Te Vivo
42 11. Contando Com Você- 3 fase
Notas iniciais
OBS: ELA NÃO VAI MORRER OK? Ninguém especial vai morrer, quem sabe uma tal Loirinha infernal morra no final da fic, mas sem ser ela... Ninguém mais morrer.
Bella POV:
Faz quase três meses que nos mudamos para Massachusetts. E faz três meses desde que soube que estava grávida. Eu às vezes passava muito mal e não podia contar com ninguém apenas com Rosalie.
Eu sabia que uma hora iriam descobrir. Meus seios estavam maiores e engordei. Minhas roupas estavam ficando apertadas.
Estava indo semanalmente a obstetra que Gina me indicou. Dra. Claire era uma ótima pessoa. Eu a adorava.
Na faculdade eu estava indo bem. As matérias não se tornaram tão difíceis assim. Encontro com Jacob quase todos os dias. Às vezes nos falamos, e às vezes não. Edward não gosta que eu fique perto dele. Bem, eu também não me sinto confortável.
A parte boa é que não estou tendo mais tonturas e enjôos freqüentes, e não tenho desejos loucos. Mas Claire me explicou que está muito recente para começar a ter desejos. Quando estivesse de cinco meses eu começaria o martírio.
Minha relação com Edward está ótima. Estou orgulhosa dele. Tão dedicado ao estagio e a faculdade. Eu não quero o atrapalhar. Às vezes me dá vontade de contar que iremos ter um filho em cinco meses, mas... Ele sempre está muito cansado e tenso.
Alice sabe que estou escondendo algo dela. Mas optou por se calar. Rosalie estava cumprindo com sua promessa. Não contou nada a ninguém.
Meus pais me ligavam sempre que podiam. Estava com saudades de todos. Ainda não fomos a Forks, estamos esperando um feriado grande. A faculdade está tomando conta de tudo.
Minhas brigas com Edward pararam aos poucos. Voltamos a ser o que éramos. Espero que quando ele souber do bebê não fique chateado comigo.
Eu via mulheres com crianças no colo sorridentes pensando como seria se fosse eu no lugar delas. Eu seria uma boa mãe?
O sentimento maternal já tomou conta de mim desde o dia em que descobri que ia ser mãe. As batidas de seu coração, mal formado ainda, já estavam gravadas em minha memória.
Eu sempre via meu bebê pelo ultrassom. Rosalie me acompanhava quando podia. Estava ansiosa para Anthony nascer.
Anthony? Era o segundo nome de Edward. Eu podia ter certeza que era um menino. Ainda não sabíamos o sexo somente daqui a dois meses que poderíamos saber. Isso se ele ou ela estiver com as perninhas abertas.
Eu sempre achei que iria ter mais afinidade com Alice. Mas eu não sei... Rose me passa uma confiança. Eu sinto que posso contar com ela. Alice, por mais que eu a ame, não tem a língua presa e joga tudo para fora.
Era duas horas da tarde e eu estava estudando para a prova. Clausulas e mais clausulas para ler. E a hora das vitaminas também.
Sorri me levantando do chão e indo a cozinha. Escondi os remédios para que Edward não visse. Vai que ele cisma com algo. Estaria ferrada. Ele ia da faculdade para o estagio, por isso eu ficava em casa.
Sorte a minha de não tê-lo por perto essas horas. Ou não. Às vezes eu queria tê-lo por perto. Eu sinto falta de contar tudo. Era para ele estar comigo nas consultas.
Será que estava sendo idiota? O privando disso? Talvez ele queira um filho.
Gemi de dor. Às vezes eu sentia pontadas na barriga. Claire me alertou que a gravidez poderia ser perigosa e para eu não me estressar muito, poderia causar um aborto. Eu evitava o stress. Mas a preocupação era evidente. Noites mal dormida era a principal causa. Eu estava tensa demais por conta de provas e exames da faculdade.
Fechei os olhos com força e engoli a cápsula branquinha. Bebendo um pouquinho de água para ajudar o remédio descer.
Abri minha bolsa procurando um calmante. Céus eu iria morrer e matar meu filho se não achasse aquela maldita receita. Eram quantas doses por dia?
Comecei a ler o papel totalmente amassado quando ouço a voz de Edward que adentra na cozinha.
-Bella, eu cheguei cedo hoje... O que é isso? – Perguntou e eu deixei o papel cair das minhas mãos, e o fitei temerosa. Ele pegou a receita que havia caído no balcão e começou a ler.
Ele me analisou.
-É claro. Como não percebi antes, era isso que estava escondendo de mim todo esse tempo. Que diabos estava pensando, Bella? Que eu iria te deixar? – Soltou a bomba toda em cima de mim. Apoiei as mãos em cima da madeira fria.
-Eu estava insegura sobre o que você iria achar sobre. Estávamos bem demais apenas nós dois. O que você pensaria se estivesse no meu lugar? Um filho te atrapalharia agora. – Disse no mesmo tom. Ele riu cínico.
-Acha que eu o rejeitaria? Bella, claro que eu queria esperar mais um tempo para isso, pois casamos há pouco tempo. Mas aconteceu. E eu tinha o direito de saber. Mas você escondeu de mim. Uma vez você disse que eu não confiava em você. Mas agora vejo que é o contrario. – Ele falou magoado e eu comecei a chorar, hormônios malditos.
-Não esta vendo que só pensei em você, Edward? Sabe quantas vezes eu me remoí de culpa por não te contar? EU NÃO QUERO SER UM PESO NAS SUAS COSTAS! – Gritei. –Ah! – Toquei meu baixo ventre. Droga. Sobre o que eu prometi antes? Não se estressar. Isso faria mal ao Anthony. Edward me olhou preocupado e veio logo para o meu lado.
-Bella, o que esta sentindo? Pelo amor de Deus. – Disse exasperado. Apoiei-me nele.
-Eu não posso me estressar. Pode acontecer um aborto instantâneo. – Sussurrei.
Ele arregalou os olhos, e assustado, me amparou
-Não vou fazer você chorar, anjo. Eu prometi. – Disse mais para si mesmo do que para mim. Engoli a seco.
Isso doía, e muito, brigar com Edward! Ele me colocou no sofá e ergueu um pouco minha blusa e acariciou minha barriga que agora estava com um pequeno volume.
-Eu já o amo. – Disse e eu o olhei.
-Desculpe. Não acredito que escondi isso de você. – Falei baixo, feliz pelo que disse. Ele beijou meus lábios por um instante. –Estou de 12 semanas. –Disse como se fosse a melhor coisa do mundo. Ele sorriu lindamente. Ele chorava.
-Está indo ao medico? – Perguntou.
-Todas as semanas. Às vezes Rose vai comigo.
-Rosalie sabe?
-Só ela. Eu precisei contar a alguém. – Disse. Suspirei. Aquele sonho que tive meses atrás. Não iria se realizar daquela forma mágica. Não mesmo. Eu estava grávida no sonho! Agora tudo isso faz sentido.
Ele roçou o nariz em meu rosto.
-Podia ter contado para mim. – Disse e eu sorri triste. –Ele está bem? O que eram aqueles remédios na receita medica? Em que clinica esta a freqüentar?
-Calmo Edward. Anthony está bem. Eu preciso tomar vitaminas. Ela fica perto de Harvard. Um pouco mais longe do Campus. – Expliquei.
-Anthony? – Ele sorriu bobo. – É um menino? – Perguntou.
-Não sei ainda. Eu sinto que sim. – Disse sorrindo. – Colocarei o seu nome. É perfeito. Assim como você. –Falei.
-Não sabe o quanto estou feliz por isso. Nosso filho. – Falou sorrindo. E eu ri contente.
Apesar de pensar que ele iria renegar Anthony eu estava tranqüila. Meu eu interior era mais seguro do que eu. Talvez isso seja de meu psicológico. Passei por tantas coisas e agora fico com medo de tudo. Agora que Edward sabe. Só falta contar aos outros. Alice irá surtar. Meu pai irá matar Edward, com toda a certeza.
-Tem certeza de que você está bem? – Perguntou.
-Sim. Só não posso me estressar... Claire falou que eu posso morrer no parto, mas não quero pensar sobre isso. – Sussurrei e ele arregalou os olhos.
-Não! Não vai morrer Bella. Eu não vou deixar.
-Talvez eu fique viva. Mas se não for forte o suficiente naquele momento, eu não poderei resistir. – Ele fez uma careta de dor.
Não ver meu bebê crescer, não acompanhar suas fases... A possibilidade eram grandes. Claire me disse isso. Eu poderia morrer. Mas ela disse que a casos raros. Eu queria pensar sobre me manter viva.
Eu me curei da leucemia e varias e varias vezes ouvia isso dos médicos. Raros são os casos em que o paciente sobrevive. Eu posso sobreviver novamente sim? E ficar ao lado das duas pessoas que mais amo nessa vida.
-Você vai ficar comigo e com ele. Por que você é forte está bem?- Reconheci sua voz chorosa e isso quase me matou por dentro. – Não me perdoaria se acontecesse algo a vocês dois. – Agora eu enxugava suas lagrimas. Sorri tentado lhe passar força.
-Não vou te perdoar se ficar pensando assim. Você vai ser pai daqui a cinco meses. Vai ficar chorando ou vai comemorar? – Disse divertida e ele sorriu um pouco.
-Eu te amo. Esse é o melhor presente que alguém poderia me dar. – Disse e eu o abracei.
-Que bom que você chegou! – Sussurrei.
Notas finais
Julie
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