Te Vivo
39 8. Consulta - 3 fase
Notas iniciais
Bella POV:
-Só saudade de você. – disse em um fio de voz. Engoli a seco e fitei seus olhos rezando para que ele não visse o medo estampado nos meus. Ele sorriu torto, mas tinha certeza que ainda não estava convencido disso. Ele beijou minha testa. Segurei seu rosto e parti para seus lábios.
Atitudes raras essas. Eu o atacar se é que isso é atacar.
Suas mãos foram para minha cintura e agora eu já estava em cima dele. Passei as mãos por seu cabelo o puxando para mim.
Edward infiltrou suas mãos por baixo de minha blusa e logo senti seu calor me domando, estremeci sobre suas mãos. As minhas já não tinham um rumo certo. Descontroladas e tremulas passeavam por toda extensão daquele lindo corpo por cima de finas camadas de pano.
Ofeguei quando ele me beijou o pescoço, suas mãos estavam em minha cintura apertando minha carne. Eu poderia o parar? Não. Oh meu Deus.
Gemi sem perceber ao sentir mordiscando minha orelha. Ele sussurrou:
-Vai me contar o porquê do choro?- Prendi a respiração e a soltei devagar abrindo os olhos e me afastei dele.
Ele me olhou ansioso. Ergui a sobrancelha.
-Estava tentando me seduzir para eu te contar? – Perguntei indignada. Ele riu.
-O único jeito.
-Não, não era. Você não acredita mais em mim! – Isso não foi uma pergunta. Edward ficou sério e eu me levantei. – Vou preparar o jantar. – Sussurrei e fui para cozinha.
Debrucei contra a bancada e suspirei. Será que até quando vou esconder isso dele? Eu e Edward não tínhamos segredos. Era tudo muito claro e simples. Mas neste momento minhas duvidas deveriam ficar em oculto. Eu não quero o afastar de mim.
Lavei as mãos e comecei a preparar o molho. Faria macarronada. Eu sabia que ele amava macarrão. Tudo para que ele esquecer. Sei que fui injusta. Fingi-me de chateada e ainda menti para ele.
Esfreguei as mãos no rosto e continuei dourando os fios esbranquiçados na panela que logo ganharam cor se misturando ao molho.
Edward deveria estar tomando banho.
Olhei para o relógio da cozinha marcavam 19h00min. Passei a tarde inteira criando uma luta interna comigo mesma. Isso era tão eu.
Senti mãos contornando minha cintura e uma respiração desregulada em meu pescoço, e logo beijos suaves que me fizeram arrepiar.
-Eu confio em você princesa! Só acho que está me escondendo algo. Está com medo de me dizer. É tão grave assim? – Nosso primeiro filho está a caminho, eu acho. Era isso que eu queria responder.
-Não há nada, amor. Edward eu só estava com saudades de você. Até eu me acostumar com a rotina será difícil. – Falei dando ombros enquanto me desvencilhava de seu aperto e caçava pratos, talheres e copos na cozinha. Ele sentou-se à mesa e ficou a me observar. Olhei de canto de olho enquanto me erguia para pegar os pratos.
Coloquei a louça na mesa e depois uma vasilha acrílica para a macarronada na bancada da pia. Joguei o resto do molho que havia sobrado na panela separada por cima e coloquei a vasilha retangular a mesa.
-Isso parece estar bom. – Disse depois de um tempo. Sorri.
-Só vai saber se provar. – Falei pegando uma jarra de suco na geladeira.
Sentei-me na mesa e servi os copos. Edward já estava comendo.
-Isso está muito bom. – Falou sorrindo e eu sorri de volta.
Durante o jantar não tocamos mais no assunto “meu segredo”.
[...]
Joguei-me na cama após tomar banho. Estava cansada. Eu não sabia o porquê. Hoje não tive enjôos e nem tonturas. Amém. Pelo menos me livraria de ir ao medico com Edward.
Ele me agarrou pela cintura me fazendo dar um gritinho de surpresa. Sentei em seu colo com ele ainda deitado. Ele ergueu um pouco o corpo para me beijar. O que iríamos fazer? Bem, eu não sei.
Assim que senti sua língua penetrar minha boca meu mundo parou e só queria sentir as sensações que somente Edward poderia me proporcionar.
Puxei suas mexas de cabelo o trazendo mais para mim. Ele ergueu minha camisola e eu fechei os olhos com medo de encarar as duas lindas esmeraldas que insistiam em me analisar criticamente a todo o instante.
-Nunca vou me cansar de olhar para você. – Disse e eu abri os olhos a tempo de vê-lo jogar minha camisola longe.
Meus braços contornaram seu pescoço e logo ele abraçou meu corpo. Gemi com a temperatura. Edward grunhiu em meu ouvido e pude sentir sua excitação perto demais de minha intimidade, agora totalmente encharcada. Céus. Como eu corei neste momento. Esses pensamentos nada puros.
Quem diria? Que um dia isso pudesse acontecer?
Arranhei suas costas nuas e o senti abrir o fecho do sutiã branco. Que caiu entre nós e ao tirá-lo espalmou suas mãos sobre meus seios. Tombei a cabeça para trás.
Senti sua boca ao redor do seio direito e com o outro apenas brincava com a mão.
-Oh, Edward... – Gemi quando ele começou a sugar meu seio. Estavam mais sensíveis ultimamente. Droga! Era por causa de... -Hmmmm... Por favor... – Eu pedi. O que eu estava a pedir?
Ele não parou um minuto se quer. Eu estava em êxtase total. Engoli a seco arfando quando ele subiu as sugadas para o meu colo e depois pescoço até chegar a minha boca onde deu um beijo demorado e totalmente molhado.
Quente. Eu estava assim. Pegando fogo.
Senti seus dedos atravessarem minha calcinha e tiraram a mesma. OH! Eu iria morrer.
Ele brincava com meu clitóris de uma maneira tão enlouquecedora. Eu estava quase chegando ao meu fim somente com aqueles dedos em meu botão. Mas ai ele me penetrou com dois dedos e eu perdi a linha do meu raciocínio.
Parecíamos que éramos virgens há pouco tempo atrás? Não! Pelo menos não ele. O que estava acontecendo? Eu quero me libertar.
-Oh meu Deus... Argh. – Remexi contra seus dedos.
-Bella, geme meu nome amor. – Ele pediu isso? Céus.
-Edward... Não! OH... – Eu gritei quando ele penetrou mais um dedo. Eu sentia minhas paredes o apertarem. Eu estava por vir.
Ele estocou com mais força em mim, e eu desfaleci em seus braços e para não gritar como louca mordi seu ombro sem delicadeza nenhuma. Ele gemeu com a mordida.
Minha respiração estava desregulada. A qualquer momento eu iria cair no sono. Só que não iria. Engoli a seco.
-Preciso te sentir. – Edward disse e sussurrei um Também quase inaudível.
Suspirei ao vê-lo tirar a calça de moletom e a boxe preta. Abaixei a cabeça. Aquilo realmente cabia em mim? Sim. A resposta era sim. Obviamente, Bella. Pare de ser idiota. Minha consciência queria que eu começasse a ter semancol.
Ele me abraçou e encostei minha cabeça em seu peito. Assim, minha noite se foi lenta e prazerosa.
Eu só não esperava que dessas noites uma pequena criatura começasse a brotar em mim.
De garota cadeirante a quase ninfomaníaca. De quase ninfomaníaca a quase mãe. De quase mãe a louca. Bom, eu concordo com o louca. O resto eu não tinha tanta certeza.
[...]
Eu havia dado graças a Deus que Alice e Rosalie faziam estagio à tarde depois da faculdade. Assim não me encheriam de perguntas.
Minha sorte era que não marquei consulta no hospital e sim em uma clinica. Meu deus que complicação. Eu parecia uma fugitiva.
-Isabella Cullen? Dra. Gina lhe espera. – A recepcionista me tirou de meus devaneios. Foi estranho ser chamada pelo meu sobrenome de casada. Ainda não havia me acostumado com certas mudanças. Suspirei.
Desde que saímos de Forks a ultima vez que estive com um médico foi com minha fisioterapeuta Nora. Imagino que Edward iria transferir minhas consultas para outro consultório medico. Mas não agora.
Entrei na sala meio receosa. Ruiva, cabelo longo e era jovem. Assim era Gina. Aparentemente era simpática continha um sorriso nos lábios. Eu gostei dela. Deveria ser como Nora.
-Isabella, sim? – Perguntou. –Soube que está com sintomas de virose. Pode me dizer quais são e há quanto tempo os sente?
-Bem... Eu me casei há pouco tempo. Eu estava em lua de mel há três semanas. Ficamos fora por volta de um mês. Nessas três semanas, hã... Acho que comecei a ter tonturas e enjôos pela segunda semana que voltamos de viajem. Eu estava pensando que era algo serio por que eu tive leucemia há pouco tempo, mas logo me caiu a ficha que eu poderia estar grávida. Enjôos, tonturas... Eu não sei. – Disse sempre fazendo pausa em minha fala. Gina me olhou gentilmente.
-Oh um bebê. Isso seria maravilhoso se estiver mesmo. Fez algum teste antes de vir aqui Bella? – Perguntou se levantando e indo até o balcão. Não pude ver claramente o que ela estava a fazer.
-Não. Não achei muito seguro. Er... Minhas amigas poderiam me encher de perguntas e não acho que está na hora de contar minhas suspeitas. – Sussurrei.
-Entendo. Pode me acompanhar? Vamos fazer um exame de sangue. – Disse e eu torci os lábios.
Odiava agulhas.
Notas finais
Mais uma vez obrigada pelos comentários. Espero que tenham gostado desse cap.
Até quarta.
Julie
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