Te Amaré Hasta La Muerte.

1 Capítulo 1 - Novidades.


Passaram-se 3 anos depois do fim da banda. Dul e Ucker não haviam se falado nesse período. Aliás, nenhum tivera notícias um do outro. Nenhum CD gravado, nenhuma novela... Nem sequer uma foto de um paparazzi de um deles fazendo compras.

Então, de repente surge uma oportunidade na vida dos dois: Uma novela. E adivinha? Os dois atuariam nela como os personagens principais. Dois adolescentes apaixonados, mas que fingiam se odiar.

Por Ucker: Nossa! Eu nem imagino. Voltar a atuar com a Dulce? Que ótimo. Bom... nem tão ótimo. E se ela estiver namorando? Ou casada? E com filhos? Ok Christopher. Chega de tantas perguntas. Pra que pensar no pior? Ou melhor, pra que pensar nisso? Faz tanto tempo...

Por Dulce: Fazer uma novela com o Ucker, cujo nós somos personagens principais. Hum... isso não vai soar bem pro Fernando. Ele não gosta de nada que eu faço e é o cara mais possessivo que eu já vi. Mas peraí. Por que eu desistiria de algo que é importante pra mim, pra satisfazer ele? Afinal, eu não amo mais ele, né? O jeito como ele me trata e o jeito que ele briga comigo... Ele não me merece.

Dul afirmava aquilo com clareza, estava certa do que iria fazer. Logo que ele chegasse em casa, ela o diria o que pensava, o que sentia e o que não sentia.

Uma... duas... três... quatro horas se passaram até que Fernando chegasse do trabalho. Ele bateu a porta do carro com força. Dulce sabia que isso não era um bom sinal, porque quando ele fazia isso, sempre estava de mau humor. Mas isso não amedrontou tanto ela a ponto de fazê-la desistir do que havia pensado.

- Oi amor.

- Oi Fernando.

- Fernando? O que deu em você? Você nunca me chama assim.

- Eu tenho uma coisa pra te falar.

- Fala...

- Eu recebi um convite pra fazer o papel de personagem principal de uma novela. Aliás, uma dos personagens.

- Nossa, que ótimo! E quem são os outros?

- O Ucker...

- Aquele trouxa? Você lembra o quanto ele te magoou né?

- Sim, mas...

- Por isso você não vai aceitar.

- Vou sim!

- Como é que é?

- Olha Fernando... eu sabia que você ia ficar assim.

- Tá, e?

- E... eu quero terminar!

- Vagabunda! Terminar? Eu digo quando terminar. Será que você não entende?

- Você não entende. Agora vai embora. Eu já te disse o que eu tinha que dizer.

- Eu não vou embora, se liga! Quem manda aqui sou eu. Eu mando aqui e em você!

- Desculpa amigo. Mas se um dia mandou, agora não manda mais. – ela começou a ficar com raiva. – AGORA SAI DA MINHA CASA. Eu comprei tudo isso e ainda te sustentei.

- Tá, certo. Eu vou... e tu... vai lá com aquele filho da mãe... vai!

- Tchau, Fernando. – ela bate a porta.

Naquele momento ela sentiu um alívio. Sabia que tinha feito o certo. Foi tomar um banho e arrumar suas coisas pra viajar no dia seguinte.

Ela abriu o chuveiro, deixou a água quente correr pelo seu corpo. Gotas grossas e pesadas estalavam quando tocavam a sua pele. Durante os 10 minutos de seu banho ela ficou pensando em como seria reencontrar Christopher e como ele reagiria ao vê-la.