Te odeio por te amar

4 Like Fire and Rain, You can drive me insane


Notas iniciais
genteeee, mil desculpas. Eu sumi, eu sei. Mas eu fiquei com uma preguiça, sem idéias, e fiquei esse tempo todo sem escrever. Bom gente, eu vou falar pra vocês que a partir desse capitulo, vou colocar letras de músicas invés de "capitulo tal" Bom, essa música é do Camp Rock 2 - Wouldn't Change A Thing. desculpas pelos erros, como começar a fala com letra minuscula. Gente desculpa, eu escrevi faz tempo e nem deu tempo de revisar. Bom, MANDEM REVIEWS PRA EU SABER SE VCS ESTAO GOSTANDO... Boa leitura, amodoro vcs. Até lá embaixo!

Acordei-me com minha mãe me chamando.

– Lisie. Lisie, acorda – ela me sacudiu e eu acordei e sorri .

– Olá mãe – eu disse.

– dormiu bem ein senhora – minha mãe sorriu.

Minha mãe era supersimpática. Ela era superengraçada e era bem mais liberal que meu pai. Meu pai era bem rude em relação a mim, tipo, meu pai é super legal, engraçado e eu morro de rir com ele sempre, eu o amo, mas se tocar o nome “menino” e “eu” na mesma frase não dá muito certo.

Eu puxei meus cabelos ruivos da minha mãe, mas ao contrário de mim, ela não tem olhos azuis e sim bem pretos. Já do meu pai, não sou nem um pouco parecida com ele, ele é alto, cabelos castanhos escuros, olhos castanhos e eu sou ruiva, olhos azuis e não sou tão alta quanto ele.

– Realmente. Como foi o turno? – meus pais eram médicos e duas vezes por semana trabalhavam de tarde e de madrugada. Os outros três dias, eles somente trabalhavam de tarde, e hoje era o dia em que eles não tinham o turno da madrugada.

– A mãe de Gabe chamou a gente para jantarmos lá esta noite. – minha mãe disse. – e o turno foi ótimo. Não teve nada de grave. Graças a Deus!

– não é mais novidade não é mesmo? – eu sorri.

A mãe de Gabe, Luiza, era muito próxima de minha família, eu tenho pena dela, porque desde que o seu marido morreu ela vive infeliz e nunca ficou com nenhum homem depois disso. Meus pais não tocam muito na morte dele, só disse que ele teve uma parada cardíaca e morreu quando eu e Gabe tínhamos dez anos. E eu obviamente não me lembro.

– Bom, seu pai vai te levar pra escola okay? Iremos para casa da sua tia depois do almoço então só voltaremos as cinco. Eu sei que você não curte muito ir lá, então vá pra casa de Gabe e nos encontramos lá tudo bem?

– Tudo, vou vir pra cá depois da escola, vou me trocar e vou para casa dele – O que era quase sempre isso. Sempre ia na casa dele então eu nem pedia mais pra ir em sua casa.

Sai de casa com meu pai, que me levou de carro até a escola.

– Pai, eu ainda tenho as crises dos meus sonhos. E eles estão sendo cada vez mais frequentes, e eu to com muito medo agora. – eu finalmente assumi. Ele me olhou e abaixou a cabeça e levantou em seguida. Eu nunca escondi isso dos meus pais, mas eles sabiam de alguma coisa, eu sei disso. Mas eles nunca querem me contar nada.

– Bom Lisie, isso está ficando pior, não devemos te levar a um psicólogo?

– Pai, para. Eu não to tendo alucinações, eu SEI que isso realmente aconteceu, assim como sei que vocês dois escondem algo de mim. – soltei.

– Lisie, não escondemos nada de você. – ele disse me olhando nos olhos enquanto parávamos a poucos metros da minha escola.

– Ahh, é mesmo? Então por que vocês não me contam nada antes dos meus onze anos? Por que eu não tenho fotos? Nem meus cadernos da EMEB eu tenho. Eu fiquei atrasada em tudo na escola por causa disso de memória. Vocês lembram não lembram? Quando eu não sabia de nada, nem somar na quinta série e eu tive que ser ensinada em casa e na escola. Vocês acham que foi legal pai? Não foi, e ainda não é. Posso ser uma das melhores alunas agora, mas você não sabe o quão ruim foi ouvir os imprestáveis da minha sala me zoar por eu não saber nem quanto que é 1+1. – sim, eu peguei pesado, mas se você é uma adolescente com 16 anos que não lembra de nada você teria feito pior.

Sai do carro, e segui para escola, eu estava com muita raiva e por isso entrei na sala e fiquei sentada até que a professora de Arte entrasse.

Estávamos nos primeiros dias do festival (sim, minha escola tem isso de festival no segundo dia de aula. Não me pergunte, realmente eu não sei o por que)

Eu não tinha aula com Gabe, mas tinha com Pietro, que como sempre sentou do meu lado.

– bom gente, vocês sabem que iremos começar o festival semana que vem. Mas já que temos que decidir os temas, vocês vão começar desde já. Vocês tem essas minhas duas aulas para descerem ao jardim e decidir com sua dupla os temas.

Eu não estava prestando atenção nas duplas mas quando ela citou meu nome com o de Pietro eu levantei os olhos para professora que me olhou e em seguida me ignorou.

Eu e Pietro teríamos que conversar. Já que ele não é popular e eu não sou a nerd então não haveria problema. Ou teria?

– Bom, acho que temos que conversar de um jeito ou de outro. – ele me disse quando chegamos no jardim.

– e isso acaba com a sua reputação não é mesmo? – arqueei as sobrancelhas.

– reputação? Ah puxa vida Lisa, você vai acabar com minha reputação. O que as pessoas vão pensar depois que me ver com você?- ele sorriu e eu também.

– Não sei, mas vai pensar coisa muito boa, sou muito gata. – eu pisquei.

– realmente- ele disse

Espera, por que estávamos tendo aquele tipo de conversa? Senti meu rosto corar logo que percebi que aquele não era Gabe, e que nossas conversas eram extremamente diferentes.

– Ah, desculpa, eu te confundi com Gabe – eu disse.

– Sem problemas, também te confundi com outra pessoa – de repente ele mudou seu tom de voz e percebi que eu fui ignorante, mas era tarde pra pedir desculpas.

– Vamos ver logo isso, assim ninguém cria falsas historinhas. – ele disse, e me impressionei com a bipolaridade dele.

– Okay, acho melhor mesmo.

Conversamos o básico, bem básico mesmo, e me senti mal por ter falado que confundi-o com Gabe, mas, ele também disse que tinha me confundido com alguém, estávamos quites então... Não é mesmo?

No intervalo, fiquei com Gabe, e me senti mal por não contar para ele que eu tinha quase sido estuprada e morta. Sim, eu era um pouquinho exagerada.

– ontem para ir embora foi tranquilo?

– tranquilo? Foi, nossa, super seguro seu bairro. –tentei sorrir, mas meu sorriso foi tão falso que obvio que meu melhor amigo percebeu que tinha acontecido alguma coisa.

– O que aconteceu Lisa? – ele me olhou sério.

– tirando o fato que fui assaltada? Nada demais.

– sério? E roubaram seu celular? – ele pareceu assustado.

– não conseguiram, porque... Porque eu tinha esquecido ele em casa – menti.

– sorte a sua – ele disse – você está realmente bem?

–sim, foi só um pequeno susto. – sorri

Foi quando eu vi Pietro, ele tinha acabado de se sentar com uma menina (que pelo que me lembro é amiga de uma menina que odeio, mas isso não vem ao caso), e ele parecia estar feliz, pois os dois riam juntos enquanto eu me perguntava se ela seria a menina com quem Pietro tinha me confundido

Ok, vamos dizer que eu estava curiosa para saber quem era aquela menina. Mesmo conhecendo Pietro a exatamente um dia, dava pra perceber que ele era um menino que não gostava muito de ficar perto das pessoas. Eu julguei ele mal, ele é até legal quando se conversa com ele, mas mesmo assim, ainda tem seu jeito rude e irônico... As duas aulas de artes se passaram rapidamente, e não tínhamos escrevido quase nada de idéias para o festival. Talvez fosse o clima tenso, realmente, eu tinha feito coisa errada, mas aquele olhar não estava mais simpático,e sim sombrio. Então, não trocamos uma palavra e decidi fazer as idéias sozinha quando chegasse em casa.

Fiquei pensando no ocorrido do dia anterior, sobre como o garoto em frente minha casa era Gabe, sendo que depois vi ele e não era? Como Pietro tinha percebido também? Por que tinha que ser ele? Será que, igual meus pais,Gabe sabia de algo? Eu estava tão absorvida em meus pensamentos, que nem percebi que estava atrás de Pietro que estava sozinho, apenas com seu fone de ouvido. — droga, agora vai parecer que to seguindo ele- disse baixinho.

– Olá Lisa — ele virou-se para mim e eu levei um susto.

– er, ahn, oi — eu dei um sorriso torto.

– sua mãe sabe que você sai seguindo as pessoas por ai? — ele disse, não com seu tom de voz suave como ontem, mas com um tom desafiador.

– não to seguindo ninguém, você sabe que minha casa é por aqui — tentei, como ele soar desafiadora. Ele deu uma gargalhada.

– Sobre o festival eu preciso de nota, e ficamos com a fantasia. Você vai na minha casa? — ele disse. Puts, o festival.

– Meu pai não deixaria. — eu disse.

– eles ficam o tempo inteiro fora, eles não saberiam se você saísse- ele disse, mas pareceu confuso.

– sim, mas... Pera ai, como você sabe que meu pai fica o dia todo fora? — eu perguntei.

– não sei, eu apenas sei — ele disse com um sorriso completamente sinistro.

– acho que o seguidor aqui é você- eu disse começando a ficar estressada, e andando mais rápido para virar a rua em direção a minha casa.

Passei por ele e ele apenas me puxou e colocou um papel no bolso de minha blusa e voltou a andar me passando. Eu andei mais rápido que ele. Não queria que ele visse onde eu morava, o que esse estuprador sequestrador e vendedor de órgãos iria fazer se descobrisse? Quer dizer, um menino que sabe que meus pais ficam o tempo inteiro fora, sabe onde Gabe mora, é completamente bipolar, em um momento é simpático — simpático não é a palavra certa- mas, legal, e outra hora complemente frio. Ele SÓ podia ser um sequestrador maníaco. Mas minha tentativa de passar ele foi por água abaixo, não era muito baixinha, mas ele era muito grande, logo, suas pernas enormes me passariam, o que aconteceu. Avancei mais rápido a ponto de chegar na esquina o mais rápido possível e virar, foi quando eu dei uma olhada para ele que estava rindo, não pra mim, mas para o nada, deve ter sido pelo fato de termos apostado "corrida" para ver quem chegava primeiro na esquina. Mas, vendo pelo lado bom... Eu ganhei.

Cheguei em casa cansada, e fui logo tirando meu uniforme e trocando por um shorts jeans e uma camiseta do Harry Potter, escrito "it's LeviOsa, not LeviosA". Eu era uma grande fã de Harry Potter, e de várias outras sagas. Sempre gostei de ler, por isso a parte em que mais amo no meu quarto é minha enorme estante. Fiz minhas lições e resolvi fazer a lista de fantasias para o festival. Realmente, eu não conseguia pensar em nenhum tema,então resolvi que fazer com Pietro ia ser mais fácil, foi ai que vi que eu tinha acabado de arruinar minha nota de artes só com a frase "te confundi com meu melhor amigo" eu sou uma idiota mesmo. Mas ele também não foi uma flor depois disso. Foi quando me lembrei do papel em meu bolso — aposto que está o telefone dele- pensei, mas estava só o endereço. Ir ou não ir? Vai saber se eu vou e ele me abre tira meus órgãos e vende-os? O cara parecia um maníaco. Coloquei um all star, soltei meus cabelos, que soltos ficavam na cintura — e isso porque meu cabelo era ondulado- e sai de casa. Você deve estar pensando "nossa, um dia de aula e já tem isso e bla bla bla" sim, sempre foi assim, a diretora disse que é melhor para nos enturmarmos e coisa assim. Além disso, tínhamos duas semanas para ter as idéias, depois, mas três semanas para cria-las e por em prática, e depois mais um mês para ensaiar e tudo o mais. Tinha tempo o suficiente para fazer amizade com o pessoal. Mas não sei porquê, mas algo em Pietro dizia que ser amiga dele se resultava encrenca, e não queria nem um pouco ser amiga dele. Estava muito calor lá fora, então, prendi meus cabelos que eu tinha soltado — sim, sou muito indecisa — em um coque, e deixei minha longa franja solta. Sai de casa e fui em direção a sua casa. Meus pais não iam saber certo? Meu pai era muito bravo, ele era legal e tal, mas em relação a sair, AINDA MAIS COM GAROTOS, pode esquecer... A casa dele não era muito longe da minha, uns quinze minutos andando, mas tinha muita curva. Chegando no endereço mal acreditei. A casa dele era enorme, tipo, demais. Tinha um enorme jardim, e o bairro era só de casas grandes. Aposto que tem uma piscina. Toquei o interfone que depois de quatro toques foi atendido por nada menos que ele.

– Sabia que viria, mas não sabia o quão rápido seria — ouvi ele dizendo, sabendo que ele sabia que era eu pelas câmeras.

– Vai abrir ou não? — eu disse já sem paciência. Ouvi o toque da porta, que significava que estava aberta. Entrei e meus Deus, que casa enorme. Era daquelas que você se perdia. Sério. Ele estava me esperando na varanda, com uma bermuda, e uma camiseta branca.

– Kennet — ele disse abrindo um sorriso irônico. Estreitei os olhos em forma de raiva.

– vamos logo com isso, preciso voltar pra casa logo pois tenho compromisso.

– ta — ele disse e indo em direção a porta- entre.

A entrada dava logo para a sala de estar, ao lado da sala. Tinha uma escada enorme de madeira, que levava ao segundo andar, no qual eu estava subindo logo atrás de Pietro . era um corredor que tinha quatro quartos ele entrou no último, que novamente dizendo, era enorme. Tinha a cor azul bebê, e assim como o meu tinha uma estante enorme de livros. Tinha uma cama de casal, uma escrivaninha e uma varanda enorme, que tinha vista da parte de trás da casa, que tinha piscina (como eu disse há) e um grande quiosque.

– Okay, vamos começar. — eu disse.

– Tudo bem. — ele se sentou na cadeira da escrivaninha e puxou a outra para que eu sentasse.

– Obrigada. –

–Bom, o que você está pensando em fazer? Tem algum tema específico que você goste? — ele olhou para mim e eu pude ver seus olhos, eram lindos, eram bem escuros e seus cílios, não eram tão grandes, mas mesmo assim combinava com seu olhar. Ele tinha a pele um pouco mais escura que a minha e seus cabelos, que tinham o tom de castanho claro, estavam bagunçados e sua franja estava caída em sua testa.

– Ahh, não. Quer dizer, não sei, eu acho melhor se perguntarmos para nossa sala e fazer uma votação. — eu disse.

– eu também pensei nisso, o que você acha do tema "segunda guerra mundial"?

– não curto muito guerra, mas, e se fosse aquela época antiga, em que todos iam para bailes e.. — eu ia falando quando ele me interrompeu.

– não, isso é muito mais feminino — ele fez uma careta.

– Filmes famosos? — eu disse.

– cantores famosos? — ele disse.

– Países e suas culturas — eu disse.

– não vamos chegar a uma conclusão desse jeito — ele disse, pensativo.

– melhor deixarmos a sala escolher.- eu disse — bom, foi bem mais rápido do que eu pensei.

– você já vai? — ele perguntou.

– sim... — eu disse.

– Não quer comer nada? — ele perguntou. Eu estava com fome, mas ele não precisava saber, não quero incomodar ele.

– eu sei que você quer comer Lisa, não precisa ter vergonha — ele sorriu — esse maníaco é bipolar mesmo-.

– não tô com vergonha ta? Eu só não quero comer — eu disse estressada por estar lá quando eu podia estar em casa.

– Para de ser tão idiota, ta na cara que você está com fome. — ele disse me olhando sério.

– Quem é você para me chamar de idiota? Um maníaco que quer fingir que ta interessado em alguma coisa? — soltei. Pensei que ele ia soltar mil bombas em cima de mim,mas ele apenas disse :

– maníaco?

– sim, um maníaco triturador de órgãos.

– você é maluca. — ele disse quase que gritando.

– não sou maluca, você que é um idiota.

– não sou idiota ta? E você nem me conhece — ele disse.

– nem você me conhece. — eu disse.

– Okay então — ele disse se estressando — então vá pra casa,morrendo de fome.

– eu não tô com fome- eu disse mais uma vez. — é tão difícil pra você entender?

– por que você tem tanta vergonha? O que você acha que eu vou fazer? — ele me olhou.

Não sei? Quem sabe vender meus órgãos?

– nada,mas... Eu to indo- ele me puxou e seguiu para a escada.

– não antes de comer ele disse ainda me puxando. Comecei a me debater, até que parei e puxei meu braço, seguindo ele. Ele não tava fazendo aquilo por mal.

– vou dizer mais uma última vez. Você ta com fome, não está?

– okay, okay, to. Satisfeito? — eu disse bufando.

– não, eu fui errado. E se você realmente ta sem fome? Não posso te obrigar a nada. — ele disse pensativo.

– er, não, você não me obrigou a nada...mas eu preferia não comer aqui Pietro. — eu disse.

– Dane-se, vem.-ele me levou para a cozinha e começou a colocar bolos e cupcakes na mesa. — Olha, não sei cozinhar, então, não sei o que você quer, e...

– ei — eu sorri- ta tudo bem, só vou querer um cupcake e um pedaço de bolo okay? Ele sorriu e comemos em silêncio, ele era bipolar demais, uma hora ele era completamente frio e perigoso. Na outra complemente fofo e tranquilo.

– sua casa é longe daqui? — ele perguntou me acompanhando para porta.

– meia hora — eu disse — daqui a pouco estou lá.

– não quer que eu te acompanhe? — ele disse sério.

–para de tentar ser cavalheiro seu maníaco- dei gargalhada, mas parei logo em seguida, lembrando do fato de hoje de manhã, de como uma brincadeira dessa acabou fazendo com que ele ficasse estressado.

– Ta, ruiva falsificada. — ele disse.

– eu. Não. Sou. Falsificada. — disse pausadamente.

–pra mim você é — ele disse fechando a porta.

– é um idiota mesmo — eu disse pra ele e virando em direção à rua.

Cheguei em casa vermelha de cansaço. Eram três e meia da tarde, resolvi ir para casa de Gabe e esperar meus pais lá como eles tinham me falado. Tomei banho, coloquei um vestido preto com lacinhos vermelhos, uma sapatilha vermelha e fiz uma trança, que com meu cabelo longo e cacheado, ficava meio (muito bagunçado). Sai de casa as quatro e quinze, e fui logo pegar o ônibus,que, graças a Deus não estava lotado. O ponto de ônibus não era longe da casa de Gabe, então cheguei na sua casa rápido.

– Lisie — ele sorriu.

– Gabe, abra logo, preciso de água — eu disse e ele abriu. A casa de Gabe era mediana, tinha dois quartos, uma enorme sala, cozinha e tinha uma piscina de plástico nos fundos, eles ainda estavam guardando dinheiro para construir uma.

– você avisou seus pais que iria vir mais cedo? – Gabe disse.

– Eles que me mandaram vir mais cedo. Eles estão na casa da minha tia, daqui a pouco eles estão aqui.

– com quem você fez dupla em arte? – ele disse,mudando de assunto rapidamente comendo um pedaço de chocolate.

– Ahh... er... então- eu disse curvando a boca.

– Não me diga que... – ele respondeu.

– sim- eu disse

– VOCÊ FEZ DUPLA COM A LETICIA MITAKI– ele gritou

Revirei os olhos, Jake sabia ser tão idiota. Meu Deus.

– Não seu otário, imbecil – eu disse.

– Então com quem você fez? Porque, que eu saiba, sendo seu melhor amigo, você só odeia uma menina que é a Leticia.

– Ela nem faz artes comigo seu otário. Eu fiz dupla com o Pietro– revirei os olhos.

– ahhhh o Pietro. – ele disse tranquilamente.

– como assim você está tranquilo?- eu disse.

– ele é tão chato assim? – ele disse.

– sim, hoje eu fui na casa dele e só confirmei minhas expectativas de como ele é chato.

– Espera, o quê? – ele paralisou.

– o que, o quê?

– VOCÊ FOI NA CASA DO PIETRO?- ele gritou.

–PIETRO QUER FALAR BAIXO –gritei-, você parece um melhor amigo gay. Sim, eu fui. Qual o seu problema?

– é que você não é toda certinha? Pensei que seu pai não deixasse você ir em casa de meninos. Quer dizer, ele NÃO deixa você ir. Você foi escondida. – ele disse como se fosse a melhor noticia.

– meu deus Gabe, você parece que ta apaixonado por ele e ...Gabe, você é gay?

– sou Migs, depois da meia noite viro “Gabriela” e saio pegando todos os meninos na rua. – ele ironizou.

– Eu fui ta? Isso é um trabalho importante e ganha nota. Óbvio que meu pai não irá entender, e óbvio que ele não precisa saber. Então, trate-se de calar a boca. – eu disse.

– calma gata. Como é a casa dele?- é grande? – ele perguntou.

– demais. Tipo, é muito grande mesmo. Mas mudando de assunto, o que tem pra comer?

– e eu vou saber? – ele disse. — vou tomar banho, já volto. – ele disse.

– Ok, vou brincar com a Kass.

Kass era a cachorra dele, e eu a amava muito, ela era um amor, ele achou ela na rua, ela começou a seguir ele e ele resolveu ficar com ela.

– Oi senhora Bunner – cumprimentei a mãe do Gabe.

– Lisie, querida- ela disse. – como você está?

– to bem, e a senhora?

– to bem também. Seus pais já estão vindo?

– provavelmente daqui uma hora mais ou menos eles estão aqui – sorri – Kass ta lá fora?

– sim, pode ir lá. – ela sorriu.

– Olá garota – eu disse passando a mão nos pelos dela enquanto ela pulava em mim. – como você ta amorzinho?

Como se a cachorra fosse me responder né Lisie.

Fiquei brincando por alguns minutos com a Kass até que Gabe me chamou para jogarmos enquanto meus pais não chegavam.

Eu não gostava muito de vídeo game, mas gostava de apostar com ele no Guitar Hero. Porque eu sempre ganhava.

Meus pais chegaram meia hora depois e fomos comer duas horas depois, SIM, DUAS HORAS DEPOIS. Esses adultos amam conversar. Meu Deus.

Na mesa, eles conversaram sobre os serviços e etc. Até que eu ouvi meu nome e levantei meus olhos rapidamente.

– ahn?- perguntei.

– estávamos falando de quando você conheceu Gabe. Nos seus sete an...- Luiza começou e parou arregalando os olhos. Enquanto meus pais tentavam disfarçar.

– mas eu não conheci Gabe quando eu tinha 11 anos?

Notas finais
gente, mais uma vez, desculpas pelos erros, eu não revisei e faz tempo que escrevi. Bom, o capítulo 5 já ta sendo quase terminado. Espero que vocês tenham gostado. Por favor, não esqueçam de mandar reviews :3 até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.