Notas iniciais
Heyy! Podem ficar tranquilos - eu não morri! Meu computador tinha quebrado, então fiquei o maior tempão sem conseguir escrever nada! Bem, aqui está mais um capítulo de "Teen Love"! Nos vemos lá embaixo!

Teen Love – POV. Riley

No fim da aula de matemática, enquanto guardava o material, ouvi uma voz falar atrás de mim:

— Então... Nós vamos pra sua casa. Vamos no meu carro ou você tem o seu? – perguntou Owenn.

Terminei de guardar o material e respondi indo em direção a porta:

— Não tenho nem carteira, que dirá carro.

Nós dois rimos.

— Então vamos no meu! – falou. – Mas... Você já tem dezesseis anos, não é? – perguntou o moreno.

— Sim. – respondi enquanto nos dirigiamos para fora da escola. – Fiz dezesseis no dia catorze de junho. E você?

— Fiz dezessete em onze de julho. – ele pareceu ficar meio tenso. Entendi o porquê. Ele tinha vergonha de ter repetido de ano.

— Você repetiu de ano? – perguntei delicadamente.

Owenn suspirou.

— É. Os professores acharam que meu gênio “precisava ser trabalhado no primeiro ano outra vez”.

— Bom... Qualquer que seja o porquê, não acho que ninguém deva se envergonhar por repetir de ano. Afinal, as escolas poderiam simplesmente expulsar os alunos que não passam. Mas não fazem isso. Acredito que repetir é sinal de que você é digno de uma segunda chance. – falei. Pude ver um sorriso mínimo, quase imperceptível, surgir em seus lábios.

Chegamos a seu carro – um prius preto – e ele entrou no banco do motorista. Entrei no banco do carona.

— Bom, já pode começar a dizer o caminho, Dawnson. Não sou adivinho! – falou o moreno.

Revirei os olhos e indiquei o caminho. Fomos conversando durante o percurso. Descobri que ele tem um irmão mais velho que estava fazendo o terceiro ano em Boston e uma prima da minha idade que morava em Chicago.

— Bom, é aqui. – falei quando chegamos a meu prédio. Ele estacionou e saímos do carro.

— Lugar legal. – comentou quando entramos. Pegamos o elevador até meu andar.

Abri a porta do apartamente e entramos. Owenn analisou o local.

— Tudo bem, o que fazemos primeiro? – perguntou.

Eu ri.

— Não sei você, mas eu vou trocar de roupa. Me espere aqui. – ordenei.

Fui até meu quarto e tranquei a porta. Vesti uma camiseta branca, short jeans (não muito curtos), um colete jeans preto e sapatilhas. Prendi meus cabelos em um coque e saí do quarto. Owenn estava sentado no sofá mexendo no celular. Cheguei bem perto de seu ouvido sem que ele percebesse e falei (lê-se gritei):

— Olha o vício, hein! – ele deu um pulo. Comecei a rir histéricamente.

O moreno olhou pra mim como se eu tivesse acabado de cair da Lua.

— Garota, qual o seu problema? – perguntou.

Parei de rir e sentei-me ao seu lado no sofá.

— Meu problema é problema meu! Agora, sai do celular e vamos começar o trabalho! – retruquei.

— Fala isso pra minha mãe! Ela está preocupadíssima, querendo saber onde estou, com quem, onde fica... – respondeu rindo.

— Deixa eu ver! – pedi e arranquei o celular da mão dele.

Mãe

Mãe: Filho, cadê você?

Mãe: Owenn! Me responde!

Owenn: Calma, mãe! Estou bem! O professor de química passou o trabalho do semestre e nos proibiu de fazer no colégio. O trabalho é em dupla e estou na casa da minha parceira. Resolvemos começar hoje, assim acabamos mais rápido.

Mãe: E quem é ela?

Owenn: Riley Dawnson.

Mãe: Quem???

Owenn: Uma garota do tamanho de um Minion.

Assim que li aquela mensagem, peguei a almofada que estava ao meu lado e dei uma “almofadada” na cabeça de Owenn.

— Ei! – protestou.

— Caso você não saiba, garotas do tamanho de um Minion são as mais bravas! – repliquei.

Ele riu.

— Bom, acho melhor começarmos logo com isso! – disse o moreno.

— Tem razão. – respondi.

Começamos a fazer o trabalho. Quando já eram umas quatro e meia, ouvi a porta abrir. Olhei para ver quem era e vi minha mãe entrando, o que era estranho. Ela sempre chegava mais tarde.

— Riley! Ta aí? – perguntou.

— Sim! – gritei.

Ela foi até a sala e viu que tínhamos visita. Me apressei em explicar:

— Hã... Mãe, esse é o Owenn! Estamos fazendo o trabalho de química do semestre.

O humor de minha mãe pareceu mudar de repente. Ela estava tramando alguma coisa...

— Olá, Owenn! Sou Savanna, a mãe da Riley! – cumprimentou-o estendendo a mão em sua direção.

— Oi, senhora Dawnson! – Owenn pegou a mão de minha mãe e a apertou.

— Ah, que é isso! Você provavelmente vai aparecer muito por aqui, afinal é o trabalho do semestre, então pode me chamar só de Savanna!

— Como quiser, senho... Savanna! – disse o moreno.

— Mãe! Você chegou cedo! Por quê? – perguntei rápidamente.

Os olhos dela brilharam. Imediatamente descobri a resposta...

— Tenho um encontro com Ernest! Acho que vamos naquele restaurante que ele me levou quando me chamou pra sair no nosso primeiro encontro, sabe aquele que não lembro o nome de jeito nenhum? É aquele. – meus olhos se arregalaram assim que ela disse as palavras “restaurante do primeiro encontro”. Se todo o meu conhecimento estiver certo, as coisas estavam prestes a melhorar... — ...Então eu tinha que me arrumar! Bom, vou comer alguma coisa, tchauzinho! – falou e foi pra cozinha.

Instantâneamente um sorriso se formou em meu rosto. Minha mãe estava feliz e, se eu estivesse certa, ficaria mais feliz ainda...

Owenn e eu continuamos a fazer o trabalho, hora parando para fazer um lanche.

— Sua mãe é legal. – comentrou Owenn.

— Eu sei... – respondi sem tirar os olhos do trabalho. Ele revirou os olhos e eu ri.

Lá pelas seis e meia minha mãe apareceu. Ela vestia um vestido preto meio palmo acima do joelho, uma jaqueta de um tom de cinza meio metálico e sandálias de salto médio da mesma cor da jaqueta. Uma maquiagem leve cobria seu rosto e os cabelos caiam soltos pelos ombros.

— E então, filha? Como estou? – perguntou olhando pra mim.

Girei o indicador em um gesto silencioso para que ela desse uma voltinha, o que ela fez. Minha mãe estava simplesmente perfeita.

— Linda! Agora, vai! Não vai querer chegar atrasada! – apressei-a.

— Tudo bem, tudo bem! Tchau, querida! Comportem-se! – assim que ela saiu pela porta, soltei um gritinho fino e cruzei os dedos.

Owenn me olhou como se eu estivesse maluca.

— O que foi? – perguntei. Ele apenas revirou os olhos e sacudiu a cabeça. Então me lembrei de uma coisa. – Olha, acho que já fizemos uma boa parte do trabalho hoje. Acho melhor você ir, pelo que li nas mensagens, sua mãe no mínimo deve estar tendo um mini-infarto agora!

— Ok. Até amanhã, Dawnson. – respondeu juntando suas coisas.

— Até amanhã, Nashville. – respondi enquanto ele saia pela porta.

***

Minha mãe chegou em casa lá pelas onze da noite. Eu ficara acordada esperando ela chegar, então assim que ela passou pela porta – com um sorriso enorme no rosto, pelo que pude observar – ela me encontrou sentada de pijama no sofá com um cobertor assistindo um desenho/anime que sou super viciada chamado Miraculous Ladybug.

— Filha! O que está fazendo acordada? – perguntou enquanto tirava a jaqueta.

— Estava te esperando, oras! Por quê? Alguma novidade? – perguntei.

— É, bem... – começou.

Eu, que já não estava aguentando toda aquela enrolação, me debrucei no braço do sofá e perguntei:

— O que disse a ele?????

— Quê? Como você...

— Ah, qual é, mamãe! – cortei-a. – Restaurante do primeiro encontro, encontro especial... Tava na cara!

— Bem... Então, se já sabe disso, então já sabe que agora seu sonho está realizado: Brian vai ser seu novo irmãozinho! – anunciou com um sorriso de orelha a orelha.

Fiquei tão empolgada que comecei a pular no sofá e dar gritinhos.

— Posso ver o anel? – perguntei. Ela levantou a mão direita exibindo uma aliança pequena, prateada e com um pequeno brilhante. Eu gritei ainda mais.

— Bom, agora é melhor dormir, minha querida e empolgada filhinha!!! – disse minha mãe. – Boa noite, querida!

— Boa noite, mãe! Sonhe com o Ernest! – gritei antes de entrar e fechar a porta do quarto.

Era agora que minha vida estava completa...

Pelo menos, era assim que eu pensava.

Notas finais
E então? Gostaram??? Comentem! Uma perguntinha: Vocês gostam de Miraculous Ladybug? Pelo menos já ouviram falar? Se não conhecem, recomendo muito! Vai a dica da Titia Noel aí! Kisses! Noel