Te Vivo
35 4. Nosso Mini Paraíso - 3 fase
Notas iniciais
Bella POV:
Passei as mãos por seu abdômen, me decidindo se poderia ou não, pelo menos tentar... Tirar sua calça de moletom. Ele sempre, desde ontem, tomou as iniciativas, eu apenas sentia. Eu tinha que tomar alguma providencia.
Mas aqui na sala?
Não era hora de me importar onde estávamos e sim o que eu iria fazer. Dizer um não a minha consciência e despi-lo? Ótima idéia seria uma pena... Se eu fosse tão covarde.
Ele sorriu contra meus lábios, e eu o sentia indo com as mãos ate meu sutiã. Novamente a tensão tomou conta de mim.
FAÇA ALGO, BELLA! Meu eu interior gritou em minha mente.
Engoli a seco e não sei de onde eu tirei forças, mas eu virei Edward para o outro lado, e o deitei no sofá, agilmente, me pondo em cima dele.
Fitou-me com os olhos levemente arregalados. Ele ficava ainda mais lindo com essa expressão no rosto, as sobrancelhas erguidas, a testa enrugada e a boca entreaberta.
Espalmei as mãos em seu peito, que logo foram para seu cabelo sedoso. Ainda deitado em baixo de mim, Edward segurou firme em meus quadris. Senti a fricção em nossos sexos, um roçar meio sôfrego. Arqueei meu corpo com o arrepio.
Minhas mãos foram para o cós de sua calça, desci-a até o meio de seus joelhos, o restante que faltava, Edward tirou sem esforço algum. Sorri vitoriosa.
Ele me olhou com um brilho diferente nos olhos. Seus olhos estavam escuros. Desejo? Por mim?
Minha respiração e a dele estavam descontroladas. Olhávamo-nos ofegantes. Sem saber o que fazer. Até que Edward começou a me beijar de novo.
Quando vi já estávamos completamente sem roupa alguma. Como noite passada, na praia, ele me sentou em seu colo delicadamente e se pós a me beijar novamente.
Quando suas mãos tocaram meus seios, eu era somente gemidos. Suas caricias faziam eu me perder em um delírio sem sim. Mordi sem ombro tentando conter os gemidos.
Quando ele me penetrou sem aviso, eu quase desfaleci em seus braços. Agarrei-me em suas costas, enquanto sentia nossos corpos chocarem.
Comecei a mover os quadris em busca de mais, Edward me ajudava com a mão em minha cintura ditando o ritmo. Ele mordeu meu lóbulo e eu senti que se eu poderia morrer.
As sensações eram tão boas, tão boas quanto às da noite passada. Seus toques eram tão prazerosos. Faziam-me sentir que estava em outra parte de mim. O desconhecido. Eu lembro o quanto eu ansiei isso há 4 meses. E agora estamos aqui.
Corpos se fundindo. Palavras carinhosas. Suor. Amor. E carinho. Ele sabia fazer a mistura perfeita de todas essas coisas.
Senti espasmos por todo meu corpo, e as sensações estavam quase se esvaindo. Edward aumentou o ritmo das estocadas e eu não podia mais agüentar isso.
Como eu previ anteriormente, chegamos ao ápice antes de eu perceber. Caímos no sofá.
Eu nunca iria me cansar de fazer amor com Edward. Poderia soar pervertido, mas não. Sem malicia alguma havia em meus pensamentos. Era só uma forma de senti-lo por mais tempo, de uma maneira extraordinária eu diria.
Se me falassem isso há um ano, eu apenas ficaria com o rosto quente e diria que era impossível. Namoro, cura, noivado, casamento... Lua de mel.
Às vezes eu me pego pensando, se realmente me perder nesse sentimento valeu a pena. Bem, eu digo que sim. Notório nos olhos do meu marido, o quanto me amava. E nos meus, está mais do que na cara que eu o amo mais que minha própria vida.
Sorri ao senti-lo acariciar meu braço, me aconcheguei mais em seu peito virando-me de lado. Comecei a fazer desenhos sem nexo com a pontinha do dedo indicador em seu peito.
–Edward?
–Oi, princesa. – Agora acariciava minhas costas nuas, suspirei quase me calando novamente. Mas eu precisava tirar a duvida.
–Foi bom para você? – Sussurrei logo sentindo meu rosto quente. Ele deu sua famosa risada rouca e eu quis que o chão abrisse um buraco para eu me enfiar lá dentro e nunca mais sair. Aquilo além de perturbador era constrangedor.
–Ainda duvida? – Disse e o fitei, ele me pós em cima dele. – Ontem à noite, foi o momento mais perfeito da minha vida. E agora pouco, bom, foi melhor ainda. – Disse olhando em meus olhos. Agora sim, suas esmeraldas estavam clarinhas e mais brilhantes do que nunca. Sorri automaticamente.
–Eu te amo, tanto. – declarei. Toquei seus lábios com a ponta dos dedos. Ele os beijou sem deixar de me olhar.
–Eu te amo mais. – Disse sereno.
Ele sorriu torto e logo estava me atacando os lábios novamente.
[...]
2 semanas depois...
–Ahhhhhhh, para Edward! Para. – Eu dizia em meio a risadas enquanto corria dele, que me perseguia. Estávamos desde depois do almoço brincando na praia, até que eu resolvi fazer uma travessura com ele.
Essa ilha estava me deixando mais atirada. Ou algo assim.
–Nunca. – Disse e deu uma risada medonha. Eu estava quase desistindo de correr, só para parar para rir do meu marido bobão.
–AHHHHH. – Eu gritei rindo quando ele me pegou por trás e me girou como se eu fosse uma criança.
–Te peguei Sra. Cullen. – Ele sussurrou em meu ouvido, e eu comecei a rir, tentando sair de seus braços. – Você tacou água em mim. – Acusou fingindo indignação.
Eu ri saindo de seus braços, ficando em uma distancia perfeita.
–Você fica lindo molhadinho. – Zombei e ele pegou um punhado de areia na mão e sorriu sapeca. – Oh, não. Sai. SAI EDWARD. SOCORRO. AHHHHH – Eu gritava rindo e corria novamente dele, que tentava me acertar.
–VOLTE AQUI, BELLA. – gritou rindo correndo atrás de mim.
Quase surtei ao cair de cara no chão de areia. Soquei o chão, irritada. Sentei-me na areia enquanto via Edward se aproximar, ele havia parado de rir instantaneamente, estava com o semblante preocupado. Limpei a areia do meu rosto, e o olhei risonha.
–Você ta bem? – Perguntou e eu assenti me levantando limpando meu corpo.
–To sim. – Disse e ele sorriu.
Edward havia parado com seu instinto maníaco de proteção.
Já fazia duas semanas que estávamos na ilha. Era tudo maravilhoso aqui. E estávamos mais felizes do que nunca.
Fazíamos amor todas às noites. E estávamos cada vez melhor. Não. Não fomos de virgens a tarados. É apenas... É apenas uma forma de expressar o que sentimos sem palavras. Isso... Argh, eu às vezes me sinto tão perdida que até meus pensamentos são confusos. Culpa do Edward.
Entrei na água para limpar meu corpo que estava todo sujo devido ao tombo. Ri sozinha. Eu era um desastre natural. Senti mãos grandes afagando minha cintura.
–Ei, do que está rindo? – perguntou com um pequeno sorriso nos lábios.
–De mim. Sou tão desastrada. – falei encostando a cabeça em seu peito.
–Eu amo isso em você. – Disse.
–O que? Gosta de ter uma esposa desastrada? – Perguntei divertida.
–Você é tão única, Bella. Às vezes fica deprimida. Às vezes é tímida. Às vezes fica irritada. Às vezes sorri. – Disse e eu ri.
–Isso se chama bipolaridade. Eu não sou bipolar, Ed. – falei fazendo bico.
–Não. Claro que não. – Ele falou rindo e eu acabei por rir com ele. Pousei as mãos em cima das suas que se pendia em meu baixo ventre.
–Até quando ficaremos aqui? – Perguntei.
–Na ilha? – Assenti. – Quando você quiser ir, nós iremos. Não tem pressa. Só vamos começar a ir para a universidade em Fevereiro. – Deu ombros.
–Poderíamos ficar para sempre aqui. É como um mini paraíso. – Disse e ele riu.
–Lá vem você, com todo seu ar observador. Realmente era magnífico. Eu me lembro de quando eu vinha aqui pequeno. Meu pai me levava para fazer trilha, às vezes minha mãe ia, às vezes não. Escalávamo-nos. – Disse e eu sorri.
–E agora?
–Agora... O que? – perguntou rindo.
–E agora que ta comigo. Continua sendo tudo isso para você? – Perguntei e ele sorriu.
–Sim. E mais. – Disse e se pós a roçar seu nariz em meu pescoço. Fechei os olhos sentindo a caricia.
Notas finais
Que tal fazerem o que fizeram no cap passado? LOL lets go, comentem.
Beijos
Julie
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