Te conto meus contos...
7 A Cinderela e a Fera
Notas iniciais
Marina estava se arrumando para ir à uma festa, a festa de 15 anos da Irene. Sim, a Irene é a mais nova da turma.
– E pronto! Agora, vou ligar pro Franja para vir me buscar. Ou não... Eu posso pedir para a Carmem aquela carruagem de Cinderela que ela tem.
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DING DONG
– Pois não? Ah, é você, Marina?
– Sim. Carmem, você me empresta aquela carruagem bonita que você comprou?
– Você vai na festa da Irene com aquele treco velho? Eu já usei mil vezes!
– Uma vez, você quis dizer.
– Do mesmo jeito é muito.
– Mas então... você me empresta? Ah, e quanto é pra eu te pagar o motorista?
– Se você quiser, eu posso te dar a Carruagem e o motorista. Aliás, ele já está mais velho do que a carruagem.
– Só você, hein? Mas... obrigada!
– Só uma última coisinha... onde você comprou esse vestido maravilhoso?
– Nas lojas Marina.
– Você tem uma loja?
– Não. É aquela da propaganda: ♫de mulher pra mulher, Marina♫.
– Ah, obrigada.
– Mas pra quê você perguntou?
– Er... vou comprar pra minha prima.
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NA FESTA DA IRENE...
– Vai comprar pra sua prima, né? – Marina falou ao ver que Carmem estava com o mesmo vestido que o seu.
– É que meus vestidos estavam velhos e...
– Franja?
– Ah, oi Marina.
– Que cara é essa?
– É que, enquanto você parece uma Cinderela, eu pareço uma fera.
– Que nada, amorzinho.
Os dois se beijam de leve.
– Podemos dançar?
– Sim.
A música começa a tocar. Marina e Franja prendem a atenção de todos, e Irene fica supermegafeliz. De repente, uma preocupação de Marina tira o clima da festa.
– Que horas são?
– Onze e cinquenta e nove.
– Ai, meu Pai do Céu!
– O que houve?
– Preciso ir embora e rápido!
– Mas por quê?
– Não posso explicar agora! – E Marina sai, deixando um de seus sapatos de cristal ficarem presos no degrau da escadaria do Cerimonial.
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