde você tirou isso?!

— Só um palpite.

Responde a loira, rindo, deixando Megan emburrada pelo resto da viagem. Matt e Lilly permaneciam alheios a tudo o que estava acontecendo no trem, só estavam curtindo algumas músicas de rock no celular da Lilly e conversando via telepatia da mesma.

Após uma hora, eles chegam até a estação e desembarcam do trem, finalmente chegando na cidade de Nova York.

Estava quase amanhecendo, e enquanto isso, na Times Square, a maior praça da cidade de Nova York, Tiffany e Félix andavam normalmente esperando começar a operação da destruíção da estátua.

— Vou deixar essa pra você, ouviu, Félix ?

Fala Tiffany enquanto coloca seus óculos escuros no rosto.

O grupo de jovens, finalmente, adentravam a cidade, em grupos separados, para não chamar a atenção de um amotoado de gente. Do lado sul da cidade, onde ficava a estátua foram Aya,Matt,Myrcella,Charlie e Manu, enquanto na zona norte, estavam indo Dave,Megan,Marwin,Loras e Lilly.

— Vocês viram algo suspeito ? Temos que prestar muita atenção, podemos estar sendo vigiados agora por eles e talvez nem sabemos.

Fala Megan susurrando aos seus companheiros.

— (P-pera, eu estou captando um pensamento muito forte aqui na minha cabeça!)

Dizia Lilly telepaticamente para os outros 4.

— O que você ta ouvindo, Lilly ?

Pergunta Loras.

— (Hm... eu não consigo distinguir, mas é a presença de um pensamento muito maligno, essa pessoa está esperando por grande acontecimento que está perto de acontencer!)

Nesse instante, olhando para o lado esquerdo da rua Megan se depara com uma mulher loira no telefone.

— Olha Dave ! Aquela mulher alí que está no telefone, do outro lado da rua, não lembra de ter visto ela enquanto estavam de vigilía nos muros da Black Brain ?

Pergunta Megan.

— Sim, é ela, será que ela é .... uma agente ?

Responde ele.

— Não dá pra saber, mas tem muitas chances que seja, tomem cuidado!

Fala Loras.

Com isso, a mulher loira, que na verdade, era Tiffany, vem em direção dos 5, cumprimentando-os:

— Olá, prazer em conhece-los, vim ter a honra de ve-los pessoalmente, pelo que me parece você acabaram com o Joe, ele era muito fraco e não sabia o que estava fazendo, mas se me dão licença, deixe-me os ensinar como é dar um trato em alguém de verdade.

Términa a loira levantando seu braço direito e estalando os dedos. Deixando todos assustados em sem reação, do que ela poderia fazer, ja que veio tão calmamente se aproximando.

Com o estalar de seus dedos, Tiffany dispara um grande feixe de raio elétrico no céu, marcando então, o início da operação de destruição da estátua da liberdade em Nova York.

Nesse memso instante, ao ver o raio de Tiffany no céu, estando no Central Park, Felíx mira um de seus dedos até a direção da estátua a qual ficará á 1 quilometro dalí, carregando uma grande bola de energia, que é disparada em seguida contra o local desejado.

— Isso aqui vai ser um estouro !

Grita o garoto de cabelo rosa ao lançar seu ataque.

O grupo que estava á sul da cidade e próximo a estátua, conseguem observar uma grande bola de energia vindo rapidamente no céu, e ficam horrizados com o que veem.

— M-Mas o que é aquilo ?

Grita Aya desesperada.

Consequentemente, o ataque de Félix atinge o monumento, o destruíndo em 80%, e gerando uma vasta e enorme paisagem de fogos de artifício com a explosão, iluminando praticamente o céu de quase toda a cidade.

— Vualá, conteplem minha habilidade... Explosão De Fogos De Artíficio !

Fala Félix orgulhoso para sí mesmo.

Com a destruição, vários pedaços de escombros da estátua começavam a cair subítamente no solo, onde estavam cívis e também o grupo de jovens.

— Rápido, pessoal, usem seus poderem para minizar os danos do desastre e salvar as pessoas !

Grita Charlie, após usar seu poder de reflexão para jogar um pedaço de concreto na direção contrária que iria cair sobre um carro.

Com isso, Aya se teltransporta rapidamente para cima de um grande pedaço da estátua, que estava caindo em direção a um grande hotel perto do monumento destruído, com isso, ela consegue o tirar dalí, o teletransportando para dentro do mar.

Uma familia composta por um pai uma mãe e um bebê corriam desesperadamente para se salvarem, porém, com o impacto da devastação, um automóvel é jogado em sua direção, porém, pensando rápido, Myrcella pula em cima do automóvel, o deixando intangivel e atravessando á familia, adentrando pra dentro do solo.

— (Será que a Lilly está bem?)

Pensa Matt, se distraindo e não vendo que um dos destroços da estátua vinha em sua direção e estava prestes a esmaga-lo. Porém, Manu rapidamente destrói a pedra com um de seus lasers, reduzindo-a a pó.

— Vê se presta mais atenção!

Adverte Manu, ajeitando seus óculos e sorrindo para o garoto, que estava assustado porém aliviado ao mesmo tempo.

— V-Valeu! Não vou mais me distrair...

Enquanto isso, do outro lado da cidade...

— Acho que vou acabar logo com isso, são só crianças afinal.

Sussurra Tiffany, sorrindo sadicamente, disparando seus raios em direção aos adolescentes.

— (Será que eu consigo manipular isso com minha habilidade? Não custa tentar!)

Pensa Loras, apontando suas mãos para frente e criando uma espécie de barreira telecinética, tentando neutralizar todos os raios.

— Consegui?!

Indaga, ao ver que os raios não prosseguiam.

— Até parece.

Diz Tiffany, aumentando a potência de seus ataques, iniciando uma disputa de poderes. Loras tenta o seu máximo para parar os ataques, mas o poder esmagador de Tiffany estava em um nível acima, conseguindo ultrapassar a barreira de Loras e causar uma grande explosão. Como era o mais veloz, Marwin consegue escapar da explosão com Lilly, que era a mais próxima do mesmo naquela hora. Loras é arremessado para trás com o impacto, mas consegue diminuir o dano com a sua telecinese e cair em pé. Já Megan e Dave são arremessados longe e se esfolam no chão.

— Vocês estão bem?!

Indaga Marwin, preocupado.

— Já estive pior...

Afirma Dave, se levantando.

— Ah, essa vadia me paga...

Murmura Megan, furiosa.

— (Que merda, eu não consegui!)

Pensa Loras, irritado consigo mesmo.

— Megan, distrai ela pra mim!

Diz Dave, correndo em direção à oponente.

— Um ataque frontal? Sério?

Tiffany ri, criando uma barreira elétrica ao seu redor.

— Vou te ajudar só dessa vez!

Berra Megan, lançando uma imensa espiral de fogo na direção de Tiffany, que defende com sua barreira, mas a fumaça bloqueia toda a sua visão.

— Engole essa!

Grita Dave, aproveitando que a barreira estava enfraquecida é o campo de visão da adversária prejudicado, chega de surpresa e lhe acerta um murro no estômago, que faz a mesma cuspir sangue e voar longe. Mesmo tendo levado um leve choque ao se aproximar, Dave sorri confiante.

— Boa!

Grita Megan de longe.

— (Ainda não acabou, ela está consciente e vai nos atacar)

Avisa Lilly.

— Ha... Ha... HAHAHAHAHA! Patético! Acham que isso foi suficiente!? Façam-me o favor!

Indaga a loira se levantando, enquanto ria loucamente.

— Agora você já era!

Loras usa sua telecinese e manipula as barras de ferro de um prédio em obras que estava próximo, e as lança sucessivamente em Tiffany. A inimiga corre velozmente se esquivando, mesmo estando ferida, porém Loras faz as barras de ferro a perseguirem, forçando a mesma a ativar sua barreira de eletricidade para para-las.

— Agora!

Berra Loras, visto que seus ataques foram apenas uma distração. Marwin corre para tentar atingi-la com um golpe, mas Tiffany lança uma descarga elétrica no mesmo, o derrubando e paralisando. Megan se enfurece e dispara uma grande quantidade de bolas de fogo na adversária, forçando-a a ficar na defensiva. Dave em seguida dá um forte soco no chão, fazendo-o tremer e abrindo uma grande fenda que estendia-se na direção da loira. Tiffany concentra sua energia nos pés e salta à uma altura considerável, escapando, mas no ar ela é atingida por um pedaço de ferro controlado por Loras, sendo derrubada. Em seguida, Lilly tira uma arma do bolso e aponta para a adversária, e comunica-se mentalmente com ela:

— (Renda-se, você não pode vencer)

Tiffany apenas olha para a menina e sorri, deixando-a confusa. A loira se levanta e começa a correr, Lilly começa a atirar sem hesitar, mas as balas são facilmente bloqueadas pela barreira elétrica da oponente, que se distancia velozmente do grupo.

— Devemos persegui-la?!

Questiona Megan.

— Não, há coisas mais importantes pra lidar no momento, como a destruição da estátua da liberdade. Ela provavelmente não virá nos atacar de novo tão cedo.

Diz Loras, suspirando.

Os demais concordam e decidem ir se encontrar com os outros.

FIM DO CAPÍTULO