Notas iniciais
Desculpa a demora, esqueci totalmente. Mas aqui está, um novo capitulo! Boa Leitura....

KAYA, BASE NO AFEGANISTÃO.

–Cyrus! Cyrus Thompson, onde está a minha faca! -Grito correndo pela base. — CYRUS!!!

–Kay, o que você está fazendo? — Cyrus sai da sala de recreação assustado.

–Cade a minha faca! — Grito me aproximando — Já disse para arrumar uma para você!

–Eu disse que tinha pego — Ele fecha a porta e fala em tom baixo — Bom, escrevi.

–Não, você não fez isso, se não teria visto — Estava quase o estrangulando de tanta raiva — Eu não sou cega.

–Eu escrevi, só falo isso.

–Então vamos lá checar isso.

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KAYA, AFEGANISTÃO

–Não te disse — Cyrus diz rindo.

Infelizmente o bilhete existia, estava do lado da minha cama. Que raiva.

–Isso não estava ai – Falo apontando para o bilhete.

–Okay, Kaya. – Ele responde rindo mais ainda – O bilhete desapareceu quando você está aqui, correto?

–Corretíssimo.

Voltamos para a área de recreação, onde havia milhares de homens fortes rindo, eu era a única mulher, a mais nova. Eles tratavam eu e Cyrus como filhos, o que era legal.

–TAMPINHA! – Kane grita vindo bagunçar meu cabelo – Outro ataque de raiva?

–Kaya é a baixinha mais irritada que eu conheço! – Cyrus me abraça tão forte que eu fico com medo de que meus olhos saem do meu corpo.

–Okay, gente! – Falo empurrando Cyrus – Já está na hora de sair, não é? Precisamos buscar um feridos na base 4.

Assim que falo isso eles parecem lembrar que precisam trabalhar, começo a rir e saio para me preparar. Uniforme, cabelo preso e uma metralhadora. Como adoro a sensação de segurar uma arma. Saio correndo e entro num carro, viajamos umas três horas para o norte, toda a população tinha medo de nós.

A paisagem era sempre a mesma, areia e coisas laranjas, as pessoas assim que nos via corria para suas casas e se escondiam. Isso me irritava, me irritava muito.

Três horas depois estávamos na base.

–Tampinha, vamos ter que deixar um carro aqui, vamos colocar todos os feridos no caminhão e vamos embora o mais rápido possível, temos que voltar antes que anoiteça, certo? – Kane diz saindo do carro.

–Certo – Respondo correndo para a base.

Havia de tudo dentro no caminhão depois de duas horas, feridos a balas, a bombas, infecção e outras coisas nojentas, queria ajuda-los, mas não sei como. Todos gemiam de dor durante a viagem.

Três horas depois deveríamos estar de volta, porém ainda estávamos no meio do deserto.

–Kane, onde estamos – Cyrus pergunta depois de um tempo – Não estamos perdidos, não é?

–Perdidos não – Kane responde sem tirar o olho da estrada – Sendo seguidos sim.

–Oque?! – Grito e olho para trás, vejo um carro caindo aos pedaços. – Há quanto tempo?

– Meia hora, não queria alarma-los. – Kane suspira e aumenta a velocidade – Vamos acabar com isso, quero comer.

E assim Kane aumenta a velocidade, fazendo-nos pular nos bancos a cada pedra que passamos. Mas o problema que o carro também aumentou a velocidade, e depois de dez minutos algo muda tudo, nos deixando em desvantagem.

Barulhos de tiro.

–KANE! – Grito de pavor, ele estava do meu lado enquanto Cyrus cuidava dos feridos, ambos estavam apavorados igual a mim.

Novamente barulhos de tiros.

E um barulho no carro.

–DROGA! – Kane grita e nosso pavor aumenta – Furaram um pneu.

Diminuímos a velocidade forçadamente, mas continuamos rápidos.

O barulho de tiro aumenta e os feridos começam a gritar de dor e medo, vou para trás e praticamente caio quando uma rajada de tiros quase me acerta.

Cyrus não abaixou. Um tiro passou de raspão nele. E esse raspão sangrava muito.

Pego uma bandagem e amarro na barriga dele envolta no ferimento.

–Faça pressão – Falo quando outro pneu é atingido. – Kane!

Diminuímos a velocidade novamente e eles nos alcançam.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Kisses.