Te Vivo
17 1. Depois da Tempestade - 2 fase
Notas iniciais
Bella POV:
–Você está bem mesmo? -Edward perguntou pela milésima vez. Suspirei.
–Eu to. E para de ficar olhando para o meu pescoço. Isso é constrangedor. – Eu disse irritada. Meu humor não era um dos melhores. Eu briguei com Edward por ter brigado com Tanya, claro que ele ficou louco e me disse que eu era boa demais com ela. A verdade é que eu não queria que ele se metesse em encrenca por minha causa.
Após nossas famosas DR’s eu contei a ele sobre o que Tanya veio fazer aqui, claro que ele já tinha mais ou menos uma idéia. Mas ele nunca pensou sobre ela gostar dele, se quer havia imaginado isso algum dia. Mas quem diria que a garota mais ignorante seria capaz de amar?
Eu até entendo que ela havia ficado com raiva pelo Edward nem a notar, mas... Tentar me matar era demais, não é? Eu acho que também era por causa da minha “felicidade”. Como ela disse, mesmo com todos os motivos para ficar com magoas e rancor eu mantinha um pequeno sorriso no rosto. Ela tinha inveja de mim? Sim, ela mesma admitiu isso. E eu me surpreendi, porque ela tinha tudo. E mais uma vez, como ela disse, ao mesmo tempo nada.
A segurança do Hospital a interrogou. E com algumas alfinetadas de Edward, dizendo que ela praticou uma tentativa de homicídio, Tanya ficou presa durante dois dias. Obvio que seus pais pagaram um ótimo advogado para tirá-la de lá, mesmo com meus pais e Edward se queixando de Tanya.
É, meus pais. Edward contou para eles. Mais um motivo para a briguinha. Ele tinha o poder de me deixar irada. Se eu não o amasse tanto, eu diria que poderia matá-lo, mas eu não posso viver sem ele. Então deixei a raiva de lado.
Rosalie quando soube, queria ir a delegacia bater em Tanya novamente. Claro que eu não deixei. Mas bem que ela queria. E Alice não ficou atrás. Até o Edward estava apoiando elas nessa causa. Ele ficou louco de vez. Isso era um fato.
O engraçado de tudo isso, era que eu não estava acreditando em nada do que aconteceu. Mas é claro que a minha cabeça raspada fez questão de me lembrar. Um dos meus inimigos mortais agora era o espelho.
Alice com uma de suas graciosidades para moda me aprontou mais uma. Isso era pior do que implorar para eu ir ao shopping com ela e Rose. Arranjou-me uma peruca. Sim, uma peruca que mais parecia meu cabelo. Era mais curta que meu “antigo” cabelo e continha uma franja. Mas a cor e a textura lisa, era como ele. Quem diria que eu iria usar isso um dia. Edward diz que agora estou cada vez mais parecida com uma boneca de porcelana, ainda mais quando eu coro. Alice... Você é uma baixinha muito atrevida.
–Hey, eu só quero o seu bem, ok. Eu não agüento mais te ver com essa carinha emburrada. – Edward falou acariciando meu queixo.
–Olhe para mim. Nessa cama de hospital, esperando sair o resultado dos exames, careca. – Fiz uma pausa rindo sem humor. – Com uma peruca da cor do meu cabelo, ela tem uma franja. E ah, meu namorado é um mentiroso que vive dizendo que sou uma princesa. – Disse e ele sorriu.
–Você é tão engraçada, Bella. – Disse e eu balancei a cabeça, como se ele houvesse dizendo algo demasiadamente bizarro.
–Você é mais, pode ter certeza disso. – Disse sorrindo.
Desde quando eu me tornei tão abusada? E respondona. Eu era um tipo de criatura calma e tímida. O que a convivência com Rose e Alice me fizeram, estou a enlouquecer.
Suspirei e acariciei a mão de Edward.
–Acha que algum de vocês é compatível?-Perguntei e ele sorriu.
–Tem que ser. – Ele disse.
–E se não tiver ninguém... Eu ouvir dizer que em casos assim, os pais do individuo poderiam ter outro bebê, para o transplante e... Mas não sei se é possível com os meus pais. Sabe a idade avançada... – Eu disse embolada.
–Hey. Ninguém está mais nervoso do que eu aqui, sim? Bella não sabe o quanto eu temo em te perder. Eu poderia ir até o outro lado do mundo para poder buscar alguém que sege compatível com você. Eu não te vou deixa ir. Não vou deixar seu pesadelo virar realidade. – Me beijou a testa. Eu respirei fundo o vendo se levantar da cadeira. Segurei seu braço.
–Antes de ir... Pode me satisfazer um pedido meu? – Murmurei a pergunta, ele sorriu.
–Claro. O que é? – Perguntou.
–Me beija? – Pedi. Ele franziu o cenho e se aproximou mais do meu corpo, me inclinei um pouco mais para frente, sentando.
Logo seus lábios tocavam os meus. Pus as mãos em sua camisa, o puxando mais para mim. Uma de suas mãos estava em minha nuca, e a outra pousava ao lado do meu corpo, sustentando seu peso.
Logo sua língua quente penetrou minha boca, eu não sabia o quanto, mas eu sentia falta do seu toque. Isso poderia soar pervertido, mas eu não esqueci a noite em que ficamos só de roupas intimas em meu quarto, quando ele disse que era virgem, e quando eu simplesmente o “excitei” sem fazer nada. Eu queria mais noites como aquelas, eu queria mais contato. Será que era pedir demais?
Edward não parou com os beijos, desceu ao meu pescoço e distribuiu um montão me fazendo rir, isso fazia cócegas.
Ele ergueu a cabeça e sorrimos juntos.
–Não vai não. Fica. Eu sei que isso é egoísta. Você já passa a maior parte do dia aqui quando volta da escola. Mas só hoje. Eu preciso de você. – Disse olhando em seus olhos.
–Não vou não. –Disse sorrindo.
–Obrigada. – Disse e bati no espaço enorme ao meu lado. – Acho que não vai ter problema você ficar aqui comigo. – Falei e ele riu.
–Você é incorrigível, amor. – Disse e quando vi já estava ao deitado ao meu lado. Aconcheguei-me a ele, minha sorte, era que havia passado a fase dos mil e um fios em mim, e me dava mais liberdade para me mover. Ri com o pensamento. Edward que me falava sempre sobre eles, e eu peguei a mania, mesmo sabendo que era uma ironia um tanto sarcástica de Edward.
Minha cabeça estava em seu peito. Eu suspirei fechando os olhos. Ele acariciava meu braço, eu me arrepiava a cada toque seu. Eu fazia desenhos sem nexo em seu peito com as unhas, por cima de sua camisa pólo azul listrada.
Eu me lembrava de cada momento em que passamos juntos. Cada palavra que ele me disse, quando nos tornamos melhores amigos. Eu sabia tudo sobre ele, e ele sobre mim. É incrível como não tínhamos segredos.
Eu era sua primeira namorada. E também seu primeiro beijo. Edward não era o tipo de rapaz que saia muito, e ficava com todas. Alias, foi-lhe sugerido que o fizesse, mas ele não foi. Ele mesmo disse que não gostava muito dessas atitudes era aqueles homens de antigamente. E adivinhe quem o tinha sugerido ir às farras? Ninguém mais, ninguém menos, do que Emmett McCarty Brandon.
Claro que Emmett não fazia por mal, ele só não gostava de ver Edward a parecer um emo desconsolado. Palavras de Edward. Como muitas vezes Edward me disse, ele esperava por mais. E esse mais era eu. E mais uma vez eu me perdi em suas palavras doces e carinhosas, ele tinha o poder de me derrubar apenas falando. Ele tinha todo controle sobre mim.
Eu o amava tanto, chegava a doer. Acho que o amo mais que tudo. Não! Eu tinha a certeza. Eu o amava mais que tudo. Mais que a minha própria vida até.
Quando eu estava sozinha neste quarto de hospital, sem nada para fazer, somente refletir olhando as paredes brancas pálidas, eu me lembrava do meu outro sonho. Sim, aquele que eu disse sobre ser lindo. Eu tentava desvendar sobre o que falávamos.
Certo. Era sobre alguém, ou algo que estava por vir. Eu estava tão estranha, tão menos eu. Mas, no entanto... Mais feliz. Este com toda a certeza, eu queria que se realizasse. Eu estava curiosa, coisa que eu não era.
Mas a verdade é... Eu estou sendo coisas que eu nunca fiz, porque arranjei amigos que me fizeram mudar as minhas escolhas. Dando-me mais forças. E um dia, eu poderei recompensá-los por tudo isso que estão a fazer por mim.
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