Te Amaré Hasta La Muerte.

4 Capítulo 4 - Susto.


Amanhece um dia chuvoso e frio. Dulce e Ucker ainda estavam dormindo quando alguém bate na porta.

- Nossa Dul, quem será essa hora da manhã?

- Não sei amor. Deve ser o diretor, ou alguém assim. Que horas são?

- Exatamente 07h30min.

As batidas soavam mais fortes.

- Já vai! – gritou Ucker.

Ucker e Dul se dirigem para a porta. Quando a abrem, uma surpresa. Era Fernando, o ex namorado da Dulce.

- Fernando? O que você faz aqui? – disse Dul em tom desesperado.

- Vagabunda, mal terminou comigo e já tá com outro? Nossa. Eu não sabia que precisava satisfazer teus desejos tão cedo! Afinal, a gente só fez sexo uma vez lembra?

- Para com esse papo e me responde: O QUE VOCÊ QUER?

- Eu vim te buscar pra voltarmos pra casa.

- Só nos seus sonhos. – e Ucker se pôs em frente à Dul, impedindo que Fernando a tocasse – você não percebeu que só fez mal a ela?

- Sai da frente valentão. – ele empurra Christopher.

- Ou você vai embora, ou eu chamo a polícia! – ela ameaça. De repente Fernando puxa Ucker e o segura, apontando pra ele uma arma.

- Ou você vem comigo ou eu mato ele!

- NÃO! – Dul gritou e começou a chorar.

- Dulce, meu amor. Não faz isso.

- Mas eu não posso deixar ele te matar.

- Confia em mim?

- Decide vagabunda! Você vem comigo... do contrário, dê adeus ao seu amiguinho.

- Certo eu vou.

- Dul... por fav... – antes que Christopher terminasse a frase, ele foi jogado no chão. Junto com a arma de Fernando, que estava descarregada. Mas como ele bateu a cabeça quando caiu, não percebeu.

Passaram-se mais ou menos 20 minutos pra que Ucker ficasse consciente de novo. Ele não se lembrava exatamente de tudo. Mas quando viu a arma, refrescou um pouco a memória. Ele correu para o telefone e chamou a polícia. Logo os policiais chegaram.

- O que foi filho? – disse o policial – na ligação você parecia preocupado.

- A Dul... Dulce María... Ela foi seqüestrada.

- E como você sabe?

- Ela é minha namorada. O ex dela chegou aqui mais cedo, me empurrou e foi embora com ela. Nós precisamos achá-la, por favor.

- Acalme-se rapaz! Nós vamos encontrá-la... você tem alguma idéia de onde eles possam ter ido?

- Sim, é muito provável que eles tenham ido pra casa da mãe dele.

- E você sabe onde é?

- Te explico no caminho, vamos.

Eles seguiram rápido pra casa que Ucker tinha dito. Com as sirenes ligadas eles conseguiam ultrapassar todos os carros. Chegando lá o policial deu um colete pra Christopher vestir, caso Fernando estivesse armado.

- E uma arma? De que adianta o colete se eu não tiver com o que me defender?

- Nada disso...

- Por favor, é minha namorada.

- Tá... certo. – Ucker pegou uma arma que estava no banco de trás.

- Deixe-me ajeitar pra você filho. – e o policial carregou a arma

- Obrigado.

- Vamos?

- Eu vou pelos fundos e você pela frente. Em silêncio ok?

- Eu sou o comandante aqui.

- Tá... e quais são as suas ordens?

- Você vai pelos fundos... e eu e meu parceiro pela frente, aquele que está na outra viatura.

- Tudo bem.

Ucker pulou o muro que havia e foi abaixado para não ser visto através das janelas. Quando ele chegou por trás o policial já apontava uma arma para Fernando, que apontava uma arma na cabeça de Dulce. O policial e seu parceiro viram Ucker. Fernando não.

Ucker sabia que não podia matá-lo. Afinal, ele iria ser preso e precisava sofrer. Então ele pegou um copo e, com toda cautela ele arremessou na cabeça de Fernando. Ele soltou Dulce e caiu no chão. Pôs as mãos na cabeça e viu que estava sangrando.

- Uck! – Dulce gritou e começou a chorar mais. – Meu amor. Como você sabia que estávamos aqui?

- Nossos pensamentos são interligados, minha vida.

- Eu te amo. Se você não tivesse vindo eu não sei o que teria acontecido.

- Eu também te amo. – e os dois se beijaram.

- Estúpido, cretino e arrogante. E você? Não passa de uma vadia.

- Fernando Juanes, você está preso sobre acusação de seqüestro. Tem o direito de permanecer em silêncio; tudo o que disser poderá e deverá ser usado contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Se você não puder pagar um, nós indicaremos um. Você entende seus direitos?

- Sim.