Sentei-me no banco do metrô, observei as pessoas, eu precisava daquilo, pessoas ao meu redor, barulhos, ruídos, conversas, a minha vida não estava bem! Esse fim de semana será a pior dia da minha vida! Vestidos, sapatos, cabelo, maquiagem, gente chata, e o pior de tudo será que ao chegar ao altar, não será o meu amor que estará lá, e sim o homem mais odiado e nojento que já conheci em toda minha vida! Me dá repulsa ao pensar que em algum momento terei aquele pênis imundo dentro de mim! Fugir? Impossível! Já tentei de todas as formas possíveis! Nenhuma dá certo, os malditos seguranças, um em cada janela, em cada porta, câmeras por todo lado, eu sou um refém de um maldito acordo! Uma refém dos meus próprios pais! Uma refém do maldito destino!

—Amélia! —Grita Verônica,vulgo: minha mãe,distante.—Amélia querida! —O som se aproximava. Não me movi um centímetro sequer. —Menina você me deu um susto! —Chegou ao meu lado.—Pensei que havia fugido!—Verônica estava com um vestido preto pouco acima do joelho, era cheio de detalhes em renda, seus cabelos eram de um loiro claríssimo, caindo em madeixas extremamente lisas, enquanto o meu era de um vermelho sangue, ondulado, na verdade está mais para frisado espetado que ondulado.

Respirei fundo.

—Como eu fugiria com um armário ao meu lado!? Se souber me conta! —Olhei o segurança de terno preto e um ponto eletrônico na orelha esquerda,a alguns metros de mim.

—Minha filha você tem que entender... — A interrompi.

—Entender? Você que tem que entender, que eu não vou me casar com aquele velho nojento! Eu prefiro morrer antes disso! E não me chame mais de filha, eu deixei de ser sua filha e daquele homem a dois meses atrás!

—Olha eu sei que é difícil! — Falou naturalmente.

—Não, não sabe! — Segurei as lágrimas. — Você não se casou obrigada, você amava o Claus, não foi um casamento por dinheiro! Vocês dois eram pobres. E agora são dois interesseiros, sem amor a própria filha!

—Nós te amamos, é só que... precisamos do dinheiro! Nós não podemos passar fome e ir morar debaixo da ponte, seu noivo está pagando nossas contas.

Abaixei a cabeça em reprovação.

—Eu estou cansada, vamos voltar pro inferno. — Disse seca, virando em direção ao metro que acabara de chegar.

Verônica passou a minha frente, entrando por primeiro — ela odeia entrar por último em qualquer lugar— revirei os olhos e entrei, logo o 'armário' entrou atras.

Estava esperando para dar inicio ao meu plano de fuga. Afinal, quem seria Amélia Lambert sem um plano?


A moça do auto-falante anunciou que as portas iam fechar, puxei o ar para meus pulmões e com um movimento ágil atravessei a porta que se fechou atrás de mim.

Sorri vitoriosa.

Virei-me para encara-los do lado de dentro do metro. Verônica me fuzilava com olhar. O segurança me encarava da porta com fúria no olhar. Dei um "tchauzinho" e mostrei o dedo maior.

Eu estava livre pelo menos em algumas horas até me encontrarem novamente.

Subi as escadas que levava a civilização. Deus, a quanto tempo eu não me sentia livre assim? Minha reação foi imediata. Eu corri. Corri pela primeira vez em muito tempo! Como era boa a sensação de ter o vento batendo em meu rosto, meus cabelos chicoteando meu rosto de leve. Ah como era bom!

Sentei-me em um banco de frente para um parque onde crianças pulavam de um lado para o outro, chegava a tontear.

—Amélia!— Um grito masculino. Olhei para o lugar de onde a voz vinha, era do outro lado do parque. Semicerrei os olhos tentando ver quem era.

Matt!?

Notas finais
Comentem criticando ou elogiando. ♥ Por favor isso motiva!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.