Tea Party

1 Capítulo 1


Notas iniciais
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Essa não é só mais uma história de amor, como aquelas da garota irrelevante apaixonada pelo garoto mais popular do colégio, ou aquela da garota mais linda e popular da escola apaixonada pelo garoto que não dá a mínima para ela. Na real, é bem o contrário, quero dizer, eu SOU a garota mais linda e popular da escola, mas não, eu NÃO gosto de ninguém. Ninguém além de mim mesma.

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Sábado, 16 de janeiro, Flórida.

— Margareth, querida, acorde! Já deu sua hora, a reunião começa em quarenta e cinco minutos! — Sr. Fitzgerald, ou como ela prefere que eu a chame, minha mãe, entra no quarto sem ao menos bater na porta, e faz a pior coisa que qualquer pessoa poderia fazer: abre as cortinas.

Solto um gemido e me reviro na cama quando a forte luz do sol bate em meu rosto. E enfio a cabeça de baixo dos cobertores para evitar a luz.

— Anda, Margareth, estou falando sério, seu pai irá ficar furioso se você se atrasar! — E a segunda pior coisa que qualquer pessoa poderia fazer acontece: Sra. Fitlzgerald arranca os cobertores de cima de mim.

— Qualéééé, Sra. Fitzgerald! — Digo zangada, com os olhos semi abertos. — Estou pouco ligando para essa reunião idiota!

Ouço Sra. Fitzgerald controlar sua respiração pesada.

— Hayley Margareth Fitzgerald, JÁ FAZEM SETE ANOS, EU SOU SUA MÃE, PARE DE SER DIFÍCIL! — Ela grita comigo, porém, eu não dou a mínima. — Escute só, se você não levantar e ir tomar seu banho em três minutos, você irá ficar três meses sem seu carro. — Ela diz irritada e sai do quarto fechando a porta.

Bom, deixe eu explicar o ocorrido. Quando nasci, a mulher otária que me deu a luz e o homem otário que à engravidou, decidirão que não iriam me criar, pois eu fui apenas um "acidente", então, me colocaram para adoção. Durante seis anos, eu vivi numa porcaria de orfanato medíocre, até que fui adotada por um casal que não podia ter filhos. Eu os amava, eles eram minha família. Assim eu completei dez anos, fui para a minha primeira festa do pijama, com garotas da minha idade, nada demais. Quando voltei pra casa, haviam policiais em toda parte, cercando a casa. Eu tive que lidar, com o a notícia do assassinato da minha família. Meus pais não tinham mais parentes, eu não tinha avós, nem tios e tias, apenas uma, que estava dentro da casa quando tudo aconteceu. Ainda com dez anos, voltei para o orfanato, e pelo que fiquei sabendo, aquele casal idiota que me colocou num orfanato assim que nasci, queria voltar atrás e me "ter de volta". Agora estou aqui, com esta linda família que dizia que eu era apenas um acidente e hoje diz que me ama.

Me levanto e vou para o banheiro. Dispo meu pijama de seda e entro na banheira. Tomo um rápido banho de banheira, apenas para não ter que ouvir a Sra. Fitzgerald de mimimi no meu ouvido.

Saio da banheiro e visto um roupão de veludo branco, com as iniciais "H. M. F." do meu nome bordadas nele. Saio do banheiro e ando pelo meu quarto em direção à meu closet.

Uma das vantagens de morar com essa família, é que eles são extremamente ricos, e por terem cometido o imenso erro de me colocarem na adoção, hoje, ele tentam me comprar com bens materiais, o que incluí um carro moderno, um quarto perfeito e um closet só meu.

Entro no closet e dou uma volta por ele, pensando no que vestir. Lembro que esta é uma reunião muito importante para o Sr. Fitzgeral, e logo em seguida, também me lembro que ele me abandonou em uma bosta de orfanato pobre.

Tiro o roupão, ficando totalmente nua e coloco uma lingerie preta rendada. Visto uma camiseta social branca e deixo uns quatro botões abertos, mostrando parte dos meus seios. Visto também, uma saia preta, bem curta e colada, tipo aquelas que se usa numa balada. Coloco uma meia calça fina, cor da minha pelo e calço um salto alto preto. Deixo meus longos cabelos loiros com as ondas naturais. Borrifo Dream, de Rachel Elbaz em meu pescoço e por último, faço um sombreado e delineado super sexys e também, passo um batom vermelho cereja para fechar com chave de ouro.

Então, fico pronta para uma reunião extremamente séria e importante. Saio do meu quarto e dou de cara com a Sra. Fitzgerald, que arregala os olhos assim que me mede dos pés à cabeça.

— Hayley Margareth, você precisa ir para a reunião de seu pai! — Diz Sra. Fitzgerald, assustada.

— Primeiro, ele não é meu pai, segundo eu estou, indo para a reunião! — Reviro os olhos e continuo andando até a escada.

— Isto é uma total falta de respeito com o SEU PAI, volte para seu quarto e vá vestir uma roupa descente AGORA — Ela me para na escada, arregalando tanto os olho que parece até que eles vão saltar das órbitas.

Desvio dela e continuo descendo as escadas, enquanto ela tagarela em meu ouvido e tenta me impedir de descer as escadas. Chegou um ponto que quase que tive pular lá para baixo.

— Hayley Margareth Fitzgerald, se você der mais um único passo...

Tarde demais. Assim que ela começa a falar, abro as portas do escritório do meu pai, dando de cara com várioshomens negociadores boquiabertos.

— O-o que é isto? — Começa o Sr. Fitzgerald, tentando ficar calmo, o que claramente não está funcionando.

— Vim lhe ajudar na reunião, papai! — Digo com uma voz falsamente fina e dou uma piscadela para um dos homens à mesa de reuniões.

— Hayley, saia daqui JÁ! — Diz ele, MUITO, irritado.

—Mas... papai, o que eu fiz de errado? — Franzo a testa e morto o lábio inferior, só para provocar — eu só queria te ajudar! olhe aqui!

Ando até o filtro d'água ao lado da porta e encho um copinho. Volto para o lado do Sr.Fitzgerald, e ele segura me braço em que seguro o copo, faendo com que toda a água caia em cima da minha camiseta branca, expondo totalmente minha lingerie.

— Hayley Margareth Fitzgerald, para fora! — Grita o Sr. Fitzgerals. — Com licença, senhores, prometo que isto será rápido!

Saio da sala e ele vem atrás, fechando a porta do escritório.

— O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? QUAL É O SEU PROBLEMA? - Quase consigo ver fumaça saindo do seus olhos.

— Ué, eu só estava... — Começo a falar mas ele me interrompe com mais gritos.

— SÓ ESTAVA, SÓ ESTAVA... O QUE VOCÊ ACHA QUE MEU CHEFE E TODA A ASSOCIAÇÃO VÃO PENSAR À MEU RESPEITO AGORA QUE VIRAM MINHA FILHA SE COMPORTANDO COMO UMA PROSTITUTA?

O chefe dele, na verdade não pensaria nada. Se o Sr. Fitzgerald ao menos soubesse quantas vezes eu já transei com seu chefe gostosão...

— COMO VOCÊ TEM A CAPACIDADE DE PREJUDICAR SEU PRÓPRIO PAI COM ESSAS SUAS ATITUDES RIDÍ...

— EU TER A MESMA COR DE CABELO QUE VOCÊ, NÃO SIGNIFICA ABSOLUTAMENTE NADA. MEU PAI FOI ASSASSINADO QUANDO EU TINHAS DEZ ANOS, E VOCÊ FOI A PESSOA QUE ME ABANDONOU QUANDO EU TINHA QUATRO MESES. — Sou tomada pela raiva, e digo tudo sem pensar, o que não é grande coisa, já que tudo o que eu disse é verdade.

Sr. Fitzgerald respira fundo enquanto a Sra. Fitzgerald fica parada atrás dele boquiaberta.

— Estou cansado dos seus caprichos. Suba para seu quarto agora, Hayley. Quando a reunião terminar, sua mãe e eu iremos conversar sobre seu severo castigo.

Notas finais
Então, é isso, espero que tenham gostado!
XoXo, e até o próximo capítulo ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.