Te Matar Foi Dificil
6 Cap.6 A primeira briga e o primeiro beijo
Já era impossível controlar os olhares apaixonados, Peter e Anne estavam mais próximos do que nunca não havia mais discussões ou trocas de insultos, eram apenas palavras calmas e trocas de delicadeza. Anne não se reconhecia mais, aos poucos estava se tornando uma garota doce com mais fé no amor. Começou a ler livros de romance e começava a se encachar na personagem mocinha da história. Trocava suas horas na beira dos vales por horas conversando com Peter no celular.
Peter também estava diferente, tinha amadurecido bem mais, pois tinha deixado de lado as coisas de moleque e estava tomando responsabilidade de adulto. Como já morava sozinho, começou a organizar mais sua casa e sua vida. Trocou os jogos de futebol com os amigos a tarde por altas conversas com Anne. A maioria das vezes eram assuntos banais como trabalhos escolares ou alguma fofoca que ele ouvira pelos corredores, mas apenas esses assuntos idiotas rendiam horas e horas e ele adorava isso , o que mais gostava era escutar a voz de Anne , era calma mais ao mesmo tempo potente deixando transparecer que ela não era uma moça indefesa.
Tudo corria muito bem, perfeitamente até. Até que aconteceu a primeira discussão. Havia uma garota chamada Kathy, na sala onde Anne e Peter estudavam, era uma bela moça alta, loira boa aparência por fora, mais por dentro era podre. Não pensava em ninguém além de si mesma, passava por cima de tudo e de todos para conseguir o que quer. Kathy era do tipo de garota que todo rapaz sente atração física por ela ter um belo corpo, mais isso nunca chamou a atenção de Peter e por esse motivo Kathy se apaixonou por ele. Ninguém sabia dessa paixão, mais o ciúme de Kathy quando via Peter e Anne juntos, acabava demonstrando tudo.
Era um dia de teste de biologia, quando tudo aconteceu, Peter já havia lido todos os livros possíveis e estudado o suficiente para tirar uma boa nota junto com Anne, aproveitando que o teste era dupla, os dois faziam um ótimo casal e uma ótima parceria, até que poucos minutos antes do teste, Kathy vai a banca de Peter e começa a se insinuar para ele:
Olá Peter!
Ah olá Kathy, como vai?
Bem mais posso melhorar se você for fazer dupla comigo, o que acha gatinho? — E passou a mão delicadamente no rosto de Peter.
Ele já está fazendo dupla comigo não percebeu? Esbraveou Anne antes de Peter responder
Quieta estranha, estou falando com Peter, seu nome é Peter por acaso querida? Disse Kathy querendo puxar uma briga.
Garota saia daqui, ele está fazendo dupla comigo, saia! Antes que eu faça alguma coisa e me arrependa
Eu não tenho medo de você menina, o que você poderia me fazer hã? Jogar uma bruxaria? Sim porque você parece uma bruxa de tão feia. O que foi amor tá com ciuminho é?
Não tem medo de mim vadia? Bom mais deveria.
A sala de aula estava toda em silencio, Anne puxou de dentro da sua bolsa um estilete bem afiado, e avançou para cima de Kathy, que tentou se defender de todas as maneiras mais acabou não adiantando. Anne cortou a mão esquerda de Kathy, e Peter segurava Anne pelos ombros, mais quem olhasse para Anne sabia que ela estava satisfeita em ver sangue derramado pelo chão da sala, ela estava muito feliz em saber que quase matou uma pessoa. Seus instintos psicopatas estavam florescendo aos poucos e ninguém estava percebendo isso.
A diretora Lilian chegou à sala e se deparou com a cena de desastre, e levou Anne para a direção. Peter quis acompanha-la mais Lilian achou melhor não, queria ter uma conversa séria com Anne. Na sala da direção, Lilian mandou Anne sentar-se e Anne sentou e começou uma longa conversa:
Senhorita Anne, poderia me explicar o ocorrido antes que eu lhe dê a suspensão?
Não há o que explicar.
Claro que tem. Você sabe que na nossa instituição de ensino não é permitido facas, estiletes ou qualquer outro tipo de objetos cortantes.
Sim, eu conheço as regras.
Me diga, porque praticamente esfaqueou sua colega de classe?
Ela não é minha colega
Anne, por favor, não complique meu trabalho, o que houve? Conte-me.
Ela estava tentando roubar meu companheiro de teste.
Hum, e isso era motivo para derramamento de sangue?
Sim, pra mim era.
Bom está ciente da suspensão ?
Sim.
Ótimo, já pode se retirar.
Assim que Anne fechou a porta, a diretora tirou seus óculos, e pensou alto: Essa garota é uma psicótica, como um ser humano pode ser assim tão frio? Ela precisa de tratamento urgente antes que seja tarde.
Peter estava esperando Anne na saída da escola:
Posso te oferecer carona?
Anne acenou com a cabeça que sim, subiu na moto com Peter e seguiu. No meio do caminho Peter parou a moto e desceu e disse:
Anne precisamos conversar.
Sobre o que Peter?
Seu comportamento na sala a pouco tempo. Confesso que me deixou assustado.
O que? Tem medo de sangue?
Não exatamente, mais precisava esfaquear a menina?
Tá com pena dela? Acho que sei onde ela está internada
Anne, você tá com ciúme? Peter perguntou puxando-a para mais perto dele
Claro que não
Mais Peter a puxou pela cintura com mais força até encosta-la completamente em seu corpo, então olhou diretamente nos seus olhos e disse:
Não? Pois é isso que seus olhos estão me revelando.
Anne não respondeu, mais sentiu aos poucos Peter se aproximando do seu rosto, os lábios imploravam para ser tocados uns pelos outros, os corações de ambos se aceleravam e lentamente os olhos iam se fechando como se já esperassem pelo acontecido. Então, finalmente o beijo.
Para Peter, os lábios de Anne eram como o mais doce mel existente na Terra. E como se encaixavam perfeitamente no dele. Mais Peter queria mais, queria seu corpo queria que Anne fosse inteiramente dele. Então a puxou com mais força para si até não haver mais espaço entre ambos.
Para Anne, simplesmente foi perfeito. A barba de Peter roçava em seu queixo e lábios, a língua dos dois se tocava e virava em um movimento divino e combinado. Nada de pressa. Um beijo lento. Corpos totalmente colados, apenas separados por uma camada de roupa que seria muito fácil retira-la.
Notas finais
Aguarde o próximo capitulo , onde Peter e Anne decidem morar juntos.
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