Capítulo Quatro

— Como foi o almoço? – Perguntou Katherine fitando curiosamente o enteado que acabará de chegar a casa.

— Olá para ti também. – Disse-o sarcasticamente fazendo-a fuzilá-lo com um olhar. – Okay okay, foi bom. Eles pareciam se divertir com a minha maravilhosa presença. – Respondeu-o com um sorriso malicioso. – Inclusive já fomos convidados para a festa que Charlie fará.

— Perfeito, lá poderá tirar a herdeirazinha para dançar. E quem sabe... – Edward fez um sinal para Katherine parar de falar. – O que foi Edward? – Perguntou-a arqueando a sobrancelha confusa.

— Eu sei, como seduzir alguém não vai ser você que me ensinara Kate. – Replicou-o divertidamente. – E eu irei começar como o querido amigo dela, eu já percebi qual o tipo dela. E definitivamente aquela garota não irá permitir que eu a beije no baile, eu preciso ir com calma.

— Mas não tanta calma. Você quer casar com ela, não enrolá-la... – Relembrou Katherine. – E pelo visto casar com ela não será problema, hum? – Sussurrou-a maliciosamente. – Ela é muito bonita, tenho certeza que terei netinhos lindos.

— Sim é, mas eu estou achando que para chegar a colocar uma aliança naqueles dedinhos pequeninos eu ainda tenho de convencer muito o Sr. Cullen. – Passou a mão rapidamente pelo cabelo bagunçando-o ainda mais. – Aquele homem parece proteger a cada passo que a menina dá.

— É defeito da família Cullen, super protetores até demais com as coisas que lhe pertencem. – Disse-a divertidamente. – Mas vá descansar, tenho certeza que teve um dia exaustivo no trabalho.

Edward assentiu subindo as escadas rapidamente, deixando para trás Katherine com um sorriso de triunfo. Se o seu enteado conseguisse colocar as mãos na fortuna dos Cullen seria a melhor vingança que ela teria contra sua estúpida e falecida irmã. Agora a herdeirazinha estava na mira do seu sedutor enteado, que ela teria certeza que conseguiria o seu objetivo. Afinal quem resistiria ao charme de Edward Masen?

Isabella sorriu com a doce liberdade que estava presenciando, algo que estava cada dia menos ocorrendo. Com seu rosto estampado em cara revista cor de rosa do país, Charlie tinha reforçado a segurança da mansão e da sua filha, algo que a desagradava muito. Isabella tinha crescido livre na Suíça, sem se preocupar com paparazzi e pessoas querendo se meter na sua vida. Ela sabia que ao mudar-se para os EUA tudo mudaria, mas não pensava que seria tudo tão drasticamente.

Passou a mão rapidamente pelo cabelo e sorriu fitando Pepper e Yoshi que corriam de um lado para o outro brincando com uma bola que ela havia jogado. Seus olhos fitavam cada movimento dos seus cães, enquanto mexia no Ipad tentando distrair-se um pouco. Levantou seu olhar rapidamente apercebendo-se que seus cães corriam no meio de um grupo de rapazes que tentavam jogar bola.

— Pepper! Yoshi! – Gritou-a tentando chamar atenção dos cães, mas era inútil os rapazes corriam de um lado para o outro tentando pegar a bola que os cães tinham roubado, suspirou jogando seu Ipad na bolsa e correndo em direção aos seus cães. – Pepper! Yoshi! – Chamou-a mais uma vez fazendo-os parar e jogar a bola no chão correndo em sua direção. Isabella sorriu, abaixando-se e acariciando seus meninos.

— Olá, são teus? – Perguntou um jovem parando ao seu lado completamente suado e com um sorriso doce nos lábios. A jovem assentiu fazendo-o sorrir ainda mais.

— Desculpe por eles terem interrompido o jogo, me distrai um segundo e eles aprontaram. – Sussurrou-a envergonhada ao levantar-se.

— Sem problemas, o jogo estava ficando chato mesmo. – Disse-o ao dar com os ombros sem tirar os olhos da jovem mulher a sua frente, seus olhos azuis analisavam-na cuidadosamente. Seus olhos cor de chocolate tinham um brilho divertido, sua pele branca como a neve e seus lábios tão pequenos e avermelhados que lhe apetecia beijá-los. A jovem vestia-se de forma casual, blusa branca, calça jeans preta e um all star preto seus cabelos castanhos ganhavam uma tonalidade avermelhada por causa do sol. Era definitivamente uma belíssima mulher. – Desculpe, eu não me apresentei. Sou Nicholas, mas pode-me chamar de Nick.

Isabella sorriu segurando a mão que Nicholas tinha lhe estendido, arfando ao sentir suas bochechas corarem. Ela não podia negar o que via a sua frente, um homem de uma beleza extraordinária, seus olhos eram mais azuis que o mar das ilhas gregas e ele era tão belo como qualquer deus grego.

— Eu sou Isabella, mas pode-me chamar de Bella.

— Com certeza é... – Murmurou-o sorrindo, fazendo-a rolar os olhos como se já não tivesse ouvido esta piada. – Você não é daqui, certo? – Perguntou ao reparar no belo sotaque da jovem.

— Fui criada na Suíça. – Afirmou-a.

— Jurava que tinha sido criada na Inglaterra, seu sotaque parece de uma princesa inglesa. – Disse-o fazendo-a sorrir. – Sei que isso pode parecer idiota, mas vens sempre aqui?

— Isso não pareceu tanto idiota não. – Negou-a sorrindo, enquanto acariciava Pepper que tentava chamar sua atenção. – Eu sou nova por aqui. É a primeira vez que eu venho neste parque, e você?

— Fui criado nestas bandas e se por acaso precisares de um guia, eu adoraria lhe mostrar cantos que nem imaginas. – Disse-o maliciosamente, fazendo-a sorrir timidamente. – Conheço de norte a sul.

Bella fitou seu relógio franziu a testa apercebendo-se que tinha ficado tempo demais fora de casa, e provavelmente seu pai estaria contando os minutos para começar a ligar para seu telefone indagando-se onde se encontrava. Charlie sempre tão protetor com a jovem, que parece que tinha esquecido que aquela menina que necessitava de si tinha crescido e tornando-se uma mulher linda e independente.

— Bem, infelizmente eu tenho de ir. – Lamentou-se esboçando um tímido sorriso. – Nos encontramos por ai Nicholas.

— Espera, me dá seu número? – Perguntou-o receoso da jovem negar. Isabella sorriu assentindo e anotando no celular do jovem seu número. – Eu irei lhe ligar. – Prometeu-o.

— Irei aguardar. – Disse-a despedindo-se e caminhando timidamente para o carro onde o motorista aguardava-a silenciosamente, abriu a porta colocando seus cães para dentro e encarou novamente Nicholas que tinha um sorriso bobo no rosto despedindo-se dela. Entrou no carro sem conter um sorriso genuíno que tinha nos seus lábios ao pensar no jovem que tinha conhecido, só faltaria saber se ele iria ligar. Sentiu sua bolsa vibrando e arqueou a sobrancelha, provavelmente seria seu pai querendo saber se ainda iria demorar muito. Fitou um número estranho e atendeu curiosa. – Sim?

— Hey, queria confirmar se este era seu número mesmo. – Disse Nicholas do outro lado da linha fazendo-a sorrir.

— Achou que eu tinha lhe passado um número errado? – Perguntou-a confusa.

— Bem, normalmente não costuma acontecer, mas eu não queria correr o risco. – Explicou-o rindo. – Eu só queria testar mesmo, agora que sei que é mesmo seu número eu irei ligar-te e espero ver-te em breve. – Afirmou-o fazendo-a corar com a possibilidade de ver o jovem novamente. Ela não costumava dar seu número para os rapazes que lhe pediam, mas algo lhe dizia que valeria a pena ser menos rigorosa desta vez. Desligou o telefone, engolindo seco. Talvez não fosse tão ruim fazer novas amizades como o seu pai tanto a incentivava.

— Querida, já estava ficando preocupado. – Disse Charlie ao ver a sua filha entrando no seu escritório. Bella rolou os olhos ignorando seu pai e jogando-se numa poltrona fofa que encontrava-se em frente a Charlie. – Passeou muito?

— Sim, eu apenas fui ao parque com Pepper e Yoshi. – Respondeu-a distraidamente, Charlie encarou-a atentamente tentando descobrir algo nas expressões da sua filha. Mas ela apenas desviou o olhar mordendo os lábios. – Tio Aro já disse quando vem? – Perguntou-a curiosa.

— Estarão todos presente na festa do seu aniversário. – Afirmou-o, fazendo-a sorrir. – Ele achou mais adequado chegar na sua festa, assim apenas em uma festa posso vós apresentar para a sociedade.

— Não gosto muito disso. – Resmungou-a com uma careta no rosto. – Preferia algo simples.

— Querida, algo simples não existe no vocabulário de um Cullen. Eu sempre fiz as festas do jeito que me pedia na Suíça, mas aqui eu pretendo fazer a festa do ano. Serás apresentada oficialmente para a sociedade, quero algo que seja marcante.

— Mais marcante do que minha festa de 16 anos? – Indagou-a incrédula.

Charlie sorriu, umedecendo os lábios e lembrando-se da festa. Ele mesmo nada teve haver, apenas tinha deixado Alice tomar conta do aniversário e tinha informado que ela poderia gastar quantos quisesse. E bem, ela gastou uma pequena fortuna e fez uma festa que poucos tinham visto, e que todos tinham apreciado só Isabella que ficou tímida com tantas atenções.

— Sabes que eu nada tive haver. – Defendeu-se com um sorriso brincalhão nos lábios. – Confiei em Alice, e ela pode ter exagerado um pouquinho.

— Ela contratou o cirque Du solei! E vários atores famosos! – Relembrou-a. – Além de ter feito um mega desfile com Valentino!

— Ok, talvez ela tenha exagerado. – Confessou Charlie. – Mas eu faria tudo isso e muito mais, sabe por quê? – Isabella negou. – Porque você é a minha vida, minha filha. E é óbvio que um pai gosta de fazer uma grande festa no dia que a filha nasce. Afinal você foi um presente para mim, eu nunca pensei que teria alguém que amaria tanto.

— Não... Nem todo pai. – Disse-a tristemente, levantando-se da poltrona e abraçando o seu velho pai. – Só o senhor, desde pequena eu sei que nem todos os pais são como tu.

— Mas deveriam ser. – Disse Charlie beijando a testa da sua menina. – Deveriam colocar a felicidade dos filhos a cima da sua.

— Viu porque és único? – Disse-a sorrindo. – Pappa, às vezes acho que és capaz de coisas que eu nem imagino por mim.

Isabella saiu do escritório acompanhada com seus cães, fazendo Charlie encarar a foto do seu irmão que estava em frente a si. A figura importante do seu irmão parecia que sorria triunfalmente através da foto, com aquele olhar que só Carlisle sabia dar para demonstrar-se que era um Cullen.

— Nem imaginas minha pequena... – Sussurrou-o tristemente.

— E ele era muito lindo? – Perguntou Alice pela webcam enquanto conversava animadamente com a amiga. Isabella esboçou um sorriso tímido sentindo suas bochechas corarem fazendo Alice bater palmas, feliz. – Estás corada! É sinal de que ele era simplesmente fantástico!

— Sim, e bem simpático... E aqueles olhos azuis, e sorriso. – Suspirou. – Mas vou te contar o que eu mais tenho visto são homens bonitos. – Disse-a maliciosamente.

— E eu preciso ir logo para ai. Quem sabe eu desencalho com um nova iorquino sexy? Aliás, nós duas estamos precisando desencalhar. – Relembrou-a.

Isabella rolou os olhos com a insistência de Alice em encontrar alguém para si. Ouviu alguém bater na porta e tirou seus olhos da tela do notebook, fitou a cabeça de Edward aparecer. Arqueou a sobrancelha confusa.

— Alice, depois nos falamos. Mande beijos para a princesinha. – Disse-a despedindo-se da amiga, Alice assentiu desligando a webcam. – Pois não, Edward?

— Desculpe entrar assim no seu quarto, mas eu estava falando com seu pai e ele informou-me que ainda não conheces grande coisa de Nova Iorque e eu pensei... – Passou a mão rapidamente pelo cabelo entrando mais no quarto e encarando-a que se encontrava sentada confortavelmente na cama. – Se não querias jantar comigo, eu lhe poderia apresentar um pouco da cidade.

— Meu pai adora se meter na minha vida, hem? – Disse-a divertidamente, levantou-se da cama fechando seu notebook e colocando-o em cima da sua penteadeira. – Não precisa se incomodar senhor Masen.

Edward umedeceu os lábios, sabia que a jovem seria difícil. Charlie mesmo tinha deixado escapar que ela permitia poucas pessoas se aproximarem de si, por isso ela possuía apenas uma única melhor amiga. Não era algo que Edward imaginava, afinal uma jovem herdeira adorava curtir festas e viver cercada de pessoas, mas Isabella demonstrava uma mulher totalmente diferente das outras herdeiras mimadas.

— Não seria incomodo nenhum, na realidade seria até bom eu ter uma companhia.

— O senhor não tem amigos, senhor Masen? – Perguntou-a incrédula, aproximando-se do homem a sua frente. – Parece-me um homem que gosta muito de aproveitar a vida.

— E sou sim, mas é difícil às vezes sair com as pessoas. Gosto de sair com pessoas que sinto-me bem, não por status. – Disse-o suavemente com um triste sorriso, fazendo Bella lamentar-se por ter negado o pedido de sair com o homem a sua frente. – Mas, tudo bem. Quando quiseres alguém para lhe apresentar a cidade eu estarei a sua disposição.

— Então para onde iremos hoje? – Perguntou-a curiosa, fazendo-o esboçar um meio sorriso arrebatador. – Espero que saiba que não estou querendo ir para um lugar movimentado demais.

— Espero que gostes de comida italiana. – Respondeu-o com um sorriso malicioso.

Edward fitava a mulher a sua frente, Isabella estava simplesmente adorável com um vestido tomara que caia rosa bebê que lhe valorizava ainda mais o seu belo corpo. No caminho de Manhasset até 84th Street foi cerca de 25 minutos de puro silêncio, Isabella ficava mais atenta ao seu telefone do que ao que Edward conversava, deixando-o completamente frustrado mas ele sabia que para alcançar seus objetivos teria que agüentar muita coisa calado.

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— Então o que vais querer? – Perguntou-o atentamente para a jovem que analisava cuidadosamente o cardápio. Isabella suspirou umedecendo os lábios e fitando Edward.

— Tagliolini al sapore di maré. – Respondeu-a. Ele assentiu olhando o cardápio procurando o que iria pedir.

— Eu gostaria de um Costolette di agnello in crosta di erbe e salse alla senape. – Disse-o ao fitar o garçom ao seu lado. – E para beber será que poderia me acompanhar numa taça de vinho? – Perguntou-o para Isabella que assentiu. – Traga-nos um moscato rosa, por favor. – O garçom concordou retirando-se e deixando-os a sós. – Gostou do lugar?

— Bem agradável. – Sussurrou-a com um tímido sorriso. – Pensei que ias me levar para um lugar mais luxuoso. – Confessou-a fazendo-o arquear a sobrancelha.

— Se preferires ir para um lugar mais luxuoso podemos ir. – Afirmou-o querendo satisfazer qualquer desejo da jovem herdeira, Isabella sorriu negando.

— Não entendeste, eu quis dizer que eu pensei que ias me levar a um lugar mais luxuoso pois achei que seria do seu agrado. Eu gosto de lugares charmosos como este restaurante, e com preços justos. – Afirmou-a fazendo-o respirar aliviado. – Eu sei que eu posso ser herdeira de uma boa fortuna.

— De uma das maiores fortunas. – Relembrou-o brincalhão. Ela apenas revirou os olhos.

— Sim, uma das maiores... Mas isso não quer dizer que eu seja uma chatinha mimada, pode me levar para lugares onde todos vão. Eu aprecio, confesso que sinto-me mais confortável do que em lugares que são uma fortuna e muitas vezes não saiu tão satisfeita. – Confessou-a.

— És completamente diferente das garotas que eu conheço.

— E isso é ruim? – Indagou-a arqueando a sobrancelha confusa.

— Não muito pelo contrário, isso é simplesmente fantástico. – Confessou-o com um sorriso nos lábios. – E então, o que estás achando desta tua mudança? Aposto que deixaste para trás muitos rapazes sofrendo.

— Vou lhe confessar que esta mudança não estava nos meus planos. – Disse-a timidamente, aguardou o garçom colocar o vinho e ao vê-lo sair continuou. – Mas, se meu pai achava o melhor nos mudarmos eu não me oporia a isso. E que eu saiba não deixei ninguém sofrendo. – Brincou-a. Bebericou um pouco de vinho e encarou o homem a sua frente, ela não fazia idéia o que a tinha convencido aceitar este jantar com Edward Masen, mas sabia que seu pai estaria no andar de baixo rezando para ela aceitar sair com alguém. Franziu o nariz suspirando. – E o senhor Masen, o que achaste da minha mudança para aqui? Aposto que meu pai está lhe dando muita dor de cabeça.

Edward sorriu.

— Por favor, Isabella chame-me de Edward. Somos praticamente da mesma família, e eu não gostaria de ter esta formalidade entre nós, eu desejaria ser seu amigo e julgo que entre amigos não tem tantas formalidades. – A jovem assentiu, fazendo-o esboçar um sorriso triunfal. – E eu vou confessar que adorei a vossa mudança para cá, Nova Iorque estava precisando de uma beleza única como a sua.

— Obrigada... – Sussurrou-a timidamente. – Há quanto tempo trabalhas com a minha família?

— Desde que me conheço por gente. – Confessou-o. – Eu cresci naquela mansão, meu pai passava mais tempo lá do que na sua própria casa. E meus padrinhos adoravam a minha presença e de Jasper, então muitas vezes até dormíamos lá. – Disse-o com um sorriso lembrando-se do seu tempo de criança naquela enorme mansão que ele sonhava em um dia viver lá, mas como dono. – Eu fui para a faculdade, e quando voltei comecei a ajudar Carlisle. Julgo que não sei fazer outra coisa, há não ser trabalhar nas empresas Cullen.

— Isso deve ser entediante. – Disse-a fazendo-o fita-la confusa. Isabella respirou fundo tentando encontrar palavras para explicar o que queria dizer. – Eu quero dizer, que praticamente você foi criado para trabalhar no mesmo lugar. Isso demonstra claramente que não tens ambição alguma na sua vida. – Afirmou-a fazendo-o fita-la desafiadoramente, se ele soubesse suas ambições na vida ele tinha a certeza que ela não pensaria assim dele. A sua maior conquista seria quando fizesse a mulher a sua frente se apaixonar por si, e ter acesso a tudo das empresas Cullen. Ele queria tornar-se insubstituível. – Espero que não fique ressentido por algo que eu disse senhor Masen. – Sussurrou-a maliciosamente.

Edward negou com a cabeça esboçando um meio sorriso, ele pensava que a jovem herdeira seria fácil de seduzir, mas seus atos demonstravam completamente ao contrário. Ela seria uma bela de uma dor de cabeça, e ele agüentaria tudo isso por um bem maior.

— Não se preocupe, Bella. Nunca ficaria ressentido consigo. – Umedeceu os lábios – Talvez tenha razão sobre algo. — Ela arqueou a sobrancelha interessada. – Eu mesmo limitei-me a crescer e a cumprir meu papel nas empresas da sua família, mas não quero que penses que por isso eu me tornarei menos ambicioso que qualquer funcionário que seu pai tem a sua volta. Muito pelo contrário, desde que eu entrei tenho em mente apenas um cargo.

— E qual seria? – Indagou-a curiosa.

— O da presidência. – Ela abriu sua boca tentando pronunciar algo, mas fechou-a respirando fundo. Edward exibia um sorriso presunçoso no rosto por tê-la pego de surpresa, Isabella realmente nunca imaginou que ouviria alguém lhe dizer que sonhava em ocupar o cargo tão importante na empresa da sua família. Desviou seu olhar do homem a sua frente tentando raciocinar, realmente ele não estava tão errado em sonhar com este cargo. Edward tinha sido criado por Carlisle como um braço direito conhecendo passo a passo daquela empresa, muito mais do que ela que era herdeira. Seu pai um dia se cansaria de estar no poder e tentaria encontrar alguém de confiança para ocupar o cargo, e ela era que não desejava perder seu tempo com um cargo tão entediante. – Acho que o que eu disse lhe deixou muito surpresa, certo?

— Não, Edward. Não vou mentir, eu já imaginava isso de si. – Confessou-a. – E não estás errado em sonhar com este cargo, tenho certeza que meu tio o educou para ser seu funcionário de confiança. E um dia meu pai se cansará de ficar naquela sala sob muita pressão e terá de encontrar alguém que ele confie para gerir tudo, e eu definitivamente não quero perder a minha juventude atrás de uma mesa que só me trará dores de cabeça.

— Imaginei que irias querer ocupar o cargo que sempre pertenceu a sua família. – Disse-o confuso.

A jovem deu com os ombros, não queria nenhuma responsabilidade além das que possuía.

— Não... Quem sabe um dia. – Disse-a indiferentemente – Mas por enquanto não pretendo, já tenho responsabilidades demais.

— E quais são? – Perguntou Edward curioso.

— Um dia eu lhe mostro. – Disse-a com um sorriso malicioso.

O jantar correu perfeito, assim que terminaram Edward sugeriu de conhecerem o Salon de ning, que era uma mistura de club e cobertura. O lugar possuía uma bela vista da cidade convencendo Isabella a aceitar o convite, que ao chegar na cobertura ficou admirada com a bela vista da magnífica Nova York.

Edward demonstrava-se um homem cheio de mistérios para a jovem herdeira com seus sedutores olhos verdes, seu sorriso conseguia cativar qualquer mulher e a única que ele tinha interesse em cativar parecia estar sempre a um passo à frente das suas intenções. Ao longo da noite Edward descobriu que Bella não gostava muito de atenção, e muito menos de falar só sobre a sua vida como muitas mulheres, ela adorava escutar e dar opiniões sobre assuntos que Edward nunca imaginou que uma jovem herdeira se interessasse. Cerca de duas da manhã, ele a deixou na porta da sua casa seu desejo era de despedir-se com um beijo nos lábios, mas sabia que ainda era cedo, por isso apenas depositou um suave beijo na bochecha fazendo-a corar.

— Boa noite, Edward. Eu diverti-me muito. – Afirmou-a com um tímido sorriso.

— Espero que possamos sair outra vez, existe vários lugares que adorarias conhecer. – Disse-o com um sedutor sorriso.

— Tenho certeza que há. Qualquer dia deste saímos de novo.

— Então isso quer dizer que posso lhe ligar para combinarmos de sair?

— Claro. Não foi tão chato como eu imaginava. – Disse-a com um sorriso travesso nos lábios. – Agora vou entrar e boa noite.

Edward saiu da mansão com um sorriso triunfal nos lábios, em breve ligaria para Isabella e marcaria algo. Sua missão era começar como o doce amigo, para depois evoluir e conquistar a jovem em todos os sentidos. Virou-se para encarar a mansão, um dia ele voltaria, mas não como convidado e sim dono daquela casa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.