Notas iniciais
Gostaria de agradecer todos os leitores, obrigada por comentarem e favoritarem a fanfic! Continuem assim! Como vou retratar todas as temporadas da série, teremos várias seasons, a primeira vai ser pequena e depois de terminar o ultimo ep contarei o passado de Kaya enquanto faço a segunda temporada. Capitulo betado por MsFrança do Nyah Conference. Te vejo lá embaixo! Boa Leitura....

KAYA, ATLANTA.

Estavamos do lado de fora do galpão, num muro antes da entrada, Daryl apontava uma arma para Miguel, enquanto T-Dog e Rick verificavam se o local é seguro, enquanto eu ficava sem fazer nada, curtindo a dor da minha cabeça. Coloquei meu dedo lá para ver se ainda estava sangrando, e claro que minha mão ficou manchada de vermelho. Rick percebe e pergunta:

— Você está bem? Está sangrando?

— Está, mas consigo aguentar, logo ele vai coagular. – Respondo com meu lado cientifico sem querer.

— Certo, acho que precisa de pontos. – Rick diz olhando para meu machucado.

— Vamos cuidar disso depois, primeiro precisamos recuperar seu amigo, certo? – Falo voltando o assunto ao que interessa agora.

— Certo, Daryl você continua apontar sua arma para Miguel, coloque a mordaça nele. – Rick diz e ele obedece, depois volta sua atenção a mim e T-Dog – Vocês fiquem vasculhando o perímetro, se alguém fizer algo suspeito me avisem, certo? – Concordamos com a cabeça – Vamos lá.

Saímos do nosso esconderijo e seguimos em direção a porta de entrada, que logo se abre. Entramos num lugar cheio de mexicanozinhos, o chefe deles, que se chama Guillermo se põe na nossa frente, e com aquela voz de chefão começa a falar:

— Estou vendo minhas armas, mas nem todas estão na sacola... – Essa voz me irrita muito.

— Já disse, essas armas não são suas. – Rick diz e liberta Miguel – Seu cara, agora dê o nosso.

— Sabe, eu vou cortar seu amigo e dar ele de comida para os meus cachorros – Guillermo está exagerando – Adoram carne humana, comprei eles do próprio satã — Agora ele exagerou muito. — Acho que vocês não entenderam a gravidade da situação.

— Não, acho que entendemos. Vocês pediram para virmos armados e aqui estamos nós – Rick fala e nós carregamos as armas.

Nesse mesmo segundo eles apontam as armas para nós, percebi que estávamos mortos, quatro contra quinze, a probabilidade de nós ganharmos era bem baixa. Mas bem no momento que pensava que iriamos cair sem vida no chão, uma senhora idosa aparece, desesperada, pedindo ajuda a Felipe, um careca que depois de olhá-lo bem, vejo que era o mesmo que fez meu machucado, dizendo que um tal de Gilbert precisava da bomba de asma.

— Felipe, cuide disso, okay? – Guillermo diz irritado. – E leve sua vó com você!

Felipe coloca gentilmente sua mão nas costas da senhora, mas ela volta sua atenção a nós, perguntando quem éramos. A avó de Felipe fica em frente de Rick e pergunta:

— Vocês vieram pegar Felipe? Não o leve! Felipe é um bom garoto!

— Não viemos pega-lo. – Rick fala em tom calmo, abaixando a arma, eu também faço isso — Eles estão nos ajudando a encontrar nosso amigo, chamado Gleen. – Mente.

— O asiático? – A senhora pergunta e pega a mão de Rick – Venha, vou levá-los até ele.

Começo a sorrir, seguimos a senhora um jardim e entramos num prédio, parecido com um hospital, andamos com quartos lotados de pessoas. Vamos para a última sala, como um salão de reunião, com mesas espalhadas, no centro há um senhor que não consegue respirar, Felipe pega a bomba e o ajuda. Do lado deles há a única pessoa que estava se dando bem, Gleen.

— Pensava que estavam cortando você em pedaços! – T-Dog diz irritado.

Rick empurra Guillermo para um canto, onde eles conversam, e eles deveriam. Quase que matamos vários idosos, não iria aguentar comigo mesmo se fizesse isso. O que é esse lugar? Eles passam de em casa em casa trazendo os velhinhos?

Rick e Guillermo vão para uma sala, mas antes de entrarem, “G” se vira e diz:

— Felipe, pode dar uma olhada no machucado que você fez na garota.

Felipe vira para mim e pede para eu segui-lo até uma sala, sento numa cadeira e ele começa a limpar o sangue com um algodão, ficamos quietos, mas não conseguia aguentar com minha curiosidade:

— Então, o que é esse lugar?

— Um asilo, os médicos os abandonaram aqui, os únicos que ficaram foi eu, o enfermeiro, e Guillermo, o guarda. – Felipe responde, com raiva daqueles que fizeram isso, e eu também iria acabar com esse médicos, abandonar pessoas incapacitadas?

— Mas, e o resto das pessoas? De onde vieram esse tanto de pessoas? – Pergunto com mais curiosidade ainda.

— Filhos e netos dos idosos, vieram e ficaram para ajudar. – Ele respondo e enfia uma agulha na minha cabeça. Gemo de dor – Desculpa, nosso estoque de anestesia está bem escasso.

Fico quieta, não é legal falar enquanto costuram sua cabeça, a dor aumenta a cada vez que ele passa o fio, aperto o estofado da cadeira, mas paro ao ver que estou quase o rasgando, passo a apertar minha própria mão, sinto que a machuquei de verdade, mas não paro, isso faz que meu cérebro desligue-se um pouco.

— Pronto. – Felipe diz e eu me levanto – Sabe tirar os pontos?

— Sim, eu sei. – Respondo ajeitando meu casaco.

— Então tire daqui uma semana. – Ele diz e eu caminho em direção da saída – E...Kaya?

— Sim?

— Desculpe-me, só estava pensando no bem do meu grupo....

— Eu sei, também faria isso. – Respondo e saio da sala.

***

KAYA, ATLANTA.

Caminho junto com meu mais novo grupo até minha Harley, eu a tiro do esconderijo e pego minha mochila, pego meu colar, com um pingente único, duas cobras, uma enrolada na outra, olhos de uma pedra brilhante. Eu o observo por pouco tempo e depois o guardo.

— Quer que eu leve as armas até seu caminhão, policial? – Pergunto, já sabendo a resposta.

— Claro.... – Rick diz, o que me assusta, como ele pode confiar em mim.

Infelizmente o que eu pensava que ia acontecer, aconteceu. Daryl pega a sacola de armas antes de eu sequer toca-la, me encara e vejo que nem todos confiam em mim:

— Nem pensar que vou entregar uma sacola cheias de armas para uma pessoa que eu nem conheço. – Ele diz, colocando a sacola em suas costas.

— Você vai andar com ela mais de dois quilômetros? – Pergunto dando um passo em sua direção com minhas mãos no bolso.

— Se precisar eu faço isso sem reclamar. – Ele responde também dando um passo em minha direção.

— Certo, vamos continuar, estou com fome e cansado! – Gleen diz se colocando em nosso meio.

Monto na minha Harley e fico na mesma velocidade que eles, seguimos em direção para fora da cidade. O tempo todo eles conversam, parecem ter uma grande amizade, coisa que eu não sei se vou conseguir ter com algum deles. Ao chegar no local onde eles disseram estar o caminhão levamos um balde de água fria na cara, o que deveria estar ali não esta.

— Quem foi o bosta que pegou o caminhão? – T-Dog pergunta super irritado e rio pelo palavreado dele.

— Merle. – Rick diz em tom ameaçador.

— O cara com uma mão? – Pergunto já esquecendo por que eles vieram aqui.

— Isso – Daryl responde –, ele vai voltar ao acampamento e se vingar.

— Então é melhor nós corrermos, não acha? – Digo pensando em uma cama quentinha e comida aliás da segurança dos meus futuros companheiros de acampamento.

— É, podemos chegar lá um pouco depois do anoitecer . — Gleen fala e começa a andar – Vamos, galera.

Voltamos a andar mais rápido, mas o acampamento parece ser longe. Tento lembrar de onde é a pedreira que Rick disse que eles estão. A cada metro percebo que eles estão cansados, principalmente aqueles que carregam a sacola:

— Querem carona? – Falo depois de um tempo de silêncio – Aquele que carregar a sacola pode vir aqui.

— Pode ser, então é minha vez. – Gleen diz e parece aliviado ao se sentar.

Continuamos a seguir em frente, Gleen começa a vasculhar minha mochila, o que realmente me irrita, tenho coisas pessoais lá, e coisas estranhas. E bem uma dessas coisas estranhas ele pega, meu machado:

— Pelo jeito você não tem apenas o arco... – Ele diz mostrando o machado para os outros.

— É, não tenho apenas o arco – Respondo irritada –, agora guarde isso!

— Um machado, sério? – T-Dog pergunta rindo.

— Kaya, o que você fazia antes de tudo isso? – Rick me pergunta, mas não queria responder, meu passado era muito pessoal, então respondo metade da resposta completa.

— Exército, assim que fui liberada tudo começou. – Respondo, sem colocar ordem cronológica real.

— Sozinha? – Daryl pergunta.

— Sim, estava em Marietta, indo em direção de Macon, onde meus amigos moram, mas ao chegar lá eles já tinham ido. Voltei para Atlanta em procura deles e suprimentos. – Respondo com o máximo de verdade possível.

— Estamos chegando.... – T-Dog diz e todos aceleramos, já podia tocar a comida, estava desesperada.

Quanto mais se aproximávamos, mais acelerávamos, mas algo ficou estranho, começamos a ouvir gritos e ao ver o acampamento vejo o mesmo infestado por zumbis. Eu e Gleen descemos da moto, Rick distribui armas, mas acho que era hora de mostrar o estranho que faço com o machado.

Pego o machado da minha mochila, avanço no monstrinho mais próximo, enfio arma na cabeça dele e o mesmo cai no chão. Sinto algo se movendo atrás de mim, viro-me a arranco a cabeça, depois piso nela até o a boca parar de se mexer. Vejo de relance o restante do grupo, todos perto de um trailer, alguns me observando. Não ligo, acho que se eu os proteger terei a confiança deles, eu acho… O último cai no chão, e ninguém que conheço está morto, Rick em direção a uma mulher e um garoto, provavelmente sua família, Gleen e T-Dog vem em minha direção. Surpresos, eu rio.

— Você é boa! – Gleen diz rindo.

— Vem, vou te apresentar – T-Dog fala, mas não acho que seja uma boa ideia, alguns perderam pessoas.

— Melhor não – Digo, dando um passo para trás –,não é uma boa hora para isso.

Volto para a minha Harley, limpo o machado na grama e guardo-o na bolsa, pego meu pingente e o coloco, agora não preciso ter medo de perdê-lo, mas o escondo embaixo da blusa, não queria que ninguém o visse.

Rick me chama, agora chegou a hora, vou conhecer as pessoas. Bosta, bosta, bosta. Caminho até eles, quando mais lento melhor, mas não queria que eles achasse que eu fosse uma idiota, então acelero, mas não tão rápida, não quero que eles achem que eu sou uma apressadinha, voltei ao ritmo normal.

— Kaya, essa é a minha família – Ele diz assim que eu chego – Carl, meu filho, e Lori, minha esposa.

— Prazer – Falo estendendo minha mão para Lori, agacho-me e falo – Eai, soldado?

Todas as crianças adoram ser chamados de algo que de bravura neles, Carl sorri e vejo que já tenho mais um amigo.

— Rick, posso falar com você? – Um cara forte de cabelo escura o chama, depois me encara.

Ambos vão para um canto e começam a discutir, já sei que é por minha causa, dou uns passos para trás, onde Gleen e T estão.

— Acho que esse cara ai não gostou de mim – Falo olhando para Rick e seu amigo.

— Shane? Eles só estão pensando no bem do grupo, calma. – Gleen diz.

— Você até salvou a bunda do Daryl hoje! – T fala rindo, mas infelizmente Daryl ouve.

— Ela apenas me ajudou, poderia ter lidado com aqueles caras com meus olhos vendados! – Daryl se aproxima, e as pessoas nos observam.

— Gente – Gleen sussurra –,acho que perdemos pessoas...

Observo algo que não tinha visto antes, uma garota deitada no chão e outra se lamentando, Gleen e os outros vão até seu grupo, eu sento no canto, os observando. Rick se aproxima e diz:

— Não temos barracas sobrando, você terá que arranjar um parceiro, vou conversar com Daryl, pois é o único que acho que vai estar disposto. – Ele diz, sem muito animo.

— Posso ir embora, Rick. – Declaro, talvez isso seja o melhor.

— Você merece, Kaya. – Rick fala voltando a atenção para mim – Você nos ajudou bastante sem nos conhecer....

— Mas foi tipo um acordo...não foi por sentimento.

— Você merece, Kaya. E eu vi sentimento quando atirou uma flecha para ajudar Gleen e quando ficou incapacitada ajudando Daryl.

Ele volta a caminhar, mas antes de ir Rick diz:

— Você merece isso.

Notas finais
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