Tear Down My Reason

2 – Vejo que já viu minha filha sr. Sinclair.


Passado

Estava tranquila em casa, me arrumando para o jantar que minha família estava oferecendo.

Os cabelos pretos com mexas vermelhas presos em um coque, um vestido curto tubinho preto, com a gola em formato de pentagrama invertido, a maquiagem um pouco carregada, e o corpo, bom... Era bastante definido para uma garota de 16 anos, apesar de magra.

Sabia que aquele jantar teria amigos de meus irmãos e pais, então tinha que fazer uma social antes de ir beber na escada com meus amigos do colégio, escondida de todos, claro.

Quando abaixei o volume da musica do meu quarto que percebi, a casa já deveria estar lotada. Então sai do quarto indo direto para a cozinha, aproveitava para pegar alguns petiscos ali que minha mãe havia deixado pronto e uma taça de espumante.

— Daphne, deveria ir para a sala, está cheio de gente querendo saber de você.

Minha mãe, Kali, dizia enquanto pegava a taça de minha mão. Uma loira alta, encorpada, mas já na sua meia idade, certamente eu era até então, mais parecida com meu pai.

Caminhava para a sala enquanto ia colocando alguns enroladinhos de queijo na boca, logo que passava pela copeira que servia as taças de vinho, pegava uma e ia caminhando para o sofá mais próximo.

A casa impecável, arrumada, velas acesas dando um clima mais confortável, e ai eu vi, sentado na poltrona a frente da minha, Matt.

Naquela época ele tinha quase 26 anos, os cabelos já eram compridos, batendo pouco abaixo dos ombros, estavam soltos e revoltados. O look descontraído deixava claro que ele não era do trabalho de ninguém da minha casa. Calça de couro, camisa social branca com as mangas dobradas e uma bota amarela com detalhes em couro.

O olhar de Matt me encarando e sorrindo, era como um lobo analisando a presa, mas eu com certeza estava longe de ser a próxima caçada.

— Vejo que já viu minha filha sr. Sinclair. – Meu pai então parou atrás de mim, colocando a mão em minha cabeça e acariciando ali, bagunçando levemente meus cabelos. – Esse é o bebê da família.

— Ela é uma criança que pelo jeito já saiu do leite não é Don. – Matt então acenou com seu copo de whisky em direção a minha taça, que logo que meu pai viu tirou de minhas mãos.

— Dedo duro.

— Não fale assim, Daph. Ele é um amigo da academia, e agora cliente do meu escritório. Matt pretende viajar o mundo, não acha incrível? Deveria ter aspirações nessa idade já Daphne...

— Ah sim, incrível. Com licença. – Disse então me retirando do sofá e caminhando até as escadas que levavam ao quintal dos fundos.

Aquele rapaz era realmente bonito, e era inacreditável que minha família tenha se aproximado dele por conta própria, normalmente seus amigos eram, como vou dizer, entojados.

Quando finalmente deixei de ouvir a música leve da sala, já estava na altura da cozinha da área de lazer, e ali tinha tudo que eu queria.
Fui até a cervejeira pegando então uma longneck e a abrindo, sem dificuldade alguma. Queria apenas aquilo, sossego e uma cerveja sem ninguém para tirar da minha mão, mas logo fui interrompida pelo som de uma voz conhecida me chamando.

— Marco...

— Polo!

Sorri ao ver meu então namorado chegar. Loiro, alto, forte, jogador de futebol do ultimo ano do colégio. Porque ele estava comigo? Bom, eu havia mostrado para ele o que era bom.

Logo que me alcançou, ele me pegou no colo e me deu um beijo cheio de paixão e desejo. Sorri entre os beijos para ele e lhe entreguei então a garrafa de cerveja.

— Gatinha, você está um arraso hoje ein, deveria se vestir mais vezes assim e menos... – Ele ia me colocando sentada na mesa de madeira e sentando entre as minhas pernas.

— Gótica? – Dei de ombros enquanto alisava seu pescoço com a ponta das unhas – Gosto de me vestir assim, eu sou única, chamo atenção no meio de jogadores e dançarinas.

Ele então sorriu com aquela dentição perfeita e deu um beijo em meu joelho enquanto me olhava nos olhos.

— Poderíamos aproveitar que estão todos distraídos com a festa e... Ir para seu quarto...

— Ou podemos fazer a mesma coisa aqui em...

Antes mesmo que pudesse sugerir irmos para a lateral da área, sua mão já estava subindo meu vestido, então apenas o ajudei. Entre beijos desejosos comecei a abrir a lateral do vestido, o abaixando até a cintura e ficando com os seios fartos a mostra para ele.

Seus lábios quentes iam descendo por meu rosto até o pescoço onde finalmente tocavam meus seios, a língua úmida e quente brincando com os mamilos e intercalando entre eles.

Os dedos inexperientes e até confusos corriam por minhas coxas e quando finalmente chegavam a meu íntimo, era usado apenas para puxar a calcinha para o lado.

Um pouco de saliva e sentia o membro dele entrar em mim, as mãos puxavam meu quadril para frente, o que o ajudava a colocar todo seu membro dentro de mim.

Entre gemidos e suspiros, um pouco de suor, ouvi um barulho vindo da escada, quando olhei pelo espelho decorativo da coluna no local, pude ver o reflexo de Matt no pé da escada, então eu apenas sorri para ele pelo espelho.