Team Reset
10 A Ultima esperança.
Os poderes dos Resets estavam descontrolados, naquele momento surguem duas novas pessoas que são capazes de ajudá-los a controlar suas habilidades mais uma vez, Haruko e Luka. Entretanto, no meio do treinamento a Organização resolveu atacar. Os garotos foram proteger a pequena vila mesmo sem poder lutar como antes, para não deixar ninguem se ferir, encontraram a vila totalmente destruída, sentiram a raiva subir a cabeça. Lá encontraram o Agente restante, Joe, que tinha uma habilidade incrível com uma espada, deixando os garotos no chão. O homem decidiu atacar Akamatsu primeiro, que sozinho não conseguiu sequer dar conta de desviar dos ataques dele. Por fim, foi lançado de uma ponte. Hanako pulou desesperadamente para tentar salvá-lo, se conseguiria ou não era um mistério.
- Shishi-kun! – Kaya gritou, tentando buscá-lo, impulsionou o próprio corpo como se quisesse pular, mas foi impedida por Akayuri. – Acalme-se, Kaya-chan... Se desesperar agora não adiantará nada Eu sei tanto quanto você o quanto é frustrante não poder fazer nada agora, mas... Vamos confiar na Hanako-san, nesse momento ela é a única capaz de salvar o Shi-kun... – A garota de olhos rosados bateu o punho no apoio da ponte, sentindo a frustração de não poder fazer nada. Kai foi se aproximando e olhou para Miki com certa desconfiança. – Miki-san... O motivo daquele tal de Joe não ser japonês como nós... – Ele foi interrompido pela mulher, enquanto ela fazia um carinho na cabeça de Kaya para que ela relaxasse um pouco. – Vamos voltar... Eu explicarei tudo a vocês. – Ela estalou os dedos e de repente tinham voltado a Diretoria, mas antes de poderem conversar, Miki tratou dos ferimentos dos garotos, sabia que eventualmente a Organização atacaria de novo.
Após mais ou menos duas horas, tendo terminado o tratamento deles. Ela se sentou na cadeira e fechou os olhos, escolhendo as palavras. Fechou os olhos e assim começou a falar. – O motivo pelo qual temos um estrangeiro do outro lado é que... A Organização é de nível mundial... Com “sedes” em diversos países do mundo. È por isso que em alguns momentos é tão difícil de combatê-los. Assim como... Diversos Governos Mundiais nos dão apoio em nossa batalha, ainda que vocês não percebam. Assim que descobriram que as pistas que o item estaria no Japão, concentraram suas forças aqui. Esse é um dos motivos que quase nenhum civil se machucava... Não até agora... – Deu para perceber que Miki fechou os punhos, a raiva dela podia ser vista no olhar. No entanto, em seguida ela voltou ao normal. – De toda forma, nós temos de nos preparar para um novo ataque, com ou sem o Akamatsu-kun. – Akayuri cruzou os braços e olhou para a Diretora, pensando no que estava por trás do que ela queria dizer. – Isso quer dizer “caso ele sobreviva”, não é? – A mulher assentiu, por mais que quisesse não ter que perder um membro de sua equipe, tinha sempre que considerar que nem sempre as lutas seriam vitoriosas... Tinha experiência nisso, algo que ela não gostava de lembrar. Kaya protestou mais uma vez, apesar de ser stalker de Shishi, se preocupava bastante com ele, inclusive como amiga. – Miki-san! Você tá dizendo que ele não vai sobreviver? – Miki olhou nos olhos róseos dela, de certa forma, parecia querer consolá-la. – Entenda uma coisa, Akimoto-san... Na Guerra em que estamos, não espere que tudo dê certo... Por mais que um de nós queira, isso simplesmente pode não acontecer. – Kaya olhou para a mesa, então a voz de Kai ecoou pela sala, por ter dito algo que ninguém esperava. – Ele não vai morrer tão fácil desse jeito. Por mais que eu odeie dizer isso, e se alguma de vocês contar o que eu disse para ele, levarão uma surra... Ele não morrerá até acertar as contas comigo, disso eu tenho certeza. – E com essa fala, ele se retirou da sala, para ficar sozinho e refletir, esperando o próximo movimento da organização.
Enquanto isso, Hanako nadou bastante até encontrar Shishi boiando no rio, com a parte em volta dele misturada com sangue. Parecia não respirar. A mulher o tirou da água e o levou para uma cabana que ficava ali perto. Deitou o garoto numa cama e fez uma breve massagem cardíaca nele para que ele pudesse botar a água para fora. Deu certo, porém ele ainda estava bem machucado e ainda febril. Ela teve que ir correndo procurar uma farmácia e trazer curativos e alguns outros remédios, quando voltou, teve a sensação de que a febre dele havia aumentado, tanto que o corpo do garoto tremia mais fortemente tentando manter sua temperatura, ele balbuciava alguma coisa, como se quisesse resistir fortemente aquilo. Fez os curativos nele para parar o sangramento nos braços e no peito, já havia perdido sangue o bastante para ficar um pouco pálido, além de suar bastante. Hanako deu um pouco de água a Shishi para que ele pudesse tomar um remédio e assim diminuir a sua febre.
E então, após quase duas horas de espera, a febre do garoto começou a baixar e ele recobrou a consciência. Levantou-se lentamente e viu Hanako ainda um pouco ensopada por ter pulado no rio para poder salvá-lo. Shishi ainda sentia muita dor no peito e no braço, tentava segurar e não mostrar isso. – Hana-san... Onde nós estamos? – Antes de responder, Hanako deu um abraço no irmãozinho, os olhos dela estavam cheios de lágrimas, mesmo que não quisesse chorar. Afastou-se e apertou as bochechas dele de leve. – Shi-chan, seu idiota! Você tem ideia do tamanho da preocupação que você deu na gente? Não faça mais isso! – Por fim deu um sorriso, deixando Shishi um pouco vermelho ao ter as bochechas apertadas, o menino sorriu de volta. – Certo, eu vou tentar... Mas você sabe que é dificil. – Ele deu uma risada, sentindo um pouco de dor no peito.
Hanako contou-lhe sobre a Organização ser mundial, ele cerrou os punhos, se levantou embora tremesse um pouco devido a fraqueza. – Se esse é o caso, eu não posso ficar aqui sentado enquanto eles bagunçam nosso mundo... – Hanako sorriu assim que o garoto disse aquilo, não iria impedí-lo pois só pelo tempo em que ficou morando com ele descobriu o quanto ele era teimoso. Ela olhou para ele quando se deu conta de algo. – Espera, Shii-chan... A gente veio parar bem longe da ponte, e nossos celulares encharcaram quando caímos no rio... Acho que vamos ter que nos achar. – Shishi suspirou, abaixando a cabeça por alguns segundos. E como não tinham escolha, tiveram que caminhar e deixarem-se que a sorte os guiasse. – Shii-chan, eu tenho que conversar com você sobre suas habilidades... – Ele ouviu, enquanto ainda andavam procurando onde exatamente estavam.
Na sala da diretoria, Kaya e Akayuri ainda estavam preocupadas por não terem notícias do garoto. A professora tentava, de certa forma, consolá-la, ambas acreditavam que ele ainda poderia estar vivo.
... E mais uma vez o alarme soou, e embora não estivesse pronta, a garota de olhos rosados apertou os punhos. Não tinha escolha, era preciso ir antes que a Organização fizesse mais vitimas. – Vamos, Aka-chan. Por enquanto, somos as únicas capazes de defender as pessoas.
A Diretora se aproximou, bagunçou o cabelo das duas. Parecia bem brincalhona mesmo que tivesse um tom de voz muito sério. – Vocês estão prontas? Eu vou mandar o Kai-kun assim que puder. Lembrem-se: Deixem que seu coração liberte seus poderes. – Miki estalou os dedos criando um portal em volta das duas e teleportando-as para uma cidade um pouco mais habitada. Olharam todo perímetro procurando algum sinal, até ali nada. Após alguns minutos Kai também apareceu pelo portal. – Algum sinal deles? – Fizeram que não com a cabeça.
De repente, uma enorme pressão era sentida no ar. Três figuras também foram teleportadas. Os Agentes estavam ali... E eram apenas um para cada, o que tornaria tudo mais dificil. Akayuri quebrou o silêncio. – Eu luto com o Joe... Tenho uma pequena vantagem por saber lutar com espadas. – Concordaram. Continuaram andando em direção aos oponentes, o que deixava Kaya um pouco nervosa, já que ela teria que enfrentar Kazumi sozinha. Quase sempre tinha alguem para ajudar... Porém, mais do que nunca ela não poderia fraquejar, por pior que fosse a situação.
- Então... Chegou a hora de acabar com os três restantes. Isso vai ser ótimo. Quero ver a expressão de vocês assim que a esperança de vocês chegar ao fim. – Joe movimentou sua espada e a corrente de ar passou pelos garotos, que desviaram rolando no chão. Akayuri olhou para os outros dois ao mesmo tempo em que desembainhava sua espada. – Prontos? A hora é agora. – Ela correu em direção a Joe, a lâmina de sua arma ia aos poucos pegando fogo. O homem defendia facilmente os golpes dela, pois ter um conhecimento tão grande com espadas quanto ela. Ainda assim, era seu dever proteger o mundo.
Kai tentava usar sua velocidade para atingir Lyall com socos, entretanto, a agilidade do agente era tão boa quanto a velocidade do garoto. Os punhos dele eram desviados com as mãos, e em alguns momentos tomava alguns socos na barriga e no rosto, embora não fossem contra-ataques tão fortes quanto deveriam, acabavam desestabilizando-o de uma forma impressionante.
Kaya usava seu chicote para golpear Kazumi. A Agente desviava com os seus “tiros”, fazendo o chicote dela voltar na direção da garota, atingindo-a em alguns momentos nas costas. A menina de olhos rosados usava sua habilidade para ficar invisível, tornando difícil para sua oponente de atingí-la com suas rajadas de ar.
- Admitam, garotos. Vocês não tem a menor chance contra nós. Estamos só brincando com a cara de vocês. – Ela deu um sorriso provocativo, soprando o dedo indicador da mão direita. – A fim de vocês se aproxima a cada instante que passa... Ainda querem continuar com essa resistência inútil? – Colocou as mãos na cintura, debochando novamente deles. – Lyall-san, Joe-san... Podemos acabar com isso logo? – Os dois suspiraram, concordando. Estender aquilo por muito tempo não seria bom para os planos da orgnanização. – Nós combinaremos nossos poderes... Para poder eliminá-los de uma só vez, combinado?
Eles concordaram... Kazumi apontou o indicador de cada mão para eles, Joe levantou sua espada e Lyall apontou a palma da mão para eles. As energias se concentraram e correram em direção a eles. Estavam quase aceitando que suas vidas estavam por um fim quando algo passou voando por cima da cabeça deles. A forma do objeto voador era bem conhecida pelos garotos, o tridente de Hanako voou muito rápido e atrapalhou a combinação dos inimigos.
- Aquela não é...? – Kaya olhou para trás e conseguiu ver Shishi e Hanako a alguns metros de distância. Eles estavam com os cabelos molhados e o garoto tinha faixas no peito e uma mancha um pouco grande de sangue nas ataduras. Carregava a espada em mãos.
O tridente da mulher voltou para ela, enquanto os Agentes olhavam de forma incrédula por Shishi ter sobrevivido à queda no rio. Principalmente Joe, já que se vangloriava por ter acabado com um dos Resets. O garoto foi se aproximando dos companheiros, ajudando-os a se levantar (com exceção de Kai). – Eu já “morri” uma vez... Então, tenho que te dizer uma coisa: Vaso ruim não quebra. Eu nunca morreria sem antes acabar com cada um de vocês.
Hanako sorriu, decidiu que chegou à hora de contar a verdade sobre como eles evoluiriam seus poderes. – Antes de qualquer coisa... Eu preciso dizer a vocês: A chave da evolução de vocês... Está dentro de cada um. Por não optarem em desistir mesmo quando tudo parecia perdido... O próprio coração de vocês possibilitou que suas habilidades dessem um passo à frente. E agora, cabe a vocês despertar isso.
Cada um dos garotos pensou em o que tinha levado a travar aquela batalha. Para proteger as pessoas que amavam, para proteger o mundo que tanto queria que se mantivesse daquele jeito mesmo que estivesse bagunçado e violento. De repente, os Resets sentiram a força percorrendo seus corpos como se uma chama acendesse no coração de cada um.
Shishi apontou sua espada para o céu enquanto a eletricidade a percorria, ele desenhou um círculo feito de energia. Então aquilo foi liberando partes de sua armadura na qual antes eram montadas apenas em suas pernas. Os contornos eram perfeitos no corpo dele e não deixavam nenhuma parte à mostra com exceção do rosto. Ele emanava uma aura elétrica.
O local em volta de Akayuri começou a esquentar. Até mesmo o chão parecia derreter com o calor que ela emanava. Aos poucos o fogo que cobria a espada dela ia passando subindo pelo seu corpo, tornando-se algo semelhante a uma camada de lava, cobrindo totalmente seus braços e pernas. Os olhos dela adquiriam um ligeiro tom vermelho.
Kaya também começava a emanar uma aura de pura força como se tivesse sido enchida de energia do sol. Fazia uma posição que aparentemente era de Kung Fu. Dava para sentir o poder que ela emanava dos pés e das mãos, fazendo parecer que o corpo dela estava mais leve e conseqüentemente mais rápido.
O chão nos pés de Kai afundou um pouco assim que ele se apoiou no joelho. Colocou o punho da mão direita no chão. Os olhos dele estavam com a íris diferente, meio amarelada, como as de um demônio. A manopla se materializou na mão dele.
- Vocês não podem mais com a gente agora... Essa luta acaba aqui. – A armadura de Shishi se envolveu em eletricidade, ele a usou como impulso para atacar Joe. Golpeou-o com a sua espada freneticamente. O aumento no poder dele com aquela armadura era muito alto. O garoto conseguia facilmente pressionar o Agente, sequer conseguiu tocá-lo na batalha anterior.
O mesmo valia para Kai, a velocidade dele era imensa. Sempre que tocava o chão ele acabava afundando o chão. Dava socos em Lyall de um modo que ele não conseguia nem esquivar, embora o inimigo parecesse que não estava sentindo os golpes.
Akayuri e Kaya atacavam Kazumi intensamente. A Agente não podia se aproximar por causa do calor intenso que a Samurai emanava dos braços e pernas. A velocidade de Kaya também estava maior, e cada vez que ela atacava com o punho ela liberava energia.
Os três inimigos recuaram, concluíram que havia apenas uma chance de pelo menos machucá-los no estado em que estavam: Juntando suas forças e liberando um ataque capaz de pelo menos atordoar os garotos e assim correrem, por mais humilhante que aquilo fosse. Como na primeira tentativa, Joe levantou sua espada, Kazumi apontou seus dois dedos para os garotos e Lyall sua mão direita enquanto ela acumulava uma energia escura.
Os Garotos seguiram o exemplo, Shishi empunhou sua espada com mais força deixando a eletricidade se concentrar. O Calor nos braços de Akayuri aumentava a cada segundo. E Kaya apontava suas duas mãos para os Agentes. Kai concentrava sua força nos pés ao mesmo tempo em que a pressão que ele exercia no chão o afundava um pouco.
Os dois grupos liberaram suas energias em um só ataque conjunto, tão forte que ao se chocarem criaram uma onda forte de impacto, afastando-os um dos outros. Aproveitando o momento de distração, os Agentes decidiram fugir de uma vez.
Assim que chegaram a seu esconderijo, teleportados até uma sala de reuniões. Ela estava às escuras, não era possível ver nada. Parecia ter alguém na ponta, dava para se ver apenas os olhos azuis que se destacavam ali. – Então os garotos se tornaram mais fortes? Isso é um problema para nós. Mas, por enquanto... Lyall, continue investindo em recrutar novos membros. Isso é essencial para nós nesse momento... Quanto a vocês, Kazumi e Joe, prossigam procurando aquilo...
Os Agentes assentiram e depois se separam para obedecer ao seu chefe.
Continua...
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