Te Amarei... Para Sempre...
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Valeria Narrando
Eu já estava na limusine, muito nervosa. Da um desconto! É meu casamento!
Você deve estar se perguntando: Quem é você sua doida? Valeria Ferreira, o prazer é seu. Hoje irei me casar com um amigo de infância por pressão da nossa família, não ache que eu sou ingênua ou esnobe, só acho que meus pais mereciam isso depois de tudo que fizeram por mim. Davi não é má pessoa por ter aceitado toda essa insanidade, ninguém tem culpa de nossas famílias serem da idade da pedra. Nós nos damos bem, podemos levar isso adiante, e quem sabe não gostar de um jeito diferente um do outro algum dia?
Chegamos. Borboletas no estomago e mãos suando. Calma Valeria, respira, vai dar tudo certo.
Saí do carro e me posicionei no portão da igreja, a música começou a tocar. Entrei com passos lentos, e como diz minha amiga: Divando total. Olhei para o altar e lá estava, minha família. Minhas irmãs Majo e Alicia, minha mãe Rosa e meu pai Roberto. Ao lado deles estavam meus futuros sogros, Tiago e Amélia.
Com os olhos procurei por Davi, mas não o achei, e só então percebi as caras de aflição da minha família.
Cheguei até o fim do tapete vermelho minhas irmãs logo se aproximaram de mim.
–O que aconteceu?Cadê o Davi?- Perguntei meio desesperada.
–Ele...Ele não veio.- Majo jogou a bomba.
–Como assim não veio?!Hoje é nosso casamento!
–Calma Valeria. –Alicia tentou me tranqüilizar, mas eu não a deixei me abraçar.
–Onde aquele moleque se meteu?!- Gritou Tiago.
Eu não queria ouvir mais nada, comecei a correr para fora da igreja, ignorando os chamados da minha família.
Voltei para o carro, e pedi para o motorista me levar para casa, eu estava muito abalada.
A frente da minha nova casa era enorme. um grande jardim com flores por todos os lados, pensei que eu fosse ser feliz aqui. Há uns 100 metros de mim, vi Davi correndo, pensei em chamar por ele, mas quando vi Vitoria, nossa empregada, correndo ao seu lado eu não consegui dizer nada. Cada um levava uma mala de mão, entraram no carro dele e saíram cantando pneu. E eu fiquei lá arrasada, parecia que eu estava vivendo uma novela mexicana, que passa naqueles canais que só velhinhas assistiam.
Entrei no meu quarto e bati a porta com força. QUE ÓDIO!ESSE ERA PRA SER UM DIA FELIZ!AQUELE CRETINO ACABOU COM TUDO!
Rasguei meu vestido, não me importando com o fato de ele ser alugado, minha mãe que se vire com isso, lagrimas borravam minha maquiagem tão bem feita. Deitei-me na cama e acabei por dormir daquele jeito mesmo.
De manhã minha mãe bateu tantas vezes na porta que eu comecei a cogitar que ela fosse um robô, mas não abri a porta, que ela morre-se batendo e gritando. Lá pela tarde levantei e andei até o banheiro, encarei o espelho e percebi que eu estava um treco.
Tomei um banho demorado e desci para comer algo. Ignorei as perguntas dos meus pais e depois subi de novo, escutando músicas deprimentes. E foi assim, por dois dias, até que recebi uma mensagem:
Amiga, sei que você deve estar em lua de mel agora, mas será que poderia vir ser minha madrinha de casamento aqui no rio de janeiro?É, EU VOU ME CASAR!Me liga, bjs.
Bibi
Demais!Até ela vai se casar e eu aqui sozinha... Lembro-me de ter ficado triste por ela não ter vindo ao meu casamento, agora eu agradeço á Deus por ela não ter vindo, e por mim ela não ficaria sabendo desse desastre. Quer saber?Até que vai ser legal ir pro Rio esfriar a cabeça, e quem sabe me divertir um pouco.
Continuaa...
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