Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Tenho que dizer que as pragas por eu não atualizar quase deram certo porque quase morri em um acidente, mas vaso ruim não quebra... Pessoas lindas que ainda não desistiram de mim, sinto muitíssimo pela demora tremenda para atualizar, mas eu realmente andava sem tempo algum. Inclusive tenho uma prova terça e eu tinha que ter estudado, mas neh.... Não sei ao certo quando voltarei, porém tentarei ser o mais breve possível! Espero que gostem do capítulo, está sendo dedicado a minha bebezinha Isie que nunca desiste de mim!

"Ainda procuro palavras para dizer o quanto te amo, mas nem sempre consigo achar. A melhor forma que eu posso te passar tal sentimento é por meio do olhar pois, ele nunca mente, e só eu sei o quanto é difícil olhar pra você, e não me perder na imensidão dos seus olhos. Olhar no qual, eu encontrei o amor. E mesmo eu permanecendo em silêncio, sei que quando me ver, vai ler em mim, o quanto eu te quero."

— Livrario em prosa com Adverbio.

— Lógico que a palavra "idílico" existe. — Resmunguei fechando a cara para Emma que negava com a cabeça.
— Para de roubar, já não basta eu ter cedido todas essas outras palavras que eu duvido estarem no dicionário? — Ela replicou apontando para as palavras que formei no tabuleiro a nossa frente, logo em seguida.
Encontrávamos, as duas, sentadas no chão de nosso quarto no começo da tarde de um sábado, quando, por falta do que fazer para nos entreter, sugeri que jogássemos Scrabble. Um jogo de tabuleiro onde cada uma tinha sete peças com letras e suas pontuações por jogada, tínhamos como objetivo marcar pontos formando palavras interligadas e acumulávamos os pontos anotando-os em um caderno. Sempre amei aquele jogo, e meu amplo conhecimento no dicionário e no jogo em si ajudavam. Porém, Emma parecia, toda vez que percebia estar perdendo, arranjar uma desculpa para que minha resposta fosse inválida.
— Cada uma delas existe, basta procurar. — Acrescentei meneando a cabeça como se fosse algo óbvio a fazendo negar novamente, com uma careta.
— Se eu for olhar o dicionário a cada palavra que você formar vamos perder metade do dia! Quem da nossa idade conhece o significado de empáfia?
Insistiu ela levando sua atenção ao seu suporte de letras enquanto tentava pensar em uma nova combinação.
— Eu. — Respondi perdendo a paciência com aquela ladainha. — e essa palavra significa exatamente o que você está sendo agora: Insolente e petulante, que se opõe as regras. — Vociferei a fazendo revirar os olhos — Só pare de roubar, eu não reclamo de você formando palavras que são gírias ou abreviações.
— Eu, roubando? — Disse ela dramaticamente colocando a mão direita em seu peito e fazendo-se de incrédula. — Não tenho culpa se você não conhecer todas as abreviações que uso.
— Pois eu digo mesmo sobre as palavras formo!
Repliquei, Emma deu de ombros em resposta: — Amor, aceite que eu estou ganhando e que de forma alguma essa palavra vai te dar outro bônus de 50 pontos.
— Não me chame de amor! — Protestei soando como uma criança emburrada enquanto riscava a pontuação recentemente acrescentada em minha folha. — Você não estaria ganhado se não tirasse pontos injustamente de mim.
— "Não me chame de amor". — A loira repetiu em tom de deboche, rindo enquanto eu revirava os olhos pela gracinha. — Está bravinha?
— Quer saber? Cansei, também. — Bufei largando a folha e tirando o suporte do meu colo para me levantar.
— Alguém não sabe perder... — Ela provocou com um sorrisinho de canto, me observando.
— E alguém não sabe jogar!
— Ah, não! Volta aqui. — Ela pediu ao observar que eu levantaria e avançou sobre mim. O que fez com que eu, que já estava de joelhos, me desequilibrasse e caísse deitada. Emma aproveitou sentando-se em meu quadril e prendendo minhas mãos com as suas nas laterais da minha cabeça.
— Não, você já está me irritando. — Falei já me contorcendo para sair. — Então, me solta que eu tenho que terminar o dever.
— Não! — A loira deu de ombros sem se mover.
Tentei mais um pouco, mas ela sempre foi mais forte do que eu, então sucumbi e a olhei com uma cara nada agradável: — Emma...
— O que foi, meu bem? — Perguntou de forma cínica e um sorriso sapeca em seus lábios, que me fez fuzila-la ainda mais com o olhar.
— Sai de cima de mim! — Exigi — Nem adianta querer me adular com "meu bem", não vou cair nessa. — Bufei sentindo meu sangue ferver como resposta as suas implicâncias, o que só me irritava mais por saber que ela adorava aquilo
— Poxa vida, essa menina está muito brava por perder um jogo... Mas continua muito linda, eu não consigo lidar! — Emma negou com a cabeça — Olha só, ela sorri. — Completou ao vislumbrar o passageiro sorriso que não contive com o comentário.
— Pode ir parando de umedecer os lábios, não está merecendo beijo nenhum. — Disse voltando a me debater para sair debaixo dela antes que eu cedesse ao seu jeito abusado como sempre.
— Nem umzinho? — Emma perguntou manhosamente, se debruçando e depositando um beijo leve em minha bochecha fazendo minhas forças se esvaírem dos movimentos que fazia para me desvencilhar.
— Nem meiozinho. Agora, me deixa levantar.
— Só saio daqui se me der um beijo.
— Vai de chantagem agora?
— Eu vejo mais como uma troca de benefícios, você me dá o que eu quero e eu te dou o que quer. — Ponderou, Emma.
— Pronto, agora me solta. — Falei logo após dar-lhe um selinho breve.
— Tem que ser um de verdade.
— Esse, por um acaso, foi de mentira? — Questionei erguendo as sobrancelhas com um sorriso esperto nos lábios ao notar sua frustração.
— Você sabe, muito bem, o que quero dizer.
Suspirei me dando por vencida e levando meu rosto ao dela que, após alguns segundos, afrouxou suas mãos em meus punhos, mas naquele momento eu já havia desistido da ideia de resistir ou sequer sair dali levando minhas mãos a sua nuca na tentativa de traze-la mais para perto de mim. O já conhecido calor em meu ventre começava a dar as caras junto com os formigamentos latentes que passeavam por onde quer que a os dedos de Emma passeassem.
Adorava a forma como meu corpo reagia a cada mínimo traço da respiração da loira em meu pescoço ou como rapidamente meu corpo se acendia em um beijo como aquele, em como os arrepios ficavam mais intensos com suas mãos que tomavam confiança a cada dia e apertavam com firmeza minha cintura ou minha bunda, explorando um pouco mais do meu corpo. Sempre respeitando meu tempo mesmo que já não aguentasse mais adiar algo que eu tanto almejava. Eu mesma permiti-me por vezes explorar um pouco mais daquele corpo que se encontrava sobre o meu, tateando e puxando-a de encontro a mim, tentando absorver aquela pele macia e quente que se arrepiava me dando mais vontade de te-la, beija-la mais profundamente, sentir mais seu calor, descobrir cada detalhe de seu corpo ainda incógnito para meus dedos como as dezenas de pintinhas que vi banhando seu corpo nas poucas vezes em que o vi semi nu.
Porém, por incrível que pareça, algo sempre nos atrapalhava, criava uma abertura na bolha, na qual eu estava me derretendo sobre os lábios e digitais de Emma, e nos fazia voltar a realidade de mais uma tentativa frustrada. Dessa vez não foi diferente quando a loira se afastou voltando a se sentar em meus quadris, livrando-se de sua blusa e com um impulso levantei também tirando a minha após resfolegar e sentir minha boca se encher de aguá ao encarar seu sutiã branco recheado por seus seios claros bem a altura de meus olhos e a centímetros de meu rosto...
— Ah, mas só pode ser brincadeira! — Esbravejei ao virar meu rosto junto de Emma para o objeto que vibrava e a tela brilhava em minha cama — Não pega, deixa quem for para lá. — Acrescentei ao ver a loira se inclinar em direção ao meu celular e voltei a me deitar sobre o carpete.
— Tem certeza? — Ela questionou incerta até eu confirmar em um menear de cabeça mordendo meu lábio inferior em um sinal para que voltássemos ao que estávamos fazendo e ela se abaixar encaixando seus lábios nos meus novamente.
Bom... voltar por pelo menos cinco minutos que foi o que aguentamos ignorar do meu celular e do dela que não paravam de receber ligações seguidas e eu me levantar raivosa: — É melhor alguém ter morrido ou eu realmente vou tratar para que alguém esteja morto depois de me importunar dessa forma!
— Você tem celular para que se não vai atender? — Ouvi a voz de Zelena do outro lado da linha e a risada da minha namorada atrás de mim ao notar minha insatisfação para logo sentir suas mãos em minha cintura e seus beijos subindo por minhas costas.
— O que você quer Zel? Estou ocupada. — Relaxei fechando os olhos e suspirando com os beijos lentos que agora se desenhavam em meus ombros fazendo todo meu corpo se arrepiar.
— Eu estou te esperando faz uns dez minutos, daqui a pouco o ônibus sai e você vai ficar para trás.
— Ônibus? Do que você esta falando? — Perguntei quase em um sussurro mais concentrada no que Emma fazia do que na conversa em si. Entretanto, Emma parou abruptamente me soltando, fazendo-me abrir os olhos assustada e quase cair por estar me apoiando nela.
— Eu tinha me esquecido totalmente. — A loira falou eu um tom alto e indo até sua blusa que estava jogada ao pés da porta — Que horas são, amor? Coloca sua roupa temos que correr! — Ela continuou de forma apressada e quase me esqueci do telefone enquanto a observava sem entender o que se passava ali.
— Hmmmm... eu ouvi direito? Coloca sua roupa? Agora entendi poque se esqueceu... — Minha irmã se pronunciou do outro lado da linha e despertei em um pulo.
— Tchau, Zelena. Daqui a pouco estamos ai!
Desliguei o celular e o guardei no bolso da calça no instante em que Emma me entregava minha blusa e me apressava lembrando-me dos vestidos. Claro, como poderia me esquecer dos vestidos? Formatura, garotas querendo parecer o mais bonitas possível, uma irmã que não aceitava que eu só queria comprar um vestido simples pela internet ou usar um que eu já tivesse, uma namorada louca que entra na onda da minha irmã ("para me incentivar a fazer as coisas mesmo que por diversão", ela dizia) e uma tarde inteira de compras com professoras da escola nos monitorando em busca do "vestido perfeito".
Imediatamente, comecei a rever o conceito de "só por diversão" quando entrei no ônibus que Zelena informou por mensagem e Emma foi acompanhada para ir no outro com outra monitora, pois separaram por ordem alfabética. Logo em seguida, sendo observada pelo olhar sapeca de minha irmã insinuando que sabia todos os meus pecados deixando-me completamente constrangida.
— Você pode, por favor, parar de me olhar assim? — Pedi á ruiva depois da primeira hora e segunda loja percebendo que aquilo não estava sendo nada produtivo, pois seu olhar pesava sobre mim enquanto eu fingia estar interessada nos vestidos das araras.
— Eu paro se me contar. Sei que não deve ter sido a primeira vez hoje, mas meio que tive a confirmação hoje, então.... me conta!
— Contar o que? — Questionei dissimuladamente como se não fizesse a mínima ideia do que ela falava enquanto continuava a analisar os vestidos pendurados com um interesse que não me pertencia.
— Como foi. — A ruiva se virou impaciente para mim e cruzou os braços.
— Primeiro, — Suspirei me virando para encara-la — que eu não tenho que expor minha vida intima assim pra você. — Ela revirou os olhos — Segundo, que não tem o que contar porque está enganada, não tivemos nossa primeira vez ainda.
— Regina, eu posso ter esse rostinho de bebê, — Minha irmã ironizou em um sorriso apontando para a própria face — mas você sabe que não nasci ontem, certo? Vocês são duas adolescentes com hormônios a flor da pele que namoram a meses e dividem o mesmo quarto. Acha mesmo que sou tão burra? — Concluiu erguendo uma sobrancelha.
— Quer mesmo que eu responda? — Indaguei em tom de deboche, recebendo um tapa em meu braço como resposta: — Ai! Ah, ta bom, eu falo... — Respondi dando de ombros e sentindo minhas expressões murcharem — mas nós realmente não fizemos ainda. E, olha... pode se culpar por ter nos interrompido na maioria das vezes.
— Ah, mas não vem com esse título de empata foda para o meu lado, — Zelena levantou as mãos na defensiva — eu não estou grudada em você 24 horas por dia. Tem mais alguma coisa ai... — Acrescentou me analisando enquanto tentava ignorar o desconforto em meu estomago.
— É, talvez... não sei ao certo. — Abaixei os olhos ponderando sobre aquilo.
— Como assim? — A ruiva levou suas mãos aos meus ombros e voltei minha atenção a ela — Você não sente vontade ou não quer fazer algo do tipo com aquela gata da minha cunhada? — A incredulidade em sua voz e seus olhos exageradamente arregalados me faziam querer rir.
— Não chame a Emma de gata. — A fuzilei com o olhar simulando ciumes e ela riu — E sim, eu sinto na verdade muita vontade de — pausei tentando encontrar a palavra certa porque "foder" ou "transar" só serviriam para me deixar mais vermelha naquela situação. Eu posso, sim, ser bem madura e resolvida com a maioria dos assuntos, mas esse em particular me fazia sentir como uma criança de 11 anos na aula de educação sexual, ainda mais conversando com a minha irmã que exteriorizava aquilo de uma forma tão explicita — ...me ligar a ela dessa forma. — completei — Mas eu tenho um pouco de receio porque ela já teve uma namorada e tem certa experiência nesse quesito. Tenho cisma de ela me achar uma incompetente nisso, de frustrar ela, sabe?
Zelena pendeu sua cabeça levemente para o lado confirmando que entendia minhas insegurança e um sorriso carinhoso emoldurou seu rosto.
— Gina, presta atenção, sexo não é como as provas que você se mata de estudar para tirar um dez. Sexo é aprendizado prático, não tem certo ou errado porque cada pessoa gosta de uma coisa e essa é a graça. No sexo você aprende sobre a pessoa por uma linguagem diferente, um lado diferente do mesmo ser, mas é uma coisa gradual. Não adianta assistir 300 filmes pornô e dizer "pronto, sou uma especialista em sexo lésbico" porque você nem de longe terá aprendido como lidar com aquela pessoa em especial.
— Então, mesmo que Emma tenha dormido com outra garota isso não significa nada? — Perguntei mordendo o lábio ainda aflita.
— Bom, ela pode ter uma noção básica de onde tocar, mas ainda assim o corpo de cada um responde de forma diferente! Será algo novo para ambas. Ela sabe que é sua primeira vez? — Concordei e ela continuou: — Então, não tem que se preocupar. — Concluiu acariciando meu ombro esquerdo com sua mão que permanecia ali e depositando um beijo em minha bochecha.
Respirei fundo ficando mais tranquila e sorri para Zelena, sussurrando um "Obrigada". Ficamos nos olhando por alguns instantes, ela parecia ainda ter algo a me dizer, mas a expressão calma em seu rosto não me dava dicas do que poderia ser e, antes que eu pudesse questiona-la, fui puxada rapidamente sendo apertada em seus braços sendo correspondida pelos meu abraço.
Após me soltar disse: — Me lembre de agradecer á loira.
— Pelo que? — Indaguei em confusão.
— Por permitir que eu cumprisse pelo menos uma vez meu papel de irmã mais velha. — Zelena falou de forma atipicamente baixa pegando uma de minhas mãos — Você sabe que é muito mais responsável e adulta que eu, sempre foi. Sentia que não precisava de conselhos de minha "vasta experiência de vida". — Ela brincou e rimos brevemente, mas por algum motivo o tom daquela conversa não me alegrava — Pois sempre soube ser bem resolvida e lidar com tudo, e desde que Emma chegou é como se você se tornasse a irmãzinha que realmente precisa de mim e de qualquer ajuda que eu possa dar.
A outra esboçou um sorriso terno, porém a cada palavra eu sentia que iria desmoronar olhando fixamente para as orbes azuladas que sempre me deram toda a base e suporte que eu precisei para me tornar quem era. Zelena e eu raramente expúnhamos nossos sentimentos, demonstrávamos mais em gestos do que em palavras. Nos amávamos, sabíamos e aquilo bastava, na maior parte do tempo.
— Também tem o fato de que estamos em uma loja comprando o meu vestido de formatura e ela me ajudou a te arrastar até aqui.... — Ela continuou — Eu não sei se parou para pensar ou se importa com isso, mas estarmos aqui significa que em menos de dois meses eu não estarei mais ao seu lado te importunando ou obrigando a ir nas sessões de filme nas quartas, — minha irmã pausou por um momento olhando para o teto e respirando fundo algumas vezes enquanto seu polegar acarinhava meus dedos, não sei ao certo se ela tentava conter as lágrimas, pois seu rosto já era quase um borrão pelas benditas gotículas que se aglutinaram em meus olhos, mesmo que eu tentando engolir o nó que se instalava no início de minha traqueia — não vou poder te acolher quando estiver frágil mesmo que negue para si. Sei que teve um ano difícil, sei que Liz ainda te faz falta e sei que nem de perto fui tudo o que precisou que eu fosse durante todos esses anos, e por isso devo agradecer ela. Por conseguir lidar com você, por eu ter certeza de que alguém ainda estará cuidando de você ou te deixando p da vida, por saber que ela te faz aceitar que tudo bem precisar dos outros, por te fazer sorrir novamente e principalmente por te amar como eu amo.
Não consegui segurar mais e a abracei com toda a força que podia sentindo as lágrimas escorrerem pelas minha bochechas. Não queria pensar em não ter Zelena ao meu lado, tudo bem que ainda teríamos como nos falar diferentemente de Liz, entretanto pensar em te-la longe machucava de forma intensa, foram 17 anos da minha vida ao lado desse ser que é quase o meu total oposto, mas que ainda assim nunca saiu do meu lado.
— Nunca duvide que eu me importo, eu só queria evitar de pensar em você não estar no quarto do andar de cima ao meu. Posso amar Emma, mas ela nunca te substituirá e eu sempre precisarei de você, Eu sempre aprendi muito com você só que de uma forma que te passou despercebido. — Segredei antes de me afastar um pouco para secar as lágrimas que escorriam — Eu não imagino o que seria de mim se não tivesse você sempre aqui, desculpe se te fiz esquecer o quanto você significa para mim. Eu te amo. — Findei ainda passando as mangas de meu casaco sobre o rosto e vendo a ruiva fazer o mesmo.
Abraçamo-nos novamente e eu odiava perceber que a ficha finalmente tinha caído. Todavia, nosso momento foi abruptamente cortado quando ouvimos nossa monitora chamando todas para irmos á próxima loja, aproveitamos que já estávamos relativamente mais calmas e concordamos em esquecer o que a formatura significava para aproveitarmos o máximo que pudéssemos daquele dia juntas. Algum tempo depois eu mal diria que estávamos as duas em prantos pouco antes pelas atuais risadas produzidas que eram possíveis de ser ouvir a distância.
Zelena praticamente fazia um desfile para mim de todos os vestidos que gostava ao mesmo tempo que escolhia outros quarenta para que eu experimentasse, acabamos nos unindo com Ruby que certamente não me ajudou ao concordar com minha irmã sempre nos vestidos que me deixavam praticamente nua. Enviei algumas fotos de nossas "produções" para minha namorada que fez o mesmo em suas melhores posições de modelo junto a Lily.
Ficamos até o entardecer perambulando por lojas e mais lojas, Zelena acabou por escolher um vestido verde escuro que, por mais incrível que pareça, era longo, sem decotes profundos ou transparências, mas em compensação havia uma grande fenda lateral que deixava sua perna amostra dependendo do movimento. Ruby, por sua vez escolheu um vermelho nada discreto, porém um pouco acima do joelho, já que apenas as formandas poderiam usar vestido comprido. Quando estava me dando por vencida achei um vestido que conseguiu agradar as três, com direito a comentários maliciosos de como Emma teria um ataque ao ver a abertura profunda que ia até um pouco abaixo do meio das costas do vestido preto colado, de alças e sem decote frontal que batia na altura de meus joelhos.
Somente dei-me conta de que já estava no fim do dia quando descemos dos veículos já na escola e uma leve pontada de desânimo me abateu não só por aquilo ter acabado, mas pensar em quantos dias como aquele ao lado de minha irmã eu havia perdido por recusar-me sempre a sair. Sacudi a cabeça dispersando aqueles pensamentos, o importante é que aquele dia em específico havia sido maravilhoso e voltei a prestar atenção na conversa, rindo das sandices que as duas soltavam.
— Alguém pagou a língua e se divertiu, pelo que estou vendo. — Virei o rosto, ainda caminhando com as meninas, para encarar a dona da voz que fez meu sorriso se alargar.
— Espero que também tenha se divertido! — Respondi sem me abalar pela alfinetada.
— Nem mesmo uma cara fechada? — Emma estranhou.
— Fazer compras é uma terapia maravilhosa, querida! — Zelena riu e Ruby concordou.
— Podia parar de me implicar, eu sou tão legal com você. — Pedi a Emma com certa chateação na voz.
— Desculpa, Gina, mas não faz essa carinha nem faça eu me sentir culpada ou eu vou ser obrigada a te agarrar aqui no meio. — Emma respondeu com a típica expressão de quando estávamos em público e ela se controlava para mantermos as aparências, me fazendo rir.
— Eu dispenso esse show. — Ruby retrucou e todas rimos.
— Eu até que gostaria, mas Zel e eu vamos ver um filme agora. Tudo bem?
— Claro que sim. Ruby, quer fazer alguma coisa? — A loira perguntou recebendo uma resposta afirmativa e se despedindo com um beijo em meu rosto.
A ruiva e eu fomos para o seu quarto, após passarmos no meu para deixarmos a sacola. Assistíamos um filme qualquer no notebook dela, deitadas em sua cama até que o celular dela vibrou com uma mensagem que roubou sua atenção.
— Regina, checa o seu e-mail! Graham disse que as classificações das bolsas saíram. — Ela disse de forma ansiosa ao se sentar quase derrubando o notebook e me sentei em um pulo sentindo meu coração palpitar.
— Já? Eu não sei se estou preparada para olhar... — A olhei ansiosa, mas ainda com receio de pegar o celular.
A bolsa da qual falava era para qual eu estava estudando tanto esse ano. Eram algumas vagas para alunos da escola participarem de um programa de aprendizado na faculdade próxima dali. No meu caso, eu fiz a prova querendo uma vaga na área de jornalismo deles acreditando que me ajudaria bastante na área da escrita e tinha uns dois anos que eu falava daquilo para quem quer que fosse.
— Se você não olhar eu olho, e dá o celular. — Disse Zelena esticando a mão para mim.
Entreguei-lhe o celular apreensiva após desbloqueá-lo e abracei meus joelhos esperando que ela encontrasse o bendito e-mail.
Encolhi-me um pouco ao não vê-la nem um pouco contente ao passar os olhos sobre algo.
— Gina, eu sinto muito... — Ela falou ao levantar o olhar para mim e eu senti que choraria a qualquer instante — Mas semestre que vem você vai mais um compromisso na sua grade curricular! — Acrescentou com um sorriso enorme e arregalei os olhos sem acreditar ao ser abraçada por ela.
— Você está brincando!!! — Exclamei pegando me soltando e pegando o celular para ler — Eu não acredito! — Comecei a pular em volta do quarto ao ler a palavra "aceita".
Emma! Emma, iria pirar quando soubesse! No mesmo instante disquei seu número e acabou caindo na caixa postal então liguei para Ruby que informou que ela disse que iria tomar banho. Foi quando larguei o celular ali mesmo calçando as botas de qualquer jeito e sai correndo do quarto sem nem me despedir direito de uma Zelena que ria da minha euforia exacerbada.
— Emma, você está aqui? — Perguntei colocando a cabeça no vão da porta, que dava acesso aos banheiros, ainda com a adrenalina percorrendo meu corpo.
— Estou um pouco ocupada no momento. — Ouço-a gritar da única cabine de onde se podia ouvir o barulho do chuveiro ligado.
Nem ao menos pensei, ao ouvir sua voz, fui ligeiramente até lá. Abri a porta, que não estava trancada, a energia que atravessava minhas veias me trouxe tanta euforia que empurrei a porta de correr do boxe e nem notei a expressão de Emma. Somente me dei conta do que estava fazendo quando a loira recuou um pouco o rosto depois de ter me dependurado em seu pescoço e a beijado com uma vontade precipitada e voraz.
— Regina, você está doida? O que está fazendo? — Ela perguntou alarmada com as mãos em ambos os lados de meu rosto e minha ficha de onde eu estava finalmente caiu ao sentir a água quente encharcando minha roupa.
Arregalei os olhos tirando minhas mãos de sua nuca molhada e me afastando um pouco ao engolir em seco.
— E-eu... — Gaguejei ao dizer, mas meus olhos inevitavelmente desceram e repentinamente aquele lugar se tornou muito mais quente do que a instantes atrás, meu coração acelerou e um descarga elétrica passeou velozmente por minhas terminações nervosas — Ai meu...
Interrompi-me abruptamente, meus olhos voltaram param seu rosto que parecia ruborizado, virei saindo do boxe e fechando a divisa enquanto apoiava as costas no vidro, Aquilo era totalmente invasivo e nada respeitoso apesar de que estava fazendo uma força imensa para não voltar lá e continuar observando a imagem mais bela que já vi na vida, e olha que foi por apenas alguns segundos.
— Me desculpe, — Finalmente consegui falar, pendi minha cabeça para trás apoiando no vidro e ouvi o chuveiro ser desligado — eu fiquei tão entusiasmada que nem consegui raciocinar direito. Eu só... sei lá. Vi a classificação e a única coisa que veio em minha mente era você sorrindo ao saber que consegui.
— Você conseguiu? — Ela perguntou animada empurrando um pouco a porta me fazendo desencostar dali e cruzar os braços na frente do corpo e sorri um pouco ao ver o rosto sorridente que ela colocou para fora.
Assenti com a cabeça, mas não consegui mais sorrir como antes porque me sentia envergonhada por não tirar a imagem de seu corpo da minha mente e em como queria beija-la por estar com os olhos tão brilhantes quanto seu sorriso.
— Mas você não parece tão animada assim. — Emma notou e inclinou a cabeça com a expressão mudando para preocupação.
— É porque agora eu estou envergonhada e sinto muito pelo que fiz, não quis invadir sua privacidade ou algo assim. — Falei dando de ombros e abaixando o olhar.
— Não precisa se desculpar e nem se sentir envergonhada. — A loira falou em um tom suave e voltei a fita-la — Você é minha namorada, confio em você. Já despi minha alma para você, o que seria o corpo? — Finalizou com um sorriso suave no canto de sua boca e fiz o mesmo.
No mesmo momento senti como se um o último fragmento, que me impedia de entregar-me totalmente a Emma, fosse descartado subitamente. Um caos de sentimentos se rompeu em mim e um mix de tudo de bom que ela proporcionava em mim tomou conta dos meus sentidos. Foi ali que decidi que iria me permitir sentir todas as coisas que a nossa relação pudesse gerar, então levantei um do pés puxando a o zíper da bota enquanto dizia:
— Sabe, você é a pessoa mais incrível de todas. — Jogue a bota no chão e comecei a abrir a outra.
— O que está fazendo? — A loira pergunta confusa observando meus movimentos.
— Eu não sei você, mas eu preciso de um banho. — Sorrio de forma sapeca ao apressar-me em retirar minha blusa após tirar o casaco que usava.
— Re-Regina, eu não sei se é uma boa ideia...
Quem parecia estar com vergonha agora era ela, tornando divertida toda aquela situação.
— Por que não seria, você quer tomar banho comigo? — Pergunto após tirar a calça molhada, ficando apenas de calcinha e sutiã na sua frente.
— Isso é equivalente a perguntar se eu quero ouvir música, mas seria meio difícil de me controlar...
Ri de sua brincadeira retirando as peças que faltavam e achando cômica a forma como a loira tentava fixar seus olhos em meu rosto mas acabavam descendo e sua face ficava cada vez mais vermelha. Era a primeira vez que alguém, além de minha irmã, me via completamente nua, mas relaxei pela reação de Emma, quase tão embasbacada quanto a minha há poucos minutos, encarei como um ponto positivo.
— Então, relaxa. — Falei ficando mais próxima de seu rosto e abrindo mais a porta de correr.
Suspirei ao observar seu corpo novamente e me perdi analisando-o coberto por inúmeras pintas, seus seios cheios, sua barriga definida e sua intimidade tudo aquilo coberto pela gotículas de água que deslizavam pela pele clara e extremamente convidativa. Mesmo que eu pudesse passar uma eternidade contemplando aquele corpo, passaram-se apenas alguns segundos enquanto eu fechava a porta atrás de mim e quando percebi o que estava fazendo rapidamente levantei meus olhos para os dela para confirmar se estava tudo bem fazer aquilo. Entretanto, suas íris esverdeadas e enegrecidas pelas pupilas dilatadas estavam pousadas sobre o meu corpo com uma intensidade que eu nunca vi em seu semblante, senti um frio percorrer minha espinha e meus estômago gelar. Então, decidi me aproximar dela, pois uma necessidade absurda de tocar sua pele com a minha se fez presente. Senti meu corpo se arrepiar quando seus olhos se levantaram repousando sobre o meu assim que coloquei minhas mãos em seus ombros e encostei nossos corpos.
— Não precisa ter receio de me tocar. — Sussurrei
— Tem certeza de que está pronta?
Sorri suavemente aproximando de sua orelha e balbuciando: — Eu sempre vou estar pronta para qualquer coisa que envolva você junto a mim. — Logo após depositando um beijo em seu pescoço.
De imediato, suas mãos foram de encontro a minha cintura apertando o local e fazendo mais uma onda de arrepios me percorrer. Todos os cabelos do meu corpo estavam eriçados pela pele quente e molhada de Emma que deslizava contra a minha sem qualquer tecido de roupa entre nós. A loira avançou contra a minha boca, mas os beijos não eram urgentes, eram profundos, intensos, daqueles que te fazem perder o folego e a lucidez. Estava impossível conter meus ansiosos gemidos abafados em seus lábios, pelas tantas sensações que tomaram meu corpo com seus seios resvalando-se sobre os meus, os calafrios que surgiam a cada vez que nossos mamilos se encontravam, o nervo no meio de minhas pernas que pulsava incessantemente, suas mãos passeando e apertando cada centímetro de meu corpo de forma tão faminta e desejosa que quase podia sentir que minhas pernas vacilariam e eu cairia se não estivesse presa entre a parede e ela que em algum momento me prendeu.
Após algum tempo, Emma desceu seus beijos por minha mandíbula, mordendo a região e distribuindo beijos pelo pescoço que deixei livre ao levar a cabeça para trás ainda de olhos fechados e com a mão inquietas que ora lhe apertava, ora passeava por seus cabelos molhados. Meu corpo estava vacilante e tão quente que beirava o febril, minha respiração estava descompassada, mas não impediu a imensa quantidade de ar que inalei pela boca e o sobressalto que dei arqueando meu busto em sua direção ao sentir a boca quente da loira seu fechar em meu seio no mesmo instante em que sua mão direita apertou-se em torno de minha coxa a elevando na altura de seu quadril para que ela pressionasse sua coxa em minha intimidade. Exalei fortes lufadas de ar entrecortadas tentando controlar minha respiração e abaixei meu rosto para olhar para Emma sendo impedida por um gemido profundo e longo que me fez fechar os olhos quando ela começou a movimentar a coxa em meu centro, de imediato senti sua mão que segurava meu quadril me calar e todos os seus movimentos pararem.
Abri os olhos confusa e até um pouco chateada, encontrando o rosto dela agora na altura do meu um pouco menos ofegante e ela tira a mão de minha boca ao tempo em que solta minha coxa devagar.
— O que houve? — Perguntei ainda um pouco desnorteada, com minhas mãos em sua cintura e sem saber o porquê de ela ter parado.
Emma, por sua vez, segurou a risada ao me observar e se aproximou de meu ouvido: — Eu adoraria não ter parado, mas se tiver alguém nesse banheiro eu tenho certeza que acabou de ouvir esse seu gemido gostoso. — Ela sussurrou apertando meu quadril em suas palmas — O que acha de irmos para o quarto? — Perguntou afastando o rosto e assenti lhe dando um selinho.
Rapidamente ela se secou colocando as roupas que levou e me emprestou seu roupão, saiu primeiro da cabine se certificando de que não havia ninguém ali e pegou minha mão para subirmos em direção ao quarto. Ao chegarmos, joguei minhas roupas molhadas em qualquer canto e tranquei a porta enquanto Emma colocava uma música.
— Você não acha que está um pouco alta demais? — Perguntei me aproximando dela que se virou puxando o laço do roupão e e me deixando nua novamente.
— É para eu poder ouvir cada um dos seus gemidos sem me preocupar, amor. — A loira sorriu mordendo os lábios e levei minhas mãos a sua blusa querendo me livrar da roupa que colocará.
Aqueles poucos minutos sem seu toque me pareceram uma eternidade, depois daquele breve momento no chuveiro todo e qualquer segundo longe de seu toque me parecia insatisfatório. Pude constatar que eu estava perdida no momento em que já estávamos as duas na cama e, após mais uma sessão de beijos, Emma desceu seus lábios por meu abdômen causando uma trilha de arrepios e a forma como meu corpo todo pareceu se desmanchar quando sua boca encontrou minha intimidade. Se eu conseguisse raciocinar, agradeceria aos céus pela música, pois a última coisa que eu conseguiria controlar eram os sons involuntários que deixavam minha garganta enquanto me contorcia cada vez mais ao sentir o dedo de Emma que se duplicou em pouco tempo me incentivando a mexer mais meu quadril até sentir todos os meus músculos se retesarem por um segundo antes de qualquer força ainda existente em mim se dissipar enquanto uma corrente de uma sensação maravilhosa compulsou em minhas veias.
Ainda ofegava de olhos fechados tentando me recuperar quando Emma beijou meus lábios e senti meu gosto em sua boca, era algo novo, mas não era ruim. O beijo terminou em alguns selinhos e abri meus olhos para encarar Emma que me observava um sorriso de canto.
— Tudo bem? — Ela perguntou saindo de cima de mim e se deitando ao meu lado.
— Você ainda pergunta? — Dei uma risada me virando para ela e levando uma mão em seu rosto a acarinhando.
— Não te machuquei? — Ela parecia apreensiva com a mão passeando em minha cintura.
— De forma alguma. — Aproximei de seu rosto voltando a beija-la e fincando por cima dela — Agora é minha vez.... — falei em um sopro antes de descer meus beijos cheios de vontade pela pele macia até seus seios recebendo um suspiro e suas mãos em meu cabelo em resposta.
— Amor... Você sabe que não tem que fazer isso — A loira disse de forma arrastada o que me fez para o que fazia e encara-la.
— Mas eu quero... — Afirmei sentando-me em seu quadril e levando minha mãos de sua cintura aos seu seios para aperta-los, fazendo Emma fechar os olhos e gemer baixinho, era uma delicia vê-la daquela forma tão frágil.
Voltou a me encarar perguntando se eu queria mesmo, após minha afirmativa ela encaixou nossas pernas e intimidades, colocou as mãos em meu quadril e o movimentou gradativamente sobre si e logo meu centro pulsava novamente. Inclinei-me sobre a loira me apoiando em meus braços e sentindo seu quadril também se movimentar com o meu enquanto nossos sons se misturavam, os gemidos dela pareciam deixar aquilo ainda melhor e mesmo após se contorcer molhando ainda mais nossos centros com seu gozo ela continuou a se movimentar até que eu chegasse também e cedesse meus braços deitando em seu peito que subia e descia rapidamente como o meu.
Abraçamo-nos e permanecemos naquela posição por um tempo, divaguei sentindo que meu coração explodiria a qualquer momento com aquele sentimento que só parecia crescer, eu me sentia segura naquele abraço, me sentia completamente feliz e, o mais importante, eu me sentia amada como nunca achei que seria possível. Emma mantinha suas mãos desenhando-se em minhas costas e a minhas passeando por seus braços, eu depositava alguns beijos por seu busto ou sua mão que busquei beijando cada dedo com carinho antes de me apoiar com os cotovelos na cama, a olhar com um sorriso no rosto e me abaixar para beijá-la com a calma, o amor e o carinho que me preenchiam naquele momento.
— Meu bem... você se lembra da última palavra que formei hoje no scrabble? — Perguntei ao me afastar.
— indí... alguma coisa, não era?
— Idílico....
— Essa mesmo, sabia o tempo todo! — Sorriu com esperteza.
— Ah, então sabe o que ela significa... — A provoquei arqueando uma sobrancelha.
— Claro que eu sei, mas acho que ficaria melhor que você dissesse em voz alta para eu ter certeza de que estamos falando da mesma palavra.
— Muito esperta você, mas estou trazendo a tona, pois acho que ela descreve exatamente meu sentimento por você agora. — Esclareci abaixando o tom de voz e passando polegar por seu rosto antes de continuar : — Idílico pode ser descrito como um devaneio, uma utopia ou um amor suave e puro.
— É, talvez eu goste das suas palavras difíceis.... — Brincou Emma rolando sobre mim e espalhando incontáveis beijos em meus rosto enquanto eu ria.

Notas finais
O que acharam? Deixem-me saber! Um beijo e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.