Technocracy

8 Kapitel 7 - Flucht


Notas iniciais
É, capítulo pequeno, eu sei ;_;

Ela podia ouvir sons de passos vindos do corredor. Estava apreensiva. Seu corpo, embora um pouco melhor do que quando acordara, ainda não respondia muito bem aos seus comandos.

Se ela precisasse correr de algo, morreria certamente.

A porta se abriu. Um estranho conhecido entrou no quarto apressadamente. Era o mesmo moreno que a levara à área 12.

Ao ver que Helene estava acordada, ele acendeu as luzes do quarto e se sentou em uma cadeira perto da cama.

O olhar dele não era nada simpático.

— Céus! Eu nunca pensei que a terrível doutora Helene fosse se deixar prender tão facilmente.

Ela mordeu o lábio inferior. Queria pular sobre o pescoço daquele homem e estrangulá-lo. Mas sua condição atual não permitiria isso. A ela, infelizmente, só restava ouvir.

— Estamos indo para Empire. Licht não é mais seguro para nós, ingleses — ele fez uma pausa. — Não que tenha sido algum dia, mas nossas posições conseguiram inverter essa balança um pouco.

Helene não conseguia entender sobre o que ele estava falando. Afinal, ela não era inglesa... era? Tudo bem que seu nome era indiscutivelmente britânico, mas Jürgem havia falado algo sobre isso.

Ela só não conseguia lembrar o quê ele havia falado.

— O efeito da droga deve passar logo — ele disse ao vê-la tentando se mexer de todas as maneiras possíveis. — Até lá, é melhor ficar um pouco mais calma, ou ela pode ter efeitos colaterais.

Helene ficou imóvel, e o moreno começou a contar a Helene sobre a guerra. Ao final a jovem continuava imóvel, apesar do efeito da droga já ter passado.

Ela simplesmente não conseguia acreditar em tudo aquilo que ele acabara de contar.

Se aquilo fosse verdade então...

*****

Os brilhantes olhos azuis percorreram rapidamente o quarto. O que deveria estar ali não estava. Ele mordeu o lábio inferior ao perceber isso.

Ela não poderia ter fugido sozinha. A droga que injetaram em Helene era suficiente para deixá-la dormindo por dois dias... no mínimo. Ele não fazia idéia de quem poderia tê-la tirado dali. Ou talvez fizesse, sua cabeça simplesmente não estava trabalhando muito bem no momento.

No fim, isto estava sendo muito difícil para o jovem de cabelos coloridos também. Não é como se ele quisesse fazer tudo aquilo, mas precisava ser feito.

Ou pelo menos, ele conseguia continuar se dissesse isso para si mesmo. Se era verdade ou não, ele não sabia. Provavelmente ninguém saberia.

— Tch...

Ele bateu a porta do quarto com força, e caminhou até uma sala cheia de computadores. Kirstin estava parada em um dos cantos da sala, seu olhar recaiu sobre Jürgem assim que ele entrou.

Estranhamente, era como se ela realmente se preocupasse com Helene.

Jürgem balançou a cabeça. Devia ser só sua imaginação. Afinal, Kirstin era um robô. Um muito avançado e que podia reproduzir emoções humanas se quisesse, mas ainda assim um robô. Nada do que Kirstin fizesse passaria de uma lógica previamente implementada por um humano.

— Eles vieram aqui mais cedo.

— Eles...? — o jovem se sentou na cadeira ao lado de Kirstin, seu olhar fixado na tela do computador enquanto digitava alguns códigos. — Oh, sim. Eles. — Jürgem deu de ombros — Eu já dei a minha resposta, e ela não vai mudar.

Kirstin abaixou a cabeça — Ela... vai ficar bem, não é?

Jürgem não respondeu. Ele não conseguiu. No fim, ele não sabia realmente se ela ficaria bem ou não, mas isso era por ela também. Agora que ele já tinha ido tão longe ele não podia mais voltar.

Se ele o fizesse, não era apenas ele quem iria morrer. Ela, e muitas outras pessoas iriam pagar por aquilo.

— Tch... — ele mordeu o lábio inferior com força. Kirstin observou-o por um tempo e então desviou o olhar.

O silêncio era perturbador.

— Estamos saindo. Prepare tudo enquanto eu termino aqui, okay? — foi a última coisa que ele disse antes de rodar o programa que ele estava escrevendo.

Kirstin abaixou a cabeça de novo.

— Entendido — ela disse, se levantando e caminhando até a porta.

— Kirstin! — ela se virou. Ele ainda tinha aquela impressão de que ela realmente se importava com Helene. — Ela... vai ficar bem.

Um sorriso. Depois ela saiu da sala.

O jovem de cabelos coloridos recostou-se na cadeira e ficou observando o teto. Ele tinha a mesma expressão daquele dia, de quando ele descobriu que ela não estava mais no quarto daquele hospital.

Ele apertou a mão, sentindo o colar que pegara mais cedo. Nenhum esforço para parar as lágrimas enquanto elas escorriam pelo seu rosto.

Notas finais
——oOo—— So, so... eu tive tantas coisas pra fazer ultimamente que eu nem consegui atualizar as fics (ainda tem Chasseur de Sorcières ~ Premonition e Unending Sanctuary -.-), e eu nem consegui ter mais tempo depois que o demo do 12:12 foi lançado (fora os outros 1001 projetos que o ser sem noção aqui está tentando fazer ao mesmo tempo), pity. Mas eu não morri (nem esqueci das fics) =D

Aliás, alguém quer me vender tempo? =D