Te Amaré Hasta La Muerte.
2 Capítulo 2 - Reencontro.
Dulce chegou cedo no apartamento onde ia ficar pra gravação da novela. Eram mais ou menos umas 08h00min e ainda não tinha ninguém por ali. Bem, na verdade tinham sim. Tinham as pessoas dos outros quartos, os zeladores e os que trabalhavam na lancheria do hotel. Como era cedo, ela foi tomar um café e não viu Christopher chegando.
Por Ucker: Meu Deus, lá está ela. Como ela mudou! Já não são mais cabelos vermelhos. Agora são cabelos negros, meio azulados, que percorrem até a metade de suas costas. O corpo dela... nossa. Perfeito. De lá pra cá ela mudou muito, inclusive as roupas, que antes eram calças e blusas, agora são vestidos.
- Dulce?
- Ucker! – Dulce deu um grito tão alto que chegou assustar os moradores e por sair da mesa tão rápido quase derrubou o café. – Que saudades! Me abraça? – e Christopher lhe abraçou, com força, mas não deixando de ser suave.
Por Dulce: Eu sabia. Ele está mais lindo do que antes. Mais charmoso, mais musculoso... e o cabelo dele não anda mais bagunçado. A única coisa que não mudou foi o abraço. O mesmo de sempre. O mais aconchegante, o mais macio e o que mais me dá segurança. Ouvir o coração dele pulsando. Parece ter um ritmo que me faz relaxar. É tão estranho o jeito em que eu estou pensando nele. Para Dulce, PARA!
- Você mudou, hein Dul?
- Pra melhor ou pra pior?
- Pra melhor, bobinha.
- Ufa! – ela sorriu.
- Eu tenho tantas coisas pra te falar...
- Ucker! Dul! – gritou o diretor de filmagem – Não temos tempo pra blá, blá, blá agora! Temos que nos reunir pra vocês pegarem o roteiro e “entrarem” no corpo dos personagens, vamos!
- Vamos Ucker. – ela sentiu-se mal por não ouvir o que ele tinha pra falar e ao mesmo tempo sentiu curiosidade, afinal, ele estava apaixonado por ela também?
- Sim, vamos. – disse Christopher meio cabisbaixo.
Por Ucker: Não se preocupa Christopher, não se preocupa. Ela acabou de chegar e essa foi só sua primeira oportunidade de falar o que sente... Mas eu juro, que na próxima chance boa que eu tiver vou falar tudo.
Por Dulce: Diz que não é verdade! Eu me apaixonei de novo pelo Uckermann? E agora? Será que ele mudou o jeito de pensar também? Eu não quero que ele me magoe de novo. Aliás, não quero perdê-lo. Vou fazer ele me falar o que ele tinha pra falar e ver se é isso que eu estou pensando.
A reunião com o diretor levou 3 horas. Foi cansativa por esse lado, mas por outro divertida. Pedro era um grande piadista e fazia os outros rirem com qualquer coisa.
Depois da reunião, Christopher convidou Dulce para jantar fora.
- O que vão querer? – pediu o garçom.
- Eu quero o nº. 16 e um suco de maracujá. – disse Dulce.
- E pra você?
- Eu? Hum... o nº. 25 e um refrigerante.
- Ok, já viremos com seu pedido.
- Obrigada. – falaram Ucker e Dulce sincronizados.
- Então Dul, como vai a vida?
- Ah, nada de mais. Eu ando compondo, mas nesse momento ainda não tenho vontade de lançar um CD.
- E a vida amorosa?
- Terminei com ele ontem. O nome dele era Fernando. Ele brigava comigo e era possessivo demais. E além disso, eu já não amava mais ele.
- Hum...
- E a sua?
- Nada. – ele riu. – Na verdade eu estava esperando pela pessoa certa, me entende?
- Claro que entendo. Eu acho que estava desesperada. E depois do que você fez comigo, precisava de alguém.
- Ah. Sobre isso... quero te pedir desculpas. Eu sei que agi totalmente errado. E já aprendi com meus erros. Pretendo não cometê-los mais. Você me perdoa?
- Claro que sim Uck. – Uck era o apelido fofo que Dul tinha dado a Christopher. Mas só ela chamava-o assim – Como eu não te perdoaria? – os dois sorriram.
- Chegou o pedido! – disse o garçom – E aqui está a conta, quando acabarem passem lá naquele caixa e paguem... Peraí, você não é o Christopher Uckermann e você a Dulce? Ex-RBDs?
- Sim, somos nós. Só não fale alto, por favor. – pediu Ucker.
- Me dêem um autógrafo?
- Claro. – mais uma vez os dois responderam sincronizados.
- Prontinho.
- Obrigada, mesmo! – e o garçom se retirou feliz da vida.
- Nossa, fazia muito tempo que alguém não me pedia um autógrafo.
- É pra mim também. – Dulce concordou.
Em meio a papos e mais papos de sobre como eles haviam passado esses 3 anos... eles acabaram a comida.
- Vamos?
- Vamos.
Os dois se dirigiram ao caixa para pagar.
- Não, nada disso Dul. Deixa que eu pago pra você!
- Não precisa, Uck.
- Claro que precisa.
- Awn, que fofo. – os dois sorriram e Christopher ficou vermelho de vergonha. A última vez que alguém tinha o chamado de fofo, deve ter sido quando ele era bebê.
Ucker foi no volante dirigindo até o hotel em que estavam hospedados. No carro eles conversaram mais.
Por Ucker: É hoje. Quando a gente chegar no hotel eu vou dizer pra ela o que eu estou sentindo. Ou será que não? Ah, não tenha medo Christopher, o máximo que ela pode fazer é te dizer que não sente o mesmo.
Por Dulce: Será que ele vai me dizer que me ama? Nossa, seria um sonho. Ele realmente mudou. E o melhor é que não foi só fisicamente. Ele mudou muito na forma de pensar. Agora ninguém mais pode chamar ele de bebê. – Depois desse pensamento Dulce sorriu. Ucker achou estranho, mas sorriu também.
Depois de dirigirem pela cidade, pegando todos os semáforos abertos eles chegaram no hotel.
- Chegamos! – exclamou Ucker. E foi correndo abrir a porta pra Dulce.
- Nossa, que cavalheiro.
- Vamos? – falou ele com um sorriso de orelha a orelha.
- Claro.
Os dois subiram no elevador, mas dessa vez em silêncio... Ao chegarem no andar dos seus quartos Ucker disse:
- Dul, lembra que eu disse que tinha muitas coisas pra te falar?
- Sim... – disse ela nervosa – o que é?
- Bom... – ele inspirou e tomou coragem – a verdade é que eu nunca te esqueci. Há uns dias atrás eu estava olhando os pôsteres da RBD e relembrando daqueles tempos. De repente eu peguei um que eu tinha ganhado de uma fã, nele estávamos eu e você e em cima estava escrito Vondy. E eu pensei em todos aqueles momentos que passamos juntos.
- Sério?
- Sim, muito sério. Eu te amo Dulce María. – Ele a pegou pelo braço e a puxou mais junto do seu corpo.
- Eu também te amo Uck, muito. Nunca deixei de te amar...
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