Team 4

2 Capítulo 1 – Midgard


Notas iniciais
Os primeiros quatro capítulos serão mais focados na comédia, a partir do cinco é que a coisa pega. C-o-m-e-n-t-e-m por favor!

Ela sempre odiou os midgardianos ou qualquer coisa relacionada á Terra. E em parte, sabia que seu preconceito tinha a ver com as opiniões de seu povo e de sua família. Para os asgardianos, o povo terráqueo nada mais é do que inferior e incapaz de controlar as próprias emoções. Depois de uma grande desilusão amorosa, Sif concluiu que era um pouco midgardiana, embora achasse que somente nesse aspecto. Os meros mortais possuíam meios esquisitos de viver e isso chamou bastante a sua atenção. Os homens saiam de suas casas e iam trabalhar, enquanto as mulheres ficavam em casa cuidando das crianças... Bom, isso em Asgard. Na terra há diversidade para tudo. E quando eu digo tudo, quero dizer tudo mesmo.

Em seu primeiro dia como terráquea, a morena já vira cenas tão bizarras quanto desconfortáveis para seus olhos: homens se agarrando, homens roubando idosos e adolescentes batendo em seus próprios pais ou responsáveis. Era tudo, simplesmente muito esquisito.

E no entanto, aquele planeta cheio de libertinagem parecia uma escolha saudável para sua mente e seus sentimentos. Estava a quilômetros de distância luz de Thor e sua esposinha raquítica e, também, longe dos olhares maliciosos e enigmáticos de Loki. Enfim, estava em paz.

Um dos agentes da S.H.I.E.L.D, cujo nome ela não conseguiu memorizar, estava cuidando de suas necessidades básicas como: moradia, comida e bebida. O ambiente era bem menor do que suas antigas instalações na casa de Odin, mas, confortável e aparentemente seguro. Suas paredes eram brancas, e os moveis – como o agente havia chamado – eram feitos de madeira bem resistente. Havia uma enorme janela na sala, o que ela particularmente adorou já que lhe dava uma vista impressionante da cidadezinha midgardiana.

– E ah... Lady Sif. – o agente estava prestes a se retirar da sala. – Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa. Pode entrar em contato. – estendeu-lhe a mão, com um papel dobrado. Ela franziu o cenho, mas limitou-se a assentir e a guardar o papel no bolso.

– Certo. – respondeu, ainda tentando se acostumar com a sua nova realidade. – Entrarei em contato sim, obrigada.

O Agente assentiu em resposta e saiu apressadamente pela porta, batendo-a ao fechar. Sif suspirou fundo. Era um mundo abstrato e terrível, completamente diferente do seu. Com diferentes formas de conduta, vestimenta e fala.

Ela olhou longamente para os prédios do lado de fora. Enormes, esgueiravam-se até o céu e pareciam tão cinzas. Mas Odin havia avisado-a, ainda no dia em que ela anunciou sua decisão, de que as coisas na Terra poderiam decepcioná-la. Ela não se importou e continuava sem se importar, qualquer dor. Física ou emocional era melhor e mais suportável do que ela teve de enfrentar quando Thor levara Jane para lá. Era uma troca justa, não? A cientista maldita em Asgard e Lady Sif, em Midgard, convivendo que tanto detestou sua vida toda.

(Torre do Quarteto Fantástico)

– Uow... Isso é... Incrível. – dizia Johnny, mas ao julgar pela sua expressão aquela situação toda não era nada incrível. Muito pelo contrário. – Eu tenho um irmão gêmeo... Que tem mais de 95 anos de idade e é mundialmente conhecido como – fizera aspas com as mãos – “Capitão América”.

Apesar de não estar familiarizado com aquele senso de humor, Steve percebeu que ele estava sendo demasiadamente irônico.

– E eu tenho um irmão que parece uma versão grotesca e alemã do Tony Stark. – ele suspirou tristemente. – A vida não é um mar de rosas. – murmurou desgostosamente.

Johnny estreitou os olhos e deu uma bela mordida na maçã.

– Cada um tem o gêmeo que merece. – alfinetou com sarcasmo.

Natasha revirou os olhos.

– Garotos. – inspirou e respirou fundo. – Não estamos aqui para discutir sobre o quão parecidos e diferentes vocês são. – informou bastante séria.

– Ah não? – Steve perguntou, ingênuo. – Pensei que a missão fosse apenas para encontrá-lo e devolver ao seu habitat natural.

– Eu conheço de có e sapateado o caminho até o puteiro. – retrucou Johnny, cada vez mais mal-humorado.

Aquela era uma situação bastante cômica para a agente Romanoff, todavia, ela não tinha tempo para perder com discussões divertidas entre gêmeos.

– Há um motivo grave para a S.H.I.E.L.D ter escondido a existência de Johnny. – ela respondeu com uma expressão enigmática.

Os dois loiros voltaram sua atenção para ela.

– E qual seria esse? – indagaram os dois ao mesmo tempo. O que surpreendeu a ruiva.

Além das aparências, a voz de ambos era idêntica. Isso seria inacreditavelmente útil no futuro; as habilidades de ambos eram diferentes... Sim, ela conseguia enxergar isso com clareza, podia fazer os dois trocarem de lugar durante uma missão arriscada. Seria vantajoso e, com toda a certeza espantaria os inimigos. Ela esboçou um sorrisinho de canto, satisfeita.

– Posso usar o seu computador, Storm? – ela lançou ao Tocha Humana, um olhar gélido e autoritário.

Ele sorriu maliciosamente.

– Pode usar o que quiser, ruivinha.

Essa frase fizera com que Steve Rogers revirasse os olhos, perplexo com tamanha cara de pau.

– Por hora, vou me contentar com seu computador. – replicou Natasha, direcionando-se até o que parecia ser o laboratório particular do homem elástico.

Steve e Johnny ficaram para trás, se encarando. A semelhança era indiscutivelmente óbvia e, na opinião de ambos, inacreditavelmente irritante.

– Ai vem cá... – Tocha Humana pigarreou. – Você se incomodaria se eu a chamasse para sair?

Continua...