Te voy a ganar

17 Capítulo 17- O Índio e o lobo



Atílio: Minha mãe e Sofia.

Pilar: Ahhhhhhhhh

Atilio: Sim exato ahhhhhhh. Vamos ficar pior que minha irmã e o marido garotão dela. –ele a beijou e se recomporão respiraram fundo e saíram do escritório. – Vamos pequena vamos passar a manhã com Sofia.

Pilar: Ela se adaptou muito bem aqui. Ela gostou de você. – ele segurou a mão dela e saíram de perto do estabulo.

Sofia: Humm de mãos dadas como namorados. Acho que eu gosto disso.

Pilar: Sofia, que isso. Bom dia Tia.

Monserrat: Namorados? Mas como assim? O que eu perdi? Ando me distraindo fácil. – eles riram.

Atílio: Sim sua distração se chama Dr. Pantoja.

Monserrat: Atílio olha o respeito.

Pilar: Quem é esse?

Sofia: É o medico dos animais a tia Monse tava só de sorriso para ele agora. — Atílio deu uma sonora gargalhada que deixou Monserrat vermelha.

Atílio: Está vendo, já ta dando muito na cara mãe, até minha princesa notou.

Sofia: Sou sua princesa tio? – ele assentiu com a cabeça.

Pilar: Menina atrevida e indiscreta, isso sim. Sofia você não pode e não deve falar tudo que você vê, só se for algo ruim que prejudique você e as outras pessoas, já conversamos sobre isso.

Monserrat: Se eu não soubesse quem é o pai dela, afirmaria que ela é filha de Atílio, pois é igual a ele na língua e em observação.

Sofia: Eu? Acho que poderia me acostumar a ser filha dele, ele é um cowboy tia.

Eles todos riram divertido pelo que a menina falava, era ácida e debochada as vezes. Depois forma passear com Atílio, entraram no jeep e seguiram por toda a propriedade, depois ele as levou para pescar, e foi algo engraçado, pois Pilar ficou atenta a filha e nem se deu conta que para a isca Atílio tinha dado para ela, uma lata de minhocas.

A manhã dele foi mais que agradável, depois voltaram e Atílio veio com um cavalo manso e velho para Sofia, Pilar o olhou e ficou com os olhos cheios de lágrimas.

Pilar: É o meu Trovão Atílio?

Atílio: Sim pequena, é o seu cavalo, está com quase 21 anos, está se aposentando, mas não queria me desfazer dele. – eles se olharam e viram que era maior que eles pensavam, o amor era real e verdadeiro de ambos.

Sofia: Tio Ati, por que chama minha mão de "pequena"? – falou imitando o jeito de ele falar com a mãe. – ele sorriu e se abaixou para ficar frente a frente com ela.

Atílio: Ela é e sempre vai ser minha pequena, assim como você é e sempre vai ser minha princesa. E então o que acha?

Sofia: Hum, só se você for meu pai!

Pilar: Sofiaaaa, que isso. Você tem um pai, mesmo ele sendo quem é.

Atílio: Calma minhas meninas, eu serei o que você quiser princesa, até seu pai, mas para isso tenho que me casar com sua mãe. – os dois olham para Pilar com cara de "gatos de botas" pedindo "por favorzinha" diz que sim.

Pilar: Se eu não posso com eles junto-me a eles, não é! Sim Sofia eu vou me casar com Atílio, mas com uma condição?

Sofia y Atílio: Qual?

Pilar: Voltamos para a cidade em uma semana, suas aulas vão começar.

Atílio: Não Pilar, se vamos nos casar, Sofia vai para a escola da cidade aqui, e não de volta para a capital.

Pilar: Depois conversamos sobre isso.

Os três foram passear, ficaram até a hora do almoço, Sofia estava na frente da casa brincando com os gêmeos, Atílio depois do almoço voltou para a lida na fazenda, Moserrat estava pendente dos assuntos com o Pantoja, Guilhe e Pilar estavam sentadas na varanda conversando, o assunto foi a vida delas depois que terminaram a escola, os casamentos, tudo que elas deixaram de conversar com o tempo que elas ficaram afastadas.

Gui: você ainda ama meu irmão!

Pilar: pergunta ou afirmação?

Gui: Afirmação, ele está mais feliz, sorri com mais frequência e quando você esta por perto, meu Deus, ele nem respira. – ela sorriu para Pilar que estava vermelha.

Pilar: Gui, por favor.

Gui: To mentindo mulher? Sempre foi apaixonada por ele, e o tonto só se deu conta que te amava quando você resolveu se casar com o Eduardo.

Pilar: Mas agora será diferente. Vamos ser felizes.

Gui: Eu espero que juntos.

Pilar: Ele me pediu em casamento.

Gui: Queeeeeee, meu irmão ta evoluindo. – ela sorriu e vou seu marido chegar a cavalo. – Humm que delicia de visão. – ela mordeu o lábio inferio.

Pilar: Depravada, pecadora, devassa. – elas deram uma sonora gargalhada.

Gui: Igual a você e meu irmão na sala da lareira, ou pensa que não vi e escutei vocês dois, quando desci para comer algo. Pecadora, — elas riram e Scott chegou

Scott: Hello Darling, ya nos vamos? Pilar. – ela o cumprimentou com um sorriso.

Pilar ficou na varanda por um tempo, que acabou adormecendo, teve um sonho ruim, de que Eduardo a matava, mas antes a violava brutalmente, quando acordou Dakoda estava olhando para ela de forma que a incomodou muito.

Pilar: O que quer Índio. Por que me olha assim.

Dakoda: Menina da cidade tem que tirar ele dai. – fez um sinal apontando para a cabeça dela. – Para que o patrão Atílio entre aqui de vez. – apontou para o coração dela.

Pilar: Eu tento tirar ele daqui, mas é difícil. a ferida que ele causou é grande.

Dakoda sentou na frente dela só que no chão, olhou dentro dos olhos dela e começou a falar algo que Pilar não compreendia, era na língua dele, Atílio que vinha a cavalo viu que Pilar falava com o Índio, quando se aproximou viu que Dakoda estava falando com Pilar, mas era algo que ele não entendia. Ficou olhando para os dois como se ele não estivesse ali, somente o físico, a alma deles não.

Dakoda cantava algo que só ele entendia, Pilar parecia em um transe, Atílio viu a sombra de um lobo perto deles, ficou apreensivo, mas como Dakoda já tinha avisado que sua alma era um lobo ele deixou, para ver até onde aquilo iria.

Dakoda fez um movimento que deu a impressão para Atílio que ele tirava um fio de Pilar, ela se levantou e o índio também, ele soprou algo no ombro dela, ela desmaiou e Atílio correu para amparar ela.

Atílio: O que você fez Dakoda?

Dakoda: Fiz o que era necessário. Ela esta livre do medo que sentiu por ele, agora ela só terá você na mente, pois o coração dela já é seu a muitas almas, assim como o seu é dela. – eles ouviram um uivo forte como se um grande lobo estivesse levando algo pra longe. – Leve sua pequena para deitar ela vai precisar descansar, sua alma estava presa, e agora é livre, o caminho de volta foi longo, ela vai estar cansada.

Atílio ficou olhando para Dakoda, como assim, ele era mais que um índio.

Atílio: Obrigado, ela é minha vida agora.

Dakoda assentiu em agradecimento, Atílio olhou Pilar serena, como se fosse um anjo, quando olhou para o índio para falar algo ele já tinha sumido.

Atílio levou Pilar para seu quarto, ele a colocou na cama, ajeitou ela para que ficasse confortável, avisou a irmã que Pilar iria descansar, depois pediu que levassem água, suco e frutas para seu quarto, foi para tomar um banho rápido e depois ficou olhando Pilar dormir, ficou por muito tempo quase duas horas, eram 20h quando Pilar acordou por um impulso chamou por ele.

Pilar: Atílio, Mi vida.