Team Reset
21 O Mundo em perigo novamente? A nova ameaça dois anos após o "milagre"
Notas iniciais
Dois anos se passaram após a batalha final contra Lyall. Apesar de impedir a destruição do mundo, a ativação do “Armageddon” causou muitos danos na Terra, principalmente nos arredores da escola de Shirahoshi. Depois de aproximadamente um ano e meio, reconstruíram o local.
Além disso, basicamente todos os membros do Team Reset se separaram, com exceção de Shishi e Hanako. Por serem irmãos eles moravam na mesma casa. Embora a mais irmã mais velha tenha viajado para a Alemanha, foi estudar algo relacionado à robótica há pelo menos nove meses. O Paradeiro de Kai era desconhecido para todo mundo, Kaya passou a morar em Paris para estudar moda e Akayuri viajou aos Estados Unidos. Miki e Rin viajaram até a Rússia, decidiram buscar mais informações do passado da família e sobre o título de “Guardiões” que estava ligado ao sobrenome delas.
Há pelo menos dois meses Shishi não conseguia entrar em contato com nenhum dos amigos, inclusive sua irmã. Apesar de saber que eles poderiam se cuidar era preocupante. Principalmente pelo fator de que Hanako não passava mais de duas semanas sem falar com o irmãozinho.
Após a reconstrução de Shirahoshi, Shishi permaneceu na escola, como uma espécie de monitor para alunos que causavam problemas. Nesse período, foi chamado para lidar com duas alunas problemáticas: Sutou Miu e Shinoda Narumi. Apesar das duas serem amigas, mostravam certa rivalidade por terem personalidades praticamente opostas.
O atual monitor estava com elas para se certificar que não fariam nada de errado ou brigariam novamente na escola. Levou as duas para uma sala de computação. Deu algumas lições de moral nelas até ser chamado por um segurança, dizendo que havia um pacote para ele.
– Ah, obrigado. – O rapaz falou, indo até o galpão da escola. O cabelo dele estava curto e com uma franja lisa e repicada. Parecia um pouco mais maduro agora que estava de cabelo curto, o que condizia com a posição dele na escola. Olhou para a caixa e viu uma carta presa a ela por uma fita adesiva. Viu quem escreveu e abriu um largo sorriso. Voltou para a própria sala. O tamanho do pacote impressionou um pouco as alunas.
Miu se aproximou do mais velho, ajeitou o rabo de cavalo para que não caísse no o rosto. Naquele momento usava apenas uma blusa simples e um shortinho jeans. – O que é isso, Senpai?
Após ler a carta, ele a fechou e a colocou em cima da baixa. Levou até um local mais seguro. Era quase da altura dele. – É da minha irmã mais velha.
Ela ficou levemente surpresa, nunca tinha ouvido falar sobre uma irmã de Shishi. Ou melhor, o próprio rapaz não havia comentado sobre ela. Naturalmente, essa foi a resposta dela. Narumi, que até então estava calada, não queria perder a oportunidade de fazer um comentário maldoso. – Aposto que ela parece um monstro.
O senpai virou-se para a garota e colocou a mão sobre a cabeça dela. Suspirou e olhou diretamente nos olhos dela. Apesar do tom calmo que tinha na voz, parecia muito mais perigoso do que era no cotidiano. – Eu realmente não ligo de você ficar falando coisas sobre mim, mas gostaria que não falasse da minha irmã.
Narumi recuou. O monitor nunca tinha mostrado uma reação como aquela antes. Até mesmo a outra se afastou levemente dele. Porém, Shishi voltou ao normal logo em seguida. Abriu a caixa e viu algumas peças semelhantes às de um robô. Ergueu uma sobrancelha e tirou a carta do bolso. Avistou algumas letras pequenas e as leu com atenção. Entendeu perfeitamente o que tinha que fazer.
Porém, sentiu algo estranho no ar... Uma aura diferente das demais ali presentes. Isso foi algo que aprendeu com Rin: Saber quando havia algo de errado no ambiente através de algo parecido com emoções. Sentiu uma forte intenção de matar ali. Por enquanto, era melhor tirar as duas garotas dali.
– Miu-chan, Narumi-chan... Vocês não ligam de levar a caixa até a diretoria, não é? – Elas concordaram um pouco relutantes, não sabiam ao certo o que o rapaz queria com aquilo. Acharam melhor ajudá-lo de todo jeito.
Então, assim que as garotas saíram com o presente, ele se virou chutando uma das mesas e a utilizando como escudo. Logo em seguida, sentiu uma rajada de fogo sendo bloqueada pela mesa e o ar ficando muito quente, tornando-se até difícil de respirar.
– Vejo que você ainda está em forma... Herói. – Shishi se levantou e observou um homem alto de olhos azuis e cabelo castanho. Tinha mais ou menos dois metros de altura. Tinha uma moça ao lado dele, utilizava uma máscara em forma de um rosto felino. Possuía cabelo longo até metade da cintura, e aparentemente olhos de íris amarelada... Shishi conhecia apenas uma pessoa que batia com essas características. Era inacreditável que ela poderia estar ali.
– Ei... Não pode ser... – O rapaz arregou os olhos e ergueu os punhos, não entendia o motivo de ela o atacar daquela maneira, ainda mais depois de tanto tempo. Seus olhos se encheram de fúrias ao olhar para aquele homem. – O que você fez com ela? Responda!
O homem sorriu, passou as mãos pelos cabelos da ruiva e ficou tocando ali como se ela fosse uma boneca. – Infelizmente, meu caro herói... As coisas já não são mais como no passado. Você não pode fazer nada contra nós... E de onde ela veio, tem mais.
Shishi correu na direção do inimigo, mas foi impedido pela moça. Ela tinha uma espada e certamente ainda tinha suas antigas habilidades, não se sabia como. Porém, faria tudo o que estivesse ao seu alcance para salvá-la. – Você quer dizer que... Os outros também estão assim?
Ele fez um sim com a cabeça, causando uma raiva ainda maior no rapaz. Entretanto, a jovem insistia em impedi-lo de atacar. – Por que você está defendendo ele? Nós não éramos amigos?
Por trás da máscara, a jovem suspirou. Ergueu a espada e tentou cortá-lo. Shishi segurou a espada no melhor momento possível. O golpe ainda conseguiu ferir as mãos do rapaz, tanto que um pouco de sangue escorreu pela lâmina. Logo em seguida pode sentir a lâmina esquentando, soltou-a imediatamente. – Como isso é possível? – O calor da arma se transformou em chamas, a mascarada balançou a espada e atirou o fogo em direção a Shishi. Não havia muito que fazer para se defender. Foi lançado e acabou quebrando uma das paredes. A explosão e os sons da batalha chamaram a atenção das garotas. Vieram correndo para a sala do monitor. Avistaram-no debaixo dos escombros da parede e os dois recém-chegados.
Miu e Narumi correram para tirá-lo dali, embora não fosse preciso. Levantou-se tão rápido quanto fora derrubado. Tinha sangue escorrendo pela testa, mostrando que havia um ferimento na cabeça. – Por que voltaram? É perigoso demais aqui!
Até então, o inimigo permaneceu calado ouvindo o trio. Mas logo suspirou e apontou a mão para eles. Instantaneamente, puderam sentir como se o ar estivesse sendo sugado deles.
– Acabou a conversa... Primeiro eu devo eliminar o ultimo dos heróis. O segundo Akamatsu... – A pressão em volta de Shishi aumentou, tanto que ele desabou no chão e sentiu como se o mundo tivesse caído sobre ele.
As duas garotas estranharam quando seu Senpai foi chamado de “Herói”. Até então, muitas coisas eram novidade para elas. Estavam encostadas no canto da sala sem saber o que fazer. E por causa da concentração de poder em Shishi, a pressão nelas aliviou-se um pouco.
Até mesmo Narumi começou a se preocupar, embora não fosse exatamente o estilo dela. O rapaz sentiu-se na obrigação de pelo menos proteger as duas alunas que estava supervisando, não queria deixar que nada acontecesse a elas.
– Você é bem ingênuo achando que eu vou me deixar vencer por apenas isso... – Ele se levantou, agüentando heroicamente a pressão que era exercida sobre seu corpo. Cerrou os punhos e correu em direção ao inimigo. Então, a jovem com a espada tentou impedir o ataque. Shishi golpeou a mão dela, derrubando a espada e atingindo-a com uma tapa o pescoço dela, para desmaiá-la. Obteve sucesso na investida, desacordando a garota. Ficando de frente contra aquele homem.
– He, é verdade... Eu esqueci quem você era mesmo sem suas habilidades. Devo dizer, meu rapaz... Você não conseguirá salvá-las de novo. – Ele abriu os braços e em seguida apontou para elas.
O rapaz não sabia exatamente o motivo de o inimigo estar atrás delas, mas concluiu que foi inteligente da parte dele ficar vigiando-as quase que diariamente para protegê-las.
– Não vou conseguir protegê-las, você diz? – Shishi sorriu para ele. Mas não era algo que demonstrava felicidade, tinha certo tom irônico na expressão dele. – Eu irei proteger essas duas mesmo que isso custe a minha vida. Devo isso a elas.
As duas ficaram sem entender o que ele quis dizer realmente com aquilo. Mas não podiam negar que era muito legal da parte dele querer protegê-las de tal maneira.
Shishi avançou na direção do homem para golpeá-lo com alguns chutes. Eles eram impedidos sem o menor esforço. Nesse momento, Shishi não passava de um humano normal, não conseguiria ganhar de alguém que possua alguma habilidade ou poder sobre-humano.
– Acabou, Akamatsu. Você será o ultimo dos seus amigos a cair. – Ele se aproximou do rapaz e o golpeou no lado esquerdo do peito, bem em cima da cicatriz que conseguiu na luta contra Lyall dois anos antes. Sentiu como se seu corpo estivesse pegando fogo. A dor que se espalhava por ele era imensa. Desabou no chão, enquanto levava a mão direita ao coração. Começou a ficar bem ofegante a cada instante que passava.
– Acho melhor fazer você perecer lentamente. Até uma próxima, garoto. Não se esqueça, nós controlamos o Governo Mundial... Não há nada que possa fazer. – Ele colocou a ruiva nos ombros e foi embora, teletransportando-se para algum local incerto.
Shishi bateu o punho com força no chão, chegando até mesma a criar um ferimento e sangrar, pingando sangue no local. Estava claro que ele estava com muita raiva. Miu se aproximou ajoelhando-se ao lado dele e tocando o ombro dele com as mãos, como se quisesse que o mais velho se acalmasse.
– Senpai... Quem era aquele homem? O que ele queria exatamente conosco? – Ajudou-o a se levantar e a sentar no sofá. Logo em seguida, Narumi foi em busca de um kit de primeiros socorros para tratar superficialmente os ferimentos. Quando voltou, ajudou a limpar os ferimentos do monitor. Ele parecia não sentir tanta dor quando deveria, afinal, tinha um belo ferimento na cabeça.
– Não sei... Ele falou algo sobre controlar o Governo Mundial. Isso me preocupa bastante. Eu esperava que a paz no mundo durasse mais tempo. – Olhou para o teto da sala quase destruída. Tentava pensar em uma solução para aquilo. No fundo, isso era apenas uma ilusão do coração dele, que não desejava tratar mais nenhuma guerra, já que não queria mais nenhum inocente se machucando.
Narumi se levantou e o encarou, tinha algumas duvidas na mente que precisavam ser esclarecidas. Eram coisas que foram ditas enquanto Shishi lutava com aquele cara. – Akamatsu-senpai... Ele chamou você de herói... E você falou que tinha uma dívida com nós duas. O que quis dizer com isso?
Ele se levantou. A expressão estava mais séria que antes. Levou a mão até o peito, bem em cima da cicatriz que possuía. Virou-se para as garotas e as olhou profundamente. – Aqui não é um lugar seguro para isso. Venham comigo.
Pediu para que as alunas o acompanhassem até a Diretoria. Não havia ninguém lá, mas ele se aproximou da mesa da diretora, direcionou o olhar para o computador e aparentemente digitou algum código nele. Logo em seguida, a estante cheia de livros se abriu, revelando uma passagem secreta. Guiou-as até lá dentro, revelando uma sala cheia de equipamentos nos quais nunca tinham visto antes. Shishi aproveitou e levou a encomenda que sua irmã lhe mandou até lá. Sabia que dentro daquela sala ele estaria em local seguro, pelo menos pelo tempo necessário.
Havia várias máquinas diferentes naquela sala, talvez algumas que nunca foram apresentadas para as “pessoas comuns”, o que era bem surpreendente para elas. Sentiram certa curiosidade ao ver aquilo tudo. O senpai notou isso e logo as advertiu de não fazer isso. – Eu as trouxe aqui para explicar tudo, e não para que ficassem querendo mexer nas máquinas.
O tom de voz dele era bem rude, o que não era comum para o rapaz. Ficou claro que ele não estava brincando. Parecia trazer consigo amargura e ressentimento, de algo que aconteceu no passado.
– Há dois anos, vocês estavam no colégio Shirahoshi, certo? Exatamente quando o local foi atacado por um homem. – Com as palavras dele, as lembranças na mente de Miu e Narumi iam ocupando a cabeça delas. Recordaram-se do dia em que salvaram um garoto de quase ser morto por um provável espadachim. Lentamente, conseguiram ligar os fatos com a explicação dele.
– Então, você era aquele garoto...? Esteve esse tempo todo junto com nós duas, e nunca comentou nada? – Narumi foi a primeira a se pronunciar quanto a explicação dele.
Shishi passou a ponta dos dedos por uma das máquinas e voltou a atenção para elas novamente. Limpou um pouco a poeira dos dedos, dando a entender que elas não eram usadas há um bom tempo. – Eu precisava ter certeza... Sobre o que vocês poderiam fazer no futuro. Basicamente, eu decidi vigiar vocês por não terem sido afetadas pelo milagre.
Agora, quem se manifestou foi Miu. A curiosidade dela foi despertada ao ouvir aquela palavra. – Milagre? O que quer dizer com isso?
– Dois anos atrás, quando estávamos na luta final... Tudo parecia perdido. O Lyall havia enlouquecido e se transformado num Dragão Dourado, chamado de MugenRyuu. Ele quase matou a mim e aos meus amigos... Mas, quando eu estava prestes a ser derrotado, tive uma visão da minha irmã e da minha sensei. Automaticamente, me lembrei de um feitiço que estava nos livros dela. Algo capaz de derrotar até mesmo o monstro destinado a destruir nosso mundo. Eu e meus amigos utilizamos esse “feitiço proibido” e invocamos quatro armas. Não sabemos como elas foram invocadas, nem mesmo minha própria sensei sabe explicar a origem dele. Enfim, nós acabamos derrotando o MugenRyuu, mas aparentemente, todos que viram o clarão após a batalha associaram aquilo como um desastre natural, com minha exceção e dos meus amigos... Mas, vocês não chegaram a ver a luta contra o Dragão. Então, por que ainda possuem lembranças desse dia? Mesmo agora, nenhum de nós conseguiu encontrar essa resposta.
Miu e Narumi ficaram pensativas por alguns instantes. De fato, não chegaram a ver a luta contra o MugenRyuu. Entretanto, estavam lá quando Shishi foi atacado por Lyall. Mas isso não explicaria exatamente o motivo delas se lembrarem da batalha.
– Enfim... Eu só as trouxe aqui para informar vocês apropriadamente. Não vou pedir que lutem, mas saibam que não vou conseguir proteger vocês cem por cento do tempo. – Andou na direção da janela e ficou olhando o pátio vazio da escola por entre os espaços da cortina. – Essa luta será só minha. Não deixarei que ninguém interfira nela.
O rapaz sussurrou, tanto que nenhuma das duas ouviu o que ele falou pra ser exato. Novamente, ele se voltou para as garotas. – Por enquanto, seria melhor para vocês ficarem aqui. É mais seguro do que andar pelas ruas.
– Eu preciso perguntar mais uma coisa, Senpai. – Miu se aproximou dele, estalando os dedos para fazê-lo sair do mundo da lua. – Você chamou aquela moça de amiga... Então, isso quer dizer que...?
Shishi concordou, seu olhar ainda parecia estar a milhares de quilômetros longe dali. – Provavelmente, ela não foi a única que se tornou inimiga. Minha sensei e a Nee-san também. Isso sem contar os outros.
Miu olhou para ele. Sentia um pouco de pena por ele ter que lutar contra os companheiros que no passado arriscou a vida ao lado deles para proteger a terra. – O que fará Senpai? Tentará trazê-los de volta?
Olhou para a mais nova com um olhar sério. Seu semblante se mostrava sério, mas não como antes. Ele parecia até bem determinado. – Acabarei com cada um deles.
A garota o puxou para perto como se ele estivesse ficando louco. Ela mesma tinha um olhar sério, chegando até mesmo a levantar a voz contra o veterano. – Eles não são seus amigos? Então por que pretende lutar com eles? Não há um jeito de trazê-los de volta? Você vai acabar se arrependendo se fizer isso!
Shishi a empurrou e em seguida a segurou pelos braços. Estava claro que ele ficou exaltado com os questionamentos. – Pare de agir como se soubesse de alguma coisa! Nós lutamos juntos, arriscamos nossas vidas pela paz na Terra! Como você acha que eles devem estar se sentindo por serem usados para causar o mal? Me responda!
Ele poderia ter parado de falar, mas ficou “empolgado” com a situação. Para o veterano, Miu era só uma pirralha que não sabia medir as palavras, nem se colocar na situação deles. – É justamente por serem meus amigos que eu farei isso! Nenhuma de vocês entende como eles devem estar se sentindo agora, mesmo que dominados! Principalmente, não sabem como isso é pesado de carregar! Eu vou acabar com cada um deles se for preciso. Esse é o desejo deles, até mesmo da minha irmã, sinto isso. E agora, EU sou o único capaz de realizar esse desejo deles!
Então, o rapaz saiu e esmurrou a parede da sala com força, fazendo sair um pouco de sangue da mão dele. Limpou o sangue das mãos e então voltou a atenção para elas, mostrando-se um pouco mais calmo. Já elas duas, estavam bastante assustadas com a reação dele.
Respirou fundo para se acalmar. – Agora entendem a gravidade da situação? Essa luta não é brincadeira. Eles estão atrás de vocês, não dêem a oportunidade. Fiquem aqui, e não saiam! – Shishi pegou a encomenda de Hanako e saiu da sala, deixando-as sozinhas.
Shishi pesquisaria afundo o que sua irmã mais velha queria com aquele provável robô. Mas, tinha uma noção de que ela já sabia que algo aconteceria no futuro. Chegou até em casa, seu olhar estava distante.
– Nee-san...
Continua...
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