Te quero.
9 Capitulo 8.
Pov. Esperança
Eu estava feliz por ser feliz ali no meu mundo alguém crescendo em mim, eu vivi esse amor para nascer algo novo, queria voltar a ser aquela Julia Albarracín de antes, aquela menina que sorria aos ventos, que cantava para ser feliz.
Esperança: Um dia voltarei a ser, um dia...
Eu dizia enquanto sonhava em meu quarto, em minha cama com uma foto dele ao meu lado, fico imaginando como será seus olhos, sua altura, se será menino ou menina. Meu celular tocou de novo, era Tomás como sempre, toda noite, mais dessa vez ele não deveria estar no celular, ele faria a missa.
Esperança> Alô.
Tomás> Que bom que atendeu, preciso da sua ajuda.
Esperança> Pode falar.
Ele falou o que queria, eu comecei a rir, ele está a mais tempo no convento do que eu e não sabe onde fica as coisas.
Tomás> Não ri de mim, sou homem, não me lembro onde ficam as coisas.
Esperança> Mais quem guarda é você, deveria se lembrar. Vem cá já não era pra ter iniciado a missa.
Tomás> Estava procurando a bíblia para poder começar, beijo.
Ele desligou o telefone, eu fiquei imaginando a cena, deveria ter sido a coisa mais engraçada do mundo, se eu tivesse lá, já teria entregado ela na mão dele faz tempo.
Esperança> Seu pai é louco meu amor, do mesmo jeito que eu não tenho vocação para noviça, tenho certeza que ele não tem essa vocação para padre.
Eu consegui sorrir de algo, como é bom isso, ao mesmo tempo que ele me faz chorar ele me faz sorrir, adormeci cedo, pelo cansaço de estar dividindo minhas energias para o crescimento de algo muito especial. O dia amanheceu e fui no hospital para saber como estava meu bebê, entrei no banheiro me troquei e fui fazer os processos de ultrassom dele/a, assim que terminei voltei a me trocar, porém meu celular tocou e eu tinha esquecido de entrar com a bolsa, ouvi o meu médico atender, quando falou "Tomás" meu coração gelou, ele não sabia que eu estava escondendo tudo isso e contou para o mesmo. Saí do banheiro, o médico percebeu que tinha feito besteira, porém ele não sabia de nada, não poderia culpá-lo.
XXX: Esse Tomás, quem é ?
Esperança: Pai da criança.
XXX: Ele sabia ?
Eu fiz que não com a cabeça e contei tudo a história pra ele, que pediu mil desculpas, eu então disse que não era nada e fui embora, eu sabia que agora as coisas seriam diferentes, passou dois meses desde que ele foi embora, faz um mês que sei disso, quero ver minha reação hora que pegar pra conversar sério com ele, meu senhor me ajude por favor. Eu voltei pra casa estava tonta, essa bomba não poderia ter estourado justo agora, terei que aguentar as consequências.
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