Tears Of Blood
2 Capítulo 2: Nuvens chuvosas vêm para brincar,...
Notas iniciais
Capítulo 2: Nuvens chuvosas vêm brincar, novamente...
Como que por obra celestial um lobo, de porte forte e feroz com pelos negros e olhos bem verdes, surgiu em meio à escura e tenebrosa vegetação, rosnando na direção nossa, foi o suficiente para distrair a atenção do garoto e ele afrouxar meus braços, por impulso segurei uma pedra na mão livre e o golpeei na cabeça, ele pareceu atordoado, tombou para trás com as mãos no local golpeado e uma fina listra de sangue desceu por seu rosto. Levantei-me e tentei correr, mas ele se encontrava na direção que ia para a mansão, eu então corri no sentido contrario, ele então se levantou e começou a me perseguir, parecia enfurecido, esbravejava falando algo como: “Ninguém foge de Diego Hell! Tudo que eu desejo eu consigo! Nem que seja à força!”
Desesperei-me mais, corria o máximo que podia agüentar, mas com esses malditos sapatos, é impossível, ele já estava me alcançando, foi ai que notei, já tarde demais, eu cai barranco a baixo, sujando todo aquele maldito vestido rosa, cai em meio a folhas malhadas e enlamaçadas, pelo menos eram macias. Olhei para cima e levantei-me, correndo novamente, pude ouvir os gritos de raiva dele, estava perto, continuei correndo até que me deparei com um lago... Droga! Pensei, não sei nadar, como fugirei? Dei a volta correndo para a floresta, foi quando senti um baque seguido de uma dor atordoante, eu fechei meus olhos no mesmo instante, apenas me sentindo tonta e com alguém me prendendo contra uma árvore, quando abri os olhos eu vi, eu o vi, era o maldito Diego Hell! Ele pressionava-me ainda mais forte, segurando meus pulsos com tanta força que quase não os sentia mexer, ele usou a mão livre para rasgar a parte de cima do vestido, eu chutei-o no meio das pernas, mas ele segurou minha perna antes e deu-me um tapa tão forte em meu rosto que pude sentir algo descer por meus lábios, com raiva, não vi nada mais a minha frente, tudo escureceu e meus punhos se cerraram e deram de encontro a algo duro, ao que parecia o queixo dele, quando fui voltar a mim mesma, já estava correndo e perto ao barranco. Então comecei a escalar as raízes das árvores que estavam na ponta do barranco, mais quando estava na metade algo agarrou minha saia e a rasgou, não vi o que era só escalei e corri em linha reta gritando por Blake em desespero, com algo escorrendo por meu rosto e lágrimas embaçando minha visão.
Eu gritei, gritei mais alto, estava totalmente perdida, me ajoelhei no chão, eu tinha certeza que Diego não me encontraria já que a floresta era densa e grande, seria fácil perder-se. Estava sem saber o que fazer, eu tinha flashes do que estava acontecendo, do que todos diziam e das dores alucinantes na minha cabeça, pulsos, braços... E para piorar... Começou a chover. Mas, por alguma razão a chuva não me incomodava, ela parecia me acalmar. No meio de meus pensamentos veio um som de um lobo, quando olhei para frente, lá estava ele, o mesmo lobo que me salvará... Bom, eu acho. Ele estava de costas para mim, então ele bateu a para dianteira direita no chão e virou a cabeça para frente, ele parecia me convidar a segui-lo... Se eu o segui? Claro, ele me ajudou antes, eu vou segui-lo sim ora.
Ele conduziu-me durante uma meia hora, na minha mente veio à música e o clipe da Alice, Avril Lavigne, logo chegamos a uma clareira, no meio dela estava uma rosa branquinha, linda e aveludada... Mas como algo tão belo pode estar no meio dessa floresta tão escura e densa? Bom eu fui até a rosa e me ajoelhei diante dela, não podia deixá-la aqui, quando fui cavar até as raízes dela eu vi que estava presa a algo, resolvi cavar mais fundo e ver o que era, quando a rosa saiu veio com ela dois colares que se prendiam a duas metades de pingentes que se completavam, fiquei olhando-os até que minha atenção se voltava a uma moça de cabelos loiros cacheados e olhos verdes como o caule da rosa, suas roupas eram brancas como as pétalas da rosa. Ela abaixou-se diante de mim e olhou para os pingentes, eu então os estendi a ela e disse em voz tremula, devido ao frio e a dor:
- São seus...? Não quis roubá-los... Eu... – Antes que eu pudesse terminar ela me interrompeu.
- Isso esperou por você e seu irmão... Senhorita Rosemarie Dragmir. – Mas como ela sabe meu nome?
- Como? Quem é você? – Eu estava confusa, só podia ser coisas da minha cabeça.
- Deve usar seu gravador hoje no quarto de suas tias. Não se esqueça... Daqui a dois anos nesse mesmo dia sua vida irá mudar, deve confiar no lobo que lhe trará um presente. Agora vá... E leve os pingentes consigo, mas os esconda bem.
No momento em que eu olhei a rosa e os pingentes, a rosa havia sumido e a moça também, eu me levantei e fui à direção do lobo, que começou a andar me conduzindo para fora da floresta, eu ainda estava confusa com tudo aquilo, mais ao ouvir a voz de meu irmão tudo sumiu, só pensei em correr até ele e procurar o conforto no abraço de meu irmão, e foi o que fiz. Blake estava assustado com o meu estado, mas logo me abraçou de volta, colocando seu casaco sobre meus ombros e me conduzindo até onde todos estavam.
Ao ver Diego eu o acusei de todas as formas, o pai dele ficou horrorizado com meu estado, minhas tias nem ligaram, acho que sabiam de tudo, após longas desculpas nós fomos para o carro, antes que eu entra-se Diego me segurou pelo pulso e disse em meu ouvido:
- A partir de hoje, vou transformar sua vida num inferno!
Eu entrei no carro, não queria contar nada disso ao Blake, e logo saímos do local indo para casa. Ao chegar eu fui tomar um banho, me troquei e fui para meu quarto, quando minhas tias foram atender a porta, eu corri no quarto delas colocando o gravador muito bem escondido e sai para meu quarto, repeti isso durante algumas semanas, descobrindo cada plano delas.
Flash Back Off
Naquele dia, antes de sairmos para o lanche o professor explicou sobre um passeio de sala... Legal agora Diego e seus amigos terão um novo local para me atormentar e ferir. O professor saiu entregando as autorizações para os responsáveis, eu não ia entregar isso a minhas tias, que besteira, para que eu iria... Nossa... É um museu ao ar livre de espécies da região... Não, eu não vou! E ponto!
O sinal para o intervalo toca, todos da sala saem e eu por último, antes de chegar à cantina Diego já me joga contra a parede, onde bati com minhas cotas bem forte na parede, me levantei e fui para a cantina, lá eu me sentei sozinha e logo veio as namoradinhas do Diego, pegaram o leite e viraram na minha cabeça, depois me empurraram no lixo e uma delas disse:
- Ai que é seu lugar!- Elas saíram rindo de mim, igual a todos lá.
Foram varias torturas até o fim da aula, no qual todos já saíram e eu estava arrumando minha mochila quando Diego tranca a porta, fiquei lá sentada uma meia hora, meu estomago estava roncando, minhas tias não me deram comida ontem e eu não tive lanche para comer nem dinheiro para comprar, fiquei lá sentada até que o zelador veio e me libertou, ele era o único que sabia o que me ocorria e se preocupava, ele me deu um pão com queijo, não recusei estava tão bom que quase me engasguei com ele, logo depois o agradeci e sai da escola, o ônibus já havia partido e eu teria de andar uns 3km a pé. Chovia forte quando sai mais ao menos eu tinha ela como companhia... Espera! Amanhã completa dois anos desde que encontrei aquela moça, então tenho que ir lá... Mas só tem um problema, lá tem água e eu não sei nadar, com certeza eles me jogaram na água...
Mais vou arriscar... Seja o que Deus quiser! Coloquei meus fones de ouvido e sai escutando a música: Hello, Evanescence, ao menos a solidão da chuva vai me acompanhar até em casa e amanhã será a reviravolta em minha vida, se acontecer o que a moça disse... Preciso de esperança.
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