Te Vejo Em Breve
2 Estranha?
Notas iniciais
*Noah*
Faz um tempo que Sol se foi, eu nunca pude falar como eu a amo, nunca pude beijar seus lábios... Mas acho que o bilhete que ela deixou foi especificamente para mim. Naquele dia horrível eu achei o bilhete na mão dela e rapidamente peguei e escondi, pois sabia que poderia ter alguma coisa sobre a existencial dela aqui na terra, afinal eu era um dos únicos que sabia que ela não é desse planeta. Quando li estava escrito bem grande "TE VEJO EM BREVE", quando li eu senti uma coisa no meu peito como se aquilo fosse verdade. Começo a pensar diferente sobre isso, pois já passou uns 3 meses sem ela aqui. Com esse tempo que passou eu pude conhecer outras pessoas (principalmente mulheres) mas não esqueço dela (claro, foi ela que mudou a minha vida). Então tenho que seguir minha vida.
Um tempo depois estava com minha nova namorada Bianca, ela me lembra um pouco Sol (em aparência).
– Oi amor — disse ela enquanto me dava um selinho.
– Oi. Bom dia, que milagre é esse você aqui a essa hora da manhã?
– Arrumei um emprego e só passei aqui pra te dar um beijo, tenho que ir agora.
– Ah sim, então bom trabalho — disse dando um beijo na testa dela.
– Te amo.
– Também — e ela me olhou um pouco séria e saiu.
Não gosto de dizer "eu te amo" sem amar alguém. A única que eu diria eu te amo seria Sol, mas ela não estar mais aqui.
*Azul*
Estou tão feliz que minha irmã apareceu, mas ando notando que ela esta diferente, estranha. Quando falo sobre algo que a gente já conversamos ela estranha e pergunta sobre o que conversamos mesmo. É como se a memória dela tivesse sido toda apagada. Quando vê fotos de seus amigos me pergunta quem são, até quando ver algum vizinho nosso ela não o reconhece. Minha mãe acha que esse lugar não estar fazendo bem para gente, então em 2 meses vamos nos mudar para cidade, onde tem melhores hospitais. Minha irmã sumiu muito doente mas agora que ela voltou parece estar novinha em folha, pra falar a verdade parece outra pessoa. Acho que não deveríamos mudar, mas pensar que vamos para um lugar que tem mais shoppings e lojas eu fico um pouco mais animada. De repente um grito me tira dos meus profundo pensamentos:
– Venecia! Azul! Venham almoçar.
– Já vou — guardo minhas coisas e desço a escada super rápido.
– OI AZUL! — diz meu tio que não vejo faz tempo — como você cresceu, cadê a ruivinha? — ele a chamava assim carinhosamente.
– Já deve estar vindo.
Quando Venecia desce, ela vem vestida com roupas que eu nunca a vi usar. Ela sempre usava shorts, blusas com mangas compridas e botas marrons (sempre assim), mas dessa vez ela desceu as escadas um pouco com pressa e usando um vestido branco solto com duas camadas a debaixo totalmente branca e a de cima era renda branca. Minha mãe olha meio surpresa e diz:
– Filha, o que deu em você, quando você ganhou esse vestido não queria nem chegar perto dele.
– Sério? — disse surpresa e eu estranhei — achei ele super lindo e confortável.
Outro detalhe que achei estranho era o fato dela estar com os cabelos arrumados e soltos, ela sempre usava eles em um enorme coque ou rabo de cavalo. Ela definitivamente não é a irmã com que cresci, ela mudou drasticamente.
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