Te conto meus contos...
20 A morte de Berenice
Notas iniciais
– Berenice! Ei, Berenice! Acorda. – Creuzodete falou, sacudindo Berenice.
– Não me mata!!!
– Calma, Berenice. Sou eu, viu?
– Por isso mesmo. Que susto! Eu tive um sonho meio difícil de entender. Você queria tudo de ruim para todos e...
– Eu sei como foi.
– Como?
– Estava acompanhando ele pela bola de cristal, desde ontem.
– Mas a senhora não dormiu?
– Não. Seu sonho estava tão sem explicação que não deu para entender. Aí tive que ver até o final.
Berenice começou a ficar tonta e logo depois caiu no chão. Creuzodete ficou preocupada e pôs a mão no coração dela, mas perdeu as esperanças assim que percebeu que seu coração não batia mais.
– Berenice...
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– Que bom que nos convidou para o velório dela. – Mônica falou chorando e todos seguiram o que ela fez.
– Não chore, ela estava mesmo velhinha. E cada um tem sua hora, né?
– É, mas mesmo assim, ela era importante. Pra senhora, principalmente.
Isso é um conto. Eu fiz ele para te contar. Só que ele não é e nunca vai ser um conto de fadas, pois nem todos viveram felizes para sempre. Num é, Madame Creuzodete?
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